Poemas sobre o Mar
As belas curvas do teu corpo
são como as ondas do mar.
Despertam em mim
a mesma vontade de caminhar sem pressa,
de sentir a brisa,
de me perder na imensidão
sem medo de não encontrar o caminho de volta.
Porque existem belezas
que não foram feitas apenas para serem vistas,
mas para serem admiradas
com o mesmo respeito
que se contempla o oceano
quando ele encontra o céu.
Onde o Mar Aprendeu o Seu Nome
Há um segredo que o vento jamais revelou,
guardado onde a maré o silêncio encontrou.
Nem a lua, tão antiga, ousou desvendar
o instante em que o oceano aprendeu a amar.
Dizem que foi numa tarde sem fim, sem cor,
quando a brisa vestia perfume de flor.
Uma voz, tão serena, cruzou o horizonte,
e o mar se curvou como quem acha uma fonte.
Desde então, cada onda que vem e que vai
leva um nome escondido que ninguém mais trai.
Só as conchas conhecem o doce refrão,
que o azul guarda vivo no fundo do chão.
O sol, ao morrer, beija o espelho do mar,
como quem tenta em vão esse nome alcançar.
Mas a noite o recolhe em seu manto de breu,
pois nem toda beleza nasceu para o céu.
Há mistérios que o tempo não pode romper,
há silêncios que apenas o amor faz nascer.
E se um dia escutares o mar a cantar,
não perguntes por quê...
Ele apenas repete,
em segredo perfeito,
o nome que aprendeu
e jamais deixou de guardar.
O Que o Mar não Conta!
Talvez seja o mar que me faça lembrar,
talvez seja você que me ensine a sonhar.
Talvez seja a onda, talvez seja o luar,
ou talvez seja o meu peito querendo te encontrar.
Eu digo que é maresia,
que é o vento brincando em meu rosto,
mas quando penso em você,
há um incêndio escondido no meu gosto.
Finjo que é só poesia,
uma metáfora qualquer,
mas há oceanos inteiros
quando penso em você.
E o mar vai e volta,
como quem quer confessar
que certas vontades não sabem
nem nascer, nem terminar.
Há qualquer coisa nas ondas
que se parece com nós duas:
uma distância que provoca,
uma vontade que não recua.
E eu sigo fingindo
que é apenas admiração,
quando, na verdade, teu nome
já encontrou morada no meu coração.
Se alguém perguntar
por que eu olho tanto para o mar,
eu digo que gosto das ondas,
do silêncio, do azul, do luar.
Mas talvez o oceano saiba
aquilo que eu não digo a ninguém:
que quanto mais tento esconder,
mais fundo você vem.
Você é a maré que me alcança
sem sequer precisar chegar,
é o sal que fica nos lábios
depois que a onda vai embora do mar.
E talvez seja isso que assusta:
eu não precisei escolher.
Foi como o mar encontra a areia —
quando percebi, já era você.
Então deixo o oceano falar
o que minha boca não ousou:
se existe um segredo nessas águas,
é que meu coração se apaixonou.
Mas não conte a ninguém...
deixe o mar guardar também.
Porque se alguém perguntar,
eu vou dizer que é só poesia.
E se você entender...
bem, talvez seja só coincidência.
Ou talvez você descubra
que cada onda escrevia
o que eu não tive coragem de dizer.
Oceano - Djavan 🎶
O Infinito Tem o Seu Nome
As ondas do mar pausam para admirar
a sua beleza, o seu brilho, o seu jeito de encantar.
A maré, que nunca obedece a ninguém,
parece encontrar em você o motivo para ir e vir também.
O sol, tão convencido de ser dono do céu,
olha para você e percebe que o seu brilho é mais fiel.
Com uma certa inveja, resolve brilhar mais forte,
como se quisesse provar que também tem a sua sorte.
Mas a lua, que conhece os segredos da noite,
não entra nessa disputa — apenas observa e se esconde.
Porque sabe que existem brilhos que nenhuma estrela alcança,
e que certas belezas fazem até o universo perder a esperança.
As estrelas mudam suas constelações
só para desenhar você entre galáxias e imensidões.
E o vento, que atravessa continentes sem pedir licença,
quando passa por você, desacelera — como se também sentisse a presença.
Até Marte, com seu vermelho incendiado,
parece menos intenso quando você está ao seu lado.
E Saturno, com seus anéis a girar,
talvez os usasse apenas para ter uma desculpa para te admirar.
O céu guarda seu nome em algum lugar distante,
o universo parece menor diante de um instante
em que você sorri, e tudo ao redor
parece entender que nasceu ali um novo tipo de amor.
Mar, Sol, Lua, Praia, Maré, Vento e Estrelas,
Galáxias, Planetas, Céu e Constelações tão belas...
Tudo parece existir em perfeita harmonia,
como se a própria natureza soubesse que você merecia poesia.
O mar te contempla, a lua te ilumina,
o sol perde o brilho quando você se aproxima.
As estrelas te seguem na imensidão,
e o universo te guarda como constelação.
