Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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PASSOS MARCADOS

Se eu passo com meus passos
com seus passos, pode passar...
Se seu passado, não passa
e suas passadas embaraçam...
Os passos segue carreira,
para no passado, passear.

Eu passei pelo passeio
com passos e passadas largas
meus passos foram escanteio
com minhas passeadas rasas.

José passou a galope
entre poços e passos seguros
suas passadas foram forte
com bote para o futuro.

Marcou passos no passado
no tempo foi passageiro
pelos passos do pai honrado
passou para o mundo inteiro.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

DESVIO (soneto)

Hoje nada quero, nem se a paixão quiser
Estou em silêncio, lá fora o alvo me errou
Acontece que meu coração de ti cansou
Nada quero, mesmo se ainda afeto tiver

E assim, nesta emoção, então, eu vou
Deixe a ilusão de lado, não sou qualquer
No meu sentimento não meta a colher
Vai em frente, siga, pois em outra estou

Se livra de mim, nada em mim vai acender
Não pense em mim, a estação já chegou
Desça, pegue o desvio, não vou render

Estou machucado, você na dor acertou
É o fim, entenda, não vamos mais sofrer
Agora só recordação, de quem te amou!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro, 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

EU VI A LUA

Quando pequeno,
uma noite no meu terreiro
sob o vento, meu inteiro!
Eu olhava a lua...
Tão alta, tão, alva
tão minha...
Tão sua.

Lá nas alturas, muito longe
lua, cavalo, dragão e conde
o mundo ali... Pra onde?
A lua, as vezes se esconde
e vaga por cima do bonde.
Os dois 'mundo e lua'
... Encontram-se nas velhas ruas
e nas fofocas da língua sua.

Quando pequeno, eu olhava a lua...
passeando pelo inverno
rodeada pelas estrelas
as crianças queriam velas
e no meu terreiro, fogueira
fazíamos rodas de verso
ali, segredo e confesso
aos olhos da lua faceira.

'Lua, luar
eu quero viver e crescer
passear pela paixão
ver a flor branca florescer
e o povo abrir as mãos.

Quero ver o mundo em paz
acalentando os inocentes
felicidade estampadas
e risos no rosto da gente.

Quando pequeno, eu olhava a lua...
e sob o vento frio na margem do rio
a lua nas águas, demonstrava seu brilho.

Eu vi a lua e sua clamura
vi seu encanto com pranto
vi no espelho oceânico
chorando as suas lagrimas
e enxugando com seu manto.

Quando pequeno eu vi a lua
toda nova, toda cheia
minguante de pois crescia
espantando as candeias.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

FEITO DE CARNAVAL

Menina, aonde você vai,
com essa chuva, fantasia e favas?
_ Eu vou chorar as minhas lágrimas
e mistura - lá a essas águas
para aliviar o sol desse vendaval...
O meu amor cedo, foi embora
eu só passei com ele, horas
da noite do carnaval.

Inserida por Amontesfnunes

A LÍNGUA

Minha língua,
minha dita, me edita,
as vezes medita informal.

Minha língua sem sal
em saliva com sal... palpita,
Por bem, ou por mal.

Essa língua maldita
com sua dita edita...
Um caótico carnaval.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Bate o sol
Na soleira da porta
da frente
E ilumina com ela
Meu sorriso incandescente

Entre a mecanicidade da vida
Entre rir e reclamar
Aguarda-se que a vida
Faça-se linda e bela
Sem se esperar.
A velocidade da gentileza
Torna-se lenta e desalenta
Desatenta.
Para quem será,
devo esta vida encorajar?

Inserida por lmartinsc

Saltitam os caracóis
Quando caíram ao chão
deslizando dos lençóis
Estes fogem da água
como quem foge do
comum.

Saltitam os caracóis
em direção aos seus
próprios sóis
Ah,
Caracóis de mim...

Inserida por lmartinsc

Deito a caneta
sob os papéis
dos meus
sonhos

porque já estou indo,
por hoje
partindo

mas antes de dizer
adeus,
eu quero lhe
d e s e j a r
os sonhos
teus.

Inserida por lmartinsc

Ouço muito e de toda gente
Que nem tudo são flores
Pasmos às dores da vida mansa
/ ou de navegadores.
Para essas flores,
Haja campo
Recanto
Amores
Mas com dores!
Ora, pois nem tudo são flores

Inserida por lmartinsc

Meus desenhos estão todos engavetados
com riscos pretos.
Tênues entre a verdade e a exatidão
sem margens, sem papel, sem arte
todos engavetados
plenos de razão, frouxos perante qualquer convicção
mas com linhas escuras limitando sua exatidão.

Inserida por lmartinsc

SER POETA

Ser poeta é:
Simplificar as fazes e as estações,
amiudar os amores e as saudades,
medir o tempo e as tempestade
ouvir o medo e achar a verdade.

ser poeta é:
Pespontar as pontas e demonstrar
as verdades,
ser feliz mesmo quando as flechas
apontam para a sagacidade.

Ser poeta é:
Ter sonhos e sonhar
ser sonhador acreditar no amor
adaptar-se a vida e amar.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Contra Nós

Chego até desconfiar,
aos poucos vou me
acostumar.

Com tão grande bem que me faz,
És fonte de paz!

