Poemas Góticos

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A PERENIDADE DA BELEZA E O SILÊNCIO DO SER.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Essências Do Jardim. 1991, dezembro.

A beleza, quando observada pelo espírito atento, não é um ornamento do mundo, mas uma manifestação perene do próprio Ser. Aquilo que chamamos belo não se limita ao contorno sensível que os olhos alcançam; reside antes numa essência que se resguarda das vicissitudes, mantendo-se íntegra mesmo quando as aparências se esvaem. Por isso, afirmar que " a beleza não morre, mas se torna mais bela " , é reconhecer que o fluxo do tempo não a corrói: apenas revela camadas que antes estavam ocultas ao olhar imaturo.

Na intimidade da consciência, percebe-se que a beleza cresce na medida em que o sujeito se aprofunda em si mesmo. A percepção estética não é estática; ela acompanha a maturação da alma, que aprende a decantar o transitório e a contemplar o que permanece. Assim como o pensador de então, compreende o belo como expressão do bem, o indivíduo moderno que se volta para dentro descobre que a beleza verdadeira não é uma conquista exterior, mas uma revelação interior.

O ser humano, ao atravessar os próprios abismos, aprende que as cicatrizes deixam de ser rupturas para tornar-se inscrições. A beleza amadurecida nelas se abriga. Nada do que foi legitimamente belo se extingue: transmuta-se, aprofunda-se, torna-se mais grave e, por isso mesmo, mais luminosa.

" Cada passo na senda do espírito revele não o declínio, mas o desdobrar silencioso da grandeza que jamais se desfaz, conduzindo a alma à sua forma mais alta de permanência. "

Tecendo sonhos


A vida persiste, tecendo sonhos que se aproximam da eternidade.
No silêncio das manhãs, a vida desperta,
como um fio delicado sobre o tear do tempo,
tecendo lindamente sonhos feitos de esperança e luz,
bordando no tecido invisível da alma,
um mosaico de desejos que jamais se desfazem.
Cada instante é um ponto colorido,
uma promessa sutil de eternidade,
onde o ontem se mistura ao amanhã,
e o presente se entrelaça entre as mãos do destino.
Os sonhos, navegantes incansáveis,
singram mares de possibilidades infinitas,
provocando ondas que beijam a areia do ser,
revelando que a vida, mesmo em sua fragilidade,
é um canto profundo que nunca se cala.
Assim, persistimos — almas entrelaçadas,
tecendo para sempre a teia do infinito,
onde o hoje se faz tão terno... eterno em cada batida do coração.

Carrego no peito um silêncio pesado,
um nó que não se desfaz.
A confiança que eu guardava com tanto cuidado
escorregou pelos meus dedos e se desfez em pedaços.


Olho no espelho e não me encontro,
vejo sombras onde antes havia luz.
A insegurança me abraça,
e a traição do silêncio me fere mais que mil palavras.


Sonhos que plantei com ternura
agora estão deitados no chão, partidos.
E eu me pergunto:
como recolher o que se perdeu em nós,
se até o chão me falta?


Há em mim amor e raiva,
esperança e medo,
um turbilhão que me arrasta.
E nesse vendaval só desejo
reencontrar a mim mesma,
inteira, forte, capaz de florescer outra vez.

E SE EU NUNCA CONSEGUIR SER MÃE?


É a pergunta que o silêncio faz
quando o calendário muda,
quando a esperança cresce
e, mais uma vez, escorre em lágrimas.


Há um quarto que ainda não existe,
mas já mora em meu coração.
Há um nome que ainda já foi escolhido,
E é chamado em minhas orações.


Cada atraso desperta um sonho.
Cada sonho veste um sorriso.
E, quando a realidade chega,
leva consigo um pedacinho de mim.


Não choro apenas pelo sangue que desce.
Choro pelo abraço que ainda não dei,
pela canção de ninar que ainda não cantei,
pelos pequenos passos que ainda não ouvi.


E se eu nunca conseguir ser mãe?
Então Deus conhece esse medo
que nem sempre consigo colocar em palavras.


Mas, enquanto a resposta não vem,
escolho acreditar
que os sonhos também amadurecem no tempo.
Que algumas promessas florescem devagar.
E que a esperança, mesmo ferida,
ainda encontra forças para amanhecer.


