Poemas Sombrios
A lua e o secreto
Abajur ligado, nenhuma sombra em evidência, o livro aberto, o vinho com gosto amargo da saudade,
da janela apenas a lua causa o efeito de um abraço amigo,
na poltrona o livro é deixado de lado, os olhos se fecham, a imaginação começa o seu show particular,
o teu abraço quente é sentido, o teu cheiro se espalha pelo quarto, a tua sombra é vista apenas pelo silêncio da lua,
o sonho ganha sabor, temperatura, ele ganha vida,
os olhos se abrem devagar, o vinho trás prazer a cada gole, a lua maliciosa dá um sorriso maroto,
o livro é fechado, o abajur é desligado, agora é hora de dormir o sono de marinheiro.
Imagem de valor
Já viram o quão belo é a sombra de uma montanha refletida nas nuvens ao pôr do sol?
Conseguem imaginar a paz e a alegria que me trouxe ao observar o amanhecer por sobre as nuvens olhando da janela de um avião as cores e a riqueza daquela filmagem visual ?
Amigos, de fato, se quisermos ser uma surpresa única ou uma pessoa extremamente boa chegando na vida de alguém, tenho certeza que seremos na mente dessas pessoas escolhidas no mínimo uma imagem perfeita como essas que citei acima.
Casa da árvore
A minha casa foi construída em cima da árvore,
lá, tenho sombra a vontade para os desconfortos da vida,
nela, tenho os pés firmes no chão enraizadas naquilo que é de verdade,
a chuva traz alegria, os ventos quando balançam nos fazem dançar,
a casa respira amor pois sinto através da fotossíntese a energia da seiva transpirar,
aqui eu tenho o remédio para os dias bons, tenho a receita para o sol brilhar diariamente e tenho todas as repostas ao olhar para o céu do topo da árvore.
Em paz
No ritmo do vendaval a cachoeira fazia chuva no oásis,
Na sombra da árvore o beija-flor dançava polinizando,
O barulho dos castores ecoava pelo vale rio acima ,
No deslumbre da calmaria, dois corações indomáveis respiravam os afagos dessa brisa de paz.
Quintal
sombra da roupa lavada
que o vento afaga
no varal
bacia secando
ao sol
espiando
o menino
que viaja longe
num caminhão
protegido
pelo irmão.
Infância e quintal
sinônimos de poesia.
E o eterno poeta
Que se apagou pela sombra da escuridão
De amores à paixão da diária dieta
Surge com uma nova emoção
Para então fazer o bem à multidão.
Na sombra da tua poesia, eu me perco,
Entre os versos teus, encontro o meu caminho.
Tuas palavras, como um sussurro, são um cerco,
No silêncio da noite, fazem-se carinho.
Recordo ainda o que lia, com fervor,
Cada estrofe tua, uma nova descoberta.
Teu poema, um espelho de amor,
Reflete em mim, alma aberta.
Versos que fizeste, ecoam no peito,
São melodias de um coração pulsante.
E eu, humilde poeta, aceito,
Teu convite a este enlace vibrante.
O que achei dos teus versos? São estrelas,
A brilhar no infinito da minha mente.
São chamas que se erguem, a aquecê-las,
Minhas noites de sonho, tão contentes.
Respondo-te assim, em rima e canção,
Grato por cada palavra que me ofertaste.
Nos teus versos, encontro a direção,
E na poesia, nosso laço, eternizaste.
O ponto de partida!!
O ponto de partida para a evolução humana, para a dignidade, é sem sombra de dúvida, o amor, o respeito, a lealdade, com o proxímo e com a gente. !! Paz e luz
Simone vercosa
A SOMBRA DO MAU CARATISMO
Se você tiras proveito da situação
E toma para si todas as vantagens
Se pensas somente em ti e seu eu
Quando julgas os outros no mal
Com atitudes de pura vingança
Suas mentiras se tornam verdades
E o próximo é uma peça no caminho
Quando você pisa sem mesmo olhar
onde o escrúpulo é a maior ausência
O molde da personalidade se instala
a consciência vira virtude deformada
A pessoa perfeita de falsa confiança.
Com seu outros vários adjetivos
Cafajeste, canalha, patife, calhorda
Quando ser desonesto soa um elogio..
Tudo parece não ter tal importância
Continuas vivendo na sua tranquilidade.
Tenho medo do abandono,
da sombra fria que se avizinha,
do vazio que preenche as lacunas
onde antes habitava o afeto.
Tenho medo do silêncio que ecoa,
nas paredes do peito, tão só,
onde outrora as vozes dançavam,
agora apenas o eco de um nó.
Tenho medo de ser esquecido,
como um livro fechado na estante,
as páginas amarelas de histórias,
que ninguém mais se lembra ou sente.
Mas também tenho a esperança,
de que no fundo desse temor,
encontro forças para aceitar,
que o abandono não apaga o amor.
