Poemas Góticos de Amor
Pensamento do dia
Já não temo mais a morte, ela é só uma consequência da vida, não me importo mais quando ou como ela vai chegar e sim como vou viver o resto de minha vida, horas minutos e segundos.
Me sinto tão só, mas nunca estou sozinho
me sinto tão triste, mas a alegria reside em mim
Me sinto tão velho, mas ainda sou tão jovem
"Viver o que te pertence ou o que o mundo te oferece, cabe a você escolher"
Melancolópolis.
A solidão conglobada no metrô
da tarde.
Estômagos gritam
em esperanto
o vazio infinito
desses dias.
DEVANEIOS
Sou a poetisa triste e sombria
A vida imensa de loucura me fez assim
Mas os sonhos que tenho são cores ao vento
fantasias cheias de uma felicidade sem fim!
Sou aquela que sonha com amores queridos
Beijos cheios de paixão e ternuras em flores
Dá-me Deus, peço, um pouco de acalento
Permita-me versos de docilidade e amores!
Porque estou condenada aos versos malditos?
E esta dor que dilacera meu peito em agonia?
Não sou tal qual as demais filhas da mundo?
E teimo em sonhar além da minha realidade!
Céus azuis e sóis reluzentes sobre minha amargura!
Minha poesia é nua!__ Mas meus devaneios são profundos!
VIDA
Coisa mais linda é a vida!
Ainda que não seja do jeito que a gente quer!
Tem dor
Tristezas
Dessabores...
Mas também há risos,
Beijos
Abraços
Levezas e ternuras...
Então vale á pena
E como vale!
Vale à pena rir nosso riso
Chorar nosso choro
Escrever nossa história...
Pois a vida é presente embrulhado
em papel avesso,
as vezes a embalagem nos surpreende!
Ah vida...
Vida linda
Vida sofrida
Vida paradoxo
Vida da gente.
Tristeza?
Sim, ainda me entristeço.
Mas, é com ela que aprendi
a trancar os velhos sonhos.
E na esperança de traçar
novos rumos procurei
outras chaves,desta vez
sem segredos; apenas
tendo a verdade como
código.
Nascem novos dias,
brilham novas cores.
Surgem novas amizades.
E eu descubro que para
eternizar o essencial em
mim, basta não reabrir o
baú do passado; e se
abri-lo retirar tudo que
for pesado e dolorido,
Eu só precisava de
coragem e fé; coragem
para o próximo passo e
fé em minha capacidade.
Enfim ,livre de pesos.
Renovada e grata
Sigo com esperança
A minha nova estrada.
''Até mesmo um cego pode ver, que a felicidade é apenas uma ilusão, para enganar uma tristeza que é a dona da mais pura realidade.''
in, ''Citações da minha alma''
HDM
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! Ser ‘gauche’ na vida.
(Do poema "Sete Faces"/in: Alguma Poesia, 1930.)
Eu só tentarei ser adulto/a
- Quando as sombras
Das flores ganharem vida
E a vida for vivida com amor verdadeiro.
✿✿
Vida em Morte
O galho corta o tronco forte.
Passos de vida que se encaixam fora da vida.
Esperança num porvir que não se faz cumprir.
Cuspindo respingo de ar em sacos...
E lá se vai um pouco de ti.
Os gestos lentos titubeiam
E param no nada.
Quebra-se a fé, entra-se a dor.
E se vai de pouco, aos poucos,
Sem mais direito por aqui ficar. Ali.
Ou quem sabe aonde irá?
Tua alma em prantos,
Escuta o vazio cruel,
Do teu pedido clemente,
Do teu desejo veemente,
De mais uma chance,
De Deus, puder a ti, perdoar.
E o tempo segue sem respostas.
Cessa o corpo, adormece-se em vida.
Grita num silêncio de uma voz retida,
Que atalha a brisa,
Descolorindo o pôr do sol.
E lá se vai numa lenta despedida,
Ainda dentro da vida em morte,
De lágrimas sinceras caídas,
Sem voltas, em olhar adiante,
De um céu aberto,
Da terra flutuante,
De amores que se deixa,
Da paz que se espreita,
Do tempo que se partiu em ti.
