Poemas de palavras
EU não sou poeta
Porque penso para escrever e nem sei recitar
Procuro no dicionario as palavras
Que não consigo rimar
Eu não sou poeta
Porque não tenho leitores
Somente meu travesseiro
Que escuta minhas dores
Eu não sou poeta
Porque vivo a fantasia
De ser o personagem da minha falsa poesia!
Meus olhos estão perdidos
Encharcados,
Minha voz ficou sem tom
Não há ritmo nas palavras
Sou pedaços em carne viva
Ao meio
Sem tu, poesia não tem sentidos
Faltam prosas,
Meu riso ficou cortado
Folhas perderam a cor,
Não tem cheiro nem poemas
Poesias,
Esqueci.
Músicas me ferem
Me faltam,
Choro a saudade que ficou.
De nós, nada além de tudo
Tudo, além do nada.
Perdi meus sonhos
Versos se perderam na estrada
Faltam cheiros, vinhos...
Flores,
Amor.
Palavras o vento leva..
Mas uma boa noite de amor..
fica gravado..sacramentado .
no corpo. .na alma. .no pensamento. .
NÃO
Não morri ontem, hoje
Mas posso morrer amanhã
Morri com as palavras
De trapos velhos, rotos
Dos que se desfizeram de mim
Sem respirar, sendo sufocada
Morri vestida de negro
Como leitor ou escritor
Que já viveu, morreu muitas vezes
Naquele dia em que eu morri
O meu corpo queria estar
Envolto no teu corpo
Suado, quente, amarrotado
Morri de amor, de desejo
Mas também pequei, rezei
Só morri quando te perdi.
AMOR
Oiço os teus gritos mudos
No querer gritar contigo
As mesmas palavras mudas
Arrancar-te as dores presas
De uma prisão sem portas
Onde os teus olhos choram
No desassossego dos dias
Da tua ou minha solidão.
As palavras que saem da nossa boca, revelam muita coisa que há dentro do nosso coração. Como bem diz a Palavra do Senhor:
"Raça de víboras! Como podeis falar coisas boas, sendo maus? Pois a boca fala do que está cheio o coração.
Uma boa pessoa tira do seu bom tesouro coisas boas; mas a pessoa má, tira do seu tesouro mau, coisas más.
Por isso, vos afirmo que de toda a palavra fútil que as pessoas disserem, dela deverão prestar conta no Dia do Juízo.
Porque pelas tuas palavras serás absolvido e pelas tuas palavras serás condenado”.
(Mateus 12, 34-37)
TALVEZ SOU
Sou o meu