Poemas Góticos

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Deus fala no silêncio
que o homem tem
medo de manter.
E na bíblia que tem
medo de abrir.

Há momentos em que o silêncio entra na vida como quem não quer nada, mas, pouco a pouco, ocupa todos os espaços. Ele se senta entre duas pessoas, paira sobre uma lembrança, repousa no canto de um quarto vazio e, sem dizer uma sílaba, revela o que nenhuma palavra consegue alcançar. O silêncio também fala, e muitas vezes fala com verdade do que qualquer discurso.
Ele se manifesta no olhar cansado de quem pede ajuda sem coragem de pedir, na pausa de quem guarda um sofrimento antigo, no abraço que dispensa explicações. Há silêncios que são muralhas, erguidas para proteger feridas. Outros são pontes, construídas com afeto, compreensão e presença. Em ambos, existe linguagem.
Ser humano aprender a escutar o que não foi dito. Nem todo silêncio é ausência; às vezes, é excesso. Excesso de dor, de amor, de medo, de saudade. Por isso, ouvir alguém vai além de prestar atenção às palavras: exige sensibilidade para perceber o que a alma sussurra quando a boca se cala. E talvez seja nesse espaço invisível que nascem as verdades profundas.

Não espere o grito virar silêncio,
nem a ameaça se tornar agressão.
Quando o medo entrar pela porta,
proteja primeiro o coração.
Medida protetiva não é vingança,
é um pedido legítimo de proteção.
É dizer: “Eu quero continuar viva,
quero ter direito à minha própria direção.”
Helaine machado

No silêncio desta

noite nos prevejo

no giro do carrousel

dos teus abraços

e adorando os seus

beijos no melado

doce dos teus lábios.



Na galáxia dos teus

olhos profundos

navego ao ponto

de perder horas a fio

nos teus castanhos

e sublimes mistérios

de nossos desidérios.



É a lembrança do

que não vivemos,

porém sentimos

como já nós nos

conhecêssemos,

e silenciosamente

nos pertencemos.



De maneira mística

a sua presença

e a ausência capto

como estivesse diante

das minhas vistas,

Não fazes nem idéia

de cada sonho que

venho embalando

e reinaugurando

o Ano Novo a todo

o romântico instante.



A verdade nós dois

sabemos o quê já

está escrito sobre

tudo aquilo que

nos faz a cada

dia mais unidos

e mais absolutos.

As rotas construo de muito
longe desde o primeiro dia,
O silêncio é terra fértil
para crescer como Calabura
da América Tropical
para alimentar com ternura
os seus pássaros
da liberdade profunda,
para se unirem com os meus.


A glória do amor e da vida
nos pertencem com todos
os contornos de cobiça
incontrolável para que adiante
estejamos enlaçados com
tudo o que pede um romance.


O teu aroma de Via Láctea
tem servido a memória
de maneira voluptuosa,
Segredos foram superados
por certezas quentes
que pedem tempo,
zero censura e exibição pública
típica dos apaixonados.


Diante dos prazeres ondeantes
intermináveis que teremos,
O oceano luxurioso quando
for necessário ser sussurrado,
nos manterá bem ocupados;
em vez de nos preocupar se
estão tecendo ou não comentários.

Folia de Carnaval
anunciada no silêncio
citadino de Rodeio,
Antecipando do que
ainda para nós não veio,
e que não pede freio.


Do teu amor não
terei nenhum receio,
E o seu coração
com o meu terá jeito.


Sob a Lua de Neve
por dois escrevo,
O sutil encanto que
ilumina o romance
bonito que preludia
com gala e magia.

Aprecio o silêncio
porque nele moro
no teu pensamento.
Desde que comecei
a olhar o espelhamento,
amar-te nele foi fácil,
és transbordamento.


Com muito talento
tu te mostraste,
e que não é somente
[um rosto bonito];
Percebo o fascínio
e que tens gabarito
para ser o meu favorito.


