Poemas sobre Ruas

Cerca de 1750 poemas sobre Ruas

⁠DOMINGOS

Ruas deitadas sobre o chão dos domingos
descançam do pisotear das multidões
que no atravessar corrido das esquinas
são indiferentes aos seus sentimentos

Inserida por joaquimcesario

Amarguras.

Na ruas das "amarguras"
derramo açúcares, assim,
cada esquina setorna uma doçura.

Inserida por RicardoMellen

⁠O Rei de Outro Planeta

Num mundo cinza de ruas sem cor,
Vivia um homem sem brilho, sem flor.
Sem ouro, sem trono, sem lar, sem pão,
Vagava sozinho na escuridão.

Mas eis que um dia, no céu a brilhar,
Uma luz estranha veio o buscar.
Um portal se abriu no véu do além,
E sugou seu corpo por entre o além.

Acordou perdido em terra estranha,
Sob um céu de fogo e lua castanha.
Criaturas de pele azul e olhar sagaz
O cercaram, atentos, sem gesto voraz.

"Quem és tu, forasteiro sem nome?"
Perguntaram com vozes de eco e fome.
"Sou apenas um homem sem sorte,
Que outrora vagava à mercê da morte."

Deram-lhe abrigo, deram-lhe voz,
Ouviram suas lutas, sentiram-lhe a foz.
Mas um mal sombrio assolava a terra,
Um tirano cruel, senhor da guerra.

Com astúcia e força, ergueu-se o pobre,
Ensinou estratagemas aos guerreiros nobres.
Lutou com coragem, sem medo ou recuo,
Até ver o déspota cair ao seu júbilo.

Eis que o povo, com olhos brilhantes,
Ergueu-lhe um trono de pedra radiante.
O homem sem nada, sem lar e sem sorte,
Tornou-se o rei de um mundo mais forte.

Assim, num planeta distante e altivo,
Um pobre terrestre tornou-se cativo
Não mais da dor, da fome e da perda,
Mas de um destino de glória e lenda.

Inserida por elvis_salme

⁠Eu te vejo nas ruas,
mas te trato como um estranho
O que é que nos separou,
se o nosso amor era tamanho?
Será que foi o orgulho ou só a dor que nos calou?
Eu ainda guardo as lembranças, mas você já se foi...

Inserida por aleogerez

⁠Na bruma perdida da madrugada
falo com a boca de poucas palavras.
As ruas estreitas,
as frases mal feitas
um radio a encher o vazio de som
e o frio soprando além da janela
o céu com límpidos pontos de luz e a lua prateando telhados
de prédios velhos e condenados
na antiga parte da cidade da Bahia
O odor das ruas
atiça meu olfato
lembra de um tempo
tão longe
porém me é familiar
O cais,o porto
as naus afundadas
cobertas, escondidas
sob as águas
jazem em sussuros
ecos de um passado glorioso
Dia tempestuoso
que as arrastou para o fundo
este mundo que a noite descortina
e se faz adormecer
nas retinas dos meus olhos

31/07/95

Inserida por jair_artesanale

⁠Lord -

Nossos olhos se cruzaram
pelas ruas do Chiado em horas de temor
e em nossos Corações
logo soçobrou a expectativa d'um Amor!

Foi entre gentios que o nosso encontro
brotou! ... e ficamos a sós!

Alvo, esguio, sereno,
trazia charme nas mãos!
- um Lord -

Vivia nas recepções da embaixada
entre a Corte e a Diplomacia
mas era uma Alma atormentada,
quando só, tão só, se revia!
Culto, fino, bem-talhado,
mas só, tão só, se sentia! Dizia!

Mas quem acreditaria,
ante aquele encanto,
que o Cônsul do Consulado
vive-se num pranto
sem Amar nem ser amado?!

Depois de horas de Mistério,
olhares, ternuras e abraços,
num imenso desidério,
o Cônsul do Consulado,
saiu à pressa, muito sério ...

"- Até breve! Em breve regresso …"

Telefonou!

" -Perdão, mas tenho que voltar
àquele que me deixou!
Tenho que tentar ...
Teria sido para Nós um bom começo!
Adeus ..."

E não voltou!

Era o que temia!
Alguém a quem amava
mas que junto a mim não existia!

Tudo desfeito! Conta errada!
Eu de novo sem expectativa,
ele de volta à Embaixada!

Inserida por Eliot

⁠De Mim -

Saio à noite pelas ruas da cidade,
imerso em tristeza, mil horas de solidão!
Ai minha curta mocidade,
já sem orgulho ou ilusão ...

Ausente, alguém me vem à Alma,
e meu triste coração, pensa sempre e sempre em vão,
nesse Amor que grita, clama,
pelas ruas da cidade, pisando folhas pelo chão ...

E o vento chega sem perdão,
deixa sempre um lastro,
gelando o corpo e a solidão ...

Este Outono não tem fim,
já não passa outro Astro,
o que virá a ser de Mim?!...

Inserida por Eliot

⁠Évora Morta -

Évora morta curvada à solidão,
ruas tristes, tristes ermos, calçadas e janelas
que na dolência, ao passar, ansiando por perdão,
gemem pelas horas a desgraça das vielas …

Évora morta deleitada à solidão
terra seca de melancolia
que o tempo leva pela mão,
na brancura, dia-a-dia …

Évora morta num silêncio que vigia,
num espasmo de quimera
numa noite que inicia … e quase desespera!

Mas quando manhã alta o Sol desponta,
Évora desperta, Évora amanhece,
para logo anoitecer, e voltar a ser, Évora morta!

Inserida por Eliot

⁠Pelas ruas!...

