Poemas Góticos
Águas turvas, tantas vezes calmas
Gotas saciadas no silêncio, caladas
Refresca a alma, o corpo, o coração.!!
Num quarto...
Descanso, fechado, aberto, escuro
ausência do silêncio das memórias
esquecidas, onde não vejo, sinto ou oiço
corpo transparente e morto, apodrecido,
sem destino, sem tempo impiedoso.!!
NÃO ESPERE A PESSOA CERTA!
Palhaçada esse história que o silencio vale mais de mil palavras.
Alguns dois maiores sonhos de sua vida só não aconteceram por você não ter a capacidade de falar uma palavra, uma frase.
Erros sempre serão feitos, cometidos e vividos, mas só existirão por ação.
Cometa o erro da palavra e inclua na sua vida uma frase.
cansado...
pode ser do silêncio de ruas vazias das manhãs
pode ser dos sussurrares das vassouras batendo ao chão
pode ser deste eu mesmo, incógnito, meândrico, desleixado.
se for, só me resta finar-me
se não o for
me restarão todos os sabores na boca do beijo que nunca foi eternizado.
Moça,
Aprenda...
A enfeitar o seu silêncio à quem não te pede palavras....
E,
sua ausência à quem não aprecia sua presença!!
..
Estou aqui...
Percebo-te aflito... diga.... em silêncio... percebo-te.
Teus olhos estão tristes... então triste está sua alma...
Estou aqui...
Seu sussurro aflito... Assustado... O que te assusta?
Estou aqui...
Venha ver o Jardim que cultivei para você...
Venha ver as borboletas que enfeitam a paisagem...
Estou aqui...
Olha, esta casinha de sapê...
Um cantinho romântico que fiz para você...
Estou aqui...
Aqui, no silêncio de meu quarto consigo levar meu pensamento até você minha amiga.
Como eu gostaria de poder ter trazido um pouco da sua dor, do seu temor, e poder ter deixado mais otimismo, mais alegria e mais certeza de que você vai vencer esta batalha. Então eu, aqui no meu silêncio, oro por você, junto a minha fé com a sua, na certeza de que Deus misericordioso ouvirá nossas preces.
Força amiga, temos muito a comemorar ainda.
Amo você!!!
( enviado p/ Simone Maria Cazaleiro no dia 04/08/2013)
Morri muitas vezes
Em todas que disse não
E quando me pedes paciência
Silêncio quando soa estranho
E também quando fecho os olhos
Um olhar reluzente
A ausência se tornando eminente
Um novo começo
Certezas estraçalham
A oportunidade renunciada
O texto mal interpretado
A vida inventada
A tristeza exacerbada
O tempo passando desvairadamente
A tese se tornando destrutível
Um amor inciso
A sensação do beijo perdido
Amo o silêncio
O ruído das máquinas
Fere os meus ouvidos
Tão puros
Tão singelos
Quanto cada amanhecer
Os sons das trombetas dos anjos
Espero ouvir
Ao entardecer
As suaves melodias das almas
Espero beber
Ao anoitecer
Os sons da Terra
Espero sentir
Em cada renascer
Amo a pureza de cada ente Nu
No despertar da Humanidade
Que suspira
O Virgem
O Fértil
O Imaculado
De todo o desflorar da criação
Em todos os seus estados de Graça
Isabel Rosete
09/12/07
02/08/07
Silêncio
é o melhor alucinógeno.
Adoro injetà-lo na veia
ou cheirar longas
fileirinhas de silêncio,
deixando descortinar
tempestades de imagens
no deserto da razão.
No silencio, e no escuro do meu quarto sinto sua falta.
Penso como foi bom o tempo que passamos juntos
São momentos marcantes que minha mente sempre lembrará
O vazio da noite me mata pouco a pouco
Hoje sem você meu mundo é sozinho
Pois não tenho suas mãos que me tocava com carinho
Se olhar que marcava meus pensamentos
Seu cheiro que sempre ficou em meu nariz
Seus lábios que me beijava com tanta delicadeza
Pequenos atos que fazem falta
Em minhas lenhas só existe palavra vazia
Uma poeta sem amor
Folhas molhadas com lagrimas de amargura
Tristeza que é minha verdadeira amiga
Que esta em todos os momentos do meu dia
Desromantismo (keidylee.blogspot.com)
Pouco silêncio,
Cá estou a escutar
Amores eternos acabam
Em dois ou três dias.
No mar onde piratas se consagram
Nas ruas desestas que não calam,
Apelam por paixões inebriantes
Corações sozinhos e palpitantes,
Gritos escrevem suas novas canções
Decorrentes de tantas necessárias apresentações,
Cartas apelam sozinhas
A um dicionário de paixões proibidas:
Um pouco de amor.
Cansadas canetas românticas,
Cabeças pensativas vazias,
"Desromantismo" inaugurado sem nostalgia.
Não, não fuja! Fique. Deixe o silêncio do escuro te dizer o que teu coração grita e você não quer escutar. Ele sabe mais do que ninguém o caminho que tens de seguir.
