Poemas sobre quem Realmente eu sou
VOCÊ É MAU?
Tem traços de personalidade forte
Fala sobre coisas sombrias tipo a morte
Traduz elipses sem nem um Norte
E além disso, em pensamentos é pobre.
Maldade é trazida pelo o outro
Formada pela ilusão do manso
Regada e rechaçada pelo feitor próprio
E além disso, germina consigo.
Genese não sei muito onde é
Só faz trazer aquele ódio de sentar o pé
Seja nos de afeição ou êmulo isso pede
E além disso, formada aí dentro, exige.
E tá e fala e sem notícia do outro
Inflama o que dizia e não o ofusco
Mas é bom não tá nem aí e ponto
E além disso, talvez isso explique a fereza do tosco
INCERTEZA
Sobre o hoje posso falar
Sobre ontem posso afirmar
E amanhã não me pertence
Pois com o pai sempre está
Sei do que já fui
Pois posso olhar de longe
Analisar
Sem medo de falar
Estou muito perto do hoje
Pra poder observar
E dizer quem sou
Ou quem me tornará
Mas de algo sei
Que tudo mudará
Nem que tudo seja apenas
O meu modo de falar
SOBRE O APRENDER E O ENSINAR
Ou se dedica tempo para ensinar a alguém que precisa dos nossos conhecimentos, ou não há razões por que se exigir nada depois.
Nara Minervino
Os olhares de uma pessoa dizem muito sobre ela.
Seu olhar tem um dom especial de me conectar a sua energia maravilhosa.
Seu jeito tem um dom especial de me fazer ficar observando você.
Sua voz tem um dom especial de me fazer querer ouvi-la a todo momento.
O DEPOIS
Sobre a tela da vida passo o pincel, pintando o que não terei, perdendo um pouco de mim a cada pincelada;
Ninguém é preparado para morrer, mas sabemos que é loucura não esperar que um dia a pele ficara gelada;
Porque a vida se esvaia, perdemos o nosso ser e ainda como loucos temos esperança de para sempre viver;
Tentando se enganar para fugir da foice, um dia vamos ser levados e “o depois” nós logo vamos conhecer;
Quem sabe como vai ser? Eu digo que é melhor não saber, pois fugir só nos levará a uma tragédia maior;
Colhendo os frutos da vida secamos a nossa fonte, é necessário se alimentar, mas regue ela com o amor;
Então viva como se fosse se último dia, se de felicidade puder transbordar é melhor preparar o seu cálice;
Não vale a pena guardar mágoa, mesmo que não exista céu manchar seu legado com ódio só atrai a foice;
Não adianta limpar o corpo se a morte embaça a vida, Maquiando para disfarçar o horror de nosso mundo;
O Câncer real ninguém explica, a droga do ódio vícia tanto e é passada pelas gerações fadadas ao submundo;
O chão sujo de sangue é a maior prova da fragilidade humana, nos achamos maiores do que podemos ser;
Mas abrace o seu próximo como um símbolo de paz, quem plantar o amor a felicidade um dia ira colher;
A vida é mais do que um destino, construímos nossa própria história, fazemos as nossas próprias leis;
Reencarnar para corrigir nossos erros não funciona, se praticarmos o mal receberemos tempos difíceis;
Querer encontrar o sentido da vida é andar em círculos, se a vida são flores quero ela em meu jardim;
Esperando encontrar algo na caminhada, não sabemos o que é, mas queremos ficar maravilhados no fim.
Sobre os artistas, os pensadores e a morte.
A vida é um castelo e um artista está preso. A chave que o artista usa é o pincel, mas o pincel não é a chave. Então ele pinta. Ele pinta a realidade que só pode imaginar. Atrás das paredes do castelo está a realidade. Ele está preso com vários quadros na parede, onde só imagina como é o lado de fora. Ele está preso e a arte é uma falsa realidade para suportar o castigo de não saber. No castelo tbm tem um pensador. A chave que o pensador usa é o lápis, mas o lápis não é a chave. Então ele escreve. Ele escreve a realidade que só pode imaginar. Atrás das paredes do castelo está a realidade. Ele está preso com vários livros na estante, onde só imagina como é o lado de fora. Ele está preso e os livros são uma falsa realidade para suportar o castigo de não saber.
SONETO DO PLANALTO CENTRAL
Ressequido, a luz do sol alumiado
Sobre o sulcado e arbusto sinuoso
Reclina o planalto central grandioso
Entre as nuvens do céu do cerrado
É percurso do diverso e encantado
Pela maré poeirada, o audacioso
Sertão, de flores e ramo veludoso
Que banha o entardecer encarnado
De grossa casca e, fruto gomoso...
Forma bizarra no leito cascalhado...
Flora ipês, pequi e o buriti viçoso...
Não te rias do planalto, és enganado
Nele, o amanhecer é mágico e vistoso
Nele, o anoitecer é místico e imaculado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
janeiro de 2017
Cerrado goiano
Ah, é muito fácil escrever, cantar, fazer filmes sobre o "amor".
Mas diria pra você que o amor não é tão vermelho quanto dizem ser,
Não é um sentimento profundo, não é aquilo que te faz sonhar,
Muito menos aquilo que faz você ter a vontade de viver.