Tudo passou a ser lido
como um recado escrito
pela cor dos teus olhos
que nado como se fosse
o mais distante dos rios.


Neruda disse bem antes
o que já estava escrito:


«Gosto do silêncio
desde que comecei,
a amar-te nele».

Com a constelação de palavras,
o silêncio cortante e ausência
tenho escrito rotas inusitadas.


Não faço ideia se vou alcançar
o seu amor raro em tempo,
mas não posso deixar de confiar.


Facilmente de mim não irá se livrar,
porque nasci poesia absoluta
feita de enigma fatal a te desafiar.


A nossa maior viagem está sendo
por antecipação do lado de dentro,
temos os gatilhos do pensamento.


De tanto etéreo e sensorial escrever,
virei a biblioteca do sentimento:
esquecer nunca será mais a opção.


Com a minha pluma mais amorosa
construí na sua alma e no seu coração:
o meu Império como sagrada habitação.

Não tenho dificuldades
para ler o seu silêncio
feito de Oceano Atlântico,
Sei que reserva para mim
o seu coração romântico,
o seu nadir e o seu zênite.


O poético vocabulário
feito de asas do Condor
toca como flauta andina
a Via Láctea com poesia,
Tudo meu cresce em ti
de maneira inequívoca.


Não há como negar
que sou o inevitável
construindo uma fortaleza
imensa e imparável,
Cada palavra de beleza
e o que a sabedoria aplica.


Tu me ama nas alturas,
sem distância e com coragens,
A palavra entre nos afina,
cada astro no rumo se alinha,
e a vida cada dia aproxima,
pelas linhas certas e tortas
pelas travessias quixotescas
através de Deus que sinaliza:

“A pluma é língua da alma”.

O que pode ser melhor dito,
será bendito no silêncio.
A ação é o condão do verbo
em silêncio ocorrido.


Silêncio junto com você
pode ser benquisto,
Olhos nos olhos, amorosos,
será doce e genuíno


O silêncio acompanhado,
pode ser muito expressivo.

Ele se aproximou defendendo
o mesmo ponto de vista,
Em silêncio os meus passos seguia,
ser delicioso com poder exercia.


Nunca faltou com respeito,
nunca cruzou a linha,
embora tenha nas entrelinhas
deixado claro que me achava bonita.


Com jeito me incluía
a cada dia nas rodas de conversa,
De vez em quando a gente discutia,
Parece que até os meus
pensamentos o danadinho sabia.

”Os cães ladram, latem ou ficam em silencio! Já minha van, cara, passa!”
Frase Minha 0200, Criada no Ano 2007

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Solilóquio de Guerra

Minha armadura sangra em silêncio sob o peso do mundo,
Enquanto o abismo sussurra o meu nome na escuridão.
Caminho entre os espectros de sorrisos falsos e atos contraditórios,
Que tipo de dêmonios eles são?
Sem exército, cercada pelo deserto da solidão.
Cota de malha enferrujada e couro rasgado.
Espada sempre ao lado.
Fui lançada a uma trincheira que jamais aceitei,
Nem a carta da convocação me enviaram.
Busco a saída deste campo devastado, Seja pela vida ou pelo pó,
Persisto na travessia, até que as sombras me abracem,
E o último suspiro desapareça e se dissipe no mundo.

- Ramile Godon

E se sentirem minha falta


Se um dia falarem de mim,
diga que fui abrigo em silêncio,
que amei com medo, mas amei inteiro,
mesmo quando meu coração pedia cuidado.


Diga que caminhei devagar pelos afetos,
guardando palavras que só cabiam no olhar,
que sorri para não preocupar quem eu amava,
enquanto por dentro aprendia a não desmoronar.


Morei em sentimentos profundos demais,
entreguei o que eu tinha, mesmo incompleto,
fui casa para quem não sabia ficar,
e partida para quem não soube me escolher.


E se sentirem minha falta algum dia,
não me procurem no que fui de dor,
estarei viva em cada
palavras e amor sincero,
porque amar…
foi sempre o que me salvou.