""" Brasileiríssimas e assustadoras multidões!
Empacadas pelaí...
Enquanto absolutamente improdutivas
Mas fedendo à mordomias e direitos...
...O mais das vezes malandramente adquiridos.
Desses tantos, quantos admiráveis indivíduos...
- Ainda moralmente eretos, ativos e confiantes! -
Poderiam seguir exalando aqueles saudosamente "antiquados"
Mas civicamente saudáveis, agradáveis, estimulantes
E exemplares aromas...
...Dos próprios deveres cumpridos?!? """

#ArmenizMüller.
...Oarrazoadorpoético.

Inserida por armeniz_muller

⁠O que há
Em todas as ruas há alguém em prantos,
não há o sorriso puro, apenas dor
Nas esquinas das ruas há aqueles que vendem sonhos
Não aqueles que pode-se almejar ou até se quer tê-los em segredo, mesmo que guardados ou escondidos, pois estes sonhos não são meus
O que há nestas pessoas que dizem sempre "como antigamente"
O que não há na atualidade
Há nada porque o ontem já passou e o que pendura é o hoje
O mesmo rio que nasce em sua fonte não sera mais o mesmo onde deságua...

Inserida por LuisHenrique23

Se ontem te respeitava e hoje anda pelas ruas falando mal de ti com os amigos, não precisas te assustar esse é o comportamento de bugigangas. Mesmo fazendo o bem, sempre te rebaixam.
Daniel Perato Furucuto

Inserida por Furucuto

⁠MINHA TERRA

Minha cidade, um cromo mineiro
Ruas largas, a Matriz, árido chão
Maritacas na praça, povo faceiro
Pasmaceira, tudo calmo, ramerrão
Curicacão em bando no ar, ligeiro
Os sonhos além duma porteira, vão
O tempo no seu tempo corriqueiro
E o passado descascado no casarão

No alto da planície, cerrado e serra
Araguari, das Gerais, a minha terra
Altaneira, hospitaleira, bela cidade
Cada canto um encanto de sensação
Do meu peito canta numa só emoção
Já ida a mocidade, aboio de saudade!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 dezembro, 2021 – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠O sorriso atravessa as ruas e estampa-se na história do tempo.
As vezes, desmancha-se pelo rosto e ilumina o dia.
Outras vezes, escorrega pelo canto da boca, tímido, anunciando a descoberta do amor.
O sorriso muda o mundo.

Valnia Véras

Inserida por Valnia

⁠Andei pelas ruas desertas
De uma cidade qualquer
Sem saber que sua companhia
De mim já era incerta.

Inserida por Odairjsilva

⁠Você não ouviu o som das
buzinas de gente normal nas
ruas?

Seu telefone não tocou te
chamando para despertar ?

Perdeu o noticiário onde se
encontra tudo o que você chama
de conhecimento ?

Se não percebeu nada disso, você
compreende o sentido do nada
pode estragar uma vida.

Inserida por VanessaLoureiro

⁠Quero não precisar mais acordar amanhã. Estou cheio desse blá blá blá nas ruas, mentes tagarelas façam silêncio. Preciso dormir sem existir eternamente.
Faz de conta que nada aconteceu; que nunca existi. Amo viver.

Sou Filósofo Nilo Deyson Monteiro

⁠Achava que vivia em um mundo melhor, as ruas limpas, os canteiros que perdia de vista com suas calçadas ladeadas de hortênsias cor de rosa, passeios públicos e estradas de rolamento ambas feitas com cacos cerâmicos reutilizados que sobraram de alguma produção de vasos e panelas.

Uma parada cultural ocorria naquela aldeia, vilarejo, a banda local de metais, animava a festa com seus chorinhos e marchinhas

Muitas crianças corriam, brincavam com seus cães, que soltos saltavam pelo parque.

O mérito de tudo isso era dividido por políticos de lados opostos.

Acordei!

O Depakote e a Resperidona, me sufocam, me sinto péssimo, minhas alegrias e energias ficaram em outro mundo.

Inserida por gamalielmoreira

⁠(Des)Campanha politica -

Há p'las ruas da cidade
Muitas caras em cartazes
Uns sinceros, com verdade,
Outros disso tão incapazes!

Quem são uns ou quem são outros
Não me cabe a mim saber
Mas que saibam aqui todos
Há um ratado a bem d'zer!

Que haja ratos na cidade,
Já sabemos, teem manhas!
Mas comem por maldade
Os cartazes das campanhas?!

Ainda há uns impecáveis
Limpos, claros, sedutores,
Mas os mais indesejáveis
São rasgados por doutores!

Foi só um o maltratado!
Até um dente lhe faltou!
Mas quem seria o irritado
Que ao seu charme se curvou?!

Ora deixa lá Henrique
Que o teu nome já é Sim
Que este gesto prejudique
Quem traçou nele o seu fim!

Há muito que nesta Praça
Não se vê que haja Lei
O que irritou foi teres Graça
Só por teres o ar d'um Rei!

Inserida por Eliot

Eu trabalhava com meu irmão pegando papelão nas ruas

Um dia agente achou uma caixa com vários brinquedos, aquele dia foi tão incrível
Que agente até esqueceu de voltar pra casa, porque ficamos brincando na rua até tarde

As vezes não temos tudo o queremos, mais nada pode nos atrapalhar de sonhar

Inserida por Amorasp

Imagina eu e você andando de mãos dadas pelas ruas da cidade
vendo o amanhecer e o pôr do sol eu olhando nos teus olhos e dizendo o quanto eu amo você.

Para Rômullo A.

Inserida por Desconhecida27