Poemas Góticos
Andando pelo bosque avistei uma sombra sem dono
O amor passeava livremente por ali
Algumas pessoas tocavam harpas
Outras dançavam ao som da melodia
Fui ver quem essa sombra seguia
E me achei.
Estive no mundo dos mortos e perdi minha paz , hoje sou uma sombra do acaso que vaga sem direção e perdido no tempo me encontro sem vida , frio e vazio .
Só restaram as lembranças de uma verdade que se escondeu , deixando uma saudade de tudo aquilo que era bom .
Hoje me vejo velho e cansado , perdido numa trajetória de vida incerta , não restou ninguém , nada daquilo era verdade . Triste estou e me disperso com uma grande tristeza , deixo aqui meu sentimento de humilhação e aonde quer que eu esteja jamais esquecerei desses momentos .
Diário de um amigo a beira da morte.
J.R.M 21/04/15
Não sou seu castelo,mas sim o seu refugio.
Não sou o seu Sol,mas te acolho em minha sombra.
Não sou seu destino,mas o caminho que o conduz.
Não sou a obra prima ,mas sou a inspiração.
Não sou a certeza,mas tiro sua dúvida.
Não sou a sua vida,mas sou seu coração.(A.J)
Cerrado
À sombra do pequizeiro
Delirei a vida a sonhar
No uivo do guará faceiro
Chora o meu recordar
Nos galhos tortuosos
Brotam as saudades
De cheiros maravilhosos
De infância, alacridades
Tem gosto de gabiroba
Aridez do sol a rachar
Vigor doce de mangaba
Buritis a nos sombrear
Constrói o João de barro
Nostalgias em todo lugar
O vaga-lume tão bizarro
Ilumina o meu poetar
O horizonte é sem fim
Onde põe a lua a repousar
Lobeiras talham o jardim
Das savanas a enfeitar
A arapuá em sua cabaça
Ornam o beiral do passado
Ipês em flor pura graça
Desenham o meu cerrado...
Rio, 22/03/2011,
17’07”
LUA NOVA
Lua nova
onde estás
que não te vejo
não me apareces
nem por um lampejo
na sombra da terra
escondes sem cortejo
fase triste
fase escura
fase em riste
fase agrura
as estrelas lá no alto
brilham por compaixão
na estrada o viajante
se perde na escuridão
os pirilampos aqui embaixo
em plena extinção
fico tristonha
fico amargurada
noite enfadonha
noite apagada...
mel - ((*_*))
Melania Ludwig
8 de março de 2012 ·
Hoje é o nosso dia
ELA:
Sombra que alivia o sol escaldante
Refúgio para o cansado viajante
Colo aconchegante do recém nascido
Alívio da dor de um soldado ferido
Suspiro de um poeta apaixonado
Arqueira do guerreeiro cansado
Rio de águas calmas ou turbulentas
Mar que grandes ondas sustenta
Céu que acolhe toda esperaça
Luz que clareia longas andanças
Amor que fecunda a humanidadee
Elo entre Deus e a fertilidade...
mel - ((*_*))
Poema sem acabamento (ou inacabado)
Cada noite que me deito sem dormir
Cada sombra no escuro do passado
Os fantasmas do passado a me bulir
Me agitam o corpo quente e calado.
Turbilhões de memórias, de problemas
Problemas do passado do presente
Me agitam o corpo quieto e quente...
futuro do passado, me condenas?
Me resta o pesar das pálpebras do dia
À noite, o pesar do corpo absorto
...
Estou cansada. Da agonia,
Do desgosto. (?)
:O
Ventos na sombra
Ventos na sombra empurram a luz,
suaves segredos que teu corpo seduz.
Momentos, instantes de puro prazer,
vontade, desejo de apenas te ter.
Dançam os corpos na Noite vazia,
silêncios despidos que a alma temia.
Passos certeiros de meu corpo se elevam,
entregues a ti quando minhas mãos te levam.
Gritos contidos e...nvoltos em magia,
almas perdidas que a Noite vigia.
Formas diversas se agitam no ar,
ondas imensas se levantam no mar.
No instante mais longo do tempo,
minha vida te entrego num simples lamento.
Abraças o corpo que em ti se abandona,
mulher, menina ou simples amazona.
in Reflexos d'Alma
Um dia qualquer à sombra do cajueiro..
Vivia o mesmo sonho misturado a despertares onde a tristeza, angústia e solidão se faziam companheiras, afastando-o mais e mais de um dia distante onde conhecia o seu lugar e sua gente.
Onde estavam seu canto, suas coisas, seu quarto, sua cama, a cômoda onde ficavam alguns porta-retratos?
Essa vaga lembrança o deixava confuso.
Porque seu olhar se fixava no chão quando, vez ou outra, alguém passava?
Quanto tempo mais daquela rotina, como se vivesse horas e horas, dias e dias, numa insossa repetição de nadas, sem sentido, aturdido em seu permanente estado de confusão e melancolia?
Alguns instantâneos faziam-no acordar inquieto e perdido, num outro lugar, ambiente simples, de conversas, da varanda, da sombra do cajueiro onde pessoas animadas conversavam e riam tanto, quanto tempo?
- O senhor não comeu nada hoje, vai ficar doente, pode ser que hoje alguém venha vê-lo...
- Precisa parecer melhor, vamos fazer a barba, cortar esses cabelos, trocar esse pijama, tomar um banho, cheirar melhor, o que vão pensar...
- O senhor não está me ouvindo...
- Não tenho mais tempo...
A água fria, por instantes, o desperta desse torpor, sente às costas a parede úmida onde se escora.
- Quem é você?
- Maria, já me esqueceu de novo...
- Onde estou?
- Na sua casa nova...
- Carla?
