O Infinito Tem o Seu Nome As ondas do... Mannu Viana Rios

O Infinito Tem o Seu Nome


As ondas do mar pausam para admirar
a sua beleza, o seu brilho, o seu jeito de encantar.
A maré, que nunca obedece a ninguém,
parece encontrar em você o motivo para ir e vir também.


O sol, tão convencido de ser dono do céu,
olha para você e percebe que o seu brilho é mais fiel.
Com uma certa inveja, resolve brilhar mais forte,
como se quisesse provar que também tem a sua sorte.


Mas a lua, que conhece os segredos da noite,
não entra nessa disputa — apenas observa e se esconde.
Porque sabe que existem brilhos que nenhuma estrela alcança,
e que certas belezas fazem até o universo perder a esperança.


As estrelas mudam suas constelações
só para desenhar você entre galáxias e imensidões.
E o vento, que atravessa continentes sem pedir licença,
quando passa por você, desacelera — como se também sentisse a presença.


Até Marte, com seu vermelho incendiado,
parece menos intenso quando você está ao seu lado.
E Saturno, com seus anéis a girar,
talvez os usasse apenas para ter uma desculpa para te admirar.


O céu guarda seu nome em algum lugar distante,
o universo parece menor diante de um instante
em que você sorri, e tudo ao redor
parece entender que nasceu ali um novo tipo de amor.


Mar, Sol, Lua, Praia, Maré, Vento e Estrelas,
Galáxias, Planetas, Céu e Constelações tão belas...
Tudo parece existir em perfeita harmonia,
como se a própria natureza soubesse que você merecia poesia.


O mar te contempla, a lua te ilumina,
o sol perde o brilho quando você se aproxima.
As estrelas te seguem na imensidão,
e o universo te guarda como constelação.


Se o céu tem seu encanto e o mar sua beleza,
você reúne os dois com tamanha delicadeza.
E entre o infinito, o tempo e o luar,
há uma certeza que não posso negar:


se o universo é infinito e o amor também,
talvez você seja o infinito que o meu coração contém.