Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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"Foca na positividade, porque viver é isso, mantenha a fé, e não desista, pelocontrário resista, porque
Deus jamais perdeu, e eles está
com sua vitória"

Cometem-se crimes,
E os vêem como corriqueiros;
Mas, se adversários fazem o mesmo,
Não deixam-nos impunes.

Deixemos o acaso decidir nosso futuro e não precisaremos reclamar do insucesso.
(...)
Afinal não nos esforçamos por nada mesmo.

Não a prende a tinta, o laço ou a razão,
Segue solta e livre, sem medo do destino.
É o incentivo que busca o ânimo,
A indocumentável essência da vida.

Beleza Versus Instante


"Não confunda estar bonita com ser bonita. Estar bonita é momento. Ser bonita é uma visão de dentro para fora - é como a sua essência se projeta no mundo. Afinal, quem elogia com clichê não quer saber de quem você é de verdade."

E talvez seja isso o que mais dói: alguns nomes das crianças que nunca tivemos não foram simplesmente escolhidos. Foram inventados por nós, quando ainda imaginávamos que estaríamos juntos quando elas chegassem. Hoje, já não somos nós. Mas os nomes continuam sendo nossos. E talvez nunca deixem de ser
!

Muitas pessoas abandonam seus sonhos,
por causa do dinheiro,
não tenho dinheiro,
mas realizei os meus sonhos!

(...)
eu não sei se passei no teste
de ser gente ou alguma coisa
queria mesmo é ser a Mosca
dos filmes do Cronenberg
ou o inseto monstruoso do Kafka
que um dia não saiu mais
um dia me tranquei no quarto
um dia me tranquei na vida
e não fui mais
simplesmente não fui
e nem tentei encontrar
respostas ou motivo


Não há nada depois dessas coisas.


_______________________


(Fragmento do poema “Um inseto monstruoso”)
Lisa Alves — Jardim de Pragas (2025)

[impressoras orgânicas]


(...)


Meu espírito anárquico não compreende
a frieza em pleno verão.
Nasci na tropicália mineirês,
no barroco europeu
com santos que nunca acreditei.
Aprendi a ler para rezar novena e fui parar em
“Ave Bakunin!” e “Salve Lispector!”.








Lisa Alves — Arame Farpado (2015)

[censura]


Não possuía escapes – lacraram todos os orifícios de evasão.
As flores de dentro tornaram-se rudes e secas.
Até o ar ficara denso.
Nem regalia de afundar-se ao chão,
nem michas por debaixo das portas (portas?),
nem correio, nem leiteiro, nem vozes (veludas vozes),
nem sirenes e nem a cantiga do bem-te-vi.
Ela era toda silêncio.


Lisa Alves — Arame Farpado (2015)

Quando tudo parecer derrota, iremos nos reerguer, ainda que feridos.


Haverá tristeza, mas não será um monólogo: forçaremos que ela dialogue com a alegria, e elas se alternarão.


Se a saudade nos cortar com a ausência, devolveremos a ela a presença embrulhada em forma de lembranças.


Quando a dor descolorir o nosso dia, derramaremos novos potes de tintas sobre a tela.


Para cada último suspiro em uma cama de hospital, uma forte puxada de ar do outro lado da cidade.


Sejamos, portanto, igualmente implacáveis com a morte: adversário à sua altura. Essa é nossa única reviravolta possível.


Assim, deixemos que ela se vista de escuridão para nos confundir.

Em resposta, nós nos vestiremos de vida para envergonhá-la.

A abertura emocional depende de coragem.


E a coragem é subsidiada não apenas por nossa própria disposição, mas também pela firmeza da rede que nos sustenta, que inclui o ambiente e nossas relações.


Por isso, o ato de escrever pode ser um verdadeiro divisor de águas, na medida em que revelamos (para tudo e para todos) de que matéria somos feitos.

A morte será sempre aquela visita indesejada.