E assim, entre o medo e a coragem,
vou costurando as feridas do ser,
pois mesmo que o medo me assombre,
aprendo a viver, a crescer.
Na sombra do vício, a liberdade é um eco perdido que só a coragem consegue resgatar.
EduardoSantiago
O passado não é um lugar para visitar, mas uma sombra que insiste em caminhar na sua frente.
EduardoSantiago
na sombra da vida
onde tudo se faz,
a noite, um açoite,
engano voraz.
o homem se perde
em plano desfeito,
sem fé, sem direito
de tentar outra vez.
a vida é só uma,
sem chance de volta.
só há revolta
e um lutar no vão.
no palco do medo,
só culpa e segredo —
sussurro de morte
e retorno ao chão.
Eu vejo muita gente,
Todavia não conheço ninguém.
Nem a minha sombra não sei de onde vem.
Quando tento me socializar, pareço que vim do além.
Nesta minha escuridão não há nada de ingratidão.
Não há ódio nem rancor.
Não há nada, senão o meu louvor.
"Amizades verdadeiras são como raízes profundas: sustentam, conectam e florescem sem a sombra de vaidade ou ego, apenas o puro desejo de estar junto e crescer em harmonia."
Roberto Ikeda
Sem sombra de dúvidas, é possível notar um resultado de fato maravilhoso quando uma arte ganha vida e facilmente gera outra, um evento mágico, um livro que inspira um filme, uma linda peça de teatro, passos expressivos, ordenados, que unem uma música intensa a uma dança fascinante em um momento admirável
Um canto muito emocionante que reúne algumas frases e uma rica melodia de um jeito paciente, harmônico, bastante dedicado, sincero, entusiasmante, semelhante a uma escultura complexa, detalhada, que é formada sem pressa, aos poucos e logo serve de base para motivar uma pintura esplêndida, bem diferenciada.
Uma mescla de diversas emoções, significados, almas, razões, as inspirações genuínas que brincam com o imaginário, especialmente, aquelas artes que não se limitam ao espaço de suas particularidades, transcendem suas verdades explícitas, assim, uma marionete parece estar viva, pintando um belo quadro.
A propósito, inspirado por uma destas percepções artísticas, fiz agora este poema, ressignifiquei com a arte dos meus versos, parte da minha perspectiva, do meu mundo poético, da minha imaginação que está sempre ativa, misturando realidade, sonhos, pensamentos, emoção, simplicidade, entre outros elementos.
Assombração:
Uma sombra feminina
Que lembra sobras do passado
Assombrando-lhe o presente
Sobretudo nas noites insones
Sem sobretudo!
Durante o correr das horas
Aflição e pressa
e riso e rotina
A sombra das cortinas
desfilando pelas salas
E essa
Imensa mania de querer
Que as horas passem depressa
Durante o correr das Estações
A febre do ouro
O voo dos pássaros
Migrando pelos Céus
Trabalho, descanso,
desejos suprimidos
Sonhos reprimidos vão e vem
Intermitentes qual vagalume
E uma intensa aflição
Pra que se acabe
E que o mundo desabe
Como é de uso e costume
Durante o correr dos anos
Planos concretos
Corações que páram e disparam
Quase todos malograram
Silhuetas de almas
Desfilando calmamente
Nas inevitáveis despedidas
Durante o correr da vida
O tempo que corrói quase tudo
E uma inenarrável mania de querer
Sentir, ao menos por um instante
Aquela alegria cortante
daquele tempo
Que você tanto desejou
Que passasse depressa
Edson Ricardo Paiva
Enquanto isso,
O motorneiro vai tocando o bonde
Espetáculo de sombra e luz
Que num instante desaba
Nunca mais tentei parar o tempo
Depois que ele se foi
A impressão que dá é que ele acaba
Em todo lugar onde há começo
A vida é que corre ao avesso
E ninguém vê
Se esquece que o Sol se põe
No momento em que nasce
Desse modo é que tudo se dá
Só não dá pra mudar nada
Mas eu teimo em transformar
Poesia em sonho
Pra não ter que dizer adeus
Confesso o pecado alheio
Coisa estranha
Os sonhos não eram seus
E aos poucos se foram
Deixando ficar
Sem altos, sem baixos
Nem perdas e ganhos
Enquanto isso
Um violeiro louco vai tocando no deserto
O sonho parece mais perto
Que o lugar bonito que vejo, quando acordado
Passo a noite pensando e quase rio
Quase rio, quase todo dia
Quase dia, quase poesia
Enquanto isso
O timoneiro vai tocando o barco
A vista alcança o invisível
E durante o caminho
A vontade de aço fraqueja
A gente erra
E os sonhos parecem naufragar
Em um Mar tão distante daqui
Nada mais que o pó da estrada
Dá um nó na garganta
Só de pensar
Na pena de não sonhar
Pois hoje é dia de semana
Te aparta de mim
Eu sou um cara por demais comum
Enquanto isso
O coração que vai tocando a prece.
Edson Ricardo Paiva.