Olhar fito, fixo, tenro de ternura
e paixão.
Manjar que sacia uma nação.

Ai de mim, ai de ti.
Quem será contra nós?

Cala-te boca, não quero um pio
de voz.

Inserida por ClaudioFrancisco

Amores Destrutivos

Amores destrutivos são como roseiras!
Te atraem por mostrar uma beleza encantadora,
com seu perfume te entorpecem e sufocam,
com seus agudos espinhos te ferem,
com suas raízes sugam lágrimas como se fosse Água,
Por sua fragilidade,
te atacam com fungos que te Adoecem,
te lançam ao chão como pétalas murchas
tirando Suas esperanças.

Inserida por JulianaBarretos

Madrugadas Infindas

No silêncio estrondoso das noites
grito palavras Indizíveis,
o frio em erupção me desperta de sonhos insones.
Resquícios de saudades atrozes
tornam as madrugadas infindas.
Delírios que adormecem meus devaneios
logo despertam As dores de um amor mal vivido.
Exaurida em cada amanhecer visto cores e flores
e flutuo Nas dores.
Liberto-me das noites que me atormentam

Inserida por JulianaBarretos

SINTO FALTA I
Sinto falta de muita coisa ou de quase nada,
Sinto falta do que era simples, inocente,
Sinto falta do que não entendia
e de contos de fada,
Sinto falta da poesia,
Do sol poente.
Sinto falta de Castro Alves a Manoel Bandeira,
Sinto falta de Gonçalves Dias a Tom Jobim,
Sinto falta dos frutos de minha goiabeira,
Sinto falta da inocência que chegou ao fim.
Sinto falta de poemas e versos,
Que um dia fiz e hoje perdidos ou dispersos,
Sinto falta de amigos, de minha mãe e de meu pai,
Sinto falta de sonhos e tenho saudades que do coração não sai.
Autor: Agnaldo Borges
24/04/2005

Inserida por AgnaldoJoeciBorges

ATERRO-ME

Nos meus inúmeros erros...
Ou em meu escuso terno
eu me aterro.

Me aterro em silêncio
encapuzado no meu tédio.

Me aterro em meu segredo
ou em meio, dos meus berros.

Quando me aterro em meu aterro
... Eu tenho medo.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

NA LUA

Ih!!! Tem muito lugar p'ra ir
e eu vou... Vou sair daqui
vou por ai...
Quem sabe se lá p'ra onde,
se, a pé, ou se, de bonde.
Aonde a gente se esconde?
Sozinho , ou com o conde?

Eu não sei se vocês, mas...
Tudo que sei de mim,
É que estou, próximo do inicio
e muito mais do fim,
e que, qualquer dia
... Desse mês...
Chegará a minha vês
E eu... Há, eu vou sair por ai,
com aquele velhos giz...
Colocando pingos nos is.

Antonio montes

Inserida por Amontesfnunes

PASSAGENS

O que dizer a vocês...
Direi que vida é isso, vida é assim
... Um tempo mais,
outro tempo menos,
um dia somos embalados,
outro dia freados...
Se hoje rirmos muito...
Amanhã choramos.

A vida é isso, isso é vida!
E diante da vida, teremos que esta,
preparados para viver.

Particularmente, eu não culpo...
A mim, a ninguém,
muito menos a você...
Estamos vivos e viver é errar e acertar,
isso é vida!
E diante da vida, não podemos ser iguais,
nem os dedos das mãos podem!
Que feios seriam se fossem.

Avante gente, avante!
Saúde, vamos a luta...
Vamos está, vamos marcar ,
estamos passando, por aqui
vamos deixar as nossas marcas fluir...

Uma vês saindo daqui,
nunca mais voltaremos a existir
nem por segundo...
Momento, minutos hora ou mês
Não se esqueça que...
Só se vive uma vês.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Cenas

Eu gosto mesmo é de
abacate com açúcar.

Saborear tal gostosura,
é experimentar um pedaço de céu.

Me impressiono com as abelhas,
zapeando ao redor do mel.

Seriguela desce pela goela,
eu eu, pego da tigela, pro
suco fazer.

Mae grita da janela:
"-Descasca e moe, que eu
coou procê!"

Cenas do interior,
lugar calmo,cheio de
aconchego e calor.

Inserida por ClaudioFrancisco

Sagração

Era uma tarde chuvosa de fevereiro,
a janela aberta revelava um céu alvacento
enquanto escutava melodias suaves de piano e flauta.
Uma poetisa apareceu-me de repente. Uma senhora nascida num final de primavera.
Conversamos. Ela declamou-me poesias e, como mágica, as palavras tinham cores e sons.
Eu disse a ela que seus versos me falavam de Deus. Confessei-lhe também que a poesia é mais redentora que os dogmas da religião.
A senhora sorriu um sorriso interrogador aguardando a minha explicação.
Respondi que os dogmas são sempre certeiros. Infalíveis. Escritos por teólogos que sabem definir o Mistério.
A poesia não. A poesia não define o Mistério, a poesia o torna sagrado. E em seguida o lança nos ares do imaginário.
Os teólogos sangram a vida com preceitos. Os poetas, ah, os poetas sagram a vida que o teólogo sangrou.
Então a senhora dos versos sagrados se lançou no desconhecido de minhas próprias palavras e desapareceu.

Inserida por warleywaf