Poemas sobre o Mar

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" Almas navegantes "

Nenhum mar é grande demais para o que ficou, nem o tempo é capaz de apagar o que a vida uniu.
Valeu a pena cada porto que o teu amor tocou, cada brisa mansa que no peito insistiu.
Te deixo em terra firme, sob a luz do sol,
com a certeza de que o nosso laço não se desfaz.
Fomos o farol um do outro, o mais lindo por do sol, e o que vivemos me preenche e me traz paz.
Mas não pense que esta despedida é o fim nesse cais, pois o amor verdadeiro não se perde na imensidão dos mares.
Eu navegarei por esta vida, olhando os temporais,
guardando o teu rastro gravado no coração.
E juro, por cada estrela que guia o meu veleiro,
que farei de tudo para cruzar o teu caminho outra vez.
E na próxima reencarnação, serei o teu viajante primeiro,
para reviver, no tempo certo, tudo o que o destino nos permitir.
Até lá, viva, ame e me deixe navegar,
com a promessa eterna de que minha alma vai te reencontrar!

Se um dia o mundo acabar,
espero que seja à beira-mar,
contigo, enquanto as ondas
ainda sabem dizer amor.

Há um impacto poético que
acontece entre o mar e a falésia,
não como violência,
mas como reencontro de velhos cúmplices.O mar desfaz-se em espuma, a falésia em ecos.

Mar de Amar




Mar em mim.
Mar comigo.
Mar sempre.
Mar que chama.
Mar que rasga.
Mar que sobe pela pele.
Mar de amar.
E eu, na estrutura do instante,
aprendo a ser horizonte.

Mar
horizonte reduzido
à pergunta que não se diz


entre ambos,
o suspiro.
O mar não fala:
escreve-me por dentro.

Sempre fui porto seguro, mas a galera curte mesmo é mar revolto. Então demorô: quem quiser atracar aqui vai ter que saber remar no compasso.

#sambaeumabrejagelada.

Observe a areia do mar e veja a sua aparência. Uma aparência momentânea: ora vêm os ventos e a movem, ora as ondas e chuvas. A aparência é momentânea e engana; vemos curvas e desenhos, no entanto, é só areia. Não se engane e não se deixe enganar pela aparência. Observe a essência.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!

TRANSCEPTO CRUZEIRO



No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.


Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.


Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.


Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.


Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.


No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.


Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.


Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.


Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.


Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.

Poentes que Regressam




O verão já acabou;
porém, o mar insiste em escrever‑nos, como se na pele ainda ondulassem ondas que não pertencem só ao mar, mas o que fomos aos poentes.

Beleza oculta


Celebro cada por do sol ou cada nascer do luar,
Sinto o poder dos rios e dos mares sobre a minha pessoa, então respiro profundamente e agradeço com aplausos,
Percebo o tamanho da beleza das vegetações e me emociono ao ver os pássaros cantarem,
Gosto de tomar o meu café da manhã vendo os animais pastarem,
A naturalidade das coisas e a beleza daquilo que não se pode comprar é saber viver intensamente o hoje, porque o ontem já se foi e o amanhã não sabemos ainda.

Vazio


A solidão me consome junto do meu último suspiro de vida, em um mar de tormento me encontro aos prantos
Pergunto-me, o que me dirás quando virdes as mentes dos homens com suas vontades ilógicas e sem sentido? E eu lhes direi o fato da vontade
do meu ser como se, tudo aquilo que existe não exista mais
Venham somente aqueles que buscam a verdade do meu ser e apenas estes serão escolhidos e salvos pelas mãos de quem não os persegue
Existam sobre os olhos daqueles que não o veem e verão o significado do completo vazio da existência o qual assola aquilo que me enaltece
Delírio? Força? Não... apenas vazio

Cada palavra traz o som do mar para o poema o vruuuuh do vento canta nos lábios, o sol invade o vocabulário e o calor da imaginação chama ao banho
nas ondas das palavras quebrando
agente na praia que não deixa marca
de bronze, mas marca o imaginário...

Projeto Gotinhas de Amor
Oceanos das Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro.
Poema
Marés da Adolescência
(Letra & Poesia)
No mar da adolescência,
A gente aprende a navegar,
Entre as ondas do medo
E a esperança de um lugar.
Navegando no escuro,
Buscando a direção,
Com a força da nossa voz,
Identidade e coração.
Este é o nosso oceano! Descobrindo a coragem,
Nosso projeto de vida.
Navegando nessa maré,
Construindo a nossa rota,
Fortalecendo a fé.
Todo capitão aprende
Com o peso da tempestade,

Versinho da Autora

Cada criança é uma gotinha,
Brilhando em seu próprio mar.
Umas chegam como ondas fortes,
Outras aprendem devagar.

