Poemas Famosos sobre o Mar

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ALMA À DERIVA

(Lágrimas em alto-mar)


​O barco avançava à deriva, sacudido entre a tempestade e o silêncio do alto-mar. Olhei para o horizonte em busca de pássaros, mas encontrei apenas sombras indecifráveis rasgando a névoa. Antes de afundar nos meus próprios pensamentos, segurei o leme — e minhas lágrimas imergiram no mar.


Lu Lena / 2026

A MURALHA ERA IMPOSSÍVEL PARA JOSUÉ.
NÃO PARA DEUS.


O MAR ERA IMPOSSÍVEL PARA MOISÉS.
NÃO PARA DEUS.


A MORTE ERA IMPOSSÍVEL PARA MARTA E MARIA.
NÃO PARA DEUS.


O SEU MILAGRE PARECE IMPOSSÍVEL PARA VOCÊ.
NÃO PARA DEUS.

BRASÍLIA
A flor do cerrado
não tem praia nem mar
mas tem lindo lago
de lábios rosados
e olhos azuis
que se prendem ao céu.
Tem pedra bonita
tem luz de pepita
e lua de cristal
Brasília é infinita
constelação de poderes
estrelas soberbas
que sobem e que caem
do alto da torre
à rampa do congresso...
Brasília é rock roll
da Capital Inicial
das Plbes Rudes
e Renatos Russos
de camelos e Para-lamas
do voo da gaivota
da Asa Norte à Asa Sul
Brasília é uma flor
que ainda desabrochou
da praça sem poderes
ao autódromo esquecido
governo falido
servidor ausente...
Brasília de presente
de passado distante
da fé do bandeirante
do padre sonhador
Brasilia ainda é menina
de laços de fita
que o poeta cantor.
Eu amo Brasília
em suas grandezas
e em suas carências
quem dera que um dia
o vale perdido
o dito paraíso
sem medo e sem culpa
assumisse a sua sina
de ser jovem menina
na paz entre os homens
na justiça e no amor.

Evan do Carmo

⁠Ela amava o mar,
assim como eu amava o rio
mas a estrada do destino
não cruzou nossos caminhos,
assim o mar ainda a espera,
o rio que era meu sonho,
virou um deserto de quimera.

Pobre poeta e pescador,
Que no mar da vida
Pescou amor e sentimentos,
Mas também dor e sofrimento.

Com seu barco cheio de vaidades,
Esqueceu-se das veleidades
Escondidas no porão,
Carcomidas de solidão.

Mas triste é saber a verdade.
E entre vários raios e trovão,
Veio vindo a tempestade,
Jogando águas na embarcação.

E aqui se vão as saudades
Dando lugar ao terror
E às necessidades
Para não se morrer de amor.

Primeiro, tudo de ruim
Ao mar fora jogado:
As brigas, ciúmes, infelicidades;
Tudo tirado de mim.

Depois se vão
Os versos rimados:
Declamação, declaração.
E se vão também
Os sonhos da realidade:
Desilusão, destruição.
Destituição e desdém
Além da eternidade.

Para não morrer
Nas mágoas que criei,
Vou atirando às águas
Do mar a se revolver
Todo o meu pesar,
Tentando assim me salvar
Do fim que bem eu sei...

Atiro todas minhas idades,
Todo o afeto e carinho
Recebido e dado.
E sem mais agrado,
E sem identidade,
Eu fico sozinho...

... São e salvo, com frio,
Num silêncio profundo;
Navegando pelo mundo
Com o meu barco vazio.

"Ela tem o sol nos cabelos, no olhar o mar,
no sorriso um campo de girassol,e a louca mania de mudar as letras das músicas...
-Ah, mas nela habita toda a beleza do meu existir!"
Haredita Angel
28.08.24

elegia à lua

Amei-te como a lua ama o mar,
de longe, mas inteira em seu encanto
sem nunca precisar de o alcançar,
fazendo da distância o próprio canto.

Teus olhos tinham luz de madrugada,
um brilho que nenhuma estrela imita
e havia neles qualquer coisa sagrada,
dessas que a alma reconhece e acredita.

Eu te guardei nas margens do pensamento,
como quem guarda o verão depois da chuva
e mesmo quando veio o esquecimento,
teu nome permaneceu onde a saudade atua.

Talvez amar seja isso, afinal
ser mar quando o outro é lua distante
saber que o impossível pode ser real
quando um olhar transforma tudo num instante.

E se algum dia o oceano se calar,
e a lua perder seu brilho sobre a areia,
ainda haverá em mim um lugar
onde a tua luz, silenciosa, incendeia.

Porque há amores que o tempo não desfaz,
nem a distância consegue levar
eles apenas aprendem a viver em paz
no espaço entre a lua, o céu e o mar.

