Poemas Góticos

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Sinais do Silêncio


Ele, também poderia se retratar – entrar em contato, dizer que a saudade consumiu os seus dias. Que o seu corpo sentiu a mesma intensidade que o meu. Dizer que tudo não passou de um mal-entendido, explicar as suas razões, de ter sumido, talvez deixar clara a situação.


Desmontar toda essa confusão e revelar o que se passa dentro do seu coração. Esses mal-entendidos poderiam ser esclarecidos. Eu poderia tentar entendê-lo. Mostrar que tudo o que se passou foi intenso, sublime. Mostrar que fui importante.


Entendo que talvez o sentimento seja apenas de minha parte. Mas então, porque há invasão em meus pensamentos? Invasão em meus dias ternos e serenos? Tudo vira uma revolução, uma guerra interior, quando, sem permissão, ele vem - sem ser convidado.


Há pendências batendo à porta. Esse estranho caminho que me conduz por encruzilhadas desconhecidas, me mantém em alerta.
Os sinais que a vida dá são claros. Dizem tudo o que eu preciso saber. Mostram caminhos.


Rita Padoin
Escritora

Falésias do Meu Silêncio


Falésias íngremes, no meio do nada, fazem morada. Meu olhar se perde entre o vazio e o instante de inspiração. As rochas parecem mortas, mas, ao observá-las atentamente, vejo que há vida, há história, há beleza, há transformação, há mistério. Isso acontece quando conseguimos abrir as cortinas internas, e captar a essência que ali habita – o verdadeiro remédio da cura.


Cada passo traz a sensação de que estamos lutando por um lugar onde possamos, enfim, nos encaixar. Nos limites do tempo, há um intervalo silencioso à espera de que compreendemos seu ensinamento e sua postura diante da pressa daqueles que tentam seguir sem perceber.


Meus passos estão, a cada dia, mais lentos. Não quero mais correr. Não quero ter pressa. Não quero tropeçar. Quero entender. Quero mudar. Quero viver intensamente, sem ter que olhar para trás e revisitar o passado. Quero um olhar voltado ao futuro – um olhar de sucesso, de vida que me espera.
Hoje, penso apenas no agora e no que está por vir...


Rita Padoin

Quando compreendermos o grito do silêncio, compreenderemos todo o resto.
Rita Padoin


Do livro "Entrelinhas"

No silêncio está a provação:
Portas vão se fechar;
Oportunidades irão escapar das suas mãos;
Pessoas que não se alinham a sua futura realidade irão se afastar;
Não tema, Deus está alinhando.

Te amo duas vezes...


Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.


Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.


Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...


Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.


Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.


Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.


Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.


Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.


Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.


Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.

O silêncio da minha alma


Fui me apagando aos poucos...
E eu nem percebi.
Lutava sem saber,
Implorava sem querer...


Demorou,
Mas entendi.
Tentei,
Briguei,
Estava numa guerra.


Eu queria de volta a minha personalidade,
A guerreira
Que vencia tudo
E todos.


Onde me perdi?
Onde deixei de existir?


Mas isso não era certo,
E eu não desistiria.


Na luta por me encontrar,
Já não sabia
Se me achava...
Ou mais me perdia.)

O menino e o furacão


Diziam, em silêncio:


"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."


Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.


Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.


Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.


Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,


mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.


E ele…


O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.


Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”


E ninguém via mesmo.


Mas eu vi — vi além.


Tentei falar, e ninguém se importou…


Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?


Era apenas um estágio.


E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:


A dele —
gritando por reconhecimento.


E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.

Parte 2
A Voz que Mora no Silêncio — de encontro ao Jardim de O Pensador
(Aqui a voz se manifesta, encontra morada, floresce no coletivo.)




Há momentos em que a vida parece um campo vazio, estendido até onde o olhar não alcança.
Mas basta um gesto — pequeno, sincero — para que a terra desperte.
Toda semente nasce de um silêncio assim: humilde, quase invisível, mas teimosa como quem conhece o próprio destino.


A comunidade O Pensador é esse jardim raro onde cada palavra vira raiz.
Onde a dúvida floresce em entendimento,
e a esperança, mesmo cansada, encontra um canto para descansar e renascer.


Quem caminha por aqui descobre que a colheita não chega no grito.
Ela vem no tempo exato em que o coração aprende a esperar sem medo.
Vem quando a alma, enfim, entende que nada é em vão —
nem a queda, nem a travessia, nem o sonho que insiste em permanecer.