Mutante
As chuvas que vem e vão
sobre a sequidão do cerrado
Dos ipês, atapetando o chão
enfeitando o pasmo encantado
No horizonte o céu encarnado
flor de pequi e buritis na enseada
Trafegam entre o pó ensebado
dos galhos, folhas e cor desbotada
Na vastidão as luas de prata
das noites cheia de tudo e de nada
E nesta estrada tão pacata
mutante o vem e vai da esplanada
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, outubro
Cerrado goiano
Cerrado Erudito II
Andei sobre o cerrado
Como os bandeirantes
Pelo vale cascalhado
Tortos galhos, gigantes
De pôr do sol encarnado
Imaginei uma poesia
Como poeta do cerrado
Devaneei na tua magia
E o teu cheiro foi inalado...
Saudades, choro e alegria
Pelo memorial empoeirado
Então, como Cora Coralina
Eu cantei versos ao luar
Neste chão, e céu anilina
Pra a sedução fascinar
Aí, me curvei
Relembrei... na recordação
Da infância que aqui me criei
Espalhadas por este sertão.
Andei sobre o cerrado (...)
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Abril, 2018
Sobre sono da morte,
se tem sonhos e desejos,
além da liberdade,
se lamenta há poluição do óleo
ou acidente, ou até um crime
que povo e a natureza paga com a tristeza,
magoas que num país de contrastes
se vê o marco da ganancia...
a natureza sofre com lagrimas e gritos no silencio
o estado critico é abafado pela formas agressivas
ditos em vão o que fazer entre as balelas,
o engodo que é o descaso da autoridades...
pouco caso meras palavras meias verdades...
se expõe a real verdade estamos abandonados.
o mundo vê a destruição nada é feito...
podia ser diferente o mundo deveria ser mais unido...
as eco soluções são a hipocrisia de tais.
é ato da morte da vida.
Liberdade abre as asas sobre nós
Não deixe que o ciúme e a inveja
Abrace-nos e nos prendam
Liberdade deixe-nos viver a felicidade
De sua sabedoria e de ciência aos que de
Sua forma não faz uso,
Ao menos possam entender que
A felicidade é sua amiga
Pois, a liberdade traz felicidade
Assim todos possam ter paz. José Meireles
TÉDIO (soneto)
Sobre minh’alma, no cerrado ao relento
Cai tal folhas ao vento, dum dia outonal
Um silêncio mortal, dum vil argumento
Tão brutal, o aborrecimento, tão fatal!
Oh solidão! Tu que poeta no momento
Abandono, no mundo, a mim desigual
Me dando ao pensamento o lamento
Num letargo sentimento descomunal.
Só, sem sonho, sem um simples olhar
Deixar de sonhar, como então fazê-lo?
Se é um aniquilamento assim estar...
Deixar o enfado num desejo em tê-lo
O que não vejo! Porém, estou a ficar.
Ah! Dá-me a aura da ventura em zelo.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto, 23 de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Gostaria de sentir como sentia
Queria rir como ria
Estar apenas ao seu lado
Conversando sobre algo
Mas a distância veio
E acabou, não tem jeito
Eu apenas lhe agradeço
Por ter concedido
Um pouco do seu tempo
Paira sobre mim -
Paira sobre mim
a tua voz de silêncio
naquela casa d'onde vim
caiada de Sol e Madrugada !
Visto a dor em meu corpo ...
Algo há de oculto,
meu barco, meu porto,
minha noite sem esperança!
Nada vejo ... nada escuto ...
Há vazio e nada em meu redor,
o eco do silêncio que deixaste
na voz muda das Estrelas.
Aquela casa abandonada
grita por dentro, sem fim,
e a tua voz, cansada,
chama de longe, por mim.
Como tudo entre nós está mudado ...
Tenho frio ... estou gelado!
_Na escuridão caminhamos sobre suas cinzas,
lembranças notamos o glorioso instante que nos amamos...
assim tudo parece parte do passado...
Primeiro abre-se a porta
por dentro sobre a tela imatura onde previamente
se escreveram palavras antigas: o cão, o jardim impresente,
a mãe para sempre morta.
Anoiteceu, apagamos a luz e, depois,
como uma foto que se guarda na carteira,
iluminam-se no quintal as flores da macieira
e, no papel de parede, agitam-se as recordações.
Protege-te delas, das recordações,
dos seus ócios, das suas conspirações;
usa cores morosas, tons mais-que-perfeitos:
o rosa para as lágrimas, o azul para os sonhos desfeitos.
Uma casa é as ruínas de uma casa,
uma coisa ameaçadora à espera de uma palavra;
desenha-a como quem embala um remorso,
com algum grau de abstracção e sem um plano rigoroso.
antes chova,
do que nunca.
uma releitura sobre a chuva,
cujos corpos se derretem.
repouso mental,
para o ar passar.
passar ar.
pra sar ar,
passa ar.
passa ar.
pas,
ar.
Olhos meus doces que a minha mãe gerou,olhar sobre este mundo através de um certo apaixonar,um certo gravar,um registar de ti...
Verdes como a esperança
Verdes para te sorrir
Verdes para te sentir
Verdes como o teu coração....
(Adonis silva)10-2019)®
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