Poemas sobre Ruas
Sinto todo sentimento do mundo
Vejo os amores pelas ruas
Os casais que se buscam
Nos beijos, as fugas.
Invejo os amores alheios
Não os entendo, desconheço
Afinal, do quê o amor é feito?
Minha eterna busca, meu desespero.
O amor é qualquer coisa
Tal cousa qualquer
Dor curada de placebo
Inexistente, mas não percebo.
Viajando
Em ti pensando, e vendo a noite
passar.
Meu pensar viaja.
Perambulo em ruas, praças e paro
em qualquer lugar.
Noto calor em meus braços, é o sol
a raiar.
Dormi em uma poltrona,
após passar a noite, a te amar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Mrmbro da U.B.E
IRMANDADE
Seres perambulam pelas ruas e becos,
Seres que eu costumo chamar de irmãos.
Por eles passam homens de gestos secos,
Gestos de quem nunca teve mãos.
...
Seres desprezados pela Consciência,
Seres que são filhos de Deus como nós.
Habitam o Mundo triste da sobrevivência,
Um outro mundo que não possui voz.
...
Seres que se alimentam da miséria
E se cobrem com o nevoeiro noturno,
Seres nunca esquecidos pela Existência aérea.
...
Seres que se alimentam da sofreguidão
E se consolam com o anjo taciturno,
Simples seres que eu amo de coração.
RIO, ENCANTO MEU
Quantas ruas, becos e vielas
Transpassam dentro de mim
São as esquinas da vida
Que escondem meus fragmentos.
Nas largas avenidas
Que amolecem os meu pisar
Ah, princesinha do mar
Garota encanto de Ipanema
Ah, sol da Prainha
Barraca do Pepê
Reserva Marinha
Desenrola meu espírito.
Alô, alô!!! Realengo, Madureira, Penha !
Trilhas de profundas caminhadas
Tijuca, Andaraí e Vila Isabel
Marchinhas de muitos carnavais
Meu Império Serrano
Nascido no alto da Serrinha
Tudo canta meu Rio de Janeiro
És tu que mora nos cantos de mim.
A democracia intransigente
No país onde moro, nas ruas ponde onde ando, a tal liberdade, a livre expressão, opa, lá vem o ladrão, armando alçapão, aprisionando nossos passos, atando as mãos com noz rudimentares, e as vozes, mesmo nos lares, cale se, disfarçadamente a DEMOCRACIA INTRANSIGENTE, que o povo luta e briga pela não ditadura, mas se cria uma armadura através de um véo, trajes da ignorância, está na esquina, está embaixo, está em cima, todo ciclo social, minha namorada exigente, aquele professora grossa, aquele amigo incoerente, isto meus caros sem ter nenhuma patente, basta ser, viver, estar entre gente, circunstâncias e aflições, angústias e considerações, a tal liberdade voa como condor, em um laço açoitador, parece infinito, mas é cada grito, está dito, cada peito conhece sua dor.
Giovane Silva Santos
Me diga o quão orgulhosa esta?
De ir e vir.
Veremos o luar pelas ruas vazias da pandemia amorosa onde poucos se contaminam com o amor,Ou poucos tem coragem para amar?
Amor cura e os defeitos atura,As Bobagens surta e viva a curta metragem da paixão com direito a trailer para vida toda.
Ando sozinho pela rua escura porém eu ainda sinto,Assim eu sinto
Sim..!
EU VEJO...
Em minha volta eu vejo
Doenças, Crenças, famílias nas ruas
Pedindo benças
eu vejo muitas corrupções nacionais
E presidentes com possível
Problemas mentais
Pessoas procurando seus ideais
E também procurando o tal
Dos direitos iguais.
O povo nas ruas,
lágrimas nos olhos,
terço nas mãos,
preces no coração.
A Santa, cheia de flores, emite as graças de ser A escolhida
Nós, os pedidores, andamos rumo à Mãe.
Mãe a qual nos foi dada
Dada por quem?
Por Cristo, Nosso Senhor!
Será que é fé?
Será que é esperança?
Será que é amor?
Sim! É fé, é esperança, é amor!
É o círio de Nazaré! É o círio de Maria, a Mãe da Igreja!
Ruas de terra, onde o asfalto se encerra.
E dai pra frente é grande a sequela,
Mas não me estressa, paciência tenho a beça.
Seu tempo seu espaço, veja e maça.
Ruas de terra, era terra de ninguém.
Forasteiro, grileiro, prejudicou alguém.
Terra não tem, escritura não vem.
Em nome da justiça a tia diz amém.
Ruas de terra, onde se desce a serra.
Criançada no frevo logo se alegra.
Da risada, corre pra lá e pra cá.
E quando chove fica melhor de brincar.
Se esquece de tudo, se esquece da vida.
Criança feliz é criança sadia.
Tem gente que vem, tem gente que vai.
De chinelo no pé, esbanjando a paz.
Ruas de terra sempre tem algo a dizer.
Por aqui, sim, aprendi a viver.
Veja você que o bagulho é mil grau.
Ruas de terra, terra na rede mundial.
eu estava guardando
e de repente
não menos que de repente
acordei
as pessoas andam nas ruas
sozinhas
acompanhadas
carros andam
sozinhos
acompanhados
e eu não
o sol não anda sozinho
esquenta
os carros...
as ruas...
as pessoas...
eu ...
e você
onde você esta agora?
por um grande amor
fiz loucuras
dormi pelas ruas
bebi agua suja
por um grande amor
lutei contra o exercito
alimentei meu ego
que valente,incontrolavel,
lutava sem pensar
so pra perto de voce chegar
Quantas cidades, eu realmente conheci?
