Poemas Famosos sobre o Mar

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Prometo ser o teu cais quando o mar da vida estiver revolto, e a tua maior torcida quando o sol voltar a brilhar. Caminhar com você faz qualquer jornada valer a pena.


DeBrunoParaCarla

Poema da Minha Vida


Minha vida é casa de porta aberta, com cheiro de mar e café.
É terapia nas mãos,
cuidar do outro para aprender a cuidar de mim também.


É recomeço em dia de ventania,
quando o vento leva o que não presta
e planta de novo a esperança no coração.


É gratidão nas coisa simples:
uma boa noite nordestina,
um "gratidão" dito de coração,
um poema que chega pra fazer companhia
na hora que a solidão bate na porta amiga.


Minha vida é farmar aura como diz esta geração, todos os dias —
nas conversa, no trabalho, no silêncio.
É cair, levantar, e seguir com doçura e sutileza,
que nem me ensinaram sem precisar me dizer.


É saber que a vida é vento
e eu sou raiz.
Que pode balançar,
mas não arranca.


E no fim das contas
minha vida é isso:
cuidar, recomeçar,
e deixar um pouco de luz
por onde eu passar.
Eu sou.

TRANSCEPTO CRUZEIRO



No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.


Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.


Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.


Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.


Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.


No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.


Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.


Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.


Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.


Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.

Quando a ansiedade bate.
O meu coração acelera.
Me sinto como uma gota de água no mar.
A mesma gota que cai dos meus olhos.

Simplesmente o seu olhar,
vai além das ondas do mar,
brilham com o clarão da lua!
Seus olhos, como de crianças, brincam inocentes pelas ruas.

EXPECTATIVA X REALIDADE

Entre a expectativa , onde imaginação percorre um mar de rosas , na realidade surgem sempre espinhos. Expectativas e realidades se confrontam sempre , dando um tempero especial na vida, feito rosas com espinhos no percurso de nossos caminhos !

João Batista Barbosa
Poesias / Pensamentos

A VIGÍLIA INTERIOR DIANTE DO MAR.
Do Livro: Dor, Alegria Dos Homens.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ano: 2005.

"Vejo-me sentado à beira do mar,
com os olhos a perscrutar as ondas,
e as ondas a me segredarem um canto antigo,
minha alma em auréola silente,
balouçando entre a areia e o sopro do crepúsculo.

Meus papéis e tintas jazem aos pés da escuridão,
mas ó amada, contempla e sente,
pois das águas ascende o arpão invisível
que fere e consagra, que dilacera e recria.

Uma vastidão de estro arrebata-me
e entrega-me de volta o coração como oferenda.
Então o maestro das dores profundas
toma-me pela voz e pela carne
com o rigor de uma perfeição austera.

Ergo-me desse antro de sombras
e entrego-me à poesia mais pura,
aquela que nasce sem letras,
somente de espírito em brasa.

Das trevas ergue-se tua mão,
e eu te ofereço a flor mais rara do dia,
cultivada no inverno férreo da alma,
no labor severo de meu próprio suplício.

Resta-me, contudo, a onda derradeira
que me instrui sobre o amar,
entre papéis dispersos e o sopro da aspiração.
E de tudo o que me desfolha
ainda me floresces, amada.

As ondas retornam e batem nas pedras,
gravando nelas o testemunho do que fomos,
as marcas decantadas de duas almas consagradas,
errantes, mas unidas na devoção que não se extingue."

Soneto do Mar.


O mar estende a larga imensidão,
E em seu espelho o céu se faz profundo;
Cada onda nasce em gesto tão fecundo,
E morre em prece à mesma imensidão.


Há fúria e paz no seu eterno amar,
Ora é abismo que soluça e brada,
Ora é criança que deita-se e nada,
E sempre torna a nos recomeçar.


O que me ensinas, mar, no teu bater,
É que viver é sempre recomeçar,
Cair em espuma e logo se erguer.


Levas meu nome e trazes outro mar,
E em cada onda que ousa fenecer,
Deixas em mim teu infinito amar.

(A)mar
os males
que vem
pra bem,
sei de mim agora
que toda perplexidade possível
não seria suficiente
para expressar
por mim
o mais dócil
dos sentimentos
e a voz
que grita
na maioria
das vezes
pede socorro
de forma sutil.⁠

A Pintura Que Se Move E As Curvas De Um Mar Intenso

Parece uma pintura atraente que ganhou vida e saiu inesperadamente da sua tela, caminhando graciosamente, mostrando a sua fascinante desenvoltura — as suas ondas em movimento; a beleza das suas curvas.

Um mar naturalmente intenso com a sua singularidade abundante e profunda, além do brilho da sua superfície, como as texturas e os tons sublimes de uma estrutura artística muito emocionante com seu detalhamento bastante realista.

Charmosa e segura, ela é certamente uma arte do Artista Divino. O seu espírito ama a liberdade; a sua pele é delicada; a sua essencialidade está tão viva quanto a essência da poeticidade. Uma obra genuína em um justo destaque.

Você se foi desse mundo...
do nosso mar...
do nosso amar...
para longe ...
muito longe...
para além do meu olhar
mergulhado no teu...


Deve existir um ângulo
nas páginas do mistério
entre a vida e a morte
onde os meus versos escritos
possam alcançar a tua leitura ...


✍©️#MiriamDaCosta

Um banho de mar
ou uma imersão na floresta
é como um elixir da paz.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu e o Mar... uma simbiose ancestral.


