Poemas sobre a Escrita
O nosso amanhã é escrito hoje. As prioridades, decisões e escolhas de hoje serão as páginas lidas no amanhã.
A linguagem universal do espírito é a do pensamento. Enquanto não tivermos recursos corporais e psíquicos capazes de nos integrarmos nessa linguagem, faremos uso da fala e escrita.
Quando eu transbordar, traga-me papel e caneta para enxugar minha verborragia em linhas e pontuação informal.
Pois é via escrita que estanco o que já não cabe em mim, então deixe meu coração sangrar.
Por vezes, aquilo que se escreve sem nexo, serve para quem entende o nexo de algo que se interliga com aquilo que para outros, não existe nexo algum.
Nunca desperdice seus momentos de tristeza e raiva, canalize-os para abrir sua mente e desabafar na escrita.
Nós, escritores, ao escrever, também criticamos aquilo que por aprendizado também ainda não sabemos.
Há coisas que deixo para escrever depois, com mais calma, ou porque não estou com paciência naquele momento. Mas, quando escrevo no mesmo momento, é porque aquela poesia que transborda não cabia mais em mim.
A fotografia parece ser a única forma, até o momento, de se poder congelar o tempo. A fotografia registra um momento que nunca mais vai ser o mesmo, nem o lugar, e nem as pessoas que aparecem nela. O tempo muda, o lugar muda, as pessoas mudam, nunca mais aquele momento será o mesmo, e uma forma de acessá-lo é através da foto, que, sem ela, não seria possível de se lembrar com riqueza de detalhes como as coisas eram, e melhor, poder lembrar e comparar com o momento atual. A escrita também é uma forma de se congelar o tempo, mas enquanto o tempo na fotografia é congelado externamente, na escrita, como também em outras artes, se pode registrar o momento de forma interna. Aquilo que se sentiu e se registrou pode ser acessado a qualquer momento, e é possível também acessar o sentimento da época, que sem a escrita registrada não seria possível nem acessar de forma correspondente a da realidade daquele tempo, e também nem seria possível comparar com sentimentos e pensamentos atuais da pessoa em questão.
Se algum dia eu não puder falar tudo o que eu quero, espero que pelo menos seja porque eu estou errado, e não porque eu não posso.
Existem dois prazeres do escritor: o prazer de escrever, e o prazer de publicar, pra ser lido. E são dois trabalhos: escrever; e organizar o que se escreveu.
Temo algum dia não possuir mais ideias para escrever, para dizer... Mas quando começo a temer, percebo que para mim basta o dia e você.
Percebeu que num diário, as coisas que você omite são mais importantes do que aquelas que você coloca?
O medo de que alguém descubra os seus mais profundos medos e desejos é maior que a necessidade de expressá-los.
A história nunca é a mesma. Algumas, bem floreadas, são as que reinam nos jardins. Mas, passado o tempo, suas folhas são cortadas e as partes secas caem espontaneamente. É o destino e fim da história. Existem muitas histórias que não estão, mas que deveriam estar orvalhadas de grandeza; sempre em capa de revistas.Sem perceber que o cartaz, tal como o tempo, é fugaz. E na perda da velocidade, vai sozinha com a saudade para as lembranças. Pode assim, ao peso da dor, o escritor compor textos de alegria? Pode outro festejando o amor escrever em versos a dor e a nostalgia? A história do escritor sempre vai existir. Mesmo aquelas dos escritores mestres do fingir. Eles sim, talvez... Eles que, ao peso de uma dor pungente e triste, ainda fazem o leitor rir. Seriam capazes de tanta falsidade ao dizer em palavras o que não estão sentindo? Como abandonar inspiração e narrar falsa sensação embora ciente de que está mentindo? Vejo sempre nelas, até nas não tão belas, algo agradável. Seja o tom, a expressão, a inteligência, a afabilidade, enfim, a simpatia e admirável atitude que demonstram em relação à sinceridade assumida, naturalmente, por meio dos sentimentos. Mas vou selecionar as salvadoras e que me fazem voltar o verde à natureza. As histórias de águas redentoras e que trarão mais fartura e riqueza. Vou procurar as histórias criadas por irrigações celestes, mas que na terra investiram suas vidas em prol do escritor. Histórias que lembram a fome no Nordeste e a falta de água no sertão agreste. Histórias de um povo que sofre há varias gerações. Histórias de um povo que se tornou presa fácil daqueles que iludem com a prometida solução do açude.
O trabalho intelectual é o mais cansativo, laborioso e depressivo, no entanto, é o menos valorizado pela sociedade, pois é intangível e não mostra resultados em curto prazo.
Não dê a ninguém a caneta para escrever sua história. Ela se destina somente a você. Ninguém jamais vai ver a vida com as lentes de seus olhos.
Ler é ampliar horizontes; mas o ato de ampliar é o riscar de um caminho sobre o papel, custando, para isso, a tinta que se usa.
Escrever é Esquecer
A literatura e a arte de filosofar, independente da área, é a maneira de nos sentirmos vivos, deixando de lado as mazelas que o mundo nos impõe, criando um mundo mais amoroso em nossos contos, cálculos e versos. Tudo um dia foi rascunho, por que não escrever nossa história sem medo de errar?