Se o céu tem seu encanto e o mar sua beleza,
você reúne os dois com tamanha delicadeza.
E entre o infinito, o tempo e o luar,
há uma certeza que não posso negar:
se o universo é infinito e o amor também,
talvez você seja o infinito que o meu coração contém.
Se segues
contemplando o mar:
"Passagem de ida"
"no banco da frente"
com disposição
para pernoitar:
Anos,
meses
ou dias.
Soneto do Mar.
O mar estende a larga imensidão,
E em seu espelho o céu se faz profundo;
Cada onda nasce em gesto tão fecundo,
E morre em prece à mesma imensidão.
Há fúria e paz no seu eterno amar,
Ora é abismo que soluça e brada,
Ora é criança que deita-se e nada,
E sempre torna a nos recomeçar.
O que me ensinas, mar, no teu bater,
É que viver é sempre recomeçar,
Cair em espuma e logo se erguer.
Levas meu nome e trazes outro mar,
E em cada onda que ousa fenecer,
Deixas em mim teu infinito amar.
(A)mar
os males
que vem
pra bem,
sei de mim agora
que toda perplexidade possível
não seria suficiente
para expressar
por mim
o mais dócil
dos sentimentos
e a voz
que grita
na maioria
das vezes
pede socorro
de forma sutil.
O Mar.
Ao som outoniço do marulho surdo,
a tarde se desfaz em névoa fria;
e o mar, dentro de mim, profundo e mudo,
recolhe o que perdi na luz do dia.
Ubi natus sum, onde fui gerado?
Que pátria me ficou depois de tudo?
Talvez no sal de um sonho abandonado,
talvez no coração deste mar mudo.
Ó mar, por que me chamas tão distante,
se em cada onda morre um navegante
e em cada espuma um velho amor se encerra?
Não sei se parto ou volto à tua areia;
só sei que a solidão, quando incendeia,
faz do silêncio a última primavera.
O Mar II
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
O mar estende a larga imensidão,
E em seu espelho o céu se faz profundo;
Cada onda nasce em gesto tão fecundo,
E morre em prece à mesma imensidão.
Há fúria e paz no seu eterno amar,
Ora é abismo que soluça e brada,
Ora é criança que deita-se e nada,
E sempre torna a nos recomeçar.
O que me ensinas, mar, no teu bater,
É que viver é sempre recomeçar,
Cair em espuma e logo se erguer.
Levas meu nome e trazes outro mar,
E em cada onda que ousa fenecer,
Deixas em mim teu infinito amar.
III
O Mar.
Ao som outoniço do marulho surdo,
a tarde se desfaz em névoa fria;
e o mar, dentro de mim, profundo e mudo,
recolhe o que perdi na luz do dia.
Ubi natus sum, onde fui gerado?
Que pátria me ficou depois de tudo?
Talvez no sal de um sonho abandonado,
talvez no coração deste mar mudo.
Ó mar, por que me chamas tão distante,
se em cada onda morre um navegante
e em cada espuma um velho amor se encerra?
Não sei se parto ou volto à tua areia;
só sei que a solidão, quando incendeia,
faz do silêncio a última primavera.
Manhumirim — Minas.
- longe do mar, perto dele.
A VIGÍLIA INTERIOR DIANTE DO MAR.
Do Livro: Dor, Alegria Dos Homens.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ano: 2005.
"Vejo-me sentado à beira do mar,
com os olhos a perscrutar as ondas,
e as ondas a me segredarem um canto antigo,
minha alma em auréola silente,
balouçando entre a areia e o sopro do crepúsculo.
Meus papéis e tintas jazem aos pés da escuridão,
mas ó amada, contempla e sente,
pois das águas ascende o arpão invisível
que fere e consagra, que dilacera e recria.
Uma vastidão de estro arrebata-me
e entrega-me de volta o coração como oferenda.
Então o maestro das dores profundas
toma-me pela voz e pela carne
com o rigor de uma perfeição austera.
Ergo-me desse antro de sombras
e entrego-me à poesia mais pura,
aquela que nasce sem letras,
somente de espírito em brasa.
Das trevas ergue-se tua mão,
e eu te ofereço a flor mais rara do dia,
cultivada no inverno férreo da alma,
no labor severo de meu próprio suplício.
Resta-me, contudo, a onda derradeira
que me instrui sobre o amar,
entre papéis dispersos e o sopro da aspiração.
E de tudo o que me desfolha
ainda me floresces, amada.
As ondas retornam e batem nas pedras,
gravando nelas o testemunho do que fomos,
as marcas decantadas de duas almas consagradas,
errantes, mas unidas na devoção que não se extingue."
Eu gosto do mar e da brisa que bagunça meus cabelos...
Eu contemplo aquela imensidão de azul e ali mergulho feridas, emoções, desejos...
É como se o mar silenciosamente me escutasse e respondesse:
"Vai ficar tudo bem" 🌊⭐
Na paixão, me perco..