Quantas ruas e avenidas cheias de gente atravessei?
Que desejos profundos, amei?
Que mundos penetrei? ...
Só para te dizer que és um sonho real e mereces o melhor.
Simplicidade
Caminhando só pelas ruas, me alimentando apenas de pensamentos, me deparo com uma cena intrigante!
Nada mais, nada menos de que três garotos que aparentemente tinham de entre 9 e 10 anos, sentados na calçada descansando de suas brincadeiras quando no final da rua surge um Gol (Modelo/ Carro), um daqueles garotos fala: “mulher não gosta de gol”.
Aquela frase fitou o meu pensamento, aquelas palavras, aquelas expressões ditas por crianças que mal sabem o grande valor da vida.
Ás vezes ás respostas dos nossos pensamentos estão ali, na próxima esquina.
Sendo assim vi três garotas, rindo, brincando em volta de um balde.
Será mesmo que a simplicidade não é capaz de atrair uma mulher?
[...] – 12/09/2009
Dor de dente
Grosso inferno
Academia áspera
Iminente sofrimento.
Em casa,
Nas ruas,
Espinhos perfurantes.
Jogar como ele joga,
Ou destruir o que ele faz?
Nada disso,
Fazê-lo como um de nós.
Patente metamorfose
E profunda sensibilidade.
Carecemos de uma ponte
Que corte o rio pelo meio
E desafogue os desesperados.
Que ressurja a voz
E faça campeões.
Precisamos agir,
Precisamos ter em nós a palavra
Acreditar.
Não morra.....
Ainda falta muita coisa para fazer.
Sorrir, caminhar entre as ruas
Aprender a compartilhar
Aceitar as dificuldades da vida
Não, não morra não.
Por que tantas coisas ainda serão ditas
Tantos erros, sem perdão.
Tantos sonhos como ilusão
Uma verdade ou uma mentira
Entenda que ainda não é tempo
Melhor é ter que se entregar e apostar
A vida é o melhor remédio
Muito bom ter você aqui, então não morra
A minha mão será a sua
Vou ajudá-la a enxergar
Darei passos seguros para te auxiliar
Ainda não, não morra não.
Chegou agora, é hora de viver
Viu quantas coisas linda a vida tem
Bom poder olhar em seus olhos
E ótimo ouvir de você, que me diz.
Não, não morra não.
Você é minha vida.
Jan.09
VINTE E TANTOS ANOS
Andando pelas ruas,
deparo com um homem,
me chama a atenção, seus passos lentos,
demonstrando tamanho desalento.
Aparência sofrida...Parecendo descrente da vida.
Andar cabisbaixo... Semblante sombrio... esguio.
Aparentando muito sofrimento... Puro abatimento!
Parecendo não ter forças,nem sonhos, nem esperanças,
Penso até que de si já desistiu.
Afinal! Já é um homem velho...
Tem lá, seus vinte e tantos anos!
chamamento de São Mateus]
Lc 2:29
Via-te em sonhos agora vejo-te em ruas pisadas de um tédio desesperado. Não é figura de. Não. Vejo-te mesmo. Os olhos brilhantes a barba dura de dois dias o andar gingão. E eu sei que és tu porque tu páras e deitas-me um sorriso perdido. Como quando me sentava ao teu lado na cama e te olhava e te via nos olhos o medo a comer-te as entranhas. Depois desistias. O corpo caído na cama fechavas os olhos para eu não te ver. Às vezes escorriam-te da boca sussurros roucos que eu não entendia. Depois viras a cara e então já não és tu. É outro. Tão diferente. Por isso eu sei que és tu. Não é uma miragem. És tu. E sabes. Nesses momentos em que me deitas o teu sorriso perdido. E te vejo de novo nos olhos a dor que te. A sério. Já não estou cá.
entao pintei de azul meus sapatos
por nao poder pintar as ruas
depois vesti meus gestos insensatos
e colori minhas mãos e as tuas
"TENTE VER O MAL QUE SOU
ANDO PELAS RUAS EM TRAJES MORTAIS
SOU O PIOR DOS DEMONIOS
SOU O MONSTRO QUE SE PARECE COM TODOS".......
Doce Novembro
Marjorie Estiano
Composição: (Alexandre Castilho/André Aquino)
Nas ruas desprezo quem sorriu pra mim
Não vê que por dentro eu já cheguei ao fim
E aceito a sorte que a vida me deu
Mas pena é pros fracos que o mundo já esqueceu
O seu desespero ilude
Que é sua essa dor
O choro que te cai
Só consola você
Amanhã é cedo pra estar melhor
Amanhã é cedo pra mim
Me agonia o medo de ficar só
Me sinto só enfim
Só vejo lamento no que eu não fiz
Quem sofre não cuida de laços ou verniz
O seu desespero ilude
Que é sua essa dor
O choro que te cai
Só consola você
Amanhã é cedo pra estar melhor
Amanhã é cedo pra mim
Me agonia o medo de ficar só
Me sinto só enfim
Um doce novembro que foge de mim
Assina o passado enquanto eu sinto o fim