E não há mudança de endereço que escape da sua senda. Ela sempre nos encontrará.


Diante da morte, nossa impotência é grafada em letras garrafais. De mãos atadas, acatamos o inaceitável.

Não podemos atribuir à nossa corporeidade o estatuto de objeto ou de mera coisa, pois ela possui afetividade.


Por isso, é por meio da afetividade que o sujeito humano se coloca como um ser no mundo, junto com os outros semelhantes.


A afetividade é essencialmente relacional.


A qualidade dos afetos é o que baliza os encontros presentes nas relações humanas.


É a potência da afetividade que impõe um enfrentamento real às vulnerabilidades.


Quando os nossos vínculos e nosso senso de pertencimento estão fragilizados, nos sentimos totalmente expostos a riscos de todas as sortes.


Contudo, o afeto é capaz de transformar esses territórios de vulnerabilidade. O acolhimento pode ser como um porto-seguro, onde não nos sentimos à deriva.

O leitor não deseja reter o texto, apenas mantê-lo em sua vista, sob seu olhar cuidadoso e vigilante, preservando sua essência.


Logo, o oposto de guardar algo é aprisioná-lo, pois isso desnatura sua essência.


A palavra sempre deve ser livre.

Reconhecer o alfabeto não é o mesmo que ler literatura.


A grandeza da literatura é apenas vista por aqueles que conseguem ver além dos signos alfabéticos.


É quando o leitor sente e compreende o ritmo, as alusões, a originalidade verbal, o apelo universal, a verossimilhança e a concepção criativo.

Somos humanos porque existe linguagem.


Ela não nos pertence: nós é que nos encontramos sob seu solo.


A linguagem é quem fala; nós apenas co-respondemos ao seu apelo.

O ciclo



A água que escorre pela ladeira não retorna à mesma rua.
Ela cumpre seu curso.
E apenas em outro ciclo, se ousar, volta a cair no mesmo lugar.

"Ressalmo"

Demétrio Sena - Magé

Bem aventurado, mesmo, é o varão que não anda segundo os conselhos do pastor vendido para políticos. Não se detém no templo dos corruptos e corruptores... nem se assenta na roda dos negociadores de votos dos fiéis. Antes tem o seu prazer de cidadão esquerdista que acredita na liberdade, no amor, e medita de dia e de noite sobre o bem comum... no melhor para todos... na beleza da diversidade humana que abraça todos os povos; etnias; religiões; ideologias livres e sinceras, conforme o entendimento e a escolha de cada um.

Esses realmente serão como árvores que dão frutos saudáveis. Que oferecem sombra capaz de refrigerar as mentes; almas; corações. Sombra que acolhe sem preconceito, as etnias infindas, as religiões incontáveis, a não religião, todas as classes sociais, orientações e gêneros. Nem tudo quanto fizerem prosperará, porque os maus estão por aí; os extremistas nunca cessarão as armadilhas... e os falsos líderes religiosos, que sempre oferecem seus rebanhos em sacrifício aos maus políticos, nunca desistirão de estabelecerem seus paraísos particulares na terra.

São assim os ímpios "igrejados". De um lado os que dominam; do outro os que são dominados, por preguiça de sentir, pensar e caminhar por conta própria. Espero que os lobos em pele de cordeiro sucumbam nas urnas e o rebanho desperte a sua cidadania. Quando a própria igreja, em parceria com o poder terreno, torna-se a roda dos escarnecedores, o alerta é que passou da hora de os verdadeiros cristãos não se assentarem mais nessa roda. Ou em última instância, o que acho impossível, remodelar ou recontextualizar a roda.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

O instrumento não se vangloria,
Como pode o machado se vangloriar?
Se é o agricultor que o conduz,
Como pode o homem diante do Altíssimo se gloriar?
Anteriormente eu vivia de bobeira,
Hoje eu vivo a observar.
Faço a leitura da Sagrada Escritura,
E na Palavra me curvo a refletir e meditar.