Em emoções a saudade rasga a minha alma,
Num mar revolto de emoções,
a vida, na sua ausência, é um quadro branco, que precisa de tintas e traços,
Você é a cor na minha vida,
Minha musa eterna!
,
Amor em Versos.
No peito pulsa ardente paixão que clama,
Como brasa avivada em noite escura,
Meu coração, em verso, te declama,
Na essência terna da paixão que augura.
Saudade, doce melancolia invade,
O tempo traz lembranças que não vão,
Na alma, ecoa a voz da eternidade,
Suplicando ao destino a tua mão.
Mas
Mulher, és a paleta em meu enredo,
Ah! Como anseio a tua presença amada,
Para pintar a vida com matizes,
Serás minha inspiração e jornada,
A musa que eterniza meus felizes.
Assim, em verso, amor, eu te confesso,
Neste poema, toda a minha sina,
O Fluxo do Destino
Sou água de rio em direção ao mar, não faço retorno,
não sei recuar.
O leito que sigo é o que o tempo desenha,
não há correnteza que me detenha.
Eu sigo em frente, constante e valente, trilhando o destino que me faz semente.
Não carrego a mágoa,
nem peso, nem dor, de quem escolheu me negar seu amor.
Se o livre arbítrio do outro partiu, a água aceitou o que o vento pediu,
assim eu abençôo a partida, desato esse nó, pois rio que para vira lagoa e só.
Mas trago comigo, na linha do peito, o livre arbítrio que herdei por direito, e levo à risca a lição que aprendi.
Não caibo em migalhas, nunca me perdi, não me diminuo, não dobro o meu ser, no mundo de quem não me soube acolher.
Deságuo na vida,
inteira e sem fim,
o mar é o limite que pulsa em mim!
Soberania das Águas
Sou água de rio em direção ao mar, não conheço o retorno, recuso o parar.
Abro o meu leito na rocha e na mente, não faço curva que me jogue para trás,
eu sigo em frente, trilho o meu destino com força imperiosa.
Minha jornada é livre, exata e grandiosa, não carrego a mágoa, esse peso infundado, de quem usou o livre arbítrio e me deixou no passado.
Quem não me quis,
exerceu sua escolha e partiu, mas a minha correnteza não recuou, apenas fluiu.
Não há espaço para o rancor onde transborda o poder,
eu abençoo o adeus de quem não soube me reter,
mas levo à risca, como lei absoluta e sagrada,O
o meu livre arbítrio na terra moldada.
Não me diminuo, não me curvo, não dobro o meu ser, para caber no mundo de quem tem medo de crescer.
Se o espaço é pequeno,
eu sigo o meu curso profundo, não nasci para ser moldura do mundo de ninguém.
Deságuo imenso, dono do meu próprio fim,
pois o mar é o único limite que habita em mim!
Deus que entra na fornalha, acalma o mar e fala no meio do vento.
Deus que muda decretos, quebra cadeias e faz o inimigo recuar.
Deus de recomeços, promessas cumpridas e vitórias completas, que glorificam o Seu nome.
Deus que escreve certo mesmo quando a vida parece torta, porque Ele é fiel até o fim.
Acordaram Jesus por desespero, mas Ele acalmou o mar por autoridade.
Pare de agir como derrotado enquanto carrega O Vencedor no barco.
MiriamLeal
Poema para Miguel
Aromas marinhos,
o ar do mar,
Miguel Marinho.
No som das ondas
sentidos despertos...
Nos convida a viver o pleno
Miguel Lemos.
Aquietar-me
Há mar;
Finito...
suas ondas, sem parar.
São meus pensamentos
que só se aquietam
quando adormeço.
OLHOS DE MAR
Como um anjo, você chegou anunciando o início de um ciclo, da vida que já não era só minha...
Apesar de dolorosas, as mudanças eram necessárias. Então, rasguei a cápsula que me envolvia, comprimida numa ingenuidade tardia — tal como o casulo do qual eu já não cabia, e que me impedia de mover as asas que eu nem havia notado que tinha.
O apego, a dependência, o vitimismo e a dor me impediam de perceber que eu podia voar. Embora não soubesse como, tudo era tão novo... Pensei em desistir, mas a esperança ressurgia quando eu olhava em seus olhos — olhos de mar.
Apesar de recém-chegado, pequeno e frágil, você me ensinou a ser forte, a amar e a aprender com a dureza das provas da vida. Enquanto você crescia, também me impulsionava a crescer. Errei e acertei muitas vezes, mas sempre com o desejo de lhe dar o melhor de mim.
Você é minha kriptonita, mas também é minha fortaleza.
MAR DE DESEJOS
Tua boca me desarma e me transporta
a um estado de puro deslumbramento,
onde nenhuma defesa minha importa
e o mundo silencia em um momento.
Desbravando nossos corpos tão de perto, no encaixe perfeito onde a razão se perde e a carne clama, teu toque e teu cheiro desfaz qualquer certeza.
Sou náufraga voluntária,
e nesse mar de desejos,
vejo estrelas nascerem.
