Poemas sobre o Silêncio
Que a força do que sinto por você
Seja suficiente para ser eterno no meu ser
Que a eternidade pense e repense
Sobre um dia tirar você de mim
Que a saudade pense e repense
Sobre um dia você deixar de ser o motivo dela
Que a felicidade pense e repense
Sobre um dia os meus sorrisos não ser sobre você.
Que tudo que seja dito pelo meu coração
Seja eterno no teu
Que no meu silêncio seja dito
As mais belas palavras
E que você compreenda cada uma delas.
NÓS
Não há quem imaginar possa
o amor tido, em noites infindas,
vivIdo minuto a minuto,forte
incomum verdadeiro,
Amor sentido por inteiro um querer
que se tem,de corpo e alma,que passa
paz e calma.
No silêncio grita a sua força, poucos
o sentem assim,quando um falta a saudade,
é atroz.
A esse amor vivemos,nós dois, a sós.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Somos seres expressivos, muito mais do que comunicativos.
Quando nascemos, antes de aprendermos a balbuciar, nossa comunicação acontece por meio dos gestos e pequenas expressões.
E mesmo quando não podemos ou não queremos dizer, nossas expressões figuram tudo o que foi calado.
Há um vocabulário que grita no silêncio!
O corpo fala o que não verbalizamos, e até revela a verdade oculta nas argumentações falaciosas.
De maneira voluntária ou não, o corpo entrega sinais e mensagens através das emoções.
Não é à toa que as relações mais fortes são aquelas em que as pessoas se compreendem somente pelo olhar.
Procurando respostas
Na minha íntima alma, há um alguém residente!
A sós, no inóspito silêncio de momentos,
ao confidenciarmos assuntos dos idos da vida,
ele se vai;
para o não sei dos lugares...
Afinal, o que é este desconforto vazio e imaculado que parte do coração e chega ao estômago fazendo inverno ? Será que são as flechas envelhecidas do menino cupido, ou simplesmente a reminiscência de um outro alguém ?
Certamente todas as especulações são possíveis; quer dizer, menos àquelas que estão sob à luz do plenilúnio perturbando silenciosamente meu orgulho amargo.
Sim! Tenho a personalidade do avesso. Não negarei. Quiça sou um príncipe noturno cuja metamorfose a heteronomia social não ocorreu. Estou para a antiestética da estética trivial, assim como o príncipe "nocturne" para a nobreza do palácio.
Volta
Somes sem que eu a ti veja,
procuro-te em todo canto.
O coração guarda silêncio
e baixinho bate.
Não deixes sofrer a quem
tanto te ama.
Volta meu sonho de mulher,
faz viver a quem tanto te quer.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Você não entende como o projeto não aconteceu
Tanto você chorou e Deus não respondeu
Era Ele trabalhando no silêncio
Em silêncio
Sintonizei com minha alma
Com os detalhes a minha voĺta
Céu um rascunho simples e belo
Os pássaros a cantar
A essência vital de um final de tarde.
Eu gostaria de ter falado, eu tinha muito a dizer.
Por que ninguém nunca quis me escutar?
O silêncio me calou completamente, talvez ele me mate um dia.
Morrer é pra quem fica!
Minha mãe deixou todo o tipo de lição.
Era uma mãe que nos dava muita atenção.
Gritava, amava e discutia pra educar.
Fez sempre o melhor pra nos cutucar.
Foi a mãe que sofreu pelos filhos por amor
Lavava, passava e nos alimentou com humor.
Puxava nossas orelhas, mas para defender.
O nosso direito de errar pra poder aprender!
Ajudava a formar nossa personalidade.
Nos defendeu sob toda à adversidade.
Às vezes se desesperava e ia muito além
Mas lutou pelo meu caráter e o meu bem!
A vida toda a mãe teve o amor legítimo.
A vida toda foi o escudo do meu íntimo.
Aí, a vida te leva embora sem me avisar.
Aí, de repente, tudo parece se paralisar.
Vejo agora que fizemos tão pouco.
Naquele leito que nos deixava louco.
Todo aquele sofrimento no fim da vida.
Anunciava como foi difícil essa sua partida.
Cuidar dela, foi um privilégio e tristeza.
Fizemos quase nada por quem, com certeza;
Na vida nos criou, ensinou com tanto amor.
Ver teu fim, foi como um descanso da dor.
Pior é descobrir que, morrer é pra quem fica.
Quem vai, nos deixa a memória que significa.
Que nada foi em vão, apenas é um prenúncio
Que viver é amor, é dor, depois é só silêncio!
...
