Poemas sobre a Morte
Cansado...
Cansado de pensar
De pensar o amanhã, que nunca chega;
De pensar o passado que não posso apagar.
De pensar no presente que parece não passar.
De pensar a mente fervilha.
Cansado de olhar...
De olhar o mundo, que muda a todo instante;
De olhar gente que passa, que não para;
De olhar gente na praça
Desocupada
De férias
De folga
Procurando o quê fazer.
Cansado de escutar
De escutar ruídos da rua;
De escutar gritos de lamentos,
De escutar gemidos...
Cansado de ouvir alegres cantos.
Cansado de ser vaidoso
De contar dias vantajosos, sopros...
De viver como não fosse morrer,
De esperar a noite chegar
De desejar o amanhecer...
Cansado da guerra...
Cansado da paz
Do sossego, do apego as coisas
Cansado da liberdade
Cansado, cansado...
É a hora de voltar pra casa.
Que pena, de cá; tod@s termos que morrer!
Que pena, tod@s termos que ir morrer;
No dia em que pra nós foi decidido;
Por quem em nós colocou, um outro ser;
Pra do morrer, por nós ser defendido!
Que pena este viver seja tão curto;
Quando comparado ao outro viver;
Por ir fugir de nós, como por furto;
Nos foge a tal vida, a tanto correr!
Que pena, em nós tão falte o tal conter;
Tão tido no viver que alimentamos;
Na tida, e a todos cá oferecida!...
Pois tal, iria permitir-nos ver;
O quão afinal, foi bom por cá andarmos;
A viver, nessa vida; tão querida.
Com mágoa por tal;
sim
eu sei o que é morrer
há um ditado que diz que “ninguém voltou pra contar”
pois eu morri e aqui estou
o que os outros veem andando por aí
carregando consigo a minha fisionomia
trata-se apenas de um conjunto de órgãos, tecidos e ossos
podem procurar a vontade
não encontrarão vida ali
a que eu tinha
levaste contigo
na bagagem do que fomos
na bagagem pesada do que vivemos
aposto que para ti o peso dela é quase inexistente
enquanto eu do lado de cá
sinto cada segundo da nossa história
como uma navalha na minha garganta
maldita navalha que apenas me sufoca
queria mesmo é que ela concluísse seu trabalho
pra que nem mesmo meus órgãos, tecidos e ossos
possam caminhar por aí com as doloridas marcas tuas
"Viveu com paixão?"
era a pergunta que os gregos faziam, quando alguém morria...
Vivamos com paixão.
Esvair
O pra sempre nunca existiu, pois somos meros mortais.
Nossa verdade do eterno termina junto ao último suspiro.
Continuo a ler...
"mas sem entender"
Pois ainda é cedo para
morrer.
"ainda existe tempo para viver"
Leio as cinzas da
esperança.
"e releio a minha crença"
Assim ela pode resnascer.
"acredito num novo florescer"
***
Por favor não os deixes lá morrer…
Se tens teus “pobres”: PAI ou MÃE, em qualquer lar;
Corre, mas depressa e vai lá buscá-lo/a;
Porque o deixá-lo/a lá, será matá-lo/a;
Por favor, não O/A deixes em tal ficar!
Acredita, pois, meu primo ou meu irmão;
Que a ti, jamais tais abandonariam;
Tal como, a morrer lá, te deixariam;
Se vissem que ias partir que nem cão.
Partir que nem cãozinho abandonado;
Por ter sido, por seus, pra aí deixado;
À má morte, que a tanta vida apanha!
Quando por tais, tanto fez, tal coitado;
Sempre que ladrou, pra a tais, ter guardado;
E agora, de vós; abandonar ganha.
Filho/a és, (…).
E o mundo segue, segue a girar num movimento intrépido em diretriz a não direção. Com rota programada desprogramando a cada translado a vida do desafinado.
É preciso o véu lacerar, e da vida não só o fel saborear. Um desfrute que se finda no viver, nascendo a real existência que exala a essência do que habita ao mais intimo sentir que a sua alma pode permitir.
E nas quimeras do meu pensar defini a tal texto criar, na peraltice de enigmar a ideia de quem nele ecoar, para subitamente dizer que o viver nasce dentro ao próximo morrer, e que morrendo se rompe o exoesqueleto que te faz renascer.
Vocês Já Imaginaram Uma História Com A Pessoa Que
Você Gosta Mas No Final
Dessa História Imaginaria
Já Choraram Ou Ficaram
Triste Em Sabe Que
Provavelmente Não
Terá Essa História
(。ŏ﹏ŏ)
Porque esta vida são dois dias, mas um já lá se vai na conta, a tod@s dedico este pensar:
Morrer…
Nada há pra nós mais triste nesta vida;
que um dia todos termos que partir;
deixando tão triste, gente querida;
ao lhes roubar, seu lindo sorrir!
