Poemas Sombrios
chuva
chuva que cai sobre a minha sombra
dando vida e traços ao inanimado
revele as goteiras do meu coração
com todas suas dores e vantagens
chuva que cai sobre as nossas vidas
entre raios luminosos e eternos trovões
traga de volta aquele jardim de flores
com a complexidade da tempestade
chuva que cai sobre as minhas mãos
trazendo a sensação de eterna solidão
me mantenha vivo até o próximo verso
com a sua paixão pelo incompreendido
A exclusão segue na sombra da indiferença e os velhos pioneiros do descaso construtores dos muros e escaladores de trincheiras das guerras sociais não assumem suas culpas e crimes às lançando as futuras gerações que arcam com as consequências de um passado escravista e preconceituoso a luz das suas prisões e sombras que assombram o futuro comprometido com os prejuízos de um passado horrendo
E o futuro jovem e também aquele que limpará o lixo acumulado pelo antigo velho e "concervador" passado que passou deixou somente seu pior...
O passado e sua futura culpa
CONSEQUÊNCIAS
Na frente daquela casa eu via,
As arvores que faziam sombra,
A velha cadeira de balanço que assobia.
Ali naquela velha choupana todos riam
Parece que toda a paz formava sua energia.
Dali irrompia alegria,
Formavam uma só harmonia.
Ali era um lar,
Ali era uma nostalgia.
Dali emergiria humanos,
Na sua acolhida embalava a vida.
Olho no olho,
Respeito e afeto,
Simples Acolhida.
Quem se submete aos pseudo-pastores
é tão perigoso quanto eles,
pois na sombra de suas doutrinas,
perde-se a luz das verdades singelas.
sem sombra para qualquer ausência
a dúvida do inventor
sou luz para a decadência
e pó de quem me criou
ALMA PENADA
Das valetas da vida de onde foi tirada...
Sombra deformada...
De braços longos e ossudos...
Pernas tortas...
Não me ralo e nem quero saber...
Andar desengonçado...
Sem reza forte mandei embora...
Mas insiste em aparecer...
Voz medonha...
Bicho feio de se ver...
Gemeu, rezou, gritou perdidamente...
Entre os vivos vaga indolente...
Achando ser gente...
Diz a Deus que é bom...
Apenas não compreendida...
Mas seu coração, se há...
É apenas uma latrina...
Professa ameaças a quem contradiz...
Interpreta uma perfeita atriz...
Mas é triste e sabe bem...
Só um enjeitado...
Uma concepção que deveria ter sido abortado...
Contaste tanta coisa à noite...
Que calada tudo ouviu...
Motivo de chacota...
Para quem sabe quem é e viu...
Algumas pessoas que o universo parece ter escolhido para tormentos especiais...
Desde sempre, essa tristeza...
E ela ainda me persegue...
Tendo a falsa certeza...
Tão encolhida em sua própria mente...
Arrumando pretextos...
Jurando vingança macabra...
Vá de retro satana...
Passe de largo alma penada...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#A #FEITICEIRA
Com meus olhos no horizonte...
Uma sombra surge ao longe...
É mistério...
É sedução...
É um aperto no coração...
O fascínio é a liberdade...
Sonhar é o destino...
Vida doce...
Água pura...
Ir aonde o vento me levar...
Veneno derramado no coração da noite...
Cálice transbordando em beladona...
Que toda embriaguez seja enaltecida...
Como quem estrelas fabrica...
Faz-me seu amante, poeta, louco...
Deixa-me suspirar esse enigma...
Junto-me às labaredas...
Visto-me de luxúria...
E minha alma pura e crua...
Deixa de ser minha...
Torna-se sua...
Por
Paschoal Nogueira
in
facebook.com/conservatoria.poemas
Vinha em lua minguante...
Em um baile que não existiu...
Caminhou à sombra de luz moribundas...
Ninguém o viu...
Ainda que o grito sufoque a garganta...
E que os anos vividos lhe pesem nas costas...
Esboça um sorriso franco...
Sob as pedras que jazem mortas...
De coração confundido...
A noite trocou e dispersou os amigos...
Silêncio e respiração mais nada...
Se é milagre existir...
Olhando em seus olhos imagino...
Um vazio...
Um abrigo...
O que eu amo não sei...
Amo em total abandono...
Quisera eu o poder amar...
E sufocar sua solidão...
Resgatando-o desse amorfo sono...
Sandro Paschoal Nogueira
Sombra que segue os desejos...
Alma que tanto procura...
Sem encontrar...
Em ruas, conversas vazias...
Fundo de copos se aventura...
Doidos passos incontidos...
Império dos sentidos...
Enfim o copo vazio...
- "Enche outra vez vizinho"...
Vinhas de vinhos de oiro não bebidos…
Ócios e sossegos…
Desejados e outros sentidos...
Noite sucedendo noite...
Vertigem em qualquer leito...
Tanto faz...
Tudo tem jeito...
Amores, esperanças e desejos...
Quase os mal diz...
Eis que entrega seu coração...
De nada serve e vale...
Tudo é ilusão...
Dias mal gastados...
Noites mal dormidas...
Desejos de coisas esquecidas...
Lembranças de velhas feridas...
Incansável a tudo retorna...
Rotina a que se entrega...
Fraqueza que vira resistência...
Quando qualquer hora e hora...
Mas pois por vosso mal seus males vistos...
