Poemas sobre a Escrita
Se alguma coisa une os vários livros e momentos até aqui é o modo como, por distantes que sejam ou pareçam, estou em cada história e em cada personagem.
Chegamos a vários pontos de lugares inconcretos, da falta de vida que engolimos dia após dia, dos mais próximos. Os de fora não luta pelo o que há dentro.
Contar histórias é uma paisagem e a tragédia é comédia e drama. Depende simplesmente de como você enquadra o que está vendo.
Você tem tanto sucesso quanto o último livro que publicou e é tão bom quanto o próximo livro que está escrevendo. Então cale a boca e escreva.
Contanto que você use o mesmo cinismo adolescente e use as mesmas técnicas de luta, os leitores e o público não dão a mínima se suas palavras têm substância ou não. Eles simplesmente querem que você ganhe porque você é o lutador deles na gaiola, e é isso.
Com imaginação, papel e tinta, bons escritores criam novos mundos e convidam o leitor para que os sinta.
Escrever dói. Escrever com sentimento dói mais ainda. Escrever por cima das nossas feridas sangra às vezes, mas além de libertar, anuncia aos outros a sua visão, a sua dor, o seu pedido de socorro.
Todo autor se torna um escritor ruim assim que escreve qualquer coisa em função do lucro. As melhoras obras dos grandes homens são todas provenientes da época em que eles tinham de escrever ou sem ganhar nada, ou por honorários muito reduzidos.
Se você gosta de escrever, tudo o que o mundo exterior pode oferecer – aplausos, dinheiro, prêmios –, é indiferente. Nada disso te faz escrever melhor. E é só isso o que importa.
Nota: Trecho de entrevista publicada no site do jornal “O Globo”.
...Mais"Veja como sãos os caprichos do destino, mesmo o fragmento de um olhar fugidio é capaz de materializar a mais pura expressão da poesia, senão escrita, mas naquele instante, sentida, como a ode perfeita do momento do seu encantamento pelo flecha do amor."
Vez ou outra acordo com uma nova personalidade. Minha tranquilidade é saber que à noite todas elas dormem juntas.
Quando a mamãe escreve, às vezes as coisas na minha cabeça são tão vívidas que não sei mais a diferença entre a imaginação e a realidade.
Tolice invocar o futuro na mão de crianças contemporâneas. Com extremas falhas de caráter e personificação; culpa nenhuma destes e pelo devido fato primário da biologia: não pediram nascimento.
Aprenderiamos mais deixando folhas em galho, flores no vaso, passeando olhares nas aves fora das gaiolas. Aprenderiamos mais com a observação.
Jamais jogue o seu brilho no lixo, por achar o do outro mais reluzente... essa troca é ilusória e expira; fatal e irreversível (...).
