Poemas Famosos sobre o Mar

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Exalamos fogo, pois somos intensidade!
Almejamos mar, pois somos tranquilidade!
Buscamos céu, pois somos imensidão!

Iludida


Aqui... aí... em todo e qualquer lugar,
pela terra, pelo céu, pelo mar...
cabelos ao vento sigo eu
decidida realidade tornar os sonhos meus.


Todo mundo no mundo todo
como eu a caminhar - não, você não pode isso negar...
buscando, lutando pra seus sonhos com as mãos poder tocar...
segue assim a vida - a minha, a sua... do mundo todo, neste mundo todo...
acreditando que é o pincel nas suas mãos a própria vida vai pintar...


Iludida, iludido, iludido... iludidos!!
Nenhum de nós sabe da própria vida qual o sentido
que o amanhã irá tomar ;)

O meu mar


Eu te ouço mar; as vezes fazes ruídos altos e em outros dias és calmaria.
Eu te vejo mar; majestoso na tua força, sedutor em teus movimentos.
Eu te sinto mar; me envolves, as vezes suavemente e, em outras me arrastas para ti.
Poema de Maristela Finger

Me ame no choro no riso.
Me ame no olhar no beijo no abraço…
Me ame no infinito, nas ondas do mar…
Mas o que eu mais quero.
É que me ame e deixe eu te amar…

La na terra dos meus antepassados, sentei-me numa mesa num café a beira do mar, pedi um café. Acendi um cigarro,
e disse, a partir de hoje nunca mais fracassarei, nunca mais vou fracassar. Olhei para o céu e disse Deus hoje entrego tudo nas suas mãos, tudo sim , e prometo jamais blasfemar.
Voltei e o tempo passou e nada mudou porque eu nao mudei. Não entreguei nada a Deus, agia por instinto. E falava pra todo mundo meus planos e nada dava certo.
Pedi um Café enquanto observa as ondas as gaivotas, e lá distante ao fundo do mar os navios, em meio a névoa que quase os envolviam
Nada dava certo. Mudei de casa, mudei os planos, e tudo errado. Mudei de casa de novo, fui direto ao resgate do passado. E comecei a questionar, estou fazendo tudo errado falando demais como sempre...pensei, ponderei. Entregue tudo nas mãos de Deus, entregue tudo nas,mãos de Deus. Gritei pra mim e nao falar a niguem sobre seus planos, e os planos fracassaram, porque, quais foram os motivos, ansiedade. Não era falta de confiança. Confia erga as mãos para o alto e confia. Você se sentirá como uma águia. Então voe.!




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha


Pietisa do cerrado

O Mar Interior


​Há quem busque a vastidão das praias
ou o topo das serras para poetizar,
mas a alma que cuida e carrega o mundo
aprende na sombra a se recolher e amar.
​A chuva bate suave na janela,
o frio lá fora convida ao abrigo;
no leito aquecido, a mente se solta
e o tempo da noite se torna amigo.
​Não há pressa, não há cobrança de estrada,
nem a busca por um cenário perfeito:
a beleza mais pura e descansada
é esta que brota deitada no peito.
​As mãos repousam do dever cumprido,
o pensamento voa para onde quer;
no silêncio do quarto renasce a graça,
o verso sereno da própria mulher.
​Essa ideia de acolher o momento presente, exatamente onde você está deitada agora sob o som da chuva, traz uma paz muito bonita para o verso, não traz?

A Viagem Sem Passo


​Não é preciso arrumar as malas
nem cruzar a fronteira do mar;
a alma que sabe ler e compor
tem o mundo inteiro sem sair do lugar.
​Entre as quatro paredes do quarto,
sob o som da chuva a cair,
a mente abre asas suaves
para onde o corpo não pode ir.
​Caminha por campos distantes,
visita a montanha, a praia, o luar,
desenha no escuro a paisagem
que o coração escolheu habitar.
​Pois o livro e o verso bem feito
são caminhos que não têm fim:
a maior e mais bela viagem
é essa que a gente faz dentro de si.
​A escrita e a leitura são exatamente essa alforria bonita: uma travessia sem cansaço, onde o pensamento voa livre enquanto o corpo descansa.

"Eu amo você, da mesma forma que o sol ama a lua; da mesma forma que o céu amar o mar e da mesma forma que os meus pulmões precisam de ar para respirar."


Ass: Mannu Viana Rios

Se você quiser...

Se você quiser, podemos fugir para um chalé, ver o sol se despedir no mar e assistir à lua começar a brilhar.

Se você quiser, podemos fugir para qualquer lugar. Basta você aceitar.

Eu sei que é fácil falar. Eu sei que é fácil prometer. Mas, se você aceitar, nem que seja por um único dia, eu faço você esquecer os problemas que insistem em morar perto de você.

Nem que seja por apenas uma noite, vamos fugir para bem longe de tudo o que pesa. Deixar o tempo correr sem pressa, ouvir o silêncio, sentir a brisa e lembrar que a vida também sabe ser leve.

