Poemas de Lamento
Minhas lamentações:
Em meu peito, a tristeza faz morada,
Um lamento profundo, alma magoada.
O universo, em conspiração sombria,
Contra minhas forças, noite fria.
A alegria, outrora tão vibrante,
Sucumbe ao peso, instante a instante.
Lágrimas vertem, rios de dor,
Em meu pranto, um clamor de amor.
Nas sombras da existência, eles me vislumbram,
Cegos à minha essência, surdos ao meu lamento.
Admiram o invólucro, ignoram a alma que habita,
Neste baile macabro da vida, sou um espectro errante.
Não busco o afeto da turba ignóbil e vã,
Prefiro nutrir as almas que comigo caminham.
Que se dane o mundo e seu julgamento fútil,
Sou o veneno e o antídoto, o pecado e a virtude.
Mil faces possuo, não por vil falsidade,
Mas pela complexidade de minha natureza.
Na cela úmida e fria de minha consciência,
Teu amor, paradoxo doce, é minha única clemência.
Sou a lua negra no céu da existência mundana,
Ora cruel como o inverno, ora terno como a primavera.
Entre o ódio e o amor, danço eternamente,
Um balé mórbido, belo em sua decadência.
O mundo me chama de monstro, outros de santo,
Eu sou apenas o reflexo de seus próprios encantos.
Ser, fazer, ter - trindade profana da humanidade,
Yin e Yang, em perpétua dualidade.
Valores imutáveis carrego como uma cruz,
Fiz chorar muitos, e chorei em solidão.
Posso ser gélido como a morte para meus inimigos,
E compassivo como um deus para estranhos em aflição.
Na cela fria do destino, teu amor me aquecia,
Às vezes, anseio voltar, para sentir tua falta com mais agonia.
O amor, esse tirano, exige sofrimento e medo,
Para florescer em sua plenitude, qual flor do mal em segredo.
O ódio gera violência, diz a sabedoria banal,
Mas já vi o amor causar dor mais fatal.
Entre pecados e virtudes, sou um ser grato,
Esperando que os céus vejam nisto algum valor inato.
Sou a lua em todas as suas fases etéreas,
Novo, crescente, cheio, minguante - uma dança sidérea.
Bom e mau, em medidas inconstantes,
Sou eu mesmo, em todos os instantes.
Quem sou eu para ti? Quem sou eu para o mundo?
Um enigma sem resposta, um abismo profundo.
Aceita-me em minha totalidade complexa,
Pois sou a poesia viva, bela em sua perplexidade.
Flavio “ The legendary “ Álvaro
Não viva lamentando...
Pois teu lamento só alimenta a alma negra que existe em você...
Viva seu dia como se fosse o ultimo e sempre coloque limites em tudo...
Porque sem limites a vida trará lamentos no futuro.
Regicídio -
Numa intensa tristeza, lamento profundo,
no silêncio das Almas, quente e perturbante,
ecoa ao longe, no Palácio da Pena, uma voz distante,
um grito de dor que abrange todo o Mundo …
Vai morto El-Rei a passar! E num eterno segundo,
seu filho, também. Atrás, D. Amélia, palpitante,
de véu negro sobre o rosto, num silencio cortante!...
Piedosa Senhora que leva cravado um punhal tão fundo!
Quão triste e penosa, quão amarga a vossa sorte!
Que até o Mar reza calado, orações de morte,
em severas toadas de límpido cristal …
Ó Senhora tão sozinha, perdoai esta gente fria,
que ao matar aquelas vidas não via que vos feria …
Que agora, a Pátria d’El-Rei, será o Céu de Portugal!
(Ao Regicidio de El Rei D. Carlos e do Principe D.Luis.
Ao Sofrimento da Rainha D. Amélia.
1 de Fevereiro de 1910. Lisboa. )
Lamento -
Trago na Alma a Solidão
a tristeza no meu peito
na minha voz a canção
no olhar o triste jeito
desta vida sem razão.
Oiço uma voz a cantar
em minhas noites perdidas
vejo o povo a soluçar
estas mágoas doloridas
que no fado quer rimar.
Nestes versos ao escrever
o povo chora a cantar
o povo canta a sofrer
dores do seu caminhar
do nada que tem a perder.
Destino sem Rumo -
A minha voz ao cantar
traz um lamento desfeito
é como as ondas do mar
que se enrolam no meu peito.
Canto um fado e outro fado
numa saudade sentida
trago o destino marcado
e a minha vida perdida.
Cantar é saber da vida
o que a vida sabe do mar
quando a vida está perdida
outra vida há que esperar.