Seja forte. Procura teu sorriso perdido na tua angústia e o coloque para fora. Doe teu corpo para a vida, e com fé vai enfrente sem olhar para trás. Ouse ganhar o mundo com apenas este sorriso pobre que esconde o sofrimento da tua alma. Não minta para si, chore, mas se for pra chorar que seja um rio, para que todo sofrimento seja levada por essa enxurrada de desabafo.
Não tente esquecer, é melhor que lembre. A lembrança da tua dor te dará força para virar o jogo. E não tenha dó, se tiveres a chance de dar a volta por cima aproveite sem pudor, e sorria quando teu coração esvaziar a vingança do teu passado.
Mas depois não esqueça de voltar e pedir perdão, pois o teu futuro, a tua alegria e o teu amor estará ali.
- Desforra -
Calmo,
passa o vento, entre árvores e casas
Cantando em silêncio, a canção de uma só melodia
Tão leve e tão lento, que nem parece vento
Trás inspiração, deixando poesia
Calmo,
passa o vento, levando um sorriso que quase existiu
Mas não se completou naquele dia
Calmo,
passa o vento, secando a última lagrima, que daquele olhar triste caiu
Digamos que...estou azeda,
Remeto-me ao silêncio que me ensurdece mas que não estorva com o enorme estrondo que em mim provoca - já não há palavras.
Que mundo estranho é este em que vivemos!
Não me confunda com os mansos.
Eu fui ferido em silêncio, mastiguei o aço da própria dor,
e ainda assim caminhei — mesmo quando o chão me cuspia.
O mundo tentou me apagar com desprezo, mas eu virei incêndio.
Não tenho mais espaço pra ilusões nem paciência pra covardes.
Sou feito da fúria de quem sobreviveu ao que mata por dentro.
Não nasci pra ser entendido — nasci pra deixar cicatriz.
— Purificação
Sussurros da Alma
No silêncio onde as palavras se perdem,
Ouço os sussurros da alma a chamar,
Ecos de um tempo que nunca se foi,
Mas que insiste em se deixar ouvir.
O vazio não é um abismo sem fim,
Mas um espaço onde tudo se encontra,
Cada pensamento, cada suspiro,
Se desenha no ar, leve e profundo.
A solidão, como uma amiga fiel,
Senta-se ao meu lado, em paz,
E juntos viajamos pelas trilhas
Que o mundo, apressado, não quer ver.
Aqui, não há pressa, não há medo,
Somente a quietude que revela
Que, no fundo, o silêncio não é vazio,
Mas um campo fértil de possibilidades.
"Quando Jesus Voltar"
Quando Jesus voltar, o céu se abrirá,
Num silêncio sagrado que tudo calará.
As dores do mundo cessarão de chorar,
E os mortos em paz começarão a falar.
As trombetas soarão como vozes de luz,
Ecoando nas almas que esperam Jesus.
Cada lágrima antiga será consolada,
Cada cruz esquecida, então coroada.
Os olhos cegos verão o clarão,
E os corações frios terão redenção.
Os braços partidos se erguerão do chão,
Para abraçar a eterna salvação.
O tempo, cansado, deixará de correr,
Pois no Reino vindouro, há só o viver.
Nem dor, nem mágoa, nem luto, nem fim,
Só a glória do Cordeiro reinando em mim.
Quando Jesus voltar, o amor será lei,
E todo joelho dobrado direi:
“Ele é o Cristo, o Rei da Verdade,
A Vida, o Caminho, a Eternidade.”
Que eu viva este dia como se fosse o último,
Com fé que atravessa deserto e tumulto.
Pois mesmo que o mundo insista em cair,
Sei que Jesus… um dia há de vir.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
O silêncio também fala.
Ele grita verdades, acalma tempestades
e ensina o valor da escuta.
Ouça mais com o coração.
A caridade começa quando paramos para realmente compreender.
Gentileza é ponte entre almas.
Seja essa ponte hoje.
Talvez hoje eu morra
Talvez hoje eu morra — e o mundo siga,
sem notar o silêncio da minha partida.
O sol nascerá com a mesma coragem,
e o tempo seguirá sem pressa ou miragem.
Talvez hoje eu morra — e ninguém veja,
a lágrima oculta, a alma que almeja
um último abraço, uma palavra guardada,
um perdão não dito, uma dor calada.
Talvez hoje eu morra — e em minha ausência,
fiquem perguntas, vazios, ausência.
Fiquem poemas sem fim, versos sem dono,
um copo pela metade, um sonho sem sono.
Talvez hoje eu morra — e no fim de tudo,
encontre em Deus o silêncio mais mudo,
a resposta que em vida busquei, aflito,
nos becos do peito, no chão do infinito.
Talvez hoje eu morra — ou talvez não,
mas já deixo escrito, do fundo do chão:
se eu partir, que seja com paz no olhar,
pois viver também é saber descansar.
E se hoje eu morrer — só peço, enfim,
não chorem por mim, nem pelo meu fim.
Guardem apenas o que fui de verdade:
um sopro, um suspiro, um eco de saudade.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
