Poemas sobre Relógio

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E se o dia quiser me cobrar
Eu troco o relógio por te olhar
O mundo gira e eu fico bem
Porque contigo o tempo vai além _ Frase da música Deixa o sol bater do dj gato amarelo

Ser criança de novo, esquecer do relógio, esquecer do meu medo


por: Felipe Uzzires


papo reto?
não era pra ser tão pesado assim.
Com 20 poucos anos nas costas e um cansaço que não combina,
eu só queria voltar pra onde o mundo era pequeno.


ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.


Tem dia que a gente acorda e já tá devendo até coragem.
Sorriso forçado, passo arrastados,
e lá dentro, bem quietinho,
o moleque que fui quieto e cansado chama meu nome querendo.


ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.


Eu sinto falta de tropeçar sem medo de cair,
de errar e rir, de errar de novo e rir mais alto ainda.
Hoje qualquer erro parece um peso eterno,
como se a vida não perdoasse mais ninguém,
como se eu fosse invisível,
como se fosse impossível.


ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.


Talvez eu nunca volte de verdade, né?
Talvez crescer seja isso mesmo:
carregar as saudades, de desapegos, pessoas indo, e outros voltando,
Mas ainda assim eu queria.


ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.

Nos olhos teus, reflete o amanhecer,
O mundo gira para a vida vai acontecer,
Não há relógio que apague o sentir,
Juventude é o desejo de seguir. _ Frase da música O mundo gira do dj gato amarelo

O relógio da eternidade entrou nos seus últimos 48 segundos proféticos. É 9 de setembro de 2027. O mundo não é mais um lugar de nações, mas um necrotério global sob um céu que se enrola como um pergaminho prestes a ser queimado.


retirado do livro, CÓDIGO STARDUST: A CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO

O Mapa Invisível


Corremos com os olhos fixos no asfalto, no compasso marcado do relógio, driblando o que parece ser o acaso, fugindo do que foge à nossa lógica.


No piloto automático dos dias, acreditamos ter o leme em mãos, traçamos metas, planos e vias, no esforço vão de evitar o chão.


Mas enquanto a gente foca no desvio, o universo, em seu mutismo atento, tece um novo curso, fio a fio, na velocidade calma do momento.


Sem alarde, sem aviso ou som, a rota antiga ele apaga e transmuta; o que era perda vira um novo dom, o que era queda vira nova rota.


Driblamos o que é urgente e passageiro, sem ver que a vida, sábia e absoluta, já nos levou para o destino verdadeiro, enquanto a gente ainda discutia a luta.

O relógio preguiçoso, com as pernas cruzadas, sussurrava seu tic-tac incessante, ecoando na vastidão da solidão. Eu me afogava na última dose amarga da cachaça, entregue ao vazio do pensamento, sem desejo de agir.

À meia-noite, o sino distante da igreja no alto da montanha rompeu o silêncio, convocando-me para a realidade. Soube então que era hora de me banhar nas águas do esquecimento e entregar-me ao sono.

Despeço-me, envolto no manto escuro do medo que abraça a noite.

O que você faz hoje pesa amanhã
Não é falta de tempo, é decisão
Relógio corre, não pede perdão
Quem vacila hoje, paga na mão - música hoje pesa amanhã do dj gato amarelo

O Silêncio do relógio:


O medo que eu sentia se desfez no cansaço,
eu já não tenho medo da morte, nem do fim.
Antes eu tinha, mas hoje o tempo é escasso,
e o peso do que carrego já transbordou de mim.
​Eu desconto a minha dor nas pessoas, eu sei,
e por isso eu evito me aproximar delas agora.
No silêncio dos muros que eu mesmo levantei,
espero o momento de, enfim, ir embora.
​Pois algum dia ficarei off-line para o resto da vida,
uma ausência que o mundo não saberá explicar.
E na alma cansada, uma certeza incontida:
sei que não existe uma cura para a minha doença,
apenas o silêncio que me ensina a parar.

Se o relógio apressa, eu desacelero
Trabalhei demais, agora eu quero
Pé na areia, som tocando, luz do dia
A vida também é pausa e alegria - musica precisando de umas férias
do dj gato amarelo

⁠O que se pode esperar de um tempo inesperado?
Relógio parado,
tempo nublado,
suspiro cansado...
Lembranças de um momento amado.

O Eco do Tempo
“O tempo não se mede no relógio, mede-se no que sentimos.
Há dias que duram segundos, e segundos que carregam uma vida inteira.
Por isso, ame sem pressa, abrace sem medo, viva sem reservas…
Antes que o tempo siga seu caminho e nos deixe apenas com o eco daquilo que não ousamos viver.”


Naldha Alves

A natureza é o meu relógio biológico, e as suas criaturas são os meus alarmes.
Sei exatamente a hora em que cada pássaro canta e quando cada bicho se manifesta. O meu maior medo não é o barulho da selva, mas o silêncio repentino. Quando a mata se cala, o meu coração dispara. O silêncio dos animais é o aviso de que um corpo estranho — uma sombra que não pertence a este reino — caminha entre as árvores.
Nesses momentos, seguro a arma, mas é a vossa lembrança que me segura an alma. Estou aqui, no meio do nada, a ler o segredo dos ventos e dos bichos, apenas para que a paz que vocês sentem ao deitar nunca seja interrompida.
Estou longe, mas nunca estive tão presente na defesa do vosso sorriso.

O Soneto da Hora


A hora passa,
A vida em massa,
O tempo voa,
A alma à toa.
O relógio bate,
O peito late,
No silêncio,
Do momento.
A sombra cresce,
O dia esquece,
De quem ficou.
Na escuridão,
Só o coração,
Que não parou.

