Poemas sobre a Morte

Cerca de 19576 poemas sobre a Morte

Eu vi a luz que se apagou
Eu vi a morte flutuar no espaço
Algo ali surpreendeu
E fez com que de repente
Eu pensasse não ser eu
Eu vi o homem que galgava
Cada degrau daquela escada
A caminhar pro cadafalso
E cada passo dado em falso
Era uma aproximação verdadeira
Do seu derradeiro laço
Eu ouvia todos os hinos
Louvando e glorificando
A condenação simples e pura
de todos os juízes
Traídos, em suas sentenças
Atrelados e atados
Às duras barras, onde amarraram
Lado a lado
No lodo dos tribunais
Com sua justiça de barro
Eu vi a cara da fome
e suas irmãs, felizes
Eu vi sete celeiros cheios
Para alimentar sete juízes
Eu vi caírem
Todos os governos deste Mundo
Num lapso de tempo
Que não durou
Mais que um segundo

Inserida por edsonricardopaiva

A Morte é uma viagem sem volta
A vida também
A diferença entre as duas
É que ninguém cuida da sua Morte

Inserida por edsonricardopaiva

O vento, a fome o medo
a pouca sorte
e a visita periódica
da morte
Não me importa
O importante
é corrigir a vida torta
As notícias que nos chegam de manhã
dizem que o Mundo amanheceu pior
Pior seria se não tivesse amanhecido
eu não veria
a flor pintada em teu vestido
Já não posso mais correr como eu corria
mas ainda passo caminhar no fim do dia
Perdoe minha falta de atitude
Eu não sabia
das vicissitudes da vida
eu não sou nada
Sem você por esta estrada

Inserida por edsonricardopaiva

De quem será que foi a ideia
de inventar a morte
dividindo assim a vida em dois
Será que pensou antes no "antes"
Para que o suspense, chamado existência
lhe desse a grata satisfação
de fazer a gente aguardar tanto tempo
Pra saber o que existe depois
Será que vai causar decepção?
Então
Quem foi que inventou a vida
E jogou tanta gente no Mundo
Sem ao menos dar preparo
Quem criou o desamparo
o desespero
a espera
o inverno e a primavera
eu já sei
que quem inventou a distância
queria vender saudade
mas achei muita maldade
alguém ter criado a infância
e outro ter feito dela
uma coisa assim, tão curta
a criança inocente e absorta
não percebe que o tempo lhe foge
não vê que perde tanta coisa
enquanto brinca de querer crescer
sem saber que a discrepância
entre o ser e o querer
é uma linha muito tênue
e que ela a embaraça, ingênua
perdendo assim o lado bom
da parte que vale à pena
viver assim, sem perceber
é muita falta de sorte
Quem será que inventou a Morte?

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Vocês que ficam desejando a morte do outro... que coisa feia!

Já pensaram em desejar sarna?

Inserida por tatyanenicklas

⁠Não há porque ter medo da morte, ela já se faz presente em nossas vidas. Estamos constantemente morrendo e nascendo de novo numa mesma vida.
Basta olhar para trás e reconhecer que nunca mais seremos os mesmos.
Viver é seguir avante, desfrutando de cada momento presente, porque tudo isso que vemos, pensamos, sentimos e tocamos agora, o tempo também irá levar.
Morremos todos os dias um pouco e nascemos de novo com novas perspectivas a cada amanhecer.

Inserida por marachan

Início do Fim

A morte
não é um golpe final,
nem o apagar abrupto
de uma chama que ardeu em vão.
Ela começa
no primeiro sopro de vida,
como um murmúrio ancestral
gravado na espinha dorsal do tempo,
uma promessa silenciosa
de que tudo que nasce
traz em si
o prenúncio de partir.

Somos nós
quem tenta adiá-la
ou apressar sua chegada,
como se a permanência
fosse um direito herdado,
como se o fôlego
fosse posse
de quem o exala,
esquecendo que o ar
é só um empréstimo
da eternidade.

Entre o nascer
e o desfolhar da última pétala,
somos intérpretes falhos
de um roteiro
traçado pelas mãos do acaso,
dançando na corda bamba
do existir,
prolongando cada passo
como se a terra
não estivesse sempre
a um deslize
de nos tragar.

A morte
não é antítese da vida,
mas sua sombra inseparável,
um vulto paciente
que nos acompanha
até o instante
em que já não há mais corpo
para projetá-la,
quando o vazio,
enfim,
reivindica o espaço
que sempre lhe pertenceu,
e nós,
como poeira,
nos dissolvemos
no ventre do universo.

Inserida por DanielAvancini

⁠A morte espreitou, silenciosa, enquanto caminhávamos lado a lado por aquele jardim. As folhas sussurravam ao vento uma melodia antiga, e o sol se punha, pintando o céu de tons dourados e vermelhos. O mundo parecia segurar o fôlego, como se até mesmo o tempo estivesse com medo de interromper nossa conversa.