Olhos fechados
Nariz diligente
Ouvidos apurados
Paladar aguçado
Eu machucado
As nuvens divorciadas
A solteirice amarela
Ardi, anoiteci
A flor da pele
Eu queimando
A casa inacabada
O véu de cada árvore
Uma profusão de cores
Identidade própria
Eu boquiaberto
O templo azul e branco
Dragão traveste vitória
Confluência de calçadas
Casas, ruas, estradas
Eu caminhando
Quem vai
Quem chega
A roupa ao relento
O galo fora de hora
Eu indagado
Ansiedade abduzida
Eu livre, imerso
Um folha em branco
Um lápis zeloso
Eu escrevendo
Sensações partilhadas
Verso meu
Prosa minha
Espírito, matéria
Eu abençoado
Detalhe contemplado
Silêncio ressignificado
Um café delicioso
Nenhuma palavra
Eu bebendo
E no final
É a vida me dizendo:
- Relaxa, se aquieta
- Tudo vai dar certo
Eu saciado
O monólogo não precede o silêncio
Não em uma mente barulhenta
São os gritos que ninguém ouve que ensurdecem
Não há trégua quando se luta contra si mesmo
~Relatos no silêncio~
O luto de reprimidos
A lástima dos envolvidos
Todos iludidos
Todos perdidos
Desde gritos não ouvidos
Até o sonhos desistidos
A guerra dos desejos oprimidos
A derrota dos pensamentos esquecidos
Atuando os personagens
Na grande vida de viagens
Silenciadores nos tornamos
Diante ao mundo nos calamos
SILÊNCIO
Se o meu silêncio falasse,quanto
teria a dizer.
É no silêncio que gritam dores,
males, amores.
Se o silêncio falasse verdades
apareceriam.
Amores se resolveriam, dores seriam
aplacadas.
O importante em silêncio guardamos,
e aos poucos de tanto calarmos, em
silêncio partimos.
E o que de verdade existia conosco
parte também.
Tudo que pode ser dito, quieto não pode
ficar.
Silenciar o que importa? Em nada vai ajudar.
É mais um silêncio que fica, sem nada poder
revelar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista.
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro U.B.E
Acadêmico da Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Tem momento que sinto que me dá o mundo...
Mais a momento sinto um vazio , pelo que diz...
A momento que você é minha alma gêmea ...
Mas a momento que não entendo meu caus ...
Queria que me entendesse como nós estivéssemos sorrindo ...
Mais no memento de caus não entende minha dor ...
Contigo conseguir ter mais vontade se viver ...
Mais ainda sinto aquela vontade de morrer...
O SILÊNCIO
Silêncio... Ah, o silêncio!!!
Enigmático pelos silenciosos,
Dramático aos silenciados,
Lunático do silenciador,
Pragmático silente...
Não importa a circunstância,
Na solidão ou na solitude,
O silêncio é onipresente;
E nesse encontro consigo.
Não há como fugir de si.
Quiçá o silêncio vital que detenho de mim para contigo, se dá ao fato de que minha maior confidência não pode soar aos teus ouvidos.
Trata-se de mistério, ou, o achismo de não obter aptidão suficiente para acreditar que sou capaz?
Diga-me! quem realmente sou?
Sinto em mim o aperto de não compreender, que como consequência faz-me soltar a tua mão, neste lugar desconhecido.
Perdão! talvez eu queira de você a resposta que não encontro quando volto meus olhos para mim.
A INCONSTÂNCIA DO SILÊNCIO
Tão próximos e em meio de sentir tão distantes.
A oscilação entre amor e ódio, tira o descanso que resta em minha alma.
Te vê assim me dói, pois você também é parte de quem eu sou.
O orgulho invadiu tudo, assim, o silêncio se torna como facadas que invadem o meu ser, várias e várias vezes. Minha única esperança é de que você pare, entre as pausas de cada uma.
É explícito que não posso fazer nada, e isso me quebra em mil pedaços, ou, talvez eu esteja me reprimindo, como um covarde enquanto o mal zomba.
O que me resta é sentar sobre o solo e esperar que tudo mude, no passar da noite pelo dia, mas minha vontade é de sumir sem deixar rastros. Quem sabe assim vocês conheçam o meu silêncio!
SONHOS DO MUCURI.
O infinito abissal habita a fonte do prazer investigativo que afaga e nos reduz.
Sonhos do Fonte Grande, da Lagoa da Pampulha, do belo horizonte.
Rasga meu âmago para jorrar o sangue do meu elemento anímico.
O tilintar do relógio anuncia o surgimento de mais um dia, uma aurora anunciada com os raios solares.
O silencio se interrompe pela mensagem que movimenta meu terno pensamento.
Paro na avenida principal da urbe, palpita meu coração de loucuras das reminiscências.
Um encanto a mais, uma saudade que corrompe minha epiderme
O dia chega ao seu fim, mas logo o clarão desperta-nos para a vida, deixando para trás um melancólico e saudoso passado.
O ontem me roubou a rotina com suas centelhas de saudade e assaz sofrimento.
O poeta se reflete no silêncio da saudade e se realiza na calmaria das estrelas incandescentes.
Nas frestas das janelas, o sol reduz o símbolo da primavera.
Não nos enganemos, o amanhecer, com seu colorido primaveril nos convida para a vida.
Pensou ser poeta, nasceu a inspiração na fonte inesgotável do Mucuri.
