Poemas Góticos
Morte um som natural...
Sangue da minha alma.
tudo pode aflorar...
num pesadelo infinito,
para dor sentido sem amor.
olhar sem horizonte
por mais um dia...
tudo está acabado,
na minha face um ar triste
besta do coração
notas são tocadas
numa tarde sentimental.
A mente vagando soturna
em decibéis agudos de torturas
digita tons e pincéis de amarguras.
A morte me olha acenando numa urna
com seu buquê de rosas vermelhas escuras.
num triste arco florido e pisoteado.
Aqui jaz meu ser enterrado.
Cheios de medos,usando todos os dedos
para desenhar seu último recado.
Uso a musa nesta fria inspiração
enquanto te espero em outra dimensão
Alma dilacerada ainda sem compreensão
escrevendo,com sua emoção,folhas sem alívio,
eternamente buscando sua mão.
Quanto mais tempo eu estudo, mais me convenço de que existe mais do que apenas o mundo físico. De que há uma realidade mais ampla.
Embora possamos nunca resolver o maior de todos os mistérios, o que acontece após a morte, as provas sugerem que podemos fazer parte de algo maior que não conseguimos compreender.
Supostamente, quando o cérebro morre, a mente também morre. Essa é uma crença tão arraigada que os cientistas não entendem que é, afinal, apenas uma suposição. E não há motivos para que aspectos da mente não sobrevivam à morte do cérebro.
Humanos são mesmo incríveis. Dizem que a vida deles é um inferno, mas eles aguentam e continuam vivendo no tal inferno.
Se concedessem ao homem uma vida eterna, sentiria tanta repugnância por ela que acabaria desejando a morte, farto da imutabilidade de seu caráter e de seu ilimitado entendimento.
Carta melancólica de C., queixando-se de R. A melancolia é bela. Os amigos falham, nunca estão no mesmo momento que a gente. E a amizade - diz ele - não será apenas uma ilusão, o terror da solidão, o desejo de ser amado, o pensamento da morte, da partida inevitável? Cá por mim perdoo sempre, pois também falho como amiga.
"Cristo não deu e não dá vida a melancolia, pelo simples fato da melancolia ser totalmente contra a vida, ou seja, é a morte."
É só um fardo putrefato que finca na terra com melancolia e tristeza, e, pequenos lapsos de alegria alimentam a ilusão de que um dia pode ser feliz nessa jornada miserável chamada viver.
Minha avó disse que a morte não existe. Ela acreditava que só morremos quando os outros nos esquecem.
Independentemente do que tenhamos feito como preparação para a morte, ela nos encontra despreparados.
A morte, ninguém pode experimentá-la em si mesma (pois experimentar é da alçada da vida), só é possível percebê-la nos outros.
A morte tem dessas coisas: desperta o sentimental que há em nós. Diante de um túmulo vemos apenas o bom, ou o que queremos ver.
A linguagem simbólica da crucificação é a morte do velho paradigma; ressurreição é um salto para toda uma nova maneira de pensar.
