Poemas sobre Ruas
A madrugada uiva vãs noites,
e as ruas vazias discursam encrespações,
ao longe já se ver os poemas de dois corações,
e o seu dilema que me atira açoites.
Há outros beijos e outros nortes
que na noite turva se cultua
o adeus de minhas mãos nuas
e o alvitre impecável de nossos corpos.
E no infinito já se ver
outros caminhos sem você
um prazer que aos poucos se desfaz,
Meu amor, adeus, pra nunca mais...
Ah! as ruas, são ladrilhadas de passos, caminhos que se cruzam, vidas, passados e mais passados de desconhecidos mas que se veem por acaso e não se conhecem, que fatalidade! Mas são passos de gentes, de alguéns, de caminhos e de passado.
De minha janela vejo o sol, estrelas, luzes no céu, confundíveis, clarões e noites vadias, um pouco de sereno que passa por mim e se esvazia, quem sou eu, se por acaso não existo? Se há beleza nas coisas estranhas, tudo se encontra pois somos coniventes.
A vida se revida no tempo!
Nas ruas de Jaraguá, em uma noite especial,
Na casa de show, encontrei um menino alto e charmoso.
Seus cabelos ao vento, seu olhar tão cativante,
Ficamos pela primeira vez, um momento tão amoroso.
Trocar mensagens por WhatsApp foi o próximo passo,
E não teve jeito, o coração se entregou à emoção.
Ambos mergulharam nesse sentimento profundo,
E bastou um sorriso para acertar meu coração.
Ele me olhou e acertou em cheio meu ser,
Com aquele sorriso que me fez sonhar.
Contando as horas para tê-lo por perto,
Me pego emocionado, sem conseguir disfarçar.
RUAS E ESTRADAS
Em meio a perplexidades
de mundos imaginários
vejo ruas e estradas
em desertos hereditários.
Vejo labirintos sombrios
ruas obscuras e noites condensadas
vejo corações quebrados
amores sufocados
mas algo brilha no fundo de tudo isso...
Algo que brilha como fogo ardente
que brilha nos olhos de um ser contente
e de gente carente
que descobriu o amor.
O que brilhava no fundo
não era o brilho na estrada
era a ansia de um dia
possuir a pessoa amada.
Motorista, seja gentil no trânsito, compartilhe as ruas, respeite o Atleta (Corredor de Rua) e o ciclista.
É dever dos motorizados zelar pela segurança dos não motorizados. Esporte é saúde, estacione seu veiculo, cuide da natureza e venha compartilhar desta ideia, pratique esportes.
Respeito, paciência e atividade esportiva, por um mundo melhor!
Não encontrei a justiça andando pelas ruas desse país.
Se alguém a encontrou ela com certeza não tem sido preta para preto ver...
Ela segue branca, perpetuada por famílias que de geração em geração, lêem os casos e peças de acordo a cor e localidade e agora, em tempos atuais, de acordo a religião, que quando se lê pela pele, localidade de longe julgam ser de matiz africana, pesa se o dissabor da leitura branca como: inapto, incapaz e de pouca honra e honestidade, leitura de baixo nivek e baixo calão, onde preto, pobre e favelado sempre são pessoas vulgares, sem escrúpulos e sem direito a ter direito."
'CIRANDA'
Pequenas sonatas,
Nas ruas que brilham,
Claves entreabertas,
Assimetria isolada.
Fogueiras - calçadas -,
Atravessando canções,
Estrelas desnudas,
Nas noites rajadas.
Ritmos pousadas,
Ciranda rodando,
Melodia sem cheiros,
Criança - na estrada -.
Bailando camadas,
A alma em canções,
Compassos desvairados,
Dobradiças quebradas.
Borboletas nas casas,
Metamorfose sem sedas,
Voos febris,
Saudade cascata.
No peito de magma,
Procura-se poemas,
Rodas de Tremas,
Cirandas sem asas.
'OUTUBRO'
Há multidões em ruas coloridas,
betumes.
Fogos e tantos fungicidas,
artifícios.
Representa-se 'partidos',
'fatias'.
Céus de esperanças,
exageradas mudanças...
País de adornos,
adereços desabrasileirados.
Ilusão paraense,
paulistano,
nordestino.
Covis Inter-raciais disputando palanques,
qualidades,
personagens,
discursos.