Há quem navegue em calmaria,
Há quem enfrente a imensidão.
Mas todas carregam consigo
Um tesouro no coração.

Se o amor for nossa bússola,
E o cuidado, nosso farol,
Toda infância encontrará caminhos
Para florescer sob o sol.

Com escuta, afeto e respeito,
Aprendemos a compreender:
Que a diversidade é a beleza
De cada criança ser quem é.

Rosana Figueira
Pedagoga, Escritora Infantil e Especialista em Estudo Infantil

Raízes da Terra e do Mar.

Na dança dos tambores ecoa a herança ancestral
Cultura afro-indígena, raízes da nossa nação
Na pele, nas cores, a força de um povo imortal
Histórias entrelaçadas, em cada gesto e canção

Dos orixás aos pajés, o sagrado se revela
Em cada canto, em cada reza, a conexão divina
Na arte, na culinária, a sabedoria que se revela
Tradições que resistem, memórias que iluminam

Nas festas populares, a festa da resistência
Celebração da vida, da luta e da fé
Nos terreiros e aldeias, a força da existência
Entre rezas e cantos, a esperança se refaz

Cultura viva pulsando, no coração do Brasil
Afro-indígena é presente, é passado e é futuro
Nas danças, nos rituais, um povo em busca de paz
Lembrando sempre de onde veio e para onde aponta o rumo.

A consciência e um mar
Onde você pode
Se afogar, nadar ou boiar
Tudo depende do quão bom
Nadador você é..!

Pensamentos ao Mar


Hoje ao sair do culto fui a praia ver o mar procurar um lugar tranquilo um lugar para meditar
Ao olhar as ondas me fez lembra do brilho dos teus olhos a beleza do teu sorriso o que me fez imaginar
Tão linda tão meiga tão doce uma obra tão linda que só o criador foi capaz de desenhar
Com traços tão lindos e tão perfeitos criou ela perfeita ao seu jeito que meus olhos vieram a se encantar
Terminei minha noite orando e pedindo ao nosso bom Deus que aquele coração vinhece a guardar e sua vida abençoar.
Abençoar meus Deus está menina, tua obra mais linda que sua voz por muitas vezes veio a me acalmar e com um simples sorriso veio a me encantar.

Entre o mar e o teu olhar

O mar me lembra teus olhos,
profundos, serenos, de um verde sem fim,
como se escondessem segredos
que a vida guardou só para mim.

O sol, quando toca o horizonte
e pinta o céu de dourado,
me lembra o teu sorriso,
bonito demais para ser explicado.

O vento que passa de leve
e brinca com as folhas no chão,
me lembra a delicadeza
que existe no teu jeito e no teu coração.

E quando a noite se veste
com estrelas pelo céu,
penso em como o teu olhar
poderia deixar qualquer noite mais bela que o véu.

Há flores que nascem na primavera,
há luas que encantam o mar,
há versos que nascem sozinhos
quando alguém nos faz querer sonhar.

E talvez seja isso que acontece
toda vez que penso em você:
meu pensamento perde o rumo,
mas encontra um motivo para permanecer.

Não sei se foi obra do acaso,
do destino ou das mãos de Deus,
só sei que, depois que te vi,
meus olhos passaram a procurar os teus.

Você tem uma beleza tranquila,
dessas que não precisam chamar atenção;
chega de mansinho, feito brisa,
e quando percebe, já tomou o coração.

E se algum dia me perguntarem
o que existe de mais bonito no mar,
eu talvez fique em silêncio...
porque depois de conhecer você,
fica difícil responder sem pensar
que há um verde mais bonito
no brilho do teu olhar.

⁠Sede a seca.
O fogo e a morte.
Queimadas...
A tristeza...
Sem mar.
Sem vida.
Sem ar, sem amor.
Sem coração.
Sem remorso
Sem compaixão.
Triste a tristeza.
Triste são seus atos...
Sendo a gente primeira mudança.
Depois do despejo apenas a tristeza.
Transformação em um deserto de calor.
Fenômeno natural...
O homem sem paixão.
Ganância... Descaso com vida.
Desrespeito com o próximo...
A vida te pertence?
Saiba que tudo tem consequências.
A vida se revolta.
O suplício de existir diante da devastação provocada por você.
Tão belo e pleno que não respeita a vida.
Espera ter uma vida melhor a que preço?
Pois um dia irá oferecer um pouco mais...
De afeto para quem sempre te amou,
Sem perguntar quem é ou quem foi, apenas te deu
Mesmo direito todos têm de viver.

Às vezes eu queria navegar que nem os portugueses e me perder no seu mar por vários meses.


E se me dessem a bússola apontando para terra a vista eu a jogaria e ficaria aqui pelo resto da vida