Porque, às vezes, tudo o que a gente precisa não é de um lugar diferente, mas de um instante onde o coração consiga descansar.

As belas curvas do teu corpo
são como as ondas do mar.

Despertam em mim
a mesma vontade de caminhar sem pressa,
de sentir a brisa,
de me perder na imensidão
sem medo de não encontrar o caminho de volta.

Porque existem belezas
que não foram feitas apenas para serem vistas,
mas para serem admiradas
com o mesmo respeito
que se contempla o oceano
quando ele encontra o céu.

Onde o Mar Aprendeu o Seu Nome


Há um segredo que o vento jamais revelou,
guardado onde a maré o silêncio encontrou.
Nem a lua, tão antiga, ousou desvendar
o instante em que o oceano aprendeu a amar.


Dizem que foi numa tarde sem fim, sem cor,
quando a brisa vestia perfume de flor.
Uma voz, tão serena, cruzou o horizonte,
e o mar se curvou como quem acha uma fonte.


Desde então, cada onda que vem e que vai
leva um nome escondido que ninguém mais trai.
Só as conchas conhecem o doce refrão,
que o azul guarda vivo no fundo do chão.


O sol, ao morrer, beija o espelho do mar,
como quem tenta em vão esse nome alcançar.
Mas a noite o recolhe em seu manto de breu,
pois nem toda beleza nasceu para o céu.


Há mistérios que o tempo não pode romper,
há silêncios que apenas o amor faz nascer.
E se um dia escutares o mar a cantar,
não perguntes por quê...


Ele apenas repete,
em segredo perfeito,
o nome que aprendeu
e jamais deixou de guardar.

O Que o Mar não Conta!


Talvez seja o mar que me faça lembrar,
talvez seja você que me ensine a sonhar.
Talvez seja a onda, talvez seja o luar,
ou talvez seja o meu peito querendo te encontrar.


Eu digo que é maresia,
que é o vento brincando em meu rosto,
mas quando penso em você,
há um incêndio escondido no meu gosto.


Finjo que é só poesia,
uma metáfora qualquer,
mas há oceanos inteiros
quando penso em você.


E o mar vai e volta,
como quem quer confessar
que certas vontades não sabem
nem nascer, nem terminar.


Há qualquer coisa nas ondas
que se parece com nós duas:
uma distância que provoca,
uma vontade que não recua.


E eu sigo fingindo
que é apenas admiração,
quando, na verdade, teu nome
já encontrou morada no meu coração.


Se alguém perguntar
por que eu olho tanto para o mar,
eu digo que gosto das ondas,
do silêncio, do azul, do luar.


Mas talvez o oceano saiba
aquilo que eu não digo a ninguém:
que quanto mais tento esconder,
mais fundo você vem.


Você é a maré que me alcança
sem sequer precisar chegar,
é o sal que fica nos lábios
depois que a onda vai embora do mar.


E talvez seja isso que assusta:
eu não precisei escolher.
Foi como o mar encontra a areia —
quando percebi, já era você.


Então deixo o oceano falar
o que minha boca não ousou:
se existe um segredo nessas águas,
é que meu coração se apaixonou.


Mas não conte a ninguém...
deixe o mar guardar também.
Porque se alguém perguntar,
eu vou dizer que é só poesia.


E se você entender...
bem, talvez seja só coincidência.
Ou talvez você descubra
que cada onda escrevia
o que eu não tive coragem de dizer.






Oceano - Djavan 🎶

O Infinito Tem o Seu Nome


As ondas do mar pausam para admirar
a sua beleza, o seu brilho, o seu jeito de encantar.
A maré, que nunca obedece a ninguém,
parece encontrar em você o motivo para ir e vir também.


O sol, tão convencido de ser dono do céu,
olha para você e percebe que o seu brilho é mais fiel.
Com uma certa inveja, resolve brilhar mais forte,
como se quisesse provar que também tem a sua sorte.


Mas a lua, que conhece os segredos da noite,
não entra nessa disputa — apenas observa e se esconde.
Porque sabe que existem brilhos que nenhuma estrela alcança,
e que certas belezas fazem até o universo perder a esperança.


As estrelas mudam suas constelações
só para desenhar você entre galáxias e imensidões.
E o vento, que atravessa continentes sem pedir licença,
quando passa por você, desacelera — como se também sentisse a presença.


Até Marte, com seu vermelho incendiado,
parece menos intenso quando você está ao seu lado.
E Saturno, com seus anéis a girar,
talvez os usasse apenas para ter uma desculpa para te admirar.


O céu guarda seu nome em algum lugar distante,
o universo parece menor diante de um instante
em que você sorri, e tudo ao redor
parece entender que nasceu ali um novo tipo de amor.


Mar, Sol, Lua, Praia, Maré, Vento e Estrelas,
Galáxias, Planetas, Céu e Constelações tão belas...
Tudo parece existir em perfeita harmonia,
como se a própria natureza soubesse que você merecia poesia.


