Soberania das Águas Sou água de rio em... Pedreiro Poeta Rústico, o...

Soberania das Águas


Sou água de rio em direção ao mar, não conheço o retorno, recuso o parar.


Abro o meu leito na rocha e na mente, não faço curva que me jogue para trás,
eu sigo em frente, trilho o meu destino com força imperiosa.


Minha jornada é livre, exata e grandiosa, não carrego a mágoa, esse peso infundado, de quem usou o livre arbítrio e me deixou no passado.


Quem não me quis,
exerceu sua escolha e partiu, mas a minha correnteza não recuou, apenas fluiu.


Não há espaço para o rancor onde transborda o poder,
eu abençoo o adeus de quem não soube me reter,
mas levo à risca, como lei absoluta e sagrada,O
o meu livre arbítrio na terra moldada.


Não me diminuo, não me curvo, não dobro o meu ser, para caber no mundo de quem tem medo de crescer.


Se o espaço é pequeno,
eu sigo o meu curso profundo, não nasci para ser moldura do mundo de ninguém.


Deságuo imenso, dono do meu próprio fim,
pois o mar é o único limite que habita em mim!