Poemas sobre o Silêncio
DEVANEIOS
Ó caro silêncio, por que se fazes presente aqui?
Quem lhe chamou? Quem o convidou?
Submerso estou nas águas mais profundas de um imenso oceano.
E quem se faz presente? Você, ó silêncio.
Poderei um dia ouvir o som das águas agitadas e das bolhas de oxigênio estourando na superfície?
Me deixe sair, me deixe sentir.
Não seja egoísta querendo tudo pra si!
Me deixe em paz mas não me deixe.
Tu sabes, ó silêncio, que és rude, mas ao mesmo tempo, ironicamente, tu és, ó silêncio, meu companheiro.
Meu isolante, aquele que me faz pensar no oceano mesmo sem ouvi-lo.
Obrigada, caro silêncio, por me permitir refletir. Isso e somente isso, é pelo que serei grata.
Agora me deixe sair e tentar.
Não me deixe com esses devaneios excessivos, pois tu sabes que os tenho.
Me deixe silêncio, e só volte quando eu mandar.
Ela caiu como um anjo em silêncio
Sozinha ...
Não teve sonhos
Nem descansou
Ficou caída
Sem tempo
Despertou ...
Não conseguiu se levantar
Lutava com o ar ao seu redor
E era marcada pelos golpes que seu corpo dava contra ele mesmo
Cicatrizou as tatuagens que, em sua pele, escreviam o roteiro da tesoura que cortou as cordas da marionete
Ela não correu ou gritou
Apenas buscou dentro de si pilares
Se reergueu
Mesmo o mundo não notando, ela era completa e tinha a história do mundo dentro de sua cabeça
Ela entendia o universo
Mas ninguém havia estado dentro do seu coração
Encontrei com ele e nada me contou
Sorriu ...
Me abraçou
E me consolou nós meu problemas menores
Tem
Momentos em Nossa Vida,
Que Devemos Ouvir e Ficar em Silêncio Para Saber o que Jesus Quer Falar com Nós.
Poderias eu aconselhar, mas prefiro me aconselhar em silêncio já que sou eu quem mais preciso de conselhos durante minha vida.
Devo esperar consideração?
Esperar me cansas a alma ! Prefiro me considerar e não esperar nada de alguém já que as pessoas oferecem o que elas preferem oferecer.
Respeito ?
Prefiro me respeitar e conquistar o respeito das pessoas que sabem a importância do respeito.
Jamais poderia
Eu não poderia fazer isso com você.
Não poderia passar tanto tempo em silêncio.
Não seria justo para comigo e com você.
Não lutar contra todo esse incêndio.
Incêndio da distância e do medo,
Que inflama de incertezas um frágil coração,
Incêndio que aprisiona em um degredo,
Incêndio que provoca a solidão.
Saiba que jamais carregarei ódio
Pois sempre lhe desejarei o bem.
Precisava desse tempo no ócio,
Esquecer do mundo, não falar com ninguém.
Tu és uma pessoa maravilhosa,
Merece tudo de bom e de puro,
Nessa estrada totalmente sinuosa,
Cheia de desafios e apuros.
Não preciso de sua misericórdia,
Pois sou gigante e forte,
Chega de guerra e discórdia,
Deixe o futuro a propria sorte.
Por favor,pena não!
Já não somos mais crianças,
Sabemos que tudo não foi em vão,
Podemos sonhar com a esperança.
Estou preocupado com você,
Sonhei que estavas triste,
Então;resolvi escrever,
Que a vida, de amor consiste.
Lourival Alves
[...]desabrochar
ao acordar destramelo a janela
lá fora o silêncio empoeirado
e cá adentra a alva donzela
num frio do julho do cerrado...
desabrocha... e a vida se revela!
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
16 de Julho de 2020, Triângulo Mineiro
personagens mortos por amar...
a eternidade sendo amado e amada,
silencio transpõem os sentimentos,
para onde estamos condenados.
diante de tantos rumores o ar se abate
as brumas me fazem sentir saudades
num momento bom e agradável...
Vou fingir meu riso afim de disfarçar o medo,
Vou fazer voto de silencio perante a noite que não trouxe uma estrela.
Vou ver se me completo em meio a solidão!
Fecha os olhos e esqueça onde está
Deixa o grito do silêncio falar, ouça
Abra as portas e as janelas do ar
Deixe a luz do sentimento entrar
Seu silêncio me deixa sem paz
Sua ausência maltrata meu corpo
Ouço os seu áudios e imagino vc na minha cama daquele jeito que eu amava.
Grito pelo seu corpo em mim choro pelo seu colo não vá embora sem uma bela despedida.
Sinto sua falta Desgraçado
FAZ-SE SILÊNCIO ღ
Quando a calma faz silêncio
Quero morder as palavras
Rasgar entre os dentes a carne
A pele, os ossos até ao tutano
Do poema adentro da iris
Quero mascar o verbo
De todas as letras escritas
No ámago de todas as coisas
Sombra na aparente inércia
Dos mundos submersos
Em que só no silêncio
A poesia penetra ferozmente
Para que o meu olhar
Se perca no nada
Amor amo-te no meu silêncio
quem diria que o perfume
das rosas
seria o meu destino até ti
deste meu amanhecer solitário.
