Poemas que excitam: poesia com erotismo e sensualidade
Caminhando na vida com gratidão
Paz de espírito
Leveza na alma
Amor no coração.
Seguindo todos
Com essa luz
Que nos faz levitar
Dançar sem música
Sonhar acordado
Pular sem sair do chão
Bom isso, né não...
Porque o importante
De tudo
É amar
Se amar
Remar no mar do amor
Sem naufragar
Somente afundar
Apneia profunda
Alvéolos, oxigenação
Emoções excitantes
Estimulantes da vida
Nossa vida
Sua existência
Minha lida
Uma verdadeira, paixão!...
Paz no coração
Sensações: adoro o súbito frio no estômago que sinto toda fez que lhe vejo chegar.
Do toque das suas mãos me causando calafrios e incendiando os meus desejos.
Do seu olhar convidandoa-me para ser sua.
Das faíscas doces dos teus beijo edo calor do seu corpo que me cobre e aquece, contendo todo frio.
Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.
Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores...
Era um beijo gostoso
Demorado, de tirar o fôlego
Porém era fogo morno
Que com um só sopro
Virou fumaça
Apagou-se
AMOR EM LABAREDAS
Quando amo me entrego
Não puxo o freio
Não sei ser meios
Ou sou tua,
ou sou nada.
Tudo o mais é reflexo de mim
Não sei ser menos antes do fim
Não me permito superficialidades
Mergulho nos teus abismos
Nos meus abismos
E te possuo lá
... Onde a razão não adentra
Onde não se permite juízos.
Onde somente o amor dita as regras
Assim...
... Às surdas, às mudas, às cegas
Assim te possuo
Até que me peças mais
Me implores por tudo
E eu vou
Lá, onde tudo o que cabe somos nós
e o grande amor feito labaredas, agora,
que nos consome.
Elisa Salles
@Direitos autorais reservados
Ah! Quantas poesias
Ficaram pelo caminho
Inacabadas
Comecei pensando
Nos motivos
Nas palavras
No sentido
E depois fui escrevendo
Relatando
Contando histórias
De todos os estilos
Inclusive eróticas
Sem nenhuma conclusão
Ficaram todas pelo caminho
Sem fim
É porque precisava me deitar
Na cama dos prazeres
Deitar e rolar
Viver a vida
Intensamente
Talvez um dia
Eu (me) conclua
A melhor das poesias!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Havia somente nós naquele canto da praia.
Enquanto sua língua percorria o meu corpo,
O mesmo ardia, queimava...
Eu te acariciava, sua pele arrepiava.
Sedento de desejo a sua boca salivava.
Parecia querer me devorar.
E eu ali pronta pra ser o jantar.
Totalmente entregue aquele momento.
Que eu desejava eternizar.
Quando o sol reluz
Os desejos inacabados
Apague a luz.
Finde-se em meu jardim
De Íris enegrecida,
Escureça e amanheça em mim.
Aí, que vontade de beijar sua boca e dizer
Faz, do jeitinho que eu sei que cê gosta, então
Vai, sua mão na minha nuca e eu seminua é paz.
As estrelas que eu vejo no seu travesseiro, traz.
Um sossego que eu quero ter cada dia mais.
Sim, tô partindo no avião das cinco, as seis eu tô aí.
Raste o colchão pra sala e abre o portão pra mim.
Imagine meu corpo e seu corpo cheirando açaí.
Se pastor Mário Belchior fosse aqui.
Ah, se Indiara fosse ao lado de Cajati.
Diga, que não vamos mais fazer amor por telepatia.
Que meu corpo e seu corpo é letra e melodia.
Seu olhar dentro do meu olhar, é pura magia.
Sua mão puxando meu cabelo, olha como combina.
E se não combinar, dá jeito, se vira.
Ah, é duro dizer, mas cansei de imaginar.
Tô sentada no quarto, esperando esse dia chegar.
Pedindo ao Papai do Céu pra antecipar.
Nosso encontro que chega e deixa eu te amar.
E se ao escutar ficar louco, corre pra cá.
Composição: Josielly Rarunny
Se ela pudesse te falar o que pensa
E o quanto ela quer te provocar de volta
Se ela pudesse dizer o que sentiu ao ouvir tua voz
E o quanto isso foi inquietante
Se ela pudesse sair dessa prisão
Ela faria tudo de novo, loucura por loucura, desejo por desejo
Ela te devoraria sem esperas
Roubaria teu ar sem receio
Contemplaria cada parte da sua geografia
Se perderia nas suas ondas
Em uma cadência arrebatadora
Até que o corpo e o tempo não soubessem mais
os limites do início ou do fim.
Vento
Sinto a respiração aliviada da noite
O sussurro do vento e seu timbre aveludado
a falar das vidas, de nortes, do pecado
Enquanto fito um sono digno das fadas
Numa mistura de lençóis brancos e pernas,
Viçosas, fortes, bem torneadas
Arquitetura em carne, osso e cheiro
Morros, montes e vales ocultos
As vezes não, pelo vento
Que revela os cheiros e fragrâncias
De Vênus, das suas, dos seus...
Como sou grato ao olfato e a visão
O tato, paladar e audição
Para que mesmo em obscenos pensamentos,
Possa tocar furtivamente o vento
Cheirar em um sussurro os montes
Degustar o sono das fadas
Ouvir a melodia do desejo ....
Meu
Do vento...
Luciano Calazans. Salvador, Bahia. 17/03/2015
Tenho um amor
Eu tenho um amor que pira
Tenho alguém que me respira, suspira,
Enrosca, enrola,
Ensopa, cai, pega, leva
Segura, puxa, levanta
Chora, grita, sorri
Desespera
Eu tenho um amor que consola
Que me amola,
Chupa, sobe, desce
Enlouquece, o corpo aquece,
Congela, beija, abraça,
Na frente, atrás, amassa
Arregaça, tateia, se perde
Acha, enleia, despenteia.