Beijo que Não Devia


Havia silêncio entre nós,
Mas de repente, algo escapou.
Um beijo roubado, inesperado,
Que não queria acontecer…
e aconteceu.


Teu gosto ficou marcado,
Mesmo sabendo que era errado,
Mesmo sabendo que era impossível,
Ainda assim, não pude resistir.


No instante em que nos tocamos,
O mundo inteiro desapareceu.
Só restou o que sentimos,
Só restou nós,
mesmo que proibidos.


Não sei se foi loucura ou desejo,
Mas sei que cada vez que
penso em ti,
obeijo vem de volta,
inteiro e urgente,
como se pedisse pra
nunca ser esquecido.

Entre versos quebrados


O silêncio virou música quando você partiu, cada passo teu ecoou como um refrão tardio.
Meu peito aprendeu a tocar saudade em tom menor, e o amor, que era festa, virou solo de dor.


As lembranças giram como vinil riscado, promessas pulam, repetem, não seguem o combinado.
Teu nome ainda dança entre notas e ais, é a canção que insiste em não terminar jamais.


No meio da noite,
o coração muda o ritmo,
tenta ser forte,
mas falha no próprio compasso.
Entre versos quebrados
e acordes perdidos,
aprendo que amar também
é saber ficar só no espaço.


E quando o último acorde
enfim se desfaz,
não é o fim do amor
— é só o fim de “nós dois”.
Guardo essa trilha como parte de quem fui, porque toda despedida também ensina depois

Enquanto te olhava


Enquanto te olhava
Eu pensava como o
silêncio entre nós dizia tudo,
no jeito simples do teu sorriso
que fazia o mundo desacelerar só pra eu te sentir.


Enquanto te olhava
eu pensava que alguns
encontros não pedem pressa,
pedem coragem —
porque o coração reconhece
antes da razão.


Enquanto te olhava
eu pensava se você também
sentia esse nó doce no peito,
essa vontade contida de ficar,
mesmo quando o tempo
insistia em ir embora.


Enquanto te olhava
eu pensava que amar
às vezes é só isso:
guardar alguém no pensamento
como quem guarda um segredo bonito demais pra perder.

Vencer com o Bem


Não carrego a vingança nas mãos,
nem afio o ódio no silêncio do peito.
Entrego a Deus o peso da justiça,
porque há batalhas que não são do meu jeito.


Quando a dor pede resposta em grito, aprendo a responder com oração.
A ira que o mundo quer que eu abrace eu deixo escorrer pelas mãos da redenção.


Se o inimigo vem faminto de amor,
é pão que ofereço, não desprezo.
Se chega sedento de paz,
é água viva que derramo sem medo.


Pois sei:
o bem que nasce do perdão
arde mais forte que qualquer punição.
São brasas que queimam a consciência, não para destruir,
mas para trazer reflexão.


Não me deixo vencer pelo mal que machuca, nem pela sombra que tenta ficar.
Eu venço quando escolho a bondade,
quando deixo Deus julgar.


Porque a justiça não falha em Suas mãos, e o amor sempre vence no final.
Quem caminha com o bem no coração nunca perde
— mesmo ferido pelo mal.

Que eu seja labirinto e mapa,
raiva e silêncio,
pesadelo e oração,
até que a manhã me reconheça
entre os escombros do meu ser.

Quebra o silêncio


Quebra o silêncio
Antes que ele diga por você
Leio o ar nos teus pulmões
Descompassado
O corpo chega onde
a palavra não ousa


Quebra o silêncio
Sustenta o olhar
O medo é só
O nome errado
do que insiste


Quebra o silêncio
Fica
Eu escuto o que
não vem inteiro
Sem urgência
Sem escudos


Te toco
— o tempo perde função
Te cerco
— algo em ti repousa
Revelo o que nunca
Foi pedido
Esse intervalo
Onde a alegria aprende a ficar