Poemas Góticos de Amor

Cerca de 265211 poemas Góticos de Amor

⁠Por qual motivo gosto de ter controle de tudo,
Se nem controle da minha vida ultimamente estou conseguindo ter,
Não tenho com quem conversar,
Não tenho com quem me abrir,
Não tenho com quem contar,
E, por isso, escrevo.
Escrevo para deixar a dor sair,
Escrevo para deixar as tristezas tomarem vazões,
Escrevo para que outras pessoas não precisem se dilacerar com minhas tristezas, e não se machuquem mais do que elas já estão, nesse mundo chamado "vida",
Muitas vezes, o som da minha voz,
Machuca,
Atordoa,
Devora,
Machucando o outro
E, sim, eu mesmo.

Inserida por JorgeLimaLoiola

Enquanto meu corpo não trair meu espírito eu seguirei.

E sem fraquejar, estarei em pé no mundo que eu desenhei.

E como em um sonho de amor, rogo para que os dois, corpo e espírito, permaneçam fiéis até o fim. É onde mora minha fé: na esperança da imaginação estar certa.

E assim caminho quieta para que nenhum mal me encontre, nem a arrogância me atropele.

Apenas no dia da minha morte saberei:

Me abandonastes ó Pai? Ou me resgatastes pelos pensamentos?

Ao Criador das flores, dos bichos, dos mares, dos campos, do céu, do Sol e de todos os astros, confio meu destino.

Quero estar no curso de quem sabe fazer beleza; não na boca dos enfermos a rastejar.

Como podem entender de Ti, se não enxergam teus olhos, doces a marejar? Sim, fizestes o mundo! E a terra na qual me deito, pequena a existir, eu sinto seu cheiro na manhã que nasce, é o cheiro do ar frio com o sol gelado e para o lugar onde ele me leva. Como eu não vou te amar?

Eu rejeito tudo que é feio e mal e me recuso a viver a vida como se não houvesse magia na nos sentidos e na natureza.

Enquanto a sorte quiser repousar no meio peito, eu serei brisa, até que ela me absorva e sejamos uma.

Mas a certeza, caro Pai, sei que não me pertence. A minha fé é um castelo de cartas e meu Ser a iminência de assisti-lo cair ou ficar.

O que fazer se a verdade é vento? Quem o pode controlar?

Assim, eu imploro: permita que eu morra em teus braços a te amar. E mesmo que não nos vejamos, existiremos.

Inserida por nanavedo

⁠Passará a Vida
Tal qual o mundo gira
Somos nós aos minutos atravessar;
Passará o corpo, como a carne que ingerimos
Soterrado ou queimado, em cinzas a se espalhar;
Passará o cansaço e a euforia;
a tristeza e a alegria
Os medos a nos vigiar...
Passará tudo;
Só não as palavras que queremos acreditar.
O verbo, fica no mundo,
Tal qual o próprio mundo
Que gira sem acabar;
Finitos nós somos,
Demarcados como os pedaços de terra
Com início, meio e fim;
Mas a essência que a alma carrega,
É como gás atravessando mil céus
As palavras ficam e lá, vamos nós
Para o nada, nutridos de Deus...
Difícil acreditar que tenhamos alguma
Importância nessa Terra, mas se a Aurora
É bela, é para nós...
Passaremos, mas vivemos
Somos o impossível espaço

Inserida por nanavedo

⁠Qual o sentido da vida?

A vida é uma pausa de todos os sentidos, os quais experimentam as dores e se concretizam com a morte.

Inserida por Delamandra

⁠A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu chorar e eu lhe vi sorrindo.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu crescer e suas rugas eu nem tinha percebido.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu lhe responder e eu te vi compreensível.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me ensinou a viver e eu entendi o mundo contigo.
A sua falta me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu chegar e eu só lhe vi partindo.

Inserida por OgaihtSuil

E veio a mim a inspiração, com as letras misturadas em gritante confusão. E tudo parecia entorpecido em meio a escuridão.
De repente, brilha uma luz, e as palavras que outrora inefáveis, a um caminho me conduz.
Foi então como um fluir das inserções, que se aglutinaram em diversas composições.
Já não mais me dominei, tão somente me rendi, as palavras me entreguei, e novos versos escrevi.
Já não me faltava inspiração, e um poema então citei, do fundo do meu coração, para quem eu tanto amei.
E o amor não acabou, mas tão fraco eu fiquei,
pouca força me sobrou, não desisti, mais eu lutei.
E assim findou a lida, de alguém que tanto sonhou, nas agruras de uma vida, findou o espetáculo e a cortina por sobre ele enfim fachou.

Inserida por Claudiokoda

⁠Ninguém nasce cruel.
Ninguém nasce quebrado.

O que nos parte não é o nascimento, é o caminho.
É o olhar que fere sem tocar.
É a palavra dita no momento errado, com a intenção errada.
É a indiferença de quem passa por nós como se fôssemos invisíveis.