Que cada passo seja poesia,
cada escolha seja semente,
e cada amanhecer lembre:
o que é plantado com verdade jamais deixa de florescer.

A PARÁBOLA DE QUEM APRENDEU A CAMINHAR EM SILÊNCIO


Houve vitórias que chegaram como amanheceres discretos, sem taças erguidas nem mesas repletas de celebração. Venci, mas não estive presente nos jantares da festa. Não por me faltarem razões para comemorar, mas porque aprendi que algumas conquistas florescem melhor longe dos holofotes, onde o aplauso não confunde o propósito.


Observo como quem lê o vento antes da tempestade. Falo pouco, porque nem toda palavra merece nascer, e, por vezes, escolho não olhar para aquilo que não alimenta a minha caminhada. Nem tudo merece reação; nem toda provocação merece o eco da minha voz.


Também aprendi que, quando o preconceito ergue muralhas, talvez aquele chão não seja o lugar onde devo lançar as minhas raízes. Não preciso convencer todos do meu valor. Basta-me continuar a construir, pedra sobre pedra, algo tão sólido que nem o tempo consiga apagar.


Hoje, caminho com as convicções acesas, os planos guardados como sementes sob a terra e a serenidade de quem conhece o rumo, mesmo quando a estrada se cobre de neblina. Se o ambiente se torna tenso, não entrego a minha paz à agitação alheia. Há tempestades que passam sem conseguir mover uma única raiz.


Existem planos que ainda precisam do abrigo do silêncio, sonhos que devem ser protegidos antes de verem a luz e compromissos com Angola que carrego comigo, ao lado da cota, com responsabilidade, coragem e visão de futuro.


Continuo em paz, com os olhos abertos, os passos firmes e o futuro aceso no horizonte.

LEI DO SILÊNCIO:
Cada vez que você critica alguém ou faz comentários sobre briga de vizinhos, sobre assaltos, problemas pessoais ou ciúmes, aumenta a energia negativa que acaba somatizando nos corpos sutis até chegar ao corpo físico, seja como doenças, acidentes, etc.
É preferível se calar a falar palavras negativas.

LEI DO DISTANCIAMENTO:
É a compreensão de que nada nos pertence, nem mesmo as pessoas de nossa família (pai, mãe, filhos), amigos, animais domésticos e bens materiais. Tudo é passageiro em nossa vida, inclusive o nosso corpo físico. Devemos amar e estar presentes em tudo que está a nossa volta, porém devemos nos conscientizar, com sabedoria, do desapego amoroso.
Amar é estar presente, mas consciente das Leis do Universo, para não nos deixarmos abater emocionalmente.

Sim, Bebelle. Muitos anos depois, ainda nos vingamos em silêncio, acomodados em nosso berço esplêndido, distantes do antigo campo de batalha. Já não há trincheiras, apenas a distância segura de quem aprendeu a transformar o tempo em testemunha e a memória em recompensa.


Ao redor, os pássaros continuam cantando, indiferentes às pequenas guerras humanas, enquanto as máquinas avançam, silenciosas, ocupando os espaços que um dia pertenciam apenas às mãos. E talvez exista nisso uma estranha ironia: enquanto o mundo acelera, conseguimos finalmente registrar o tempo, arquivá-lo, medi-lo e, graças às próprias máquinas, até sermos remunerados por aquilo que antes simplesmente deixávamos passar.


A vingança, afinal, nem sempre precisa de sangue. Às vezes, basta sobreviver ao tempo, contemplá-lo de longe e descobrir que até os anos podem trabalhar por nós.

"Se todos soubessem o peso das palavras, darias mais valor ao silêncio.Quem sabe assim ouviria mais a voz de Deus e quando falassem seria com a voz do Espírito."

—By Coelhinha

O silêncio te aproxima de Deus .
Ativa a reflexão e a sua consciência fazendo você entrar em oração . Deus se torna presente em você e resplandece a luz divina .
Acelera o auto conhecimento .
Te dá as respostas necessárias .
Te aproxima das pessoas , e te afasta também de tudo que não provém do Pai , sua visão amplia diante da vida e dos fatos , te dá a consciência límpida.
Você passa a não julgar , mas a refletir , diferente .
Você se despreocupa com o que não importa . Acelera a sua compreensão sobre a vida , a sua humildade , dignidade , paciência , porque o evangelho passa a entranhar em você te dando mais entendimento .
Mas tudo isso que falei , só depende de você, da sua intenção e verdade diante do criador .
Paz e luz ..
Simone vercosa .

