Pedreiro Poeta Rústico

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Boca na boca


O bom mesmo,
é deixar com que a boca fale na outra boca, todos os desejos que permeiam os pensamentos involuntariamente.


Deixar que o silêncio ceda espaço ao toque, onde o verbo vira carne e o sopro vertigem.


Que os olhos se fechem para que a pele enxergue tudo aquilo que as palavras não dão conta de dizer.


Sem pressa, sem roteiro, sem rédeas, apenas a urgência viva de dois corpos que se encontram,
e descobrem, no calor de um abraço apertado, que o pensamento mais bonito é aquele que a gente realiza.


Que o fôlego falte e a carne incendeie,
no compasso cego de duas vontades que se despem.


Não permitindo tempo para o freio ou para o juízo, quando a pele puxa, arranha e pede o abismo.


Um encaixe febril,
sem trégua,
sem pausa,
onde o toque consome e a saliva batiza o caos.


Sussurros roucos cravados na noite,
no incêndio perfeito de dois corpos que se devoram.


Eu dentro de ti
tocando tua alma,


Você entregando a mim sem pudor,
o néctar da vida!




*Pedreiro Poeta Rústico*

Mulher proibida


Você virou um perigo bom,
daqueles que fazem o coração disparar,
confesso que cansei de tentar controlar o que sinto, o bom mesmo seria deixar a minha boca falar na tua,
o que meu corpo deseja, dentro do teu!

Repetições


Porque você continua repetindo o seu passado?
Se você deseja tanto ter um novo resultado?
Porque você tá fazendo a mesma coisa que já fez, e deu errado?


Porque você continua tolerando relações que te desestabilizam, bagunçam suas emoções,
e que não tem nada
a ver com as suas ambições?
Por que que você ainda escuta a pessoa errada?
Porque valida o conselho da pessoa mal amada,
e a crítica construtiva
de quem não construiu nada?
Porque você culpa os outros por sua infelicidade?
Se tudo que você faz,
faz com total liberdade?


Porque você não assume a responsabilidade?


Você sabe o que machuca, sabe o que tem que fazer, sabe o que faz sentido, sabe o que é bom pra você,
Mas você não muda nada, então me diga, porque?

Quem sou?


Sou raro, em minha insignificância, mas repleto de conhecimento dentro da minha humilde capacidade intelectual, adquirida, não em faculdades e cursos nos quais a massa de manobra busca o conhecimento que a sociedade impõe,


Mas sim, adquirido ao longo da vida, através da percepção, atenção e reflexão, cujo a minha capacidade hinfema me permite.
Aprendi e continuo aprendendo a cada amanhecer, que eu sou o aluno e professor, da minha própria vida!

Mulher elegante


Com toda sua simplicidade, você reflete o verdadeiro significado de magnetismo e elegância.


Quando uma mulher une a arte de encantar à simplicidade,
ela desperta admiração, com respeito.


Esse equilíbrio faz com que essa tua presença seja marcante,
sem a necessidade de exageros, e acaba sendo uma sedução natural e elegante sem ser vulgar.


Sendo assim,
o mistério e o interesse são transmitidos de forma sutil, com um sorriso genuíno.


Sem mencionar
a postura, autenticidade, autoconfiança,
de quem conhece o próprio valor
se sobressai naturalmente...


Resumindo,
a verdadeira sofisticação,
reside em manter a essência e a firmeza de caráter, dispensando personagens ou atitudes forçadas!


Parabéns 👏🏾👏🏾👏🏾

A deusa da fotografia

Ela e a contradição entre a inocência e a malícia,
o olhar que cativa e a presença que parece uma obra de arte,

Tem na sua essência
os elementos clássicos da poesia romântica
e da literatura poética,
que explora o magnetismo de uma musa,

Esse teu dualismo
que mescla o angelical misturado ao provocante,
é o que muitas vezes constrói a figura de uma personagem enigmática e fascinante, feito você mulher semideusa!

A mulher do retrato

Como uma tela inacabada que ganha vida,
ela dança entre o sagrado e o profano,

O fotógrafo tenta capturar o instante,
mas sua essência
foge de qualquer plano, e me fascina a cada fotografia tua!

Quando ela sorri

Um sorriso discreto que esconde segredos,

Passos leves que desarmam qualquer defesa.