Eu estive lá… essa madrugada.
De novo.
Naquele lugar escuro dentro da minha cabeça, onde a única companhia é o som do próprio medo gritando.
Sufoca. Dói. Paralisa.

E se as pessoas soubessem o que causam…
Se ao menos soubessem…
Talvez pensassem um milhão de vezes antes de usar a crueldade como defesa, antes de destilar julgamentos como quem cospe veneno em feridas abertas.

Mas eu sei que elas também estão quebradas.
Se tornaram aquilo que um dia odiaram.
Talvez nem percebam.
Talvez estejam apenas tentando sobreviver do jeito que aprenderam.

E eu…
Eu tô tão cansado.
Tão exausto dessa luta invisível.
Dessa armadura que visto pra parecer forte, inteligente, inteiro.
Quando, na verdade, eu sou só um quebra-cabeça feito de pedaços que a vida espalhou por aí.
E eu junto o que posso…
Do jeito que consigo…
Mas ainda assim… falta algo.

Me sinto perdido em mim.
Tentando ser o que esperam, tentando caber em moldes que não me servem mais.
Me cobro, me exijo, me mutilo em pensamentos…
Porque, por algum motivo, aprendi que ser perfeito era a única forma de ser amado.
De ser visto.
De ser aceito.

Mas eu não sou perfeito.
Nem você.
Nem ninguém.

E tudo o que eu queria agora…
Era que alguém segurasse minha mão.
E dissesse:
“Tá tudo bem se você não der conta hoje…
Eu te vejo mesmo assim.”

Inserida por JorgeLimaLoiola

⁠
Todos os dias quando acordamos temos um dia a mais para viver, para tentamos viver da melhor forma que pudermos, para tomarmos decisões importantes e fazermos escolhas.

Todos os dias em que acordamos, temos mais um dia, mas, também temos menos um dia...

Nosso tempo está acabando...

Seu tempo está acabando...

Inserida por ana_marabez

Há momentos que o vazio aperta por de mais, e dói muito
Aparentemente não sabe-se da onde é nem o motivo de tanta dor
Mente, corpo e espírito entra em conflito
Sabendo que tudo isso será efêmero
O melhor está sempre por vir

Inserida por nereualves

⁠A prerrogativa de estar só não encontra morada em mim, pois mesmo só, não estou sozinho!
Se sozinho em meu quarto meu Pai me vê em segredo!
Se sozinho no deserto estou coberto e alimentado bradando em meus lábios a visão messiânica, posso Vencer o inimigo!
Estar sozinho é não estar só, mesmo atribulado é não estar angustiado; mesmo perplexo, é não estar desanimado, mesmo perseguido, é não estar desamparado; mesmo abatido, é não estar destruído; sabendo que a morte traz a Vida, estar sozinho em uma sepultura, mesmo sem vida, a ressurreição é o que me resta!

Inserida por pedro_fabio_ribeiro

Sol e a Lua
Se pergunte meu
querido e minha querida, qual é melhor, um papel de figurante na guerra ou um papel principal em uma cela?!
Todo dia que levanto para lutar e me deito ao por do sol, me repousando em derrota. Vivendo nesse ciclo vicioso entre granizo, me alimentando de dor e tristeza. Mesmo que eu queira sair disso não consigo, porque o vicio da lua e maior do que a minha alma. Alguns nasceram para ser como o Sol e brilhar intensamente, outros para ser a Lua, sem brilho próprio, vivendo a margem da dor.

Inserida por anndre_mendanha

⁠IDAS E VINDAS :'(

Parte de mim está indo embora,
mas não ache que é para sempre.
Se eu fui, tenho meus motivos
e acredite, não foram poucos.
Hoje o céu está cinza e o vento forte,
tem cheiro de sociedade extinta.

Esse som vem dos corvos,
voando na claridade.
Neles, eu prevejo o fim da humanidade.
Porém, hoje preciso ir.
E não assistirei os desastres
que vão acontecer por aqui.

A partir de hoje,
são ventos novos, mundos novos.
Os corvos abrem meus olhos,
voam entre mim.
A maturidade substituiu as dores.
O caos vai ter fim.

Uma luz no fim do túnel,
esperança de um dia incrível.
O meu novo eu vai surgir,
agora sim, só pertenço a mim.
Hoje, o céu ganha um novo querubim.
Tempos de glória.
Adeus, sociedade escória.

Inserida por davilimagunther

Quando há existência
Cromossômica, a única
certeza que resta é que, os
descansos são obtidos:

Na Dormida ou Na Morte.
Fora isso, tudo é batalha.

Inserida por Cleibson

Limitação

Tenho uma coisa assim, sentida,
Que não pode ser entendida
Mas causa desilusão.

É de fato coisa séria
Traz sensação deletéria
Que melhor, não professar.