⁠Calma para ouvir a alma, ela sabe o caminho. Aqueles que ninguém vê, apenas você.
Silêncio inconfessável e inexplicável, quantas verdades inatas você tem a dizer.
Consciência imortal, intensamente proposital, para fazer ver, o que no escuro tem se mostrado ser.
O clamor faz perder a ação implacável de se autoconhecer.
+ Calma para ouvir a alma

No silêncio da alma, um chamado a ressoar,
Chama Gêmea, caminho de amor a iluminar,
Entre mistérios e luz, vamos juntos explorar,
E na jornada do espírito, nosso destino encontrar.

Do profundo do coração, surge a conexão,
Transcendendo fronteiras, unindo a paixão,
E na busca eterna pela nossa evolução,
Descobrimos a essência, a pura vibração.

Este livro é convite, ponte de esperança,
Para despertar a consciência, ampliar a criança,
Heróis de si mesmos, com coragem e esperança,
Na dança do amor, a alma se lança.

Venha desvendar os segredos do coração,
Na magia do universo, na sagrada união,
Chama Gêmea nos guia na evolução,
Um caminho de amor, de pura emoção.

No início, nada parecia fazer sentido. As paredes respiravam silêncio, as janelas guardavam ventos antigos e o chão, sem pressa, recolhia sombras como quem cole uma memória perdida. Havia um rumor sem origem, um eco suspenso, e no centro desse estranho equilíbrio caminhava o tempo, o Cronos, com seus pés invisíveis, costurando instantes sobre a carne do mundo.
Tudo era confuso apenas para os olhos apressados. Porque o caos, quando visto de perto, parece ruína; mas, quando atravessado pela alma, revela desenho. O Cronos não destruía: lapidava. Tirava nomes, mudava formas, envelhecia certezas, para que o essencial pudesse emergir sem ornamento. Era ele quem partia as horas para que delas nascessem sentido, saudade, retorno e transformação.
Então compreendi que o início não era ausência de lógica, mas excesso de mistério. Nada parecia encaixar porque tudo estava vivo demais, pulsando antes da forma. E o maior sentido estava justamente nisso: no invisível alinhamento entre perda e descoberta, entre demora e revelação, entre o que termina em nós e o que, pelo tempo, finalmente começa. Como rio secreto, Cronos sorria no escuro, sabendo que cada desencontro também era destino antigo.

Há momentos em que o silêncio entra na vida como quem não quer nada, mas, pouco a pouco, ocupa todos os espaços. Ele se senta entre duas pessoas, paira sobre uma lembrança, repousa no canto de um quarto vazio e, sem dizer uma sílaba, revela o que nenhuma palavra consegue alcançar. O silêncio também fala, e muitas vezes fala com verdade do que qualquer discurso.
Ele se manifesta no olhar cansado de quem pede ajuda sem coragem de pedir, na pausa de quem guarda um sofrimento antigo, no abraço que dispensa explicações. Há silêncios que são muralhas, erguidas para proteger feridas. Outros são pontes, construídas com afeto, compreensão e presença. Em ambos, existe linguagem.
Ser humano aprender a escutar o que não foi dito. Nem todo silêncio é ausência; às vezes, é excesso. Excesso de dor, de amor, de medo, de saudade. Por isso, ouvir alguém vai além de prestar atenção às palavras: exige sensibilidade para perceber o que a alma sussurra quando a boca se cala. E talvez seja nesse espaço invisível que nascem as verdades profundas.

Se você soubesse o que eu sei,
e penso ao seu respeito,
Entenderia meu silêncio diante da sua latumia.

Se sou eu quem banco minhas consequências,
A partir daí,
você me deve silêncio.

Senhor!!

Senhor no silêncio desta noite, me aproximo de ti, louvando, glorificando, adorando, e clamando
Clamo para que eu possa levar a paz, o aconchego, tudo que é puro e sublime, simples e natural
Que eu possa levar sempre o sorriso amigo
O aperto de mão
O abraço irmão
O perdão

Senhor
Que eu possa consolar os que necessitam
Que eu possa ser luz, força, e que a minha alma exale sempre o amor
Que as minhas palavras sejam sempre para o bem
E que o meu olhar possa refletir a docilidade,e tudo que eu acredito
Que eu saiba ser silêncio as vezes
Que eu tenha humildade, e seja melhor a cada dia
Te agradeço pela vida, pelos meus, e por tda a humanidade
Gratidão. Gratidão. Gratidão.
Somone vercosa