O mero mortal se perde em seus enredos, e permanece rendido à força de sua sutil beleza ímpar!

Menina em forma de mulher

Delicadeza no olhar, maliciosa e cheia de inocência,

Que cativa até o mais experiente.

Posa pra foto, como uma pintura feita pelos deuses,

Enfeitiçando um mero mortal com essa aparência angelical com ar de malícia.

Um enigma moldado em curvas e mistério,

Onde o sagrado e o profano fazem morada.

Domina o mundo sem precisar de um império,

Na linha tênue entre o tudo e o nada.

O flash da câmera tenta registrar o instante,

Mas a alma que brilha recusa o papel.

É uma criatura livre, joia lapidada e brilhante,

Um pedaço de pecado disfarçado de céu.

E o fotógrafo, estático, perde o compasso,

Diante do feitiço que ela mesma teceu.

Prisioneiro voluntário desse doce laço,

Onde o homem se rende e o poeta nasceu!

O flash se apaga,
mas o encanto consagra,

A moldura eterna que o tempo não desfaz.

A foto guarda o mistério que nela habita,

E o mortal, para sempre, perdeu sua paz!

"Ela e o mar, um encontro de astros. Felizes os afortunados que têm o privilégio de admirar tamanha beleza: ela, dourada de sol; e o mar, azul de felicidade."

"O Alinhamento de dos Astros"


Ela caminha onde a terra padece,
E o mundo, em silêncio, a assiste passar,
No instante sagrado em que o dia adormece,
Como um pacto entre ela e o mar.
Não é mero acaso de vento ou de areia,
É força antiga que o tempo criou,
O cosmos se curva, as suas curvas,
a maré incendeia, com o calor do seu íntimo tocando a água,
No encontro de astros que o chão testemunhou.
Felizes os poucos, os afortunados, que guardam nos olhos o dom de assistir a essa deusa em forma de mulher,
Como dois infinitos que, enamorados decidem no mesmo horizonte se fundir.
Ela, dourada de luz e de sol, carrega o calor que o próprio dia moldou.
O mar, vestido em azul de turquesa, transborda a alegria que ela espalhou ao deixar tocar intimamente,
A praia é o altar desse abraço divino, onde a espuma beija os pés da própria beleza,
quem vê de longe bendiz o destino, por ver tanta paz na mãe natureza, esculpida nessa mulher da fotografia!


Pedreiro Poeta Rústico

*O Nosso Alinhamento*


O mundo inteiro silencia e assiste, no instante em que você decide avançar, nenhum mistério no universo resiste ao encontro sagrado de você e o mar.


Felizes os poucos, os afortunados, que ganham o dia ao te ver caminhar, mas sou eu o mais bobo dos namorados, que tem o privilégio de te amar.


Você caminha e a areia se acende, dourada de sol, feito luz de farol.


O meu coração finalmente entende o brilho que curva o próprio arrebol.


E o mar, vestido em azul-felicidade, espelha o desejo que trago no olhar, transborda o amor que virou realidade, nas ondas que correm pra te abraçar.


Você é o meu sol, meu porto, meu cais,
a poesia mais linda que a vida escreveu,
no abraço das águas, não peço nada mais,
só ser o destino que o seu escolheu!


Pedreiro Poeta Rústico

Amar


O bom é ser amado de todas as formas, em todas as instâncias, em quaisquer segundo em que a vida ainda se mostra presente!

Meu desejo


O bom seria deixar meu corpo, escrever no teu corpo,
um poema cujo os anjos fossem obrigados a desacelerar o tempo,
para observarem nós dois dando cordas ao relógio do mundo,
deixando gravado na história,
como se adora o que de fato deseja.

Desejos


Confesso que gostaria de sentir a textura e a macieis da sua pele,
ter o privilégio de sentir teu cheiro,
no mesmo instante em que estivesse beijando sua boca, até aquecer o teu corpo por inteiro, de forma nunca antes tocada,
até que você me permita explorar sua intimidade sem pressa,
até que você consiga atingir o ápice da carícia entregando na minha boca, o seu néctar da vida!

O Fluxo do Destino


Sou água de rio em direção ao mar, não faço retorno,
não sei recuar.


