Poemas sobre o Silêncio
A paz dela não tem preço
Ela gosta do barulho do teu silêncio
Ela gosta de rir sozinha
Ela gosta de ser a sua própria companhia
Isso não quer dizer que ela não quer alguém
Ela quer alguém que ame a paz que ela tem.
Penso em Ti -
Penso em ti quando o mar alto e profundo
minh'Alma alcança. Quando sou silêncio e luto
sinto em meus olhos os olhos deste mundo
com sonhos destronados e confusos.
Penso em ti em cada dia e segundo ...
À chuva, ao vento, por entre a noite sossegada!
E é tão pura a paixão de que me inundo
que não te tendo a ti não quererei mais nada ...
Penso em ti com a dor das velhas penas
que o destino num tormento me concedeu
rodeado, numa cama, de assucenas.
E ainda mais te quererei depois da morte
pois recordarei o que a minha Alma já sofreu
até a minha infância densa e forte!
Namorada
De olhos fechados,
em rimas íntimas declamo:
amor!
O silêncio escuta e,
em leves calafrios, indaga-me:
por quem?
O sorriso, petulante, por mim replica:
pelo ato de saber amar...
E, naquele mágico instante,
o suspiro amoriscado delata-me...
Tudo que em mim se expressa,
relata tão somente você:
minha menina-mulher!
MEU MAIOR COMPANHEIRO
Eu e o silencio- cumplicidade
Dividimos momentos de inspiração
Talvez essa grande fascinação
Traga o que mais preciso-tranquilidade.
Não sei se o silencio me traz solidão
Mas traz uma doce serenidade
Com toda essa intranquilidade
Sei que acalma o meu coração.
O silencio as vezes é a minha companhia
Ou o canto de um bem-te-vi
Que adoro prender em minha poesia.
Assim vou conseguindo enfrentar
Convivendo com meu silencio
Até tudo isso passar- E vai passar...
Irá Rodrigues
" O passado vive no silêncio, no tempo que não mais nos pertence!
A saudade nasce com o tempo,
num passado sempre presente! "
Deixe-me.
Preciso resolver algumas coisas comigo mesma.
Ouvir o silêncio, conversar sem dizer nada...
Assim que o sol vai se pondo
reina um respeitoso silêncio
É uma reverência da natureza
para com a noite que vai chegando
melanialudwig
O silêncio da madrugada é contraposto pelos graves de pensamentos que tanto ecoam em mim! Meus neurônios eufóricos de tanto laudar as dores e egocentrismos.
Voz aprisionada e atitudes repetitivas, o hoje assemelha-se ao ontem e ao dia antes deste! A madrugada é pois o loop de graves que ecoam e de dores que precedem a exteriorização de meu medo, insuficiência e ódio.
É só mais um verso, é só mais uma ideia , é só mais uma madrugada!
O silêncio da madrugada faz tudo parecer possível.
Planos e mais planos alavancados por sonhos e desejos são construídos.
Mas, basta o dia para tudo não deixar de ser apenas um sonho impossível.
Saudade de quando tudo era possível com você.
SAUDADE SUPREMA
Silêncio, tarar, ideia envolta na solidão, murmura
Nos versos sussurrantes do meu versejar sombrio
Eu, agoniado, privado, numa poética de amargura
Velo a minha angústia com cântico insosso e frio
De onde? quem? Essa sensação de uma clausura
E está dor, um acaso demente, um talvez doentio
Que deixa meu sabor com aquela amarga doçura
Apertando o peito, e a emoção sem o suave feitio
E vai a madrugada a meio, nostálgica, importuna
Nos rogos de minh’alma, e tão repleto de lacuna
Divagando falta no pesar de outrora, triste tema!
E eu quisera, outro ponto, nesta pontual sofrência
Na aflição de cada rima ter aquela muita existência
Na suprema ausência de uma saudade suprema! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30, julho de 2022, 03’23’ – Araguari, MG
ajusta o silêncio
à tua percepção
sintoniza teus sentidos
e morre por um minuto
nada em vida supera
um renascimento
"Me recolho em silêncio,
enredado em seu laço,
entre pernas e coxas,
entre lábios e braços,
e não sou mais eu,
nem sei o que faço,
exceto,
o silêncio,
e o laço."
Saberia eu viver em paz sem a ausência da perturbação que cria vontade pelo silêncio ou seria um tédio, saber perturturbar perturbar e não fazer alardear.
FILÓSOFO
NILO DEYSON MONTEIRO
Sou tecnicamente um homem morto.
Não vibro com bobagens; sou seletivo, gosto do meu silêncio, da minha resiliência.
Nada me chama atenção!!!
Apesas esperando partir...
Filosofia Nilo Deyson Monteiro Pessanha
As horas passam vagarosamente,
fazendo do silêncio o meu fiel companheiro.
Diante do relógio mudo,
ouço apenas o ressonar do tempo ao meu ouvido...
No filme, escondido na fita cassete,
registros das lamúrias e dos sorrisos
perdidos no tempo timoneiro,
que já cansado voa em direção ao infinito.
ADVOGAR
É dar voz ao silêncio dos que se calam diante de injustiças,
É trazer esperança às vítimas de tiranias,
É lutar por justiça e por um mundo melhor!
Seja gentil consigo e comigo, não perturbe tão pouco o meu e o teu silêncio caso o que me trazes não seja interessante!
In, O sol brilhante
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" O silêncio sempre tem algo à gritar!
Ele não faz som algum pois silêncio é calar!
Enquanto calados ficamos
o silêncio de cada saudade continua a gritar! "
Ipês do Vale colorem a natureza
O silêncio da madrugada nos convida para uma profunda reflexão do tempo; escrever, buscar inspiração nas construções literárias; o simbolismo do tempo, calmo, reflexivo; nasce uma nova contribuição social e jurídica na mansidão; noite suave, a leveza do colorido dos ipês amarelo; a beleza faz refletir o brilho na retina dos olhos; ronco d’água que faz explodir a beleza da natureza; no espelho a luminosidade que ecoa paz e lhaneza; néctar do prazer; suavidade que encanta; Afinal, é tempo de promover a união dos povos por meio da expressão poética.
Marcas
no grito do silêncio desabafa a dor no percorrer as emoções que já são, mas ainda virão
sentimentos deste peito meu e morada sua
antes o inospito o converteste em lugar habitável e o adorna com suas doces mãos
ainda que seu olhar as vezes me fuja tremendo de medo de morrer na entrega
não podes negar aquilo que carrega sua alma
contemplo-te
contempla-te
não és a Poesia que não pode dar voz ao proprio verso, que não sangra, visceralmente
leio-te
leia-me
sangra aqui nesta boca que te beija, beberei cada gota, não se baste ser em mim somente em palavras
sopra sobre mim tuas tempestades, lambe essas chamas que te ardem, reduz-me a cinzas, não se baste ser em mim somente em emoções
dança ao meu redor, rasga-me a carne que devora-te; e penetra-me a alma, não se baste ser em mim somente em sentimentos
deixa que gatos miem
cães ladrem e lobos uivem
é a loucura da noite
o desvirtuar do sagrado
a conversão do profano
o arder das almas proibidas que se erguem no desejo das suas entranhas, o borbulhar fervente de suas visceras
o colo suave, uma canção
tuas marcas em mim
para a eternidade..