Eu tenho um amor calmo
Que enlouquece,
Enriquece, empobrece
Me leva, me traz,
Joga, lança,
abaixa, levanta
Devaneios
Na hora do amor...
Eu tenho um amor
Com a calma de furor
Com a cumplicidade
De amantes que não percebem a incrível
História que escrevem com o suor dos corpos
Na página do coração
Banho de chuva pra lavar meus santos pecados
Aqueles que eu penso sozinha
Imaginando seu corpo
Seu rosto
Seu suor
Gotas de chuva
Deixam meu corpo ávido pelo seu
Quente
Abruptamente te quero!
Te mordo pra te segurar com os dentes
Ah, chuva!
Busca meu amor!
Traz aquele que me faz sonhar!
Vai...e que cada gota seja abençoada
Pra te trazer pro meu olhar...pra te amar...
Uma maré de sangue se ondulou no chão da avenida silenciosa, meus cabelos pregaram no rosto, o primeiro tronco negro que avistei, envenenei com minha fraqueza, tempestade... Quantas gotículas pesadas caem sobre minha carne, alguém por favor ilumine essa ruela sórdida e absorva de mim o peso dessa cruz de madeira? Estou decidida a não errar mais... Partículas de odor e um tenebroso rangido de botas entrando em atrito com o chão me deixaram em alerta, a névoa nunca esteve tão vasta...
Fitei com dificuldade aquele corpo esguio que vinha em torno da minha direção trajando a tons sombrios. Insinuou medo, tive sensações déjà vu, uma afronta terrível de querer encarar o medo com ousadia. Mas corri, Porque o medo é algo fatídico, porque aquele coldre de couro na sua cintura, insinuava medo, não proteção. Rápido como um raio, empurrou violentamente os meus ombros pra traz, cai. Mas não inconsciente, sim sufocada com aquele macho em cima de mim! Soquei seus seios rijos em tentativas de um golpe, mas em frações, segurou minhas mãos sobre o chão crespo.
Quase obsceno de tão sedutor, dono de um jeito perspicaz, ficou clara sua sagacidade., DE NOVO NÃO... Sem ver, rolamos no chão de lama ralando o nosso corpo na avenida, eu estava decidida a não errar novamente, mas aquele macho gracioso voltou-me a aparecer novamente.
Depois de um magnífico capellini
acompanhado de um chileno honesto
instalou-se a lombra.
Deitado na rede da varanda escorro em devaneios.
Meus pensamentos lentos desembarcarão logo, logo
na planície do sono profundo.
É preciso.
Álacre e lestamente virá o show do Ratto.
Enfim a cidade sairá da mesmice sertaneja.
Preservarei meus olhos marrons
para o brilho dourado e alegre do whiskey.
E que venha a noite com suas sombras protetoras,
seu acalanto cheio de segredos vorazes,
sua volúpia de mil dedos.
O Monte
Sentindo o frio na espinha,
O vento levemente sopra a face,
Os pássaros alvoroçados cantam,
Diante dos olhos, um foço de luz,
Um extenso vale molhado da névoa,
De cores, aroma e sabores...
Naquele monte escarpado,
Um tesouro às escondidas,
Onde o sol não brilha, se põe...
Um interlúdio para reverenciar
Eu com minha alma em chamas,
Batimentos desalinhados,
Volúpia e simetria...
Tocando as pétalas desabrochadas,
A passo e passo, adentro ao vestíbulo,
Desajuizado a explorar,
Desembainhado a dançar...
Abrandando os sussurros dos ventos,
Osculações abrasadas na cerviz,
Os pomos, belos e bem delineados,
Aprecio-os com devoção, contemplam o Éden
Como eles, o colo embebido...
No enlace dos corpos, ofegantes,
os amantes entregam-se lascivamente,
sobre o outeiro, suspirando em brasas,
do sonho ao apogeu...
Ah, a natureza e sua beleza misteriosa...
As fímbrias a vascolejar
As borboletas a voar,
O deleite do poeta,
A moldura do artista...
Apego-me às memórias daquele Monte de Vênus!
O amor, ainda que tardio,
Livra-nos de quem não tem,
Nunca teve, e nem nunca terá
A fiel intenção ou capacidade de amar-nos...
Sangue por sangue no bangue dançando pra tu!
Sei já na bola do olho, a maldade que tá
Louca volúpia na roupa, tua boca é um tabu
E o demônio ri: Ha-ha-ha-ha-ha-ha-ha
Fico maravilhada com a inspiração
que abocanha o poeta,
ele é engolido com sua caneta,
e seu coração em pura volúpia,
Cospe versos estupendos
que, parecem asas deltas.
...os acontecimentos são atraídos pelas pessoas... e não as pessoas pelos acontecimentos. Por que será que algumas pessoas parecem ter vidas excitantes, e outras vidas cacetes? Por causa das circunstâncias? Nunca. Há homens que podem ir até os confins do mundo que nada lhes acontece. Haverá um massacre na semana antes dele chegar, e um terremoto no dia seguinte à sua partida, e o navio, que quase pegou, afunda. Mas outro mora no subúrbio e vai trabalhar na cidade todo dia, e coisas lhe acontecem. Fica envolvido com quadrilhas de chantagistas ou mulheres deslumbrantes, ou bandidos motorizados. Há pessoas com talento especial para naufrágios, mesmo num lagozinho ornamental alguma coisa lhes acontece.
(de Tragédia em 3 atos)
Talvez não tenha sido explícito, mais esteja nas entrelinhas, disfarçando o desejo de dizer, é acaba ficando excitante reler o que não foi dito.