Caminhando com graça, vou seguindo,
Com diadema ornando a cabeça
E os pés encaixando na estreiteza,
Entre as valas do caminho.

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠Maldito seja o tempo,
Que anda,
Corre em minhas veias,
E me mata aos poucos.

Inserida por Mathsantos10

A procastinação me mata,
a angústia me destrói,
o tédio me consome,
e a vida me corrói.⁠

Inserida por Mathsantos10

O que é a vida?

⁠O que é a vida? — pergunta que ecoa,
No peito cansado, na mente que voa.
É brisa que passa, é chama que arde,
É dança de sonhos, tão doce e tão tarde.

Vivemos cercados por mil afazeres,
Repetem-se os dias, iguais os deveres.
Na roda do tempo, giramos sem ver
O tempo escapando sem a gente entender.

Esforços vazios, caminhos traçados,
São passos mecânicos, já programados.
Mas onde a mudança? Quem vem despertar
A alma que dorme sem se questionar?

Seremos eternos escravos da pressa,
Ou vamos enfim romper essa peça?
Quem somos no fundo? Quem vamos ser?
Se o mundo é espelho, por que não ver?

Talvez sejamos nós o vento que vira,
A mão que renega, a voz que inspira.
Pois se ninguém vem... então somos nós
Que temos a força, o grito, a voz.

Inserida por AndersonS

⁠ÁRVORES, NOSSAS ÁRVORES

"Eu penso muito nas árvores, da pureza delas, fiéis sentinelas da paz e do caos. O escândalo do Silêncio delas, o ar que nos renova, o verde alaranjado de um punhado de luz do fim do dia.

Algumas tem espinhos, mas entre eles frutos.(à de valer a dor dos espinhos?).

Algumas tem flores, mas não vão além da sua beleza.

Algumas são amargas, mas nelas á o poder da cura, como são necessárias!

Algumas em sua grandeza, tocam o céu. (consegue ver? e aplaudir daí de baixo?)

Árvores nossas árvores, cuja sombra é livre da fome e da miséria.

Em suas raízes encontrei morte e vida. Em seus galhos lar e proteção para os que voam, que por tamanha gratidão, entoam canções em teu nome, toda manhã.

Felizes os que encontram paz e vigor, em tuas sombras."

Inserida por Pablo_Flores

⁠ CRIADO DE BORDO

Posso até sentir o mar, escutar o que tem a sussurrar, posso sentir sua força quando meus olhos se fecham… o grande oceano, soprando uma forte brisa sobre meu rosto, vem temporal aí.

As velhas tábuas do navio, rangendo sobre meus pés, as cordas a segurar tamanha força dos mares sobre as velas.

Quando der repente, uma grandiosa onda anuncia sua temerosa presença sobre nossos olhos.

É em momentos como esse, que separamos os homens das crianças.
Ela se aproxima como a morte dos homens.

Os céus mandaram um grande raio para
despertar o grande mar, que com a luz resplandecente do raio, por uma fração de tempo, uma onda tão grande quanto os montes da terra, é revelada sobre aqueles pobres marinheiros.

Os homem naquele dia já haviam desistido da vida, alguns lamentável suas vidas, outros pecadores, assassinos e ladrões oravam por perdão antes da morte.

Mas aquele dia ainda nos traria muitas surpresas.

Quando já não havia esperanças, e seus coração já haviam transbordado de medo e insanidade, por tudo que tinham vivenciado. O Sol anuncia sua presença, espantando a poderosa ventania entre as ondas.

Naquele dia aprendemos a viver.

CRIADO DE BORDO…

Inserida por Pablo_Flores

⁠Orvalho

Há uma calma umidade que se detém,
silenciosa, atrás das cercas — nas tramas do mato,
onde o peso das horas mal se sente.
Não teve o tempo de ser apenas água,
carregou-se de sentido ao escorregar da
folha na sombra fria da noite.

Segue um curso que não escolheu,
um fio d’água, sentimento indefinido
que se perde nas dobras do ser.
Será lágrima do mundo ou suor da terra?
A incerteza do líquido que se dissolve é a mesma
da superfície breve de tudo o que vive.

Do gotejar ao chão, desfaz-se em ser,
água que se entrega ao jardim sem mágoa,
rompe as raízes, dissolve o silêncio,
sempre sendo outra, sempre fugindo de si.

Nas bifurcações da vida, onde tudo se entrelaça,
dilui-se para que a essência se revele,
ciclo de entrega e retorno, onde a fragilidade
se faz força.

Inquilina da própria queda,
desce da folha como do cílio uma lágrima,
com o gosto salgado do mar que nunca viu,
e o peso de todos os sonhos que se
perderam.

Não é a mesma lágrima de outrora,
não é a mesma gota que escorreu um dia,
quando despejada tocou as pedras que
chamei de peito.

Inserida por Epifaniasurbanas