Poemas que excitam: poesia com erotismo e sensualidade
“Almejo ousadia
Permeando este ar
Quando aqui, deitada, fria
Um desejo a me esquentar
Pelo corpo
Intangível
Trancafiado num sonho
Inacessível
Meu inconsciente em desatino
Quase uma psicose
A realidade que esvazio
Parto às margens em metamorfose
Torno-me luxúria etérea
Reencarnação da Deusa Lascívia implacável
Triplicada em intensidade venérea
Vorazmente Insaciável.”
“Rasga esta estranheza
Traz-me uma razão
Conceda-me beleza
Sabor de emoção;
Prometa-me que fiques
Escreva-me que amas
Entrelaces no que incide
Uma paixão em chamas;
Toque este céu brando
Da minha boca rubra
Nectáreo esvai de manso
De dentro de mim à lua.”
Umidade
aquelas palavras que, úmidas,
lubrificam segredos,
engrenam corpos,
arrepiam e borbulham
o fogo em nós.
não as diga,
não as sussurre
ao pé do ouvido,
deixe-as escorrerem
de meus lábios.
Teu hálito
Alterar minha sanidade
enquanto divido as sensações
que teu corpo me exala
...na ponta dos dedos
-Rahssi
Antes do show, o ensaio
Com o corpo apoiado em minhas pernas,
Dispenso a palheta e disponho ao dedilhado.
O som se inicia sereno,
Ainda que plugado.
Quando te toco com os lábios
O ar quente que expiro em você
Faz com que rompa o silêncio
Com o timbre na perfeita frequência
Possibilitando que meu corpo ressoe
Com cautela e atenção
Passeio meus dedos por todo seu corpo,
Tecla por tecla, sem errar o tom.
Massageando com toques firmes e suaves,
Em acordes que ditam a emoção.
Dedilhando sem pressa
Correndo os dedos pelo braço
Afinando o silêncio,
Em busca de acompanhar o compasso.
Com o violão acomodado em meu colo
Observo o ritmo combinando
A batida específica no corpo,
Enquanto toco Lá sem Dó
O instrumento solta um som abafado
O tom que sai em si
Não está na escala conforme esperado
Mas entrega um baita show,
Que amei ter participado.
Terás sempre
Meu colo
Beijos e abraços
Sorrisos de canto
Meus olhares famintos
Paixão e carinho
Alegria nos dias
Mordidas nos ombros
Gargalhada escancarada
Alto astral
Lábios nos lábios
Saudade
Gostosos presentes
Franqueza
Conversa fiada
Lençóis amarrotados
Devaneios loucos
E prazer nos sonhos
A concupiscência é fogo ardente
Que inflama os corpos, faz suar
E nesse ardor tão envolvente
Não há limites para amar.
As mãos deslizam pela pele
Os lábios se tocam em frenesi
E a luxúria que nos impele
Nos leva ao êxtase sem fim.
Os gemidos são melodias
Que ecoam pela madrugada
E a lascívia em suas malandragens
Faz fermentar todas libertinagens.
A concupiscência é a chama
Acende o desejo di prazer, a flama
E mesmo que dure apenas uma noite
Deixa lembranças para o amanhecer.
Ela entrou em uma rua escura,
tomada pelo medo e um tanto insegura...
A mínima luz que vinha da lua,
deixava inquieta a alma sua...
Mas não havia outro atalho,
e seu corpo banhado pelo orvalho...
Agora trêmulo e ofegante,
em passos longos e anelantes...
Não avistava o fim da ruela,
embora pequena e estreita aquela...
Era a travessa que ela temia,
seu acelerado coração pressentia...
Algum perigo iminente,
e tão logo ali à sua frente...
Viu-se totalmente indefesa,
como uma doce presa...
Perante vários homens...
Leia, e não tente traduzir nada...
Leia, e exercite a mais ingênua e maliciosa fantasia,
que se refugia dentro de você.
Leia, e pratique o que imaginou!
Tente olhar para o decote, mas não tente saber o que tem além dele...! Isso é Decote Poético, e esse é meu livro!
Até o mais fino brilho muda,
Como o sentimento de um amante,
Assim como muda o superficial,
Até o mais profundo,
Há mudança redundante.
Tenho um filho em outra terra,
Foi um amor sem passaporte,
Quando o suor fecunda o solo,
A semente não pergunta,
Brota e expurga a morte!
Decem
-Dezembro...!
O que desejo
é saborear uvas
sem caroços,
pêssegos doces,
botões de rosas
rosadas entre suas
pernas pálidas.
Mário Sérgio - Série Intensos
-Sirva-me!
Sem a necessidade de máscaras, sem convenções sociais hipócritas, assim, com muito prazer me dispo frente a ti, tens minha fidelidade e a essência mais intensa, que vai da pureza a devassidão conforme o comando de sua mão.
Gata meu quarto é uma bagunça mesmo, se não quiser ver é só apagar a luz. A bagunça será no meu lençol e talvez sem querer no meu coração.
A menina esperava por seu Senhor para ser apresentada ao mundo que sempre buscou, o momento finalmente chegou... A doce face se transformou, a voz de comando intimidou, o açoite estalou... Que dor, que prazer! Muitas horas depois ainda sente suas mordidas, sua boca, suas mãos, e "tudo aquilo" que a atordoou... A pele ainda treme sensível depois de tantos espasmos incontroláveis e implora novamente pela agressividade tão doce e prazerosa de seu hábil e generoso Senhor.