O mar te contempla, a lua te ilumina,
o sol perde o brilho quando você se aproxima.
As estrelas te seguem na imensidão,
e o universo te guarda como constelação.


Se o céu tem seu encanto e o mar sua beleza,
você reúne os dois com tamanha delicadeza.
E entre o infinito, o tempo e o luar,
há uma certeza que não posso negar:


se o universo é infinito e o amor também,
talvez você seja o infinito que o meu coração contém.

Se segues
contemplando o mar:
"Passagem de ida"
"no banco da frente"
com disposição
para pernoitar:
Anos,
meses
ou dias.

Soneto do Mar.


O mar estende a larga imensidão,
E em seu espelho o céu se faz profundo;
Cada onda nasce em gesto tão fecundo,
E morre em prece à mesma imensidão.


Há fúria e paz no seu eterno amar,
Ora é abismo que soluça e brada,
Ora é criança que deita-se e nada,
E sempre torna a nos recomeçar.


O que me ensinas, mar, no teu bater,
É que viver é sempre recomeçar,
Cair em espuma e logo se erguer.


Levas meu nome e trazes outro mar,
E em cada onda que ousa fenecer,
Deixas em mim teu infinito amar.

(A)mar
os males
que vem
pra bem,
sei de mim agora
que toda perplexidade possível
não seria suficiente
para expressar
por mim
o mais dócil
dos sentimentos
e a voz
que grita
na maioria
das vezes
pede socorro
de forma sutil.⁠

O Mar.
Ao som outoniço do marulho surdo,
a tarde se desfaz em névoa fria;
e o mar, dentro de mim, profundo e mudo,
recolhe o que perdi na luz do dia.
Ubi natus sum, onde fui gerado?
Que pátria me ficou depois de tudo?
Talvez no sal de um sonho abandonado,
talvez no coração deste mar mudo.
Ó mar, por que me chamas tão distante,
se em cada onda morre um navegante
e em cada espuma um velho amor se encerra?
Não sei se parto ou volto à tua areia;
só sei que a solidão, quando incendeia,
faz do silêncio a última primavera.

O Mar II
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.

O mar estende a larga imensidão,
E em seu espelho o céu se faz profundo;
Cada onda nasce em gesto tão fecundo,
E morre em prece à mesma imensidão.

Há fúria e paz no seu eterno amar,
Ora é abismo que soluça e brada,
Ora é criança que deita-se e nada,
E sempre torna a nos recomeçar.

O que me ensinas, mar, no teu bater,
É que viver é sempre recomeçar,
Cair em espuma e logo se erguer.

Levas meu nome e trazes outro mar,
E em cada onda que ousa fenecer,
Deixas em mim teu infinito amar.

III
O Mar.

Ao som outoniço do marulho surdo,
a tarde se desfaz em névoa fria;
e o mar, dentro de mim, profundo e mudo,
recolhe o que perdi na luz do dia.

Ubi natus sum, onde fui gerado?
Que pátria me ficou depois de tudo?
Talvez no sal de um sonho abandonado,
talvez no coração deste mar mudo.

Ó mar, por que me chamas tão distante,
se em cada onda morre um navegante
e em cada espuma um velho amor se encerra?

Não sei se parto ou volto à tua areia;
só sei que a solidão, quando incendeia,
faz do silêncio a última primavera.

Manhumirim — Minas.
- longe do mar, perto dele.

A VIGÍLIA INTERIOR DIANTE DO MAR.
Do Livro: Dor, Alegria Dos Homens.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ano: 2005.

"Vejo-me sentado à beira do mar,
com os olhos a perscrutar as ondas,
e as ondas a me segredarem um canto antigo,
minha alma em auréola silente,
balouçando entre a areia e o sopro do crepúsculo.

Meus papéis e tintas jazem aos pés da escuridão,
mas ó amada, contempla e sente,
pois das águas ascende o arpão invisível
que fere e consagra, que dilacera e recria.

Uma vastidão de estro arrebata-me
e entrega-me de volta o coração como oferenda.
Então o maestro das dores profundas
toma-me pela voz e pela carne
com o rigor de uma perfeição austera.

Ergo-me desse antro de sombras
e entrego-me à poesia mais pura,
aquela que nasce sem letras,
somente de espírito em brasa.

Das trevas ergue-se tua mão,
e eu te ofereço a flor mais rara do dia,
cultivada no inverno férreo da alma,
no labor severo de meu próprio suplício.

Resta-me, contudo, a onda derradeira
que me instrui sobre o amar,
entre papéis dispersos e o sopro da aspiração.
E de tudo o que me desfolha
ainda me floresces, amada.

As ondas retornam e batem nas pedras,
gravando nelas o testemunho do que fomos,
as marcas decantadas de duas almas consagradas,
errantes, mas unidas na devoção que não se extingue."

Eu gosto do mar e da brisa que bagunça meus cabelos...
Eu contemplo aquela imensidão de azul e ali mergulho feridas, emoções, desejos...
É como se o mar silenciosamente me escutasse e respondesse:
"Vai ficar tudo bem" 🌊⭐