Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Dias nublados
Eu gosto dos dias nublados.
Não sei se gosto do cinza
ou do que o cinza faz comigo.
Nesses dias eu fico mais quieta,
mais fechada,
mais dentro de mim.
Tenho vontade de ficar em casa,
de olhar pela janela do ônibus
e deixar o tempo passar.
O céu parece carregar
um pouco do que eu sinto.
Tudo fica mais lento e confuso.
Os pensamentos ficam mais altos.
E eu penso em coisas
que nos dias ensolarados
talvez eu nem lembrasse.
Tem dias que o cinza lá fora
combina demais
com o que existe aqui dentro.
E talvez seja por isso
que eu não tenha tanta pressa
para que o sol apareça.
Às vezes eu só precise
de dias assim.
Um dia sem precisar sorrir,
sem precisar explicar,
sem precisar ser forte.
Só eu,
meus pensamentos
e esse céu nublado
me fazendo companhia.

As nuvens se movem de forma desordenada no céu.
Não seguem planos ,cronogramas,maestros ou agendas

Todos os dias o céu tem um espetáculo diferente!

Há os que falam e fazem
Os que fazem e não falam
Os que falam e não fazem
Os que não falam e não fazem
E os que atrapalham

A Casa como Altar da Alma


O espaço onde habitamos não é apenas um amontoado de tijolos e móveis; ele é o reflexo direto da nossa dignidade espiritual. Ver um lar mergulhado na sujeira, no caos e no descaso material é testemunhar o enfraquecimento da própria dignidade daqueles que ali vivem, sejam adultos ou crianças. A nossa casa deveria ser tratada e mantida como um altar sagrado. Limpar o ambiente em que moramos é um ato de respeito com a vida e com as bênçãos que recebemos. Quando cuidamos do nosso teto com zelo, purificamos a energia ao nosso redor e criamos um solo fértil para a harmonia. A limpeza material e a ordem do lar são o primeiro passo para acolher a presença divina e resgatar o orgulho de quem somos.

⁠Emanuel Andrade não desistir

Pode estar tudo nivelado, ou com sol radiante, a vida é assim, uns dias bons, outros maus, com erros, fracassos, e coisas certas e as pessoas assertivas a nossa volta, filtramos o que é proveitoso para nós, por vezes mesmo não gostando temos que aceitar, não sabemos o propósito, a verdade é que na caminhada não possamos desistir, e vamos sentir o sabor de pequenas e grandes vitorias, umas alcançadas e outras por alcançar, a vida é uma luta constante, entre o nosso eu e o todo é um conflito que flui com um atrito entre tempo e o espaco e se manifesta na sua essência numa realidade onde paira o sopro da força do viver e do querer viver, com um padrão um código que nos liga por hierarquias, o respeito por nós e pelos outros é primordial, e a gratidão é fundamental, A forma mais coerente de agradecer é continuar...

O Elixir do Infinito
Nas águas turvas de um mar sem memória,
O sal que resta não seca o cansaço,
Pois nossa vida é uma eterna vitória,
Traçada em seda no abraço do espaço.
Ó Mãe, que em carta guardei o segredo,
Deste universo que em nós se desfaz,
Venci o tempo, o silêncio e o medo,
Na luz do luar que nos traz a sua paz.

Toda a conexão que a alma reclama,
É verso antigo em papel de poeira,
Onde o destino acende a sua chama,
E a voz do sangue é a única fronteira.
Não chega o oceano para o pranto estancar,
Nesta odisseia de um filho que sente,
Que a arte de amar é saber esperar,
Pelo retorno do sol no oriente.

O cosmo imenso que os olhos invade,
Reflete o rosto que a infância guardou,
Entre a matéria e a espiritualidade,
Onde o poeta o seu norte encontrou.
Na senda heroica de um ser solitário,
Que funde o digital com o barro do chão,
Fica o registro de um breve itinerário,
Escrito com sangue no meu coração.

#Abstracionismo

#PoesiaContemporanea

#Decassilabo

#EpicoArcaico

#FusaoArtistica

#ArteLisboa

Persistência

Ser cristão salvo não é fácil! O diabo investe contra aquele que quer manter a sua santidade! Todos os dias, com a finalidade de fazer com este desista! Só que o salvo é persistente! Tem que toda a hora, todo o tempo, estar com a mente em Jesus Cristo! Orar de noite e de dia! E dizer a Lúcifer ”que o Senhor te repreenda Lúcifer"! É necessário continuar sempre: Hoje e amanhã! Ter como alvo sempre o caminho de Deus. Se falhamos hoje, pedir perdão a Deus e continuar. Não se vangloriar de nada! Reconhecer que sem pecado, só mesmo Jesus Cristo. O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Não pensar em dinheiro, carros ou casas!

