Poemas Góticos de Amor
ERVA DA FOME -
Sou Erva da Fome
que nasce da terra
da solidão que nos come
à morte que enterra!
Sou Erva da Fome
não sou Erva ruim
na esperança que dorme
tão perto de mim!
Sou Erva da Fome
que nasce e persiste
na dor que consome
faz de mim um ser triste!
Sou Erva da Fome
correndo vales e montes
e afogo o meu Nome
no silêncio das Fontes!
Quanto mais eu penso, mas longe vou... a cada pensamento é mais um passo a beira da morte. As vezes penso tanto que me perco dentro de mim.
Que mundo triste ...
Os meus olhos sorriem
Minha alma abraça o mundo
À espera de algum milagre
Desses homens que no fundo
Seres onde o amor não existe
Talvez doentes, psicopatas
Isto é deveras bastante triste...
Não há situação que dure todo o tempo.
Tristeza ou felicidade,
Difículdade ou Prosperidade,
Doença ou Saúde, Angústia ou regozijo,
Absolutamente TUDO passa.
Porque para cada tempo
existe uma situação.
E cada situação, pede o seu tempo.
O poeta
Dizem que somente poetas que vem beleza na tristeza
Mas eu como um humilde poeta vejo beleza na vida
Em cada palavra que escrevo
Em cada pessoa que amei
Nunca foram só palavras
Vivo a vida de forma sincera
Intensa demais
Que poucos na vida talvez saibam entender
Ser poeta é amar a cada segundo
Muitas vezes sem ser recíproco
Mas amar de um jeito tão puro
Como nunca amou antes
Num dias desses havia uma sombra me seguindo...
O sol estava quente, mas a sombra me seguia bem de perto, foi quando resolvi entrar num barzinho ali perto...
A sombra deve ter percebido que seria descoberta, desapareceu...
Tomei um sorvete e fui pela calçada sombreada e fiquei tranquilo, pois a sombra desconfiou que eu desconfiei dela e se mandou. rsrsr
MORAL DA HISTÓRIA...DESCONFIE DA PRÓPRIA SOMBRA...
Parecia dois morteiros os seus olhos, fixamente como se quisesse me penetrar, mas valeria o perigo ou era melhor cessar,
sem ao menos ler o que sua alma tinha o que me falar?
Ignorância seria correr esse risco, é sempre a mesma coisa, assim não dá.
Mas algo dentro de mim, estava sedento do mistério, de se envolver sem poder errar.
Triste o destino
Na estrada suspensa, entre as curvas das montanhas eu olhava para o espelho d´água do rio a frente e via toda essa imagem me afundando em lágrimas de saudades,
as luzes da cidade ao longe eram vistas, triste o destino de quem vai chegar em outra morada sem alma, sem sentir o próprio coração.
O CANTO DO POETA
Enquanto canta o ávido pássaro espanta
A tristeza triste de estar na inglória gaiola
Se se debate e se machuca e se esfola
Ainda ferido ensaia o cortejo e canta
O “dono” se esmera em encantos e planta
No rosto uma imagem de alegria pachola
Relembra os tempos de infância na escola
Enquanto contempla a morte e se encanta
No fundo da terrível cela inviolável e santa
Ruge ou canta ou geme ou chora e se consola
Um canto malcontente e pálido se levanta
E como em último e gélido suspiro se agiganta
Observa o rosto do insensível homem e se desola
Um sentimento terrível de que nada adianta.
Avanildo Moreira (Poesia Reflexiva)
A expectativa é amante da tristeza e esposa da decepção.
Se queres evitar essas duas, não espere nada das pessoas!
Se possível não espere nem o pior!
Para que não fique paranóico e venha a cometer preconceitos e injustiças.
Apenas não espere nada de ninguém
O que vier de bom será lucro .
A morte para a grande maioria é um grande pavor. Quem em sã consciência quer morrer para encarar o desconhecido, e eperar a recompensa do céu ou inferno?
A vida toda escutamos tantos absurdos sobre o desconhecido.
Mas a morte é o descanso, a tranquilidade,eu adoraria poder morrer tão cedo, não tenho nada nesse mundo que me dê prazer.
Luxos, amores, status? Não . Nunca os tive e talvez seja pela falta de fé comigo própria que não sentia prazer na vida.
Como um verme passando na avenidas escapando dos carros em movimento para não ser esmagada, minha alma já estava condenada a solidão, triste e desamparada.
Correntes e grilhões da morte era ouvido a quilômetros, era o chamado pro mundo obscuro.
Tristeza e melancolia pairava sobre minha cabeça.