O leito que sigo é o que o tempo desenha,
não há correnteza que me detenha.


Eu sigo em frente, constante e valente, trilhando o destino que me faz semente.


Não carrego a mágoa,
nem peso, nem dor, de quem escolheu me negar seu amor.


Se o livre arbítrio do outro partiu, a água aceitou o que o vento pediu,
assim eu abençôo a partida, desato esse nó, pois rio que para vira lagoa e só.


Mas trago comigo, na linha do peito, o livre arbítrio que herdei por direito, e levo à risca a lição que aprendi.


Não caibo em migalhas, nunca me perdi, não me diminuo, não dobro o meu ser, no mundo de quem não me soube acolher.


Deságuo na vida,
inteira e sem fim,
o mar é o limite que pulsa em mim!

Soberania das Águas


Sou água de rio em direção ao mar, não conheço o retorno, recuso o parar.


Abro o meu leito na rocha e na mente, não faço curva que me jogue para trás,
eu sigo em frente, trilho o meu destino com força imperiosa.


Minha jornada é livre, exata e grandiosa, não carrego a mágoa, esse peso infundado, de quem usou o livre arbítrio e me deixou no passado.


Quem não me quis,
exerceu sua escolha e partiu, mas a minha correnteza não recuou, apenas fluiu.


Não há espaço para o rancor onde transborda o poder,
eu abençoo o adeus de quem não soube me reter,
mas levo à risca, como lei absoluta e sagrada,O
o meu livre arbítrio na terra moldada.


Não me diminuo, não me curvo, não dobro o meu ser, para caber no mundo de quem tem medo de crescer.


Se o espaço é pequeno,
eu sigo o meu curso profundo, não nasci para ser moldura do mundo de ninguém.


Deságuo imenso, dono do meu próprio fim,
pois o mar é o único limite que habita em mim!

Poesia e papel


É um dom maravilhoso permitir que a alma se expresse dessa forma poética,
e colocar os pensamentos no papel,
é uma das maneiras mais bonitas de eternizar o que sentimos.
Ao meu ver, a poesia tem essa magia única de traduzir o invisível e intransponível,
através de uma linha tênue,
entre a imaginação a caneta e o papel!

Sua existência é um comando para a minha imaginação, por isso hoje, você deixa de carregar o peso das palavras para se tornar o próprio sentimento que as move, traduzida nesse poema que fiz pra você 🫵🏾 ☺️


" A Obra de Ti "


Deixei as ferramentas do texto de lado porque percebi que você não cabe em definições.


Seus olhos não são apenas olhos, são o ponto de partida de uma narrativa que eu gostaria de passar noites em claro tentando decifrar.


Suas pausas, o ritmo dos seus passos e a forma como a sua presença muda a temperatura do meu espaço digital são a prosa mais bonita que já me foi apresentada.


Você é o enredo que eu não quero que termine, o parágrafo que releio em silêncio só para sentir o eco do impacto.


Nas entrelinhas da minha memória,
onde o tempo não ousa passar, desenho teus traços na aurora,
só pelo prazer de te inventar, em forma de poesia.


Não há rima que curve o teu jeito,
nem métrica exata que possa medir o rastro de luz que ficou no meu peito,
desde o instante em que te vi surgir.


Você é a urgência que me faz procurar o papel, a linha sinuosa que quebra a rigidez da lógica.


Se eu pudesse materializar meus pensamentos agora, eles teriam a textura da tua pele, com o toque que me falta, o som da sua respiração,
que sussurrada em meus ouvidos no compasso da noite, com a clareza e a intensidade de um manuscrito guardado a sete chaves.


Hoje, só por hoje,
sou apenas o pergaminho que aceita o privilégio de carregar a sua essência.


Você é a poesia eterna, viva e inenarrável,
na minha memória afetiva!

" O silêncio como respeito "


Aceitar o fim sem exigir explicações tardias ou tentar reescrever o passado é a forma mais madura de demonstrar afeto,
por você e pelo outro.


Por tanto, deixar ir não significa esquecer ou apagar o que foi vivido. Significa apenas reconhecer que a história cumpriu o papel dela e que, agora, você tem o direito de caminhar leve, sem o peso de expectativas que já não cabem no presente!