Nunca sei como é que se pode achar um poente triste.
Só se é por um poente não ter uma madrugada.
Mas se ele é um poente, como é que ele havia de ser uma madrugada?
( Alberto Caeiro [Heterônimo de Fernando Pessoa])
21 de setembro - Dia da Árvore
Segue o jovem caminhante
em destino itinerante
triste com tamanha desolação
da natureza em extinção
sem perceber a companheira
com sua sombra alvissareira
Protegendo-lhe do sol escaldante.
Ventania no Cerrado
Chia o vento no cerrado seco
Num grito fugaz de melancolia
Zumbindo a sequidão num eco
Nos tortos galhos em poesia
Este vento que traz solidão
E também traz especiaria
Dando aroma a esta emoção
E combustão a esta ventania
Calado pelo canto da seriema
Que com o sertão tem parceria
Choraminga o cerrado em poema
Das folhas secas em sua correria
Desenhando no vasto céu dilema
Do rústico e o belo em poesia
Musicando a natureza suprema
Da diversidade em sua agonia
(Vai o vento em sua romaria.)
Luciano Spagnol
Poema consternado
Neste poema triste
A esperança chora
A inspiração insiste
As rimas em metáfora
Ora fé, ora incerteza
O prazer quer ir embora
Deixando só fraqueza
Nas velhas rimas afora
Onde se quer lindeza
Onde se quer aurora
E eu, nesta correnteza
Consternado, sou fiel
Então, aqui escrevi tristeza
E delas faço barco de papel!
Luciano Spagnol
Ontem eu me via sem sorte
Sem direção, amigo da morte
O destino queria somente o medo
As palavras desenhavam este enredo
Num coração vazio, escuro de ilusão
Tudo parecia enorme, uma imensidão
Queria desistir nesta circunstância
O horizonte estava sem fragrância
E neste sentimento de abandono e dor
Percebi que maior era o meu amor
...Pedaço de mim é poesia
Escritas em pedaços de vigor ou melancolia
Pedaço de mim é paixão
Nos pedaços do afeto onde sempre fiz alusão
Pedaço de mim é dor
Antagonizada nos pedaços da alma em louvor
Sou pedaços, parte, um todo no amor...
Cerrado
À sombra do pequizeiro
Delirei a vida a sonhar
No uivo do guará faceiro
Chora o meu recordar
Nos galhos tortuosos
Brotam as saudades
De cheiros maravilhosos
De infância, alacridades
Tem gosto de gabiroba
Aridez do sol a rachar
Vigor doce de mangaba
Buritis a nos sombrear
Constrói o João de barro
Nostalgias em todo lugar
O vaga-lume tão bizarro
Ilumina o meu poetar
O horizonte é sem fim
Onde põe a lua a repousar
Lobeiras talham o jardim
Das savanas a enfeitar
A arapuá em sua cabaça
Ornam o beiral do passado
Ipês em flor pura graça
Desenham o meu cerrado...
Rio, 22/03/2011,
17’07”
Seus olhos são duas contas tristes
De uma chegada de uma partida
De uma saudade, de um'Alma ferida
Na busca sempre da perfeita batida
solidão minha tristeza
soa traição aniquilação sorrateira
sem palavras para que se lamentar?
no caos infinito espero o amor
de tantas outras horas,
foste primeiro e ultimo por-do-sol
e o amanhecer que tocou meu coração...
sendo o frio derradeiro de tantos amor
sois ultimo abraço desta morte,
de tantas facetas favoreceu,
o brilho do esquecimento
dito como a muitos tais perdidos,
paixão feita ar proibido meu ador,
sendo parte do passado em resplendor
refletiu toda a dor e indiferença
tão casual no terror do meu coração.
LUA NOVA
Lua nova
onde estás
que não te vejo
não me apareces
nem por um lampejo
na sombra da terra
escondes sem cortejo
fase triste
fase escura
fase em riste
fase agrura
as estrelas lá no alto
brilham por compaixão
na estrada o viajante
se perde na escuridão
os pirilampos aqui embaixo
em plena extinção
fico tristonha
fico amargurada
noite enfadonha
noite apagada...
mel - ((*_*))