Antes mesmo do meu olhar
ter visualizado o Mar
pela primeira vez...
a visão Dele
já havia me capturado.


Eu até posso distanciar-me
de suas ondas 🌊🌊🌊
mas... antes mesmo de eu nascer...
a minh'alma
fora batizada por sua maresia.


✍©️@MiriamDaCosta

Na Praia de Itaipu,
o mar não grita,
ele conversa baixo
com quem sabe escutar.


Aqui,
na Região Oceânica de Niterói
o horizonte verde
não é promessa turística,
é confidência.


Eles correm
como se o mundo
não tivesse muros e portão
como se a areia
fosse extensão do peito
e a liberdade
não precisasse de plateia.


O vento penteia o pelo,
a onda beija as patas,
e o tempo,
(Ah, o Tempo!)
desaprende a pressa.


Entre a restinga e a espuma
há um pacto silencioso:
coabitar é respeitar
o ritmo das marés.


Eles,
como eu,
amam a praia deserta.


E eu,
amo vê-los livres,
longe do ruído humano,
longe do excesso,
longe da invasão dos sem noção.


Na Praia de Itaipu,
até o silêncio tem corpo.
E a liberdade
anda de quatro patas
ao lado da minha alma. 🐾🌊
✍©️@MiriamDaCosta

Oh, Itaipu!
reconheço as raízes profundas
dos meus pés
entre o vosso mar, vossa lagoa,
vossas dunas, ilhas e igarapés.


Os meus passos eu sei de cor
nesse sereno andejar a compor
o meu singrar o tempo,
o vento e o sol
mansamente a se pôr...


Oh, Itaipu!
Em vós reconheço
que o movimento dos meus pés
não são passos,
são raízes que caminham.


Entre o vosso mar salgado
de eternidades,
a lagoa que espelha silêncios,
as dunas que guardam
segredos do vento,
as ilhas que flutuam
como pensamentos antigos
e os igarapés que sussurram histórias
que só a poesia da terra entende...
eu me reconheço.


Os meus passos, eu sei de cor,
não porque os decorei,
mas porque fui escrita por eles.


Nesse sereno andejar
que me atravessa,
vou compondo o que sou
com o que me antecede.


E singro,
não apenas o tempo,
mas o sopro invisível das horas,
o vento que me desarruma e arruma
inteira por dentro,
e esse sol que, ao se pôr,
não morre,
me dissolve em serena luz.


Oh, Itaipu!
Há raízes nos meus pés
que só em ti reconhecem
o seu lugar.


Entre o mar, a lagoa,
as dunas que respiram
e os caminhos de água
que murmuram,
eu caminho lentamente,
como quem se escuta.


Sei de cor os meus passos
(versos tatuados de brisa e areia),
porque eles já me conheciam
antes mesmo de eu existir.


E nesse manso caminhar,
vou singrando o tempo,
o vento
e o sol que se despede,
como quem aprende,
em silêncio, a pertencer
mais do que já pertence.


Óh! Itaipu!
Posso até distanciar-me de vós,
mas nunca serás distante de mim.
✍©️ @MiriamDaCosta

O mar lembrou de mim,
me chamou por nome.


E de tudo
que restou em mim,
somado ao tudo
que restou de mim,
ele fez um oceano.
✍@MiriamDaCosta

"Você olha pro mar e só vê tempestade.
Sente a alma com amargura acorrentado ao passado
que um dia feliz já passou.
E sua liberdade é a sua labuta que confunde com amor.
Qual é o seu ano da sorte nesta vida?"

ALMA À DERIVA

(Lágrimas em alto-mar)


​O barco avançava à deriva, sacudido entre a tempestade e o silêncio do alto-mar. Olhei para o horizonte em busca de pássaros, mas encontrei apenas sombras indecifráveis rasgando a névoa. Antes de afundar nos meus próprios pensamentos, segurei o leme — e minhas lágrimas imergiram no mar.


Lu Lena / 2026

A MURALHA ERA IMPOSSÍVEL PARA JOSUÉ.
NÃO PARA DEUS.


O MAR ERA IMPOSSÍVEL PARA MOISÉS.
NÃO PARA DEUS.


A MORTE ERA IMPOSSÍVEL PARA MARTA E MARIA.
NÃO PARA DEUS.


O SEU MILAGRE PARECE IMPOSSÍVEL PARA VOCÊ.
NÃO PARA DEUS.

BRASÍLIA
A flor do cerrado
não tem praia nem mar
mas tem lindo lago
de lábios rosados
e olhos azuis
que se prendem ao céu.
Tem pedra bonita
tem luz de pepita
e lua de cristal
Brasília é infinita
constelação de poderes
estrelas soberbas
que sobem e que caem
do alto da torre
à rampa do congresso...
Brasília é rock roll
da Capital Inicial
das Plbes Rudes
e Renatos Russos
de camelos e Para-lamas
do voo da gaivota
da Asa Norte à Asa Sul
Brasília é uma flor
que ainda desabrochou
da praça sem poderes
ao autódromo esquecido
governo falido
servidor ausente...
Brasília de presente
de passado distante
da fé do bandeirante
do padre sonhador
Brasilia ainda é menina
de laços de fita
que o poeta cantor.
Eu amo Brasília
em suas grandezas
e em suas carências
quem dera que um dia
o vale perdido
o dito paraíso
sem medo e sem culpa
assumisse a sua sina
de ser jovem menina
na paz entre os homens
na justiça e no amor.

Evan do Carmo