Mistura embaída,
bandeiras coloridas...
Subsiste-se eloquente até a data prevista.
Impetuosos nas pranchas de sonhos,
anseios.
Todavia,
são balões que esvai-se no espaço.
Tácitos desesperados,
agora desalentos,
brasileiros,
utopias...
LAR DOCE LAR
Nas ruas,
o barulho tardio.
Pessoas atônitas,
andando de um lado para o outro.
Há crianças perdidas.
Observa-se penumbras.
Pássaros voando sob telhados...
Tudo à céu aberto,
cheiros triviais,
desses sentidos no aconchego do lar.
Em flash back,
as feridas vão se abrindo,
uma a uma...
A percurso será longo,
como a acre canção que não finda.
A chegada cortante,
como o rio e seus talha-mares.
Lentamente,
tudo fica longínquo...
Ventos formam alusões,
e o infinito distorcido aparece.
A metrópole dá lugar a paisagens exuberantes.
A cidade vai encolhendo com seus arranha-céus.
O coração distante,
bate descompassado...
Os olhos molhados agradecem,
na esperança que as telas se reiterem,
e os quebra-cabeças regressem um a um como antes.
A saudade vai sendo esquecida.
E o doce lar vai abraçando seu tirano,
serenamente...
'PERCURSO...'
Ele sempre caminhava pelas ruas observando a crueldade.
Numa de suas andanças,
percebeu uma pobre criança,
a pedir comida a um senhor que o rejeitou.
Mas à frente,
um vetusto de idade,
já sem conhecer a cidade,
tentando atravessar a rua sem que ninguém o ajudasse.
Mas à frente,
observou um nasocômio,
Ali presenciou pessoas enfermas!
Outras truculentas.
Pessoas sofrendo nas filas ali formadas.
Olhares abatidos,
desesperadas...
Voando pelos lados,
viu pessoas jogadas ao chão.
Cheiro de fome e frio,
sem brio perdidas no vício.
Amotinação de carne humana,
sem ação.
Céleres andando de um lugar para o outro,
andar sem direção.
Caminhando em volta da pequena praça,
ninhos de celeiros à céu aberto...
Cidade metropolitana com seus metropolitanos fantasmas.
Passou na igreja e presenciou uma porção de tristezas espalhadas.
Refúgio de ludibriados,
pensando ser desanuviados.
E a nuvem de truculências e idolatrias estavam seguidas juntas.
A partir de então,
o homem resolveu ser triste por excelência.
Um mundo triste,
cheio de pessoas tristes.
Tristeza refletindo adolescentes contemporâneos.
As tantas guerras entre si,
sementes cultivadas pelo esboço humano...
O homem triste sempre chora ao perceber que os milagres não mais existem.
E que as enfermidades escurecem o amanhecer.
Toda sua tristeza percorre-lhe novamente à alma como um menino nascendo.
E lembra do pequeno parto que é a vida,
dos pequenos verbetes que lhe atingem a alma olhando fotografias antigas.
Pequenas descobertas parecem tão reais,
triviais,
fortalecendo o percurso.
Ele toma seu café da manhã como se fosse o primeiro,
talvez o último.
Cheiro de 'novo'.
Mas novamente faz o mesmo decurso,
cheio de atalhos,
sem pássaros para mostrar-lhe as melodias.
Percursos que ainda podem reviram um coração cheio de dor...
Já caminhei por ruas demais
Lugares onde eu sei
Que jamais saberei voltar
Tive todos os problemas
Que a vida nos traz
E confiei demais
Em gente que não merecia
E desmereci ou não fiz por merecer
Muitas coisas boas demais
Daquelas que se vão
Pra nunca mais
Esqueci de verdade
de coisas que não se esquece
Mas a verdade trouxe sempre
Outras quantas eu precisasse
Trouxe tantas
Pra nunca mais eu me esquecer.
Já inspirei tantas estrelas
E suspirei tantos luares
Em todos os lugares onde andei
Que até hoje eu não sei
Como pude me engasgar
Com o ar que me sufocou
A ponto de quase o respirar.