Porque, no fundo, o meu coração continua sussurrando:


"Talvez ainda não seja a hora...
mas quem sabe um dia eu escute a palavra
que mais desejo ouvir:
mamãe."

O SILÊNCIO PROVOCANTE DE UMA SEDUÇÃO SEM VULGARIDADE

A doçura e a audácia estão juntas na tua sedução assim como a beleza das tuas curvas e a profundez da tua alma. Coração intenso seletivo — uma forte chama que não se apaga, mas que aquece no momento certo após ser naturalmente conquistada. Um fervor de renascimento.

O atrevimento do teu olhar é hipnotizante, chama para perto sem usar palavras — um silêncio provocante que transmite calma e confiança. Claramente, estás segura a respeito daquilo que precisas: uma ocasião intensa de loucura com as tuas sensações correspondidas.

Sedutora atípica, pois a vulgaridade não fica exposta, é a tua elegância que permanece explícita com apenas algumas partes da tua delicadeza à mostra — as pistas para chegar até um paraíso, onde o passar do tempo não importa e os desejos são recíprocos. Paixão avassaladora, venustidade irresistível.

Não temo a agulha.
Temo o silêncio que ela não consegue romper.
Enquanto o aço atravessa minha pele, procuro, em segredo, a esperança de que alguma dor seja finalmente maior do que aquela que habita em mim.
Mas a ardência é breve.
A carne se abre.
O sangue responde.
E, ainda assim, há um lugar onde nenhuma ponta alcança.
É estranho.
O corpo insiste em sangrar como se ainda estivesse vivo,
enquanto a alma, exausta de tantas guerras, já não distingue o que é ferida e o que é memória.
Tatuei lembranças na esperança de sepultá-las sob a tinta.
Mas descobri que a pele não guarda o passado.
Ela apenas lhe oferece um novo nome.
Talvez seja esse o castigo de quem sobreviveu demais:
não sentir a dor quando o corpo é atravessado,
e perceber que o verdadeiro abismo nunca esteve na carne.
Sempre esteve naquilo que nenhuma agulha foi capaz de perfurar.


-M.S. Fieri

Quando a justiça perde o caminho,o silêncio começa a falar.Muitos procuram por respostas,esperando a verdade chegar.
Não existe paz verdadeiraonde a injustiça insiste em ficar.A esperança de um povo cansadoainda sonha em se levantar.
Helaine machado

(Letra de música)- O grito da alma




(Verso 1)
No silêncio da noite, um grito ecoa,
Alma ferida, a dor que me açoita.
Coração em prantos, aa lágrimas caem,
Em busca de paz, a alma que se revolta.


(Verso 2)
As sombras dançam, a escuridão me abraça,
Memórias vêm e vão, a saudade que traça.
Um turbilhão de emoções que me desmonta,
Em cada verso, a alma que se desfaça.


(Verso 3)
A voz que clama, um lamento profundo,
Em cada nota, um grito do mundo.
A esperança some, em um instante infundo,
Em busca de um novo, um novo segundo.


(Verso 4)
Mas a chama arde, a fé não se apaga,
Em cada verso, a alma que se afaga.
A luta continua, a vida que se alaga,
Em um grito eterno, a alma que se propaga.

Os desejos e a solidão ( letra de música)




(Verso 1)
No silêncio da noite, a dor me invade,
Um passado dominador, em almas que ardem.
Sonhos desfeitos, em luta constante,
Amor perdido, num mundo distante.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.


(Verso 2)
As palavras se perdem, na voz que clama,
O violão chora, a melodia inflama.
Em cada acorde, a saudade persiste,
Em cada verso, a esperança resiste.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.