O Labirinto das 4:30
O relógio é um carrasco de vidro e metal,
4:30 da manhã, o silêncio é visceral.
Meus olhos ardem, mas o sono não vem,
Sou prisioneiro de um vazio que ninguém contém.
O peito acelera, um motor em descompasso,
A mente é um ruído, cada pensamento um estilhaço.
As lágrimas descem sem pedir licença ou perdão,
Enquanto a alma naufraga nessa imensa solidão.
O que será de mim?
Sem o calor de um amor, sem um norte, sem fim.
Olho para a mesa, o alívio frio ali deitado:
O frasco, o metal, o fim de tudo o que foi errado.
Um duelo entre o "agora" e o "nunca mais",
Nesse labirinto escuro onde não encontro a paz.
Para o mundo, sou piada, um verso mal lido,
Um resto de gente que se sente perdido.
Minha humanidade escorre entre os dedos,
Sou feito de restos, de sombras e medos.
Onde está o brilho que o sorriso trazia?
Hoje só resta o vácuo e a agonia.
No espelho, o reflexo é um estranho, um réu,
Um fantasma do que fui, sob um cinzento céu.
Eu só queria o descanso, um dia de trégua, de luz,
Mas a vida é esse peso, essa maldita cruz.

Há noites como essa
Em que a tristeza bate e a solidão aperta
O tempo não passa, o relógio para
E a angústia no peito jamais se cala


Pensamentos perdidos dentro da mente
Não dá pra medir esse vazio presente


Sono vem, o cansaço é extremo
Mas com a mente a mil eu não adormeço
Coração chora, sangro sem corte
É como sentir aos poucos
Minha alma indo à morte


Dia após dia travo essa batalha
Dia após dia vejo cair as lágrimas
Caio e levanto ciente de que
Amanhã talvez não seja diferente


Mas serei como um leão
Talvez não o mais rápido ou mais forte
Nem o maior em sabedoria e porte
Mas serei aquele que encara a guerra
E jamais dela foge


O que mesmo ferido continua de pé
O que cai, sangra e segue na fé
Venço essa guerra...
Ou sigo lutando até a morte que me espera...


(ÁG)

É tarde, mas o tempo me permitiu olhar o relógio: a hora é essa.
Olho ao redor e vejo aquela luz no seu olhar. Sim, preciso retribuir e compreender que a luz pura nasce a cada dia para nos ensinar a sorrir.
No entanto, mudanças são necessárias, até porque a vida precisa se tornar um hábito, para que aprender a ser feliz não se transforme em algo penoso.

Veja o relógio, não tem piedade,
marca as horas com precisão,
vai rodando ponteiros em sobriedade
arrastando consigo o meu coração


Tempo malvado, que tão célere corre !
empurrando a vida para depois,
atropelando momentos, induzindo à saudade
do que nem ainda vivemos, nós dois


Neusa Marilda Mucci

O Peso dos Dias


Os ponteiros do relógio arrastam as horas,
E o tempo, esse carrasco, não tem dó.
A alma recolhe as dores que choras,
E o coração vai se tornando pó.
É um cansaço que vem lá de dentro,
Uma fadiga que a carne não traduz.
Estou perdido bem no próprio centro,
Carregando o peso de uma falsa luz.
Já não há forças para o bom combate,
A armadura é pesada, o chão é frio.
A cada golpe que o destino bate,
Responde o peito com um grande vazio.
E o coração, coitado, pulsa em brasa,
Um ferimento que ninguém consegue ver.
A vida passa feito o vento na asa,
E eu só queria... ver o sol se recolher.

"Vivemos dias em que o relógio parece ditar o compasso da alma. As horas nos empurram, os compromissos nos cercam, e a vida sem que percebamos, se torna uma sucessão de urgências. Poucos lembram que o tempo não se mede apenas em minutos, mas em presença e que há instantes que valem bem mais que uma eternidade distraída.


Há um momento em que é preciso silenciar o mundo e escutar o murmúrio do eterno. Passar um tempo com o dono do tempo é redescobrir o sentido de existir, ou seja, é deixar que o silêncio cure a pressa, que o olhar repouse no invisível e que o coração aprenda a respirar com mais calma.


O tempo é um dom que se consome à medida que o vivemos. Por isso, é preciso gastá-lo com o que permanece, como é a fé, o amor, o encontro, o bem que se faz a alguém sem esperar retorno ou reconhecimento. O tempo sem Deus é apenas contagem, mas com Ele, é eternidade em movimento.


Enquanto há tempo, volte-se ao essencial, como é o amor, a paz, porque a verdadeira presença não se mede pelo relógio, mas pela alma desperta...

A ESPERA

Horas infindáveis… estacionam no relógio do tempo
fico a espera de ti, num semblante opaco e oprimido
lágrimas e acenos em lenços brancos cintilam ao vento
despedidas e chegadas, cada qual seguindo seu destino…

nessa espera crucial fico estática sem teto e sem chão
ao longe o apito do trem que se aproxima da ferrovia…
vazio de mim, esculpido por ti, como ânfora o meu coração
recordações do passado, guardadas na bagagem da minha vida

gelando todos os meus sonhos em ópios e ócios de meu viver
Passam-se noites e dias, meus pés não conseguem se mover
vagueio e arranco as ervas daninhas que nasceram nos trilhos

enfeito com flores silvestres perfumando nossos caminhos…
na esperança de te ver desembarcando dessa viagem pra mim
e no meu último suspiro, dizer:- AMO-TE, até que enfim!