- Tá vendo, sua filha não pode vir, mas telefona sempre para saber do senhor...
- Chama a Nê...
- Sua esposa foi fazer uma viagem pra bem longe, vai demorar...
- Tome seu remédio, mais tarde volto com seu chá....
- Que dia é hoje?
- Tá mais esquecido, é sábado, dia de visita, por isso tem que ficar bonito...
- Carla..., Nê..., que dia é hoje...
Apenas um dia qualquer na vida de alguém esquecido que se lembra de uma vida distante e que ainda quer seu canto, sua gente, sua memória, seus amores...
“Vi flores nascerem em pedras
quando não mais descia a rua,
levitando na sombra das nuvens,
muito tempo após
rodopiar entre borboletas.
Outra vez me vejo atenta…
sinto cheiro de terra molhada,
ouço a melodia da chuva
quando de encontro
ao parapeito e à janela.
Medito… no transparente voal,
fronteira insegura dos sentidos,
que frágil, balançando na brisa,
revela ao meu olhar o horizonte…”
Galhos
Frutos
Planta de folhas de amor
Tua sombra é ternura imperecível
Um universo de cor
Onde a brisa faz volta
De carinho
E beija meu beija-flor.
(Do livro "100 Folhas de Amor")
Uma sombra na estrada,
Quando no transporte do seu gado,
Era sempre ponto de parada,
Para os peões baterem seus papos.
Enquanto se descansava,
Encostado no barranco,
Tranquilamente a boiada,
Pastava no verde campo.
Após seu tempo descansado,
Refrescado do sol escaldante,
O peão ajunta o gado,
Ao doce som do berrante.
Entre laços, peias e corridas,
Nessa lida e profissão,
Assim é que leva a vida,
O boiadeiro, com Deus, no sertão.
Com chuvas ou beijando a poeira,
Matando a sede no cantil,
Nas estradas de terras ou pantaneiras,
És tu peão boiadeiro, orgulho do meu Brasil.
CANTIGA DO DELÍRIO
Entre a inquietude e a calma
Sombra de minha alma
Sinônimo do meu gostar
Luz que invade meu olhar
Forma a tua imagem
Faz palpitar o meu coração
Enche meu peito de coragem
Faço votos em oração
Orgulho do meu prazer
Confidente de teus segredos
Cativo do teu lazer
Brinquedo do teu desejos
Firme insensatez viril
Forja teu palco in glória
Atriz na minha história
Impávida memoria fútil
Minha sobriedade me consome.
Dissolve toda sombra de dúvida,
Que como nuvem de chuva me encobre.
A firmeza da fé se faz como vento,
Impetuoso o momento,
Soprando todo mau para fora.
Nem minha sombra me segue tanto
Igual esses merdas brotando do escuro
Criticando o que faço, analisando minha vida
Querendo dar opinião do meu futuro
A pressão por uma vida perfeita
Desencadeia o término da sua juventude
Mesmo vivendo super bem, conquistando seu espaço
Querem continuar opinando sua atitude
Ser um molde social ou um completo boçal
Já é uma realidade
Se torne um robô dessa indústria
Destinado ao fracasso
Por aceitar viver essa mediocridade
Mas dá tempo de parar
Esboçar em um momento um vestígio de esperança
Indo contra a maré com a ousadia de um espartano e a simplicidade de uma criança
Pode até ser tachado de louco
Ou um fardo da sociedade
No final você verá que em meio a tanto caos mudará metalidades
Pois o que somos no universo
Além de atitudes e história
Mude o mundo ao menos um pouco agora
Antes que a morte comemore
Terminando com um legado
Intitulado de doido ou talvez herói
É melhor que morrer na rotina dessa vida que aos poucos te corrói
Talvez o mal do século não seja a Aids nem tão pouco o câncer
Mas a pressão pela perfeição a própria depressão. Tudo tudo a seu alcance
Mas quem sou eu pra dizer o certo, errado ou talvez o que fazer?
Apenas mais um escritor inspirado
Indagado pela pergunta... Será que irão entender?
Na simplicidade da tua essência,
encanta os olhos com tuas cores,
descanso o corpo em tua sombra,
refresco minha alma na tua paz.
Toda linda
Toda linda.
Desejo de ti? Tornar-me a sombra preferida.
E; com a mesma intensidade?
Desejar o amor, espalhando-se em folhas.
Em volta de uma grande flor.
Por tanto tempo escondida.
E permitir-me,
expressar-me enquanto noite.
Mas, nunca desejei assustar.
Apenas abraçar meu cravo.
Que cravado em meu coração.
Realizaria todas as noites.
A dança da Vida.
A dança do Amor.
Aonde me realizei para encontrar.
Marcos fereS
“ Você aqui… dentro de mim"
Mar…
Sombra…
Sol…
Luz...
Você!
Os mais belos dias.
Os mais belos prazeres.
Nada tanto pelo mar…
… ou pela sombra.
Nada tanto pelo sol…
… ou pela luz.
Mais sim Amor!
Por você aqui.
Nesta areia…
... em meus braços.
Nestes instantes belos…
… é simplesmente mágico.
Por você Amor!
Por você aqui…
… completamente dentro de mim.
Admilson.
29/04/2018
Para vencer o oponente, primeiro devemos vencer a nós mesmos.
Pois o oponente só é mais uma sombra do nosso combate.
E o combate só é mais uma sombra do nosso treinamento.
No seu “Eu”, se deu conta que é tudo, é nada, é fogo, é água, é luz e sombra…
E como rio que deságua no mar, no encontro do dia com a noite...
Ela não se deixa levar-se pelos obstáculos; apenas continua, embora mude o ritmo, ou a maneira, ou mesmo a direção.
Continua... Se reencontrando.