(Ponte)
No horizonte, a luz que se esvai,
Em cada lágrima, o adeus que cai.
A guitarra chora, a voz se eleva,
Em busca de um novo amanhecer.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito

A travessia




Um corpo foi forjado nas cicatrizes do vazio e no silêncio das emoções,


Ao tentar caminhar sentiu sua respiração fraca e seu corpo desfalecer com a perda do vermelho que da cor a alma,


O duro golpe de não reconhecer mais os próprios sentimentos nas linhas do passado deixou a sua história perdida no tempo,


A distância de um oceano a cura para aquele com o coração transformado em gelo o vigiava através da lua,


Decidida a resgatar um sonho que não se apagou, ela lutou com seus demônios, desbravando territórios jamais pisados antes enfrentou os seus medos e vibrante invadiu uma colmeia nas montanhas altas em busca do mel mais puro para que pudesse despejá-lo no coração de gelo do seu amado,


Após atravessar o mar congelado, e sofrer duros golpes na sua corrida desesperada , ela então conseguiu derramar o antídoto a tempo naquele coração que um dia jurou ama-lo para sempre.

Feche os olhos, coloque suas mãos no meu corpo e sinta o meu coração,


O silêncio dos inocentes não procura respostas na voz, ele quer ser quebrado nas surpresas das sensações, quer se rebelar em cima daquilo que se revela no profundo das emoções.

Noites a dentro




Arquiteto da noite,


Escritor da lua,


Construtor rei do silêncio,


Bússola de corações apaixonados.

Amor que grita!




Conheci um amor que criou asas e voou em silêncio pousando como uma borboleta num infinito pulsante de cor vermelha,


No rótulo, vinha escrito sensação de vitória,


Na entrega, o diagnóstico foi de fidelidade,


Já na ciência das entrelinhas, identificaram através de uma lupa o símbolo crescente da felicidade.

Não sou...




Nas palavras escondidas no caderno fechado o silêncio foi a terapia, foi um afago,


No reservado me sentia só e pensativo, no meio da multidão me sentia só e perdido,


O saber atiça a curiosidade de saber mais, o saber também pode assustar, ferir, causar, ele pode ser malicioso,


O corvo guarda rancor, mágoas, ele é vingativo, no seu olhar da pra ver a maldade sem controle mesmo décadas a frente,


Mas, eu não sou um corvo.

Um pro outro...




Jurei para as estrelas que não iria te esquecer,


No silêncio da noite a saudade cresce, as lembranças vão e vêm,


Existe algo no ar da madrugada quando estou sozinho pensando em nós,


Por vezes nas noites de domingo o tempo fica mais lento, tudo parece se mover diferente, as imaginações são profundas e isso me atinge,


Nós fomos feitos um pro outro e eu sei que depois das nuvens densas vêm um arco-íris e é lá que seremos felizes outra vez.

Eu e o meu eu


Eu, o reflexo de um rio e a lua,


Eu, o meu passado e o silêncio profundo da madrugada,


Eu, meus sentimentos presos a momentos e os meus pensamentos vagando em direção a Lua.

Errante nos atos, magnifica nos fatos,
No silêncio que conspira, os sorrisos inspiram,
No ferrão a magoa, na ponta da lança o amor,
No verão somos um só, no outono já não existimos.

Eu e meus segredos,
Eu a lua e o nosso silêncio sem controle,
Eu, você a lua e o nosso mundo.

Acorde


Atravessei noites sem ouvir sua voz,


Nem a escuridão do mar, nem o silêncio das estrelas foram capazes de me desanimar na tua busca,


Partes de você estão em mim, partes minhas vivem em você, piratas do destino, turistas do tempo, somos destinados a nos encontrar a cada vez que acordarmos,


Com o coração polido de esperanças, invoquei o teu nome bem alto para que todos os deuses pudessem me ouvir, na ânsia de te encontrar o quanto antes,


Nem mil vidas suportariam o amor louco que eu sinto por você,


Acorde e venha!

Vamos comemorar?


Entre perdas e recomeços,


O silêncio carrega a armadura do vilão, ou pode carregar o travesseiro da esperança,


Os domingos depois das dezoito horas, as vezes são guardiões do medo e por vezes são amigos do amor,


O perdão é macio, ele chega como uma noite calma, como uma brisa suave de verão, dá pra senti-lo fazendo efeito através de um olhar,


Não escolha ser uma escolha, se permita escolher aonde navegar sem ondas gigantes,


No final do arco-íris, eu vejo uma garrafa de vinho do bom, duas taças e uma bela pizza, é hora de comemorar.