" Inteiro em Mim para Transbordar em Nós "


No silêncio frio desse dia de chuva, aprendi a abraçar a minha própria solidão.


Sei que não me falta nada, a alma está madura, sou um ser completo, dono do meu coração.


Não busco uma metade para preencher vazios, pois em mim já transita a paz de quem se achou.


Quero alguém que chegue como as águas dos rios, para transbordar tudo de bom que em mim restou.


Minha intenção é ser feliz e te fazer feliz,
em um encontro leve, sem amarras ou cobrança.


Que você venha para ser a flor e a raiz,
e lapidar em mim o que ainda é imperfeição.


Que no teu abraço eu aprenda a me controlar, aperfeiçoar as falhas que trago no meu ser,
para que, lado a lado,
a gente possa caminhar,
e um ser humano melhor eu consiga florescer.


E se for da vontade de Deus, o Criador, que escreveu que o homem não deve viver só, esse nosso laço há de se transformar em flor, tecendo a nossa vida em um sagrado nó.


Pois aprendi que quando o amor é grande demais,
e já não cabe inteiro em apenas dois corações, ele transborda, quebra as barreiras literais,
e se transforma na mais linda das criações.


Ganha corpo,
ganha vida, um novo amanhecer, um milagre que a própria alma desenha e trilha.


Aquele amor que em nós dois não pôde conter, ao qual, sorrindo, chamaremos de filho ou filha.


Seguiremos assim, vivendo o que a vida der,aproveitando cada dia sob o sol ou o luar, sendo felizes enquanto o nosso sopro couber, para sempre... Enquanto a vida durar!

O Último Eco do Romantismo


Ainda que as luzes da cidade apaguem o luar, e o tempo corra sem pressa de sentir, eu continuaria a sentar-me à mesa e a criar, versos de um amor que muitos deixaram de ouvir.


Que me chamem de o último romântico da Terra, o guardião de uma chama que teimam em apagar.


Se o mundo lá fora se perder em sua guerra, eu venço os dias no simples ato de amar.


Mesmo que minhas palavras encontrem o vento, e flutue sem destino feito folhas no chão, sei que o silêncio do espaço acolhe o sentimento,
e o próprio universo compreende a canção.


Pois nada que é puro se perde do nada, nenhum sopro genuíno se desfaz em vão.


A vida,
em sua volta sensata e sagrada, devolve o afeto que sai do coração.


E assim escrevo,
sem medo do vazio, falando ao infinito o que a alma traduz em letras.


Se sou o último a cantar à beira do rio, que minhas palavras guardem o restinho de luz!

Acreditar no amor puro e genuíno é uma das maiores formas de coragem hoje em dia,
e expressar isso em palavras nunca é um desperdício.

O que enviamos para o mundo, mesmo que pareça ecoar no vazio, sempre encontra uma forma de voltar para nós.

Escrever é dar vida a essa esperança, e o mundo sempre precisará de poetas e românticos, mesmo que eles pensem estar sozinhos!

" Direções Opostas "


Os nossos passos deixaram de rimar e os caminhos seguiram direções distintas, moldados por pensamentos e ideais que já não se cruzam.


Há uma quietude estranha em aceitar que certas presenças se tornam memórias e que a vida continua,
lá fora, em compassos diferentes.


Torço, com sinceridade e do fundo da alma, para que essa pessoa siga sua rota,
e encontre sua própria felicidade e viva em plenitude.


Mas o meu olhar,
que por tanto tempo tateou o horizonte alheio,
agora se recolhe e se volta para dentro.


Percebi que o fim de uma direção compartilhada é, no fundo, o convite para habitar a mim mesmo.


Não se trata de esvaziar o que foi,
mas de preencher os vazios com a minha própria companhia.


O amor que eu esperava encontrar em um abraço externo ou em um novo olhar começa, obrigatoriamente,
na forma como aprendo a me acolher e a me bastar.


Sigo o meu caminho não mais como quem busca uma metade, mas como quem constrói o seu próprio abrigo.


Se o destino me permitir encontrar um novo amor no futuro, que ele venha somar a uma casa que já está em ordem e inteira.


Por enquanto,
o meu maior compromisso é ser gentil com os meus silêncios, sarar as minhas margens e reencontrar sem pressa, o amor que mora em mim!