À deriva p’la cidade,
procurando outro caminho,
não me deixo ter saudade,
quem se vai, segue o destino.
A dor do Mar -
Um Pintor pôs numa tela
um lamento por adorno
e fez do Mar uma aguarela
na pressa de um retorno.
Um Poeta pôs nos versos
a saudade da amada
o Mar secou-lhe os beijos
por a ter nele afogada.
Um Fadista pôs no canto
a mentira de um amor
e afogou-se de quebranto
no Mar alto, sem pudor.
Ó Mar que tanto inspiras
a arte das viagens
porque trazes e agitas
tanta dor nas tuas margens?!
Ó Mar que na neblina
tantas mágoas se dissolvem
tanta esperança se fulmina
tantos mortos em ti dormem.
E como as ondas que se enrolam
do mar alto até à margem
minhas dores já não choram
são no Mar uma miragem.
Por mais que o tempo
Tenha rompido esse amor
Por erros, não lamento
O que ele me tirou
Prevalece sua beleza
O brilho do seu olhar
A magia do seu encantar
Sobre mim, essa proeza
De falar sobre essa qualidade
Tamanha que você tem
Que minha expectativa superas além
Através dessa sua liberdade
Oportunas chances não terei
Se rejeitarei o meu pensar
Então, a Deus eu vou buscar
Pois, a resposta Dele, eu encontrarei
Não é um lamento, apenas uma constatação
Te vi vendendo doces pra ajudar sua mãe
Hoje te vejo descendo com roupas velhas a mão.
Morador de rua?
É o sistema capitalista, máquina de moer gente.
Quando será a nossa vez?
Uma constatação.
Lamento os transtornos causados mas, no momento estou tirando férias de mim...
Da insegurança da vida...
Do medo de morrer...
Da dor da saudade...
Da falta de um abraço...
Da ausência dos seus beijos...
Das lágrimas que jorram na noite de solidão...
Do seu cheiro amadeirado...
Do ruído do rio que passa lamentando...
Do estrondo do mar revoltado...
Do som do violino em silencio...
Do sorriso daquela criança que fui...
Da mulher que sou hoje sem rumo...
Preciso tirar férias de mim...
Quanto eu volto?
Talvez quando a paz quiser voltar comigo...
Se sua vivência, sua realidade nesse mundo não tem como alvo atingir o Céu...
Lamento.
Você é apenas um tiro que está saindo pela culatra.
Resta-me
Resta-me um lamento no término,
Além, digo
No resto de minha vida que sozinho sigo
Comigo resta-me a distância daquilo que consigo
E sinto um consolo
Complexo contorno
E nele ainda cabe alguém.
Lamento dolorido..
Meu Deus !!
aquiete meu coração !!
ele chora de saudade !!
como aquietar esse coração velho de guerra?
como dizer que vais voltar ? se nem eu mesmo sei quando.
Meu Deus !!!
como ele aperta de saudades..
Dói !!! e como Dói !!
como apagar você de minha vida ?
praticamente impossível.
como impedir as lagrimas que insistem em cair de meus olhos?
como vê !!!
es desejada em minha vida.
seu nome não posso dizer
mas a chamarei de Kauane.
volte pra mim !!!
Poesia, amem e perdoem enquanto é tempo.
Em cada momento a vida nos provará com alegrias e lamentos, e as tristezas devem ser escritas na areia, para que o tempo leve embora todo o sofrimento.
E as alegrias, devem ser escritas nas rochas para o nem o tempo eternize esses momentos expresso com os mais sinceros e puros sentimentos.
E de tempos em tempos, quando o nosso coração pesar de sofrimento, nós devemos lembrar que existe um Deus que quer enxugar as nossas lágrimas e consolar os nossos sofrimentos.
E com o passar do tempo, essas tristezas vão transformar-se em alegrias pois o nosso Deus sempre será capaz de mudar cada coração e cada sentimento com o seu amor que está acima de tudo.
E veremos com o tempo, que as nossas limitações e imperfeiçoes não podem nos separar de quem realmente deseja nos amar, e expressar a sua simplicidade em cada gesto, e em cada olhar.
Autor: Leonardo Pimentel Menin
Dasveis pinta na alma da gente,
uma baita duma sodadi...
LAMENTO VIOLEIRO
Marcial Salaverry
Com a viola na mão,
e a saudade no coração,
penso na minha amada...
]E com uma "Sodade" danada,
vou com a viola ponteando,
e para meu amor poetando...
O luar do sertão vem consolar o coração...
E a viola traz pra alma uma consolação...