CARREAR
O silêncio, origem de um final
Conhece o caminho do suposto
Lágrimas correndo com tal gosto
Em uma sensação de dor visceral
Que lacera a alma tão brutal
Na fúria de qualquer desgosto
Como sombras dum sol posto
E uma avalanche descomunal
Do desejo, ali sentidos e cego
E nesta escuridão submerso
A emoção é arrancada do ego
Que maltrata, e deixa disperso
Na ilusão, e então as carrego
No olhar, no peito e no verso!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/10/2020, 10’33” – Triângulo Mineiro
Silêncio que muito diz,
silêncio que fala o que precisa ouvir,
silêncio que grita em sua mente,
já é hora de partir.
Silêncio que te faz sentir!
Silêncio que acalma o coração.
Silêncio que te faz sorrir!
Doce silêncio como faz bem te ouvir
Ouvir a voz que fala dentro de mim
Ouvir a sensatez que não me deixa desistir
A sabedoria que há em ti
Sua voz suave acalma meu sentir
Ah...silêncio amigo como é bom que está em mim
Silêncio... silêncio!
Eu agora aprendi.
Precisei reviver os fatos, mas
em fim me libertei das amarras
que aprisionavam meu sentir.
Poesia de Islene Souza
No silêncio da solidão, descobri que o tempo é um bálsamo, mas também um lembrete daquilo que se perdeu.
Aprendi, nas cicatrizes do coração, que o amor pode ser uma lâmina afiada,
E a tristeza, uma sombra constante que dança ao redor de nossa luz.
Vi que, como folhas ao vento, tudo eventualmente se dispersa,
E a paz que tanto ansiei, parece sempre estar um passo além do horizonte.
Descobri na incerteza do amanhã, que o futuro é uma tela embaçada,
Onde tudo que ascende, por fim, se rende à gravidade do destino.
Encontrei, nos desertos de minha jornada, fontes ocultas de esperança,
Mas percebi que o fim, esse horizonte distante, ainda me escapa.
Aprendi que as possibilidades ao meu alcance nem sempre saciam a sede da alma.
Minha tristeza, descobri, não se entrelaça a você,
Mas minha felicidade, estranhamente, parece te buscar.
O simples se revelou um labirinto, e o complexo, às vezes, uma surpreendente linha reta.
Amar, percebi, vai além da paixão; é um mergulho no abismo, um voo sem asas.
Descobri que o amor pode ser uma elevação,
Mas só se estivermos dispostos a nos erguer do chão.
Na solidão, aprendi que um ser solitário vagueia sem sombra.
candyzk
Como um sentinela
Em silêncio
Vejo a lua cheia na maré alta
iluminando o horizonte
da escuridão
Enquanto sinto-me
Uma triste vela
De chama vazia cabisbaixa
apagando-se cega
na solidão.
Eu sou o melhor e o pior de mim.
Barulho e silêncio.
Piada errada as vezes certa.
Caio em tristeza profundas e levanto em alegrias transbordantes...
Sinto muito e muitas vezes nada.
Acredito, desconfiando e acreditando.
Vou para lugares em meio a conversas que ninguém suspeita.
Sono do Poeta -
E veio a noite cheia de gritos e punhais,
trouxe o silêncio desses gritos- mil gemidos,
os sonhos de quem sofre-tantos ais,
e os gestos de quem ainda está perdido.
Veio a madrugada embrenhada em loucura,
trouxe versos a quem ainda é desperto
e espinhos a quem procura na lonjura
encontrar o peito de um amor que esteja perto.
E a aurora anunciou-se breve e mansa,
os olhos já cansados respiravam solidão,
e o corpo, num pesar, arfava com a dança.
Mas o dia clareou e nada aconteceu,
na verdade, a dor recomeçou,
alguém em vão esperou e o poeta adormeceu ...
Tragédia de um Adeus -
Meu amor o teu silêncio
faz parar meu coração,
numa triste madrugada
minha fria solidão
numa cama já cansada!
Meu amor terás meu corpo,
nos teus olhos meu olhar
e no silêncio das palavras
esta ânsia no mar morto
será eco de um cantar!
E os teus olhos, meu amor,
cor das longas ventanias,
olhos fundos como os meus
dois martírios pelos dias
na tragédia de um adeus!
Evasão -
No silêncio da minha cama fria,
na loucura do meu quarto sem sentido,
na tristeza da minha casa tão vazia,
caminho passo a passo, em vão, perdido.
Bóiam tantos mortos em torno a mim ...
E oiço alguém desamparado que me fala comovido ...
Alguém que olha com olhos de jasmim,
cujos olhos, cortam o silêncio, como um grito ...
Sua face, escavada, adornada
de solidões ardentes, quase morta,
coberta de cansaços e mais nada,
lembra casas como a minha já sem porta.
Seus olhos de descansos por viver,
de pálpebras frias, pesadas, sem nada,
choram lágrimas de pedra, a arder
em corpos de andorinhas, sós, paradas.
Seus lábios coam água de seus olhos,
sua voz, azeda, balbucia solidões,
o destino, esse, quem lho deu, cheio de escolhos,
cansaços de amargura, tristeza e podridões?!
Nem sei que diga ante dor que é tamanha!
Que triste desencontro! Eu lamento esse dia
que se prende no meu peito, que me apanha,
sempre que escrevo no papel uma poesia!