Ela olhou para mim com olhos que guardavam oceanos inteiros.
— Você acha que vai doer? — perguntou, sua voz suave como um segredo compartilhado entre as estrelas.

Eu segurei sua mão, sentindo a delicadeza de seus dedos, e respondi com a sinceridade que só o amor pode inspirar:
— Não mais do que a vida sem você.

As palavras saíram como uma promessa silenciosa, uma declaração de que não havia dor maior do que a ausência de sua presença em meu mundo. Pois o que é a dor, se não o preço que pagamos pelas lembranças que construímos? O que é o medo do fim, se não o reflexo de um amor tão vasto que transcende até mesmo as fronteiras da mortalidade?

Naquele instante, percebi que o amor é a única coisa que transforma o desconhecido em certeza, que faz com que cada instante valha a pena, mesmo diante do inevitável. Porque, ao seu lado, até a eternidade parece apenas um momento fugaz, uma breve pausa na dança cósmica da vida.

Ela sorriu, e o sol pareceu brilhar um pouco mais forte, como se os céus também reconhecessem a beleza daquele momento.
— Então vamos viver — disse ela, com uma confiança que acendeu meu coração como uma chama eterna.

E ali, de mãos dadas, continuamos nossa jornada, sabendo que a vida, com todas as suas dores e incertezas, nunca poderia nos separar. Pois em cada olhar, cada toque, e cada palavra sussurrada, encontrávamos um pedaço de eternidade ao nosso lado.

O amor, afinal, é o que nos mantém vivos. É o que nos faz enfrentar a morte com um sorriso e dizer: "A vida, sem você, seria o verdadeiro fim."

Inserida por italo0140

As únicas coisas que podem mudar um homem em segundos:
A morte
A vida
e um sorriso...

Inserida por Elydu

⁠A morte tentou colocar uma pedra no sepulcro de Lázaro, para que Lázaro fosse esquecido;
Mas depois de quatro dias, JESUS chamou Lázaro para fora, e cheirava mal,
O Senhor trouxe a vida, onde já não tinha vida.

Inserida por MiriamLeal

⁠Na cruz um Cordeiro se entregou,
Com sangue puro, nos resgatou.
Foi dor, foi morte, mas também vitória,
A cruz não é fim — é nova história.

Inserida por MiriamLeal

⁠As vestes ficaram no chão,
o céu ecoou em canção:
"Ele vive! Já não está aqui!
A morte não pôde resistir."

Inserida por MiriamLeal

⁠No alto de um monte, o céu se inclinou,
e Aquele que venceu a morte ali Se revelou.
Seus olhos brilhavam como eternidade,
Suas palavras carregavam autoridade.

Inserida por MiriamLeal

⁠Não há mais luto, nem grito, nem morte,
a dor não tem voz onde habita o Forte.
O que estava ferido, agora é curado,
e o choro que foi, será recompensado.

• Apocalipse 21:4 — “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor…”

Inserida por MiriamLeal

⁠Dor no peito
(visão da morte e seus prenúncios)

Dor literal, não literária!
É no coração mesmo, no real.
Começou do nada,
quase sem sentir...
Foi aumentando devagarinho,
mas sem parar um segundo.
Tomou a parte superior do peito.
Adentrou as costas.
Respiração parecia até normal...
Um incômodo.
Uma tristeza.
Um ai...
Como se fosse partir
sem ter, ainda, onde chegar.

2021

Inserida por hidely_fratini

A vida e a morte são inseparáveis em todas as religiões:
-Se eu não existisse, tu não viverias. (Vida)
-Se eu não vivesse, tu não evoluirias. (Morte)

Inserida por JoniBaltar

⁠Ninguém escapará da morte.
Oprimidos e opressores;
Justos e maldosos.
A morte é imparcial e justa.

Inserida por NSabino

DIFERENÇA ENTRE A CONCEPÇÃO E A MORTE DO ORGANISMO HUMANO

⁠A Concepção do Organismo Humano é um fenômeno no qual o Espírito contendo Alma entra no Ovócito secundário e une o Núcleo do Ovócito com o Núcleo do Espermatozóide iniciando o processo de Construção do Corpo.

Enquanto, a Morte do Organismo Humano é um fenômeno no qual o Espírito contendo Alma sai do Corpo iniciando-se o processo de perecimento do Corpo.

Inserida por Amanciorego

⁠O QUE PODE SER A MORTE NO ORGANISMO HUMANO?

A Morte pode ser:

1. O fim do estado de união da Alma com seu Espírito.

2. O fim temporário do funcionamento da Alma no Corpo.

3. O fim do Corpo ou o fim definitivo do funcionamento da Alma no Corpo.

4. O fim do estado de desunião da Alma com seu Espírito.

Inserida por Amanciorego

⁠QUAL É A MORTE MAIS TEMIDA E MAIS FALADA PELA ALMA?

É o fim do Corpo.
Porque implica a inexistência definitiva do Corpo e a existência da Alma fora do Corpo.

Inserida por Amanciorego