Lamento muito por não ter sido o suficiente para você, deixo aqui expresso a minha profunda tristeza de não ter conseguido lhe fazer feliz, eu em momento algum menti quando falei que te amava, é o que realmente sinto por você, diante disso deixei dito que só uma pessoa me tirava da sua vida, e essa pessoa é você, achei que isso não iria acontecer mas estamos sujeitos a situações adversas dos nossos planos e pensamentos, queria deixar aqui registrado também que te desejo a mais pura e verdadeira felicidade na sua vida, pois os poucos momentos que passei dividindo com você nunca vão sair da minha cabeça, nesse período meus dias foram de alegria, afeto, carinho, amor e de luz! Obrigado por ter feito parte da minha vida ! Você sempre será minha nega linda ♥️😢
Foi um prazer ter compartilhado os poucos momentos juntos, com uma intensidade e uma reciprocidade surrealista!
Vou continuar lhe amando, amor não é só está perto, amor também é saber deixar ir, é desejar a outra pessoa a felicidade mesmo que isso nos curte a nossa!🫀😢
Eu poderia insistir para que você ficasse, mas acho que seria inoportuno da minha parte, pois se decidiu sair você tem seus motivos e vou respeita-los, mas saiba que as portas do meu coração estará abertas pra você ! Você me fez um bem imenso ! Espero não te-la magoada em nenhum sentindo não suportaria peso de ter-la feito sofrer, a quanto a mim, vai ser dolorido, vai ser difícil, mas como falei pra você carrego uma frase que me ensinou muito da vida " Tudo Passa" ! Amo você !
Poesia, existe um propósito em cada sofrimento.
Em cada dor, lamento, e sofrimento nós sempre veremos Deus a cada momento nos dando uma porção da sua graça e fé para vencermos cada sofrimento.
Sofrimentos esses, que nos levam a ter um entendimento e discernimento de que sempre será preciso passar por eles, para alcançar a verdadeira sabedoria para vencermos cada sofrimento.
E nas dores latentes da nossa alma, nós também perceberemos o amor, a bondade e a fidelidade de Deus nos dando o refrigério para cada lamento, e nos dando o devido livramento a cada momento.
Momentos esses, que aprenderemos a nos conhecermos interiormente para podermos compreender como superar cada tristeza, e o significado de cada dor que só pode ser curado com a compreender do amor de Deus o nosso criador.
Em versos tristes, expresso meu lamento,
Por ver a injustiça ferir o sentimento,
Acreditar que o trabalho ennobrecido é,
E testemunhar quem sofre, me entristece de vez.
Nas mídias e em cenas, angústia e dor,
Pessoas nas garras da prisão e do horror,
Como bandidos tratados, desmerecidos,
Por buscarem o sustento, seus filhos queridos.
Ah, algo errado nisso está inscrito,
No compasso descompassado, comprometido,
Como pode a cultura ser manchada assim?
O trabalho digno desprezado, é um triste fim.
Ergo minha voz, óh sociedade,
Clamando por justiça e equidade,
Que seja revista essa nova cultura,
E o trabalho seja enaltecido com candura.
Não mais presos, mas honrados cidadãos,
Valorizados em suas mãos, tais mestres são,
Que o alimento abunde, em farta colheita,
E que a dignidade humana nunca seja desfeita.
Assim, no verso encerro meu clamor,
Pela transformação, um apelo fervor,
Que a tristeza da realidade se transfigure,
E um futuro de igualdade se configure.
Lamento do oficial por seu cavalo morto
Nós merecemos a morte,
porque somos humanos
e a guerra é feita pelas nossas mãos,
pela nossa cabeça embrulhada em séculos de sombra,
por nosso sangue estranho e instável, pelas ordens
que trazemos por dentro, e ficam sem explicação.
Criamos o fogo, a velocidade, a nova alquimia,
os cálculos do gesto,
embora sabendo que somos irmãos.
Temos até os átomos por cúmplices, e que pecados
de ciência, pelo mar, pelas nuvens, nos astros!
Que delírio sem Deus, nossa imaginação!
E aqui morreste! Oh, tua morte é a minha, que, enganada,
recebes. Não te queixas. Não pensas. Não sabes. Indigno,
ver parar, pelo meu, teu inofensivo coração.
Animal encantado – melhor que nós todos! – que tinhas
tu com este mundo dos homens?
Aprendias a vida, plácida e pura, e entrelaçada
em carne e sonho, que os teus olhos decifravam…
Rei das planícies verdes, com rios trêmulos de relinchos…
Como vieste morrer por um que mata seus irmãos!