Nesta vida
desenhei muita ilusão
Em folhas de papel
Que outros ventos carregaram
Ilusões demais
Adentraram-me o coração
Foram tantas
Que a simples realidade
Quando de mãos dadas com a verdade
Quase não encontram lugar
Diante dos olhares sonhadores
e das dores que o mundo causou
Pode parecer que não
Mas há dias
Em que o tempo
Nos cede uma pausa
A alma pode a Deus
Que haja
Uma boa causa
Pela qual viver.
Olhos parados no tempo
Enquanto os olhares viajam
Atravessam Mares e Oceanos
Fazem planos
de andar um dia
Por ruas estranhas
Só que dessa vez
Creio que talvez
Eu vá saber sempre voltar.
Edson Ricardo Paiva.
Ruas
Caminhos por onde passei
Lugares
Tristes e alegres lugares
Onde eu vivi
Momentos iguais
Ruas por onde passei
Locais
Onde sei que não sei voltar
Mas sei
Sei que não verei nunca mais
Aquelas ruas
Não me lembro de todas
Alguma esqueci
Uma ou duas, quem sabe
Não me cabe
Sentir tamanha saudade
Nem sei por quê choro
Melhor seria voltar pra casa
Anoitece, talvez esse Céu desabe
E então eu me lembro
Que já faz alguns dezembros
Que moro na rua.
Edson Ricardo Paiva
De tantas ruas quanto atravessei
Quantas mãos eu segurei
Creio sejam tantas quantas me largaram
Quantas delas, ao longo do caminho
A gente pode confiar, não sei
Creio sejam tantas quantas
Hoje eu vejo aqui por perto
Estando assim, sozinho
Quantas pressas eu vivi
Nenhuma dessas eu guardei
Ficaram todas tão perdidas e esquecidas
Quanto os pés que alcançam
O outro lado
Das ruas que a vida atravessa
Cada esquina fria
Cada olhar atrás se esconde
Onde estão tantas cortinas
Vãos, desvãos, janelas e retinas
Todo olhar que nos espia e vê
Cada rotina
Nossas mãos perdidas
Esquecidas e vazias
Quase tão vazias quanto as nossas vidas.
Edson Ricardo Paiva.
✍️Nas ruas, olho os rostos, nem imagino os dramas, cada um com o seu em particular.
Todos são seres humanos ímpares.
🌹✔️☸️♾️🕉️👁️👁️💓
Noite
Nas ruas abafadas de uma cidade esquecida, um garoto carrega no silêncio sua dor e solidão. Ele caminha apressado, envolto pela escuridão, tentando resistir, mas sente que está afundando em algo que não pode controlar.
A escuridão parece viva, abraça as vielas sem nome, onde ele se torna o rei de uma noite sangrenta, o princípio de uma história que ninguém ousa contar.
Seu nome é um mistério, como as ruas onde ninguém pertence. Mas seus olhos verdes revelam um segredo: uma tristeza que nenhum outro olhar consegue esconder. A vida para ele é uma batalha solitária, uma jornada interminável, uma dança cruel onde apenas os solitários sobrevivem.
Todos fogem da chuva— mas ele caminha em meio à tempestade, rezando por um fim que nunca chega. Pois a noite não é amiga; ela é impiedosa, pronta para devorar. Cruel, ela joga você em um abismo sem volta, em um caminho que você nunca quis trilhar.
Entre quatro paredes, há histórias que nunca deveriam ser contadas. Histórias sobre mentiras, dinheiro e fama. Esse é o preço que você paga pelos sonhos e pelos pesadelos que escolheu.
A noite impõe sua escolha: viver para enfrentá-la ou se perder em seu toque mortal. Sobreviva. Fique vivo. Ou fique em casa, protegido do caos que a escuridão traz consigo.
Cicatrizes
Vivo de um passado que me deixou vagando sozinho pelas ruas, sem nenhum rumo a seguir, nenhum morro para descer ou ladeira a subir .
Feito um cachorro, que corre atrás do próprio rabo a fim de encontrar alguma coisa, assim me encontro.
- Sinto me cansado, doente e vazio.
Minhas cicatrizes, não contam mais histórias, apenas trazem dor.
Sinto muito, por não ter vivido melhor os meus momentos bons .
Sinto muito por não ter caminhado, por novos caminhos .
Penso todos os dias , porque não cultivei flores sem espinhos.
Porque não fui mais ao cinema, Não comi mais pipoca.