Ai que pena, que assim tenha que ser;
ao p'la morte termos que passar;
irmos por cá fazer tanto sofrer;
a quem só tinha alegre, pra nos dar!
Não é na má morte que está tal mágoa;
mas sim, no que ela um dia vai causar;
a quem de nós gostar, neste morrer…
Por neles, no chorar, ir como a água;
que pelos rios corre, não voltar;
para os deixar; nos voltarem a ver.
Com Carinho,
Porque isso/ele [o morrer], desde as nossas origens, é a chaga, que mais afecta nossas vidas; para meditar, aqui deixo este soneto:
Morrer…
Que bom é termos em nosso saber;
Certeza desse tão certo passar;
Pois assim, tal não vai surpreender;
Com seu tão mau chegar; sem avisar!
Por tal, só vai apanhar a quem morrer;
Por sua pobre morte ter vivido;
A pensar que jamais, irá viver;
Quando deste nascer, tiver partido!
Por em seu crer; morte, ter escolhido;
Durante este seu tão “pobre” passar;
E só com morrer; se preocupar!...
Será quando partir; um ser perdido;
Que irá viver, com todo o mui matar;
Que amealhou; no pobre acreditar.
Com muita pena;
do que tu preferes morrer?
de dor ou de amor?
com uma faca afiada cravada no peito ou de uma palavra cega?
Saudade do que já foi e do que ainda virá,
Do que ganhei e do que perdi,
Saudade do que não foi nem nunca será,
Daquilo que senti, daquilo que pensei,
Saudade do que acreditei, saudade do que defendi,
Dos risos, dos frios, dos olhares e beijaços,
Quem pode trocar comigo
Saudade por realidade
Só pra viver de novo e depois,
Morrer de saudade?
Quando eu Morrer.
Quando eu Morrer...
Deixarei os perfumes das flores...
E de toda flor que eu colhi...
Esmagarei e filtrarei todas as essências...
Aos amigos...
Um abraço e um aceno de um último adeus...
E aos familiares...
Uma gota de lágrima minha...
E gostaria que ela marcasse...
Em alguma folha de papel da vida...
O meu amor que senti...
Foi muito forte ao meu próximo...
Espero eu também..
Ter a oportunidade de desabafar...
Se falei algo que não devia...
Se agí tentando acertar...
Se chorei demais sem saber...
Se escrevi uma poesia sem vida...
Minhas sinceras desculpas por tudo...
Sabemos nós...
Que a morte não marca hora...
Ao escrever isso...
Sinto uma imensa alegria em minh'alma...
Escrevo também esse poema...
E deixo como lembrança...
Para os que ficarão...
À todos...
Peço desde já...
O meu sincero perdão...
Aqueles que sabem do que estou falando aqui...
Do outro lado da vida...
Existe outra vida...
E na absoluta certeza...
Lá é bem melhor...
Aqui...
Somos apenas uma matéria perecível...
Finalizo esse poema...
Alegre e satisfeito...
Bem sei eu também...
Que esse não é o meu último adeus...
Ao acordar bem cedo amanhã...
E se a vida me proporcionar...
Escreverei outra poesia com vida..
E se me permitem...
Um recado meu fica aqui...
***Amem sem medidas....
***Busquem sem medidas....
***Perdoem sem medidas...
***Brinquem sem medidas....
***Sorriam sem medidas....
***E vivam sem medidas....
E saio agora...
Com meu silêncio...
Pois a emoção que estou agora sentindo...
Não me permite mais...
Eu ficar aqui...
Autor: Ricardo Melo.
O Poeta que Voa..
EU SERIA MAIS FELIZ
"Se tu não existisse"
"Se não houvesse você"
Se nada do que és
Me fizesse padecer
Arre!
Tua presença é martírio
Tua existência é doer!
Saber-te me dói inteira
Melhor te é morrer
Então morra
Eu quero mais é viver!
(Lori Damm "Quintaneando"
Eu quero te seguir
Eu quero ser achado em Ti
Pra mim eu morrerei
Pra viver somente em Ti
Se eu ganhar a própria vida, não sou digno de Ti
Se eu negar a minha cruz, não sou digno de te seguir
Nos dias mais difíceis da vida
É que amo a existência.
Penso e desejo partir...
Enfim, estarei em casa,
quando poderei descansar.
Descansar de viver.
A existência é que vale a pena,
pois é eterna
Régis L. Meireles
Já fui queimada na fogueira
e rotulada de todas as maneiras.
Já fui dada como louca
e privada de votar.
Fui julgada pelo meu estilo
e por não querer engravidar.
Ainda sim, eu não desisto,
do direito de ser, pensar e estar.
Para viver à minha maneira,
estou sempre disposta a lutar,
nem que isso signifique
morrer e renascer,
para então continuar.
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