E se me perguntarem onde te encontrei,
direi: num lugar que não sei explicar
entre tudo aquilo que um dia sonhei
e tudo aquilo que ainda quero amar.

Sabe a intensidade do mar?
A mesma existe em mim,
Se isso te assusta não mergulhe,
Boa sorte molhando os pés.

Sorte tem,
Quem consegue entender.
Quem é onda que passa,
Quem é mar que fica.

Tudo é uma questão de gosto,
Há quem atravesse o deserto para mergulhar no mar,
Há quem não saia do lugar e prefira mergulhar numa poça.

Não me subestime,
Sou capaz de queimar o barco comigo dentro em alto mar,
Só pra ver quantos ratos faltam pular.

Quem diz que não sabe amar,
Ou tem medo.
Nunca vai entender,
Como o rio aprendeu encontrar o mar.

Sou mar.
Às vezes, calmaria.
Às vezes, maré brava.
Não é contradição.
É personalidade.
Há dias em que acolho,
há dias em que transbordo.
Sou muitas em uma —
e ainda assim, sou inteira.

O mar, instável e poluído,
resplandece no destino que o ego humano impôs.
Concedem-nos o livre-arbítrio,
mas entregam à natureza a narrativa destruída.
Cada desatino cometido
será esculpido na lápide da humanidade.

A Paraíba também é um local para amar

Seja no sertão ou no mar,

Contigo quero passear

De mãos dadas no Pavilhão do Chá.



Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá

Quero você agarrado na minha cintura,

Indo muito além do forrozar

Vamos juntos namorar...



Eis-me aqui, e você aí

Dá até para escrever uma letra de forró,

Quando você não está aqui

Porque foi na Paraíba que eu te conheci.



Não existe o 'cedo', e nunca é tarde

Para amar sempre existe tempo,

Aos poucos vamos nos aproximando

Por causa desse amor que está florescendo...

"Eu amo você, da mesma forma que o sol ama a lua; da mesma forma que o céu amar o mar e da mesma forma que os meus pulmões precisam de ar para respirar."


Ass: Mannu Viana Rios

Se você quiser...

Se você quiser, podemos fugir para um chalé, ver o sol se despedir no mar e assistir à lua começar a brilhar.

Se você quiser, podemos fugir para qualquer lugar. Basta você aceitar.

Eu sei que é fácil falar. Eu sei que é fácil prometer. Mas, se você aceitar, nem que seja por um único dia, eu faço você esquecer os problemas que insistem em morar perto de você.

Nem que seja por apenas uma noite, vamos fugir para bem longe de tudo o que pesa. Deixar o tempo correr sem pressa, ouvir o silêncio, sentir a brisa e lembrar que a vida também sabe ser leve.

Porque, às vezes, tudo o que a gente precisa não é de um lugar diferente, mas de um instante onde o coração consiga descansar.

As belas curvas do teu corpo
são como as ondas do mar.

Despertam em mim
a mesma vontade de caminhar sem pressa,
de sentir a brisa,
de me perder na imensidão
sem medo de não encontrar o caminho de volta.

Porque existem belezas
que não foram feitas apenas para serem vistas,
mas para serem admiradas
com o mesmo respeito
que se contempla o oceano
quando ele encontra o céu.

Onde o Mar Aprendeu o Seu Nome


Há um segredo que o vento jamais revelou,
guardado onde a maré o silêncio encontrou.
Nem a lua, tão antiga, ousou desvendar
o instante em que o oceano aprendeu a amar.


Dizem que foi numa tarde sem fim, sem cor,
quando a brisa vestia perfume de flor.
Uma voz, tão serena, cruzou o horizonte,
e o mar se curvou como quem acha uma fonte.


Desde então, cada onda que vem e que vai
leva um nome escondido que ninguém mais trai.
Só as conchas conhecem o doce refrão,
que o azul guarda vivo no fundo do chão.


O sol, ao morrer, beija o espelho do mar,
como quem tenta em vão esse nome alcançar.
Mas a noite o recolhe em seu manto de breu,
pois nem toda beleza nasceu para o céu.


Há mistérios que o tempo não pode romper,
há silêncios que apenas o amor faz nascer.
E se um dia escutares o mar a cantar,
não perguntes por quê...


Ele apenas repete,
em segredo perfeito,
o nome que aprendeu
e jamais deixou de guardar.

Juro que não vou mais chorar,
Embora a dor ainda seja um mar.
Guardo o que foi no peito apertado,
Um amor lindo, hoje, passado.
​Teu nome é um espinho a ferir,
No silêncio que escolhi para seguir.
Mas cada lágrima que agora seco,
É um adeus que à saudade ofereço.
​O palco da vida precisa de sol,
Não desta peça fria, sem farol.
Juro, de novo, que não vou mais ceder,
Vou aprender a ser, sem você.