E todos os dias finjes te-los esquecidos...
Já nem vives...
Nunca aprendeste...
Vem de sua saudade, o que presume...
A ânsia de realmente viver...
Dizes que ficas tonto…
Hás de então ficar louco...
Tonto, o feio fica bonito...
O corpo só arde em desvario...
No entanto, o imaginário
desejo de alcançar...
Já nada mais importa...
Nem mesmo se terá outro amanhã...
Ou se terá...
No dia seguinte se arrependido...
Sandro Paschoal Nogueira
#Ecos #de #silêncio #que #chama...
Sombra de cada um que passa...
Pelas pedras azuis...
Calçadas...
Encantar da chuva que forma...
Em tarde calma...
Silenciosa...
Um coração solitário...
Que a tudo observa...
Da tranquilidade...
Faz a paz...
E assim o espírito eleva...
Sonhos criam asas...
Que bebe em cântaros de saudades...
Aos céus sobe...
Em meio às potesdades...
Do mundo leva a ilusão...
Do que foi e não deveria ser...
Do dito pelo não dito...
Do que deveria esquecer...
No Supremo se aninha...
Sua alma encontra a felicidade...
Inocentemente retornando...
A sua mais tenra idade...
A brisa perfumada...
Então o chama...
Embalado em suas asas...
Retorna à realidade...
E de volta às pedras azuis...
Da cidade que ama...
A tarde finda...
No céu a lua desponta...
Deixando para outro dia...
A chuva que se formava...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Trav. Profa. Geralda Fonseca.
#Milorde...
Você nunca me viu...
Sou apenas uma sombra na rua...
E lá vou eu por caminhos que aqui não me trouxeram...
Que me trouxeram a ti...
Uma paragem a seguir ...
Perfeito nos meus quase...
Às vezes basta...
Uma ilusão milorde...
Que a vida, com certeza, oferece...
Milorde se você pensa que pode me conquistar com essa conversa...
Você está certo milorde...
Acreditou que eu ia por minha saudade na sua mão milorde?
Você tem razão...
Você tem razão...
Milorde...
Vai com calma...
Com alma eu amo a carne...
Onde tudo o que existe se seduz...
Quero um tempo longo...
Milorde...
Dentro de mim mora um animal...
Que talvez lhe faça mal...
Em mim germina uma força perigosa...
Que contamina...
Nenhum poder domina...
Sopro de vida...
Que explode...
Fulgaz como um desejo...
Saindo do meu peito ....
Eu te entrego Milorde...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu sou a sombra
Do abismo
Que chama
O egoísmo
De covarde
Me sinto onipresente
Diante de tanta
Gente
Que se vê como
Indigente
nesse infinito
Mar de vidas
Observo essa história
Por minha fonte
Se glória
Vontade e inspiração
No fim
Cabe a mim
A todos só gratidão
Há o sonho...
Que está a sombra da realidade
Fazendo do tempo e da distância
Um simples pretexto para trair a razão
Despertando energias capazes de viajar na velocidade da luz
Como as estrelas que mesmo a milhares de anos-luz
Aparecem todas as noites para iluminar as nossas vidas
Mostrando que nós somos todos movidos a energia cósmica
Os sonhos a esperança e as alegrias são as fontes desta energia
Como os raios do sol que ilumina nossas faces em um dia de céu azul de verão.
Ah o sonho...
Que está a sombra da realidade
Fazendo do tempo e da distância
Um simples pretexto para trair a razão.
Muitos querem o ouro, mas oferecem o bronze,
Querem a sombra, mas não plantam árvores,
Gostam de bons frutos, mas não regam as raízes,
Reclamam do frio, mas não percebem que ou outros sentem também,
Querem receber aquilo que não dão!
"" E quando eu vi passou
tantas idas, vindas, vidas
a calmaria da noite
fez as sombras parecerem verdades
medos que ninguém gosta de presenciar
deixamos malas de retratos
nas curvas da memória
imortal é a nossa natureza
desde sempre...
" Já não há casa
e no quintal, a sombra gesticula dizendo alguma coisa
entender o quê
os porquês?
aves marias, madalenas
mecenas
sondam a vida pela janela
(entrega o vento)
oh! flor bela, que pecado cometi
para sonhar, sonhar
e viver sem ti
não!!
já não há quase nada a ser feito
e o pouco que resta
me presta apenas
para acalmar a solidão...
O que por ventura perpetua a cor da flor do deserto
aquela que nasce na sombra das rochas
e encanta o peregrino
aquela que pelo vento leva o perfume
e forma os oásis da vida
a que subjuga a força
e refaz no bailado, a beleza de tudo
que atrevida, insiste sob qualquer condição
ama e chama sem dizer um só palavra
acredito que ela, adormece bendizendo
a vida, pelo presente de viver
o amor, pelo poder de amar
e a dor, pelo aprendizado
por fim agradece
obrigado Deus pelos livramentos...
De repente tudo se distancia
aquela magia, vira sombra indecifrável
o desejo, antes puro, veste-se de medo
e a tão desejada felicidade, utopia.
por que caminhos viram atalhos?
por que o amor não prevalece
por que tantos porquês?
Quero dizer,
por tanto egoísmo e autodefesa
a mesa nunca será posta como sonhamos
talvez um pequeno lanche
e isso justificaria a fome de tanta gente
ser consumida rápidademais
