Poemas Góticos de Amor
O silêncio dos cantos
Despertava ao som dos passarinhos
O som que dei à tua voz
Cantavam e me alegravam
Contavam em cantos
Me embalavam
Quanta beleza havia em melodias
Expressões cantadas, não calculadas, sem resultado exato
Mas não é sempre exato?
Não cara flor, era abstrato
Sem seus contos 'en cantos'
Não cantam mais passarinhos
Sequer diálogo
Não mais passarinhos
Apenas pássaros, que voam alto.
Perturba o meu sono
todo esse silêncio das ruas
todo esse momento vazio
toda essa burrice acadêmica
que chega e me assalta
alta madrugada...”
Dormi espinho e
acordei flor!
A vida é assim...
Nada como o silêncio
para curar as feridas do tempo!
É tortura !
Sem teus braços...
Outras mãos,
É tortura.
Outra boca,
É tortura.
E em silêncio
Parada
Espero calada
O fim...
Leônia Teixeira
(11/06/2017)
O que mais desune as pessoas não é, somente, a ausência:
- É, sobretudo, o silêncio!
Adi J.C. Musskoff.
OUVIDOS SURDOS
Há muito que grito meu silêncio,
grito com os olhos, com a tez,
grito com poros, com desfaçatez,
meu grito é o silêncio
e você não me escuta,
não me percebe, nem vê minha voz,
não ouve meus olhos,
espero em total desespero,
meu passo se faz inerte,
a lágrima solitária verte
e você olha e se diverte,
não me entende, nem pretende,
não me entende, nem pretende,
um dia levarei meu silêncio
e todo seu significado,
ainda assim, ainda assim,
deixarei o meu silêncio a gritar,
sei que vai chorar e perguntar
Por que? O que aconteceu?
De nada vai adiantar,
não me entende, nem pretende,
meu grito é o silêncio
e você não entende,
dei tantas dicas,
declamei minha prédica
na quietude que nunca ouviu,
bebi o meu choro e fiz coro,
mesmo com tantos sinais,
não me entende, nem pretende,
não me entende, nem pretende
e nesse momento que anuncio
em brados omissos
a sua falta de compromisso,
ainda que eu rufe o coração
latejante e latente,
que vocifere com minha mente,
não me entende, nem pretende,
não me entende, nem pretende,
levarei então as palavras gritadas,
tão caladas nas noites caladas,
ainda cálidas na boca pálida
e no silêncio estrondoso
de sua ignorância gritada,
finalmente escutará bem baixinho,
vindo de não se sabe onde
não me entende, nem pretende,
não me entende, nem pretende.
Passei a admirar duas coisas depois da entrada do novo governo.
1- O silêncio daqueles que calaram;
2-A resureição dos opinion makers inesperados;
Ps. A onde está os machos nos termos da palavra?
AMO VOCÊ
Teu silêncio me deixou sem graça
Já esperava vir a negativa
Mas você sorriu...
Me preparava todos os dias
Até o momento de lhe encontrar
Agora você está aqui...
O que sinto por você
É muito mais que simples paixão
Permita-me lhe dizer...
Amo o seu jeito,
Gosto do seu perfume,
Adoro sua fala...
Você é muito linda
É tudo na minha vida
E hoje só quero lhe dizer...
Amo você...
Amo você...
Amo você...
E, você cada vez mais distante,
Embora o seu silêncio,
me cala..
Embora as tua lembrança...
me faz senti-lo tão perto.
Que os teus beijos me digam o que as tuas palavras não pedem!!
..
Sonia Solange da Silveira ssolsevilha poetisa do cerrado
Quando eu estiver quieto
me deixe
porque é um silêncio pacifico
sem guerra
apenas me deixe.
Tô pensando um pouco
nos planos
e como realiza-los
na paz
pensando um pouco.
Este silêncio
Ah, este silêncio!
Aflora minha solidão.
Mas, confesso
Que há um gosto de sol da tarde:
Perto do amanhecer noturno
Que me agrada a alma
Que me ilumina à luz ao ser renascente
Do que leve se torna opaca
Ao que foi instaneamente
Meu.
E de instante e distante,
Neste exato momento, nada me importa;
Talvez a saudade me consola num violão
Em tons de lágrimas de notas ausentes.
27092013
Eduardo Pinter
JANELA ACESA
A moça se inclina sobre o parapeito,
silêncio, flor branca guardada.
Perdida de mim, a moça ausente me olha.
É a minha alma que ela espreme entre os dedos ferozes.
A moça habita o azul,
entre nuvens, anjos e pássaros, seu rosto sem sol.
Suspensa nos olha, atrás da vidraça, seu nicho de santa,
sua vida que eu não conheço.
De longe eu a vejo, princesa do céu,
enquanto estou preso em mim.
AO CAIR DA TARDE
Agora nada mais. Tudo silêncio. Tudo.
Esses claros jardins com flores de giesta,
Esse parque real, esse palácio em festa,
Dormindo à sombra de um silêncio surdo e mudo…
Nem rosas, nem luar, nem damas… Não me iludo,
A mocidade aí vem, que ruge e que protesta,
Invasora brutal. E a nós que mais nos resta,
Senão ceder-lhe a espada e o manto de veludo?
Sim, que nos resta mais? Já não fulge e não arde
O sol! E no covil negro desse abandono,
Eu sinto o coração tremer como um covarde!
Para que mais viver, folhas tristes de outono?
Cerra-me os olhos, pois, Senhor. É muito tarde.
São horas de dormir o derradeiro sono.
Silêncio
Meu silêncio é assim,
todos o esculta,
é tudo que inova para mim,
até mesmo na nevoa oculta.
Silêncio que dói,
silêncio que machuca,
silêncio que nos corrói
silêncio que me perturba.
Tinha um silêncio que gritava sonetos mudos e ecoava pelos varais da noite.
Banalizou a voz, mas falava desesperadamente com os olhos que, lacrimejavam sonhos e aquele sorriso que a boca entorpeceu fazendo carinho na alma até que, não tinha mais o que dizer...
Só sentir o que vinha de encontro com a nudez de suas amarras!
Em algum lugar me encontro
Entre o doce e suave de um som
E no meu silêncio me deslumbro
Com meu próprio mundo...
A UM POETA
E vozes interagem o que escrevo!
Na minh’alma o silêncio corta,
Dizendo o que sou e o que devo,
Dos meus olhos já de água morta!
Sussurros estranhos igual ao meu?
Deuses choram versos mortos...
Não sou de brado igual ao teu!
Só canto as mágoas que conforto!
Nuvens, Poeta, cobrem o meu dia!
O sol de esperança, me é fantasia
Como as preces que clareia e sente...
Os meus segredos, eu te desvendo:
Penso o que pensas d’alma lendo
O que sou à boca já de toda a gente!
A MINHA CASA
Amo-te, escuro-silêncio, dos amados,
Quais na tua solidão se alimentam!
Aos seus amores não inventam
Olhos caídos de sentidos conjurados.
Amo-te, escuro-silêncio, dos pecados,
Quais nos teus ardores amam!
Nas tuas entranhas cantam
Aos espíritos que te vagam desolados...
Das almas que a tua casa é conforto,
Sou de igual mendigo-absorto
No desejo ao teu perfume, em flor...
Amo-te, escuro-silêncio, das sepulturas,
Dos quais te morrem às amarguras
Por renascer dentre as verdades o amor.