Vontade de se auto multilar apenas pra sentir dor fisica, porque as outras dores eram insuportáveis
Não condenem minha pobre alma ao inferno, deuses olhem para esse ser inútil e tenham piedade.
A morte não é fim e sim um recomeço.
Temos que encarar a morte com naturalidade.
Estamos aqui apenas de passagem uns ficam mais tempo outros vão embora mais cedo.
A morte e uma transição. Você deixa o corpo e vai para outra dimensão.
Já notou que toda noite você morre. Quando você dorme você apaga tudo fica morto.
Quando acorda você renasce novamente.
Pode ter certeza de uma coisa você morre aqui e renasce em algum lugar deste planeta.
A morte não é um fim e sim um recomeço.
Bote um sorriso no rosto
E um avante na vontade,
De um chute na tristeza
E um beijo na liberdade.
Saiba que não há ladeira
Nem buraco ou porteira
Que te impeça de passar.
Quem decide se promove
Então faça, se renove
Só precisa começar.
“CUGINA” FLÁVIA
Se da morte predomina a saudade
Da saudade a lembrança de porte
Doce menina, nunca pela metade
Tenho na falta uma saudade forte
Um vazio tão cheio de recordação
Que invade a todo momento o dia
Pulsa abafante, árduo. Tristura não
Pois deixaste aquela boa simpatia
E, tenho da privação aquele pesar
O teu olhar arraigado no passado
Numa carência do silêncio a surrar
Ah! o tempo distância mais e mais
Mas também abrevia o reencontrar
Pois, tivemos a regalia de te amar...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 de março, 2022 – Araguari, MG
*data natalícia da prima Flávia Magalhães Nogueira (In Memorian)
"Assim como o pôr do sol vem o amanhecer
Não ficais triste por coisas indecentes pois o sol foi separada de seu amor por anos
Saiba raiar e brilhar assim como este sol anda brilhando
se dê um abraço ao chegar da noite e lembras-te que você és teu próprio brilho".
Eu era apenas um verbo triste,
desses verbos tristes de ser,
largado no cais, olhos fixos no horizonte.
Eu era apenas um verbo triste,
na complacência de ser,
até que me veio você.
Melancólico Réquiem
Os restos angelicais
Espalhados na perfeita superfície
Submersos em puro sangue
Não apodreciam
Pois assim eram feitos
Da água da vida
Originaria a Raça Eterna
Os novos donos do mundo
Banhado eternamente
Na melancolia rubra
Nascia o Primeiro Querubim
Trajado em glorioso preto
Suas incontáveis asas rompiam em graça
Graciosamente subia àquele céu fúnebre
Para observar pela primeira vez
O que viria ser seu
Para todo sempre um lar
Da nova chama maleável da vida
Caos cessado
Em eterno silêncio mortífero
A orquestra se instaurava
Compondo notas proibidas
Tocava sombria e solene
Num mundo apocalíptico
Canções ao além
Num mundo pós-morte
Assumia forma gótica
Sufocada outrora em sangue
Em tragédia angelical
A misericordiosa subjugação
Não existiam vivos
Sob terra
Sob mar
A permanente avidez simbólica
Construções lascivas
Apontavam suas lanças ao céu funesto
Procurando desesperadas
A ausente luz antepassada
Se os olhos pudessem ver
Nada teria visto
Pois nada afinal existia.
A tristeza vem, cedo ou tarde
Em meu peito ela sempre arde
Um ardor sem fim
Um ardor dentro de mim
Falta alguma coisa em meu ser
Falta algo que me faça querer viver
Falta alguém no qual eu queria ter
Falta alguém que eu sonho rever
Meu coração se lamenta
E no fundo do mesmo a tristeza se assenta
E a saudade já não aguenta
Volte pra mim minha amada, deleite de minha alma. Por ti sinto saudade, de teu abraço sinto falta, que a tristeza que me assalta não leve embora minha esperança, de um dia revê-la, como quando éramos crianças onde eu a via, a distância de uma palma.
–Theodor Hector
Não sei expressar ainda quão tamanha foi a minha tristeza
Quando descobri que ainda era quarta-feira
A felicidade real sim, eu sei, não consiste nos dias
Em esperar até que a sexta-feira chegue
Ela reside no cotidiano
Quem tem a proeza de viver está descoberta
De acessar a alegria e a liberdade
Na riqueza dos dias, das horas, dos minutos, dos segundos e dos momentos
No aqui e agora
Finalmente encontra o fim do arco-íris
E descobre principalmente que não precisava ter chegado no fim para alcançá-la
Só foi preciso colorir os dias cinzas-nublado
Isso só foi possível com o coração puro cheio de amor, a alma viva e eterna de criança, e a mente firme, porém humilde, com os pés no chão.