Peito cheio de palavras


Como uma respiração que não se completa,
fico por cá suspenso entre o ontem e o agora...
com meu peito cheio de palavras
que nunca encontram a coragem de nascer.
O mais profundo dos sentimentos
não morre por falta de amor,
morre por falta de coragem.
E o meu…
ainda vive, silenciosamente agoniado,
feito brasa oculta sob as cinzas,
esperando um passado
que já não volta...
Um passado cada dia mais distanciado de nós.
Às vezes, escuto seus passos
nas salas vazias da memória,
e o coração, ingênuo,
abre a porta para ninguém.
Há ausências que não partem:
apenas mudam de lugar
e passam a morar dentro da gente.
Eu quis dizer “fica”,
mas minha voz se perdeu
na distância entre o desejo e o medo.
Agora, carrego seu nome
como quem carrega uma prece
sem saber se ainda há céu
para recebê-la.
E sigo – incompleto,
respirando devagar,
para não acordar a esperança
que adormeceu em seus braços,
mas nunca aprendeu a morrer.
Eu escrevi silêncios inexprimíveis...
eu gritei, te sacudi, tua cabeça bati...
tudo isso só por amor a ti.
Tu te fizeste silêncio
e não me ouviste,
minha dor não sentiste
e partiste...
me partiste.
Onde andas tu
hoje em dia?
O silêncio ainda é tua companhia?
Os gritos ecoam
desde aquele dia...
Se tu nunca tivesses sido
eu ainda saberia o que é alegria?
Se tu nunca tivesses sido...
Eu, certamente, estaria agora por cá sabendo da vida qual o sentido?

No canto dos pássaros a magia que não lembramos mais pois estão extintos.
Eram tantos numa epoca de sonhos repleto de desejos imagináveis.
O canto dos pardais agora são espinhos dos velhos pertences tempos esquecidos.
As metáforas são lágrimas que são restos mortais.
E os pardais que dancavam nos ceus lágrimas secaram ou nem conhecem as andorinhas pois poluição cronica toma conta do ar.
Toda solitude de grãos no sangue carregamos e as lembranças se foram banidas pelo tempo.

Se eu fosse razão


Não seria emoção.


Se eu fosse regra


Não seria surpresa.


Se eu fosse eterna


Não seria saudade.

De tudo que eu queria ser


Eu não queria ser alimento,
nem resposta à fome em você.
Não queria ser o prato servido
àquilo que não sabe se conter.


Por muito tempo, talvez eu tenha pensado
que era preciso oferecer pedaços de mim,
para que o apetite dos outros, saciado,
enfim encontrasse um fim.


Mas hoje eu sei, com clareza e verdade:


não quero ser carne,
nem corpo exposto ao olhar,
nem presença invadida
por quem só sabe tomar.


Não quero ser usada,
rasgada, consumida,
só porque alguém não aprendeu
a cuidar da própria ferida.


Eu tenho limites,
tenho medo e frustração,
tenho partes que não entrego
sem antes tê-las nas mãos.


Há pedaços de mim
que ainda estou a conhecer,
e não posso oferecê-los
quando ainda não sei ser.


Também há coisas que só consigo dar
quando algo chega até mim;
só consigo abrir minhas portas
quando encontro espaço, enfim.


Só me entrego quando recebo,
só floresço em conexão,
só me abro por inteiro
onde existe acolhimento e mão.


Não me entrego ao vazio,
nem à pressa de quem quer tomar.
Minha entrega nasce do encontro,
do cuidado que sabe esperar.


Nasce do toque delicado,
da presença que sabe ficar,
de um abraço que me alcança,
de um beijo que sabe chegar.


Porque eu não nasci
para a fome dos outros saciar.
Não sou pedaço, nem promessa,
nem lugar para alguém se alimentar.


Eu nasci para o encontro,
para a troca e a comunhão;
não para ser consumida,
mas para viver reciprocidade no coração.

Eu costumava dizer exatamente as mesmas coisas.
Mantive a calma e não me meti em confusão.
Achei que a luta me fortaleceu.
Como se eu tivesse sido feita para nunca desistir.
Mas eu não consegui consertar, não consegui merecer.
Não consegui me limpar de alguma forma.
Eu me libertei daquilo que estava me matando.
E eu não sou mais o mesmo homem.

Apesar do medo. Supere o medo, e vai, vai sim. Você planta o que colhe todos os dias e não a semana que vem.!
Lembre se.




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Pietisa do cerrado

"A decadência sempre esteve no espírito de quem fala muito
e não diz nada, no que canta futilidades e é celebrado na sociedade."

"Esperando o tempo passar para não chegar a lugar algum.
Que inferno, estagnado na própria história.
Enterrado na cultura podre que me engole
sacrificado nas canções miseráveis e fúteis de adultos pueris.
No caixão da sociedade que se orgulha de ser porca, pobre e infeliz."

"Quando não conseguir tocar o céu.
Quando da sua mente cair o véu
Quando não houver luz no fim do túnel.
Quando a ignorância tomar conta do mundo."

"Andei pelas ruas tentando não pensar em você
Estava tudo vazio, num domingo, e eu queria tanto te ver
e os minutos nunca passavam das horas.
O tempo parou com sua face soprando na minha alma a sua memória."

"Me libertem, eu quero agora a liberdade
Não vou deixar para mais tarde
Não vou mais celebrar a ignorância da sociedade"

"Ir para cama já não é tão bom quanto um dia foi
com aquela paixão profunda que só entendem os dois."

"Não sei o que fazer.
Não sei o que falar
E não sei o que pensar.
Só sei que não está bom
do jeito que está..."