Não dividi mais lençóis ou beijei mais bocas .
Porque nunca fui a uma das festas loucas da faculdade,
Porque enviei flores a ela, quando na verdade, o que ela realmente desejava eram apenas as sementes.
Devia ter chorado mais, andado muito mais descalço, sentido a terra.
Devia falar mais com Deus, lamentar menos as perdas e festejar todas as vitorias, ate as pequenas.
Me sinto só, em um mundo cheio de pessoas.
O mais engraçado é reclamar de se sentir só, em meio a tanta gente,
- E do fundo do meu coração, tudo que eu desejo hoje,
- É poder estar sozinho.
Vagando por minhas memórias, relendo algum livro.
Recordando das namoradas que nunca tive.
- Uma taça de vinho, um vinil antigo ,os pés para cima .
E com os olhos fechados, fingindo estar dormindo, ouvir meu neto, fechar a porta devagarinho, dizendo baixinho, O vovô ..Dormiu de novo!
O meu maior medo é um dia de perder a memória,
Esquecer dos momentos vividos, das batalhas travadas, das mais importantes lembranças e do que é mais fascinante na memoria.
Poder voltar a lugares jamais visitados, ser um velho, no corpo de menino ou ser menino já não podendo deixar de ser velho!
Somos feito de matéria, porem movido a sonhos e apenas continuamos vivos devido as belas lembranças guardadas pela memoria.
Ricardo Beloni.
Venceslau
Com o carrinho cheio de frutas,
nas ruas, nas portas das casas das freiras
ele sonha em vender tudo o que colheu de manhã
Passam-se as horas e o carrinho "inda" cheio
o faz pensar que o meio é entregar tudo
na barraca do hortelã
Ele acha que o hortelã não é muito certo
mas não sabe que dele perto, muito perto
também impera uma certa insanidade
É que ele nunca viu seu corpo ao chão estendido
numa convulsão que o faz perder o sentido
e até esquecer , anular sua identidade.
Mas sua mãe lhe espera
na janela daquela tapera que não abriga sonhos , somente realidade
Thereza, louca, chamada por muitos
ama, sente que o filho se esforça e seu intuito
é provar que ele sim é capaz de ser homem de verdade
Venceslau sentiu medo do hortelã
por isso andou muito, perdeu as sandálias logo de manhã
ao correr com seu carrinho pelas ruas e calçadas
Venceslau só não sabe
que o dinheiro das frutas entregue na volta às casas das freiras
é bem menos, muito menos do que pagariam as pessoas desvairadas.
20/04/2014 W. Lira Franca
Senhoras e senhores vocês estão rimando com o mc big ben
Nas ruas de são paulo as pobres ruas de são paulo nunca viram nada igual
Não tenho dinheiro pra sair, eu acho que não tenho escolha
Eu tentei fugir, mas eu não podia chegar muito longe
Porque o homem do caminhão de reboque recuperou meu carro
Não me empurre, porque eu estou perto da borda
MENINA DO BLOG.
Eu tô saindo com uma menina comportada, que trabalhar em um blog. Mas nas ruas as pessoas tá chamando de garota do job.
Ver se pode, não sei se deixo desse jeito, já não sei o que faço para me defender. Tô com medo da mulher descobrir, que não se trata da prima Gabi.
Não sei qual é a boa da vez, não sei o que antes de ficar comigo ela fez, mas não vou pagar promessas dessa vez vou ficar calado deixar os problemas de lado.
É que sou pobre por isso que escolhi a menina do blog, aquela que as pessoas chamam mulher do job.
Se me ver passando aí tentar não descobrir quem sou, não tentar descobrir quem ela é. Nada menina do job. Porque lá do blog nas horas que ela foge, será que foi da acesso no job.
E quando procuro ela no job ela volta acessar o blog. Para os outros jovens como pode eu tá saindo com a mulher do blog.
Isso tá confundindo, minha mente, sera que ela mente.
Andando pelas ruas do Éden te encontrei.
Sorriso largo no rosto eu registrei
No esboço satisfeito sussurrei
Bermuda branca anunciando a paz
Seu semblante tranquilo se faz
Ah! Você está bem.
Entre murmúrios hem
E conversas do bem
Nos despedimos meu bem
Lá no lar do Éden eu te vi
Saudade de você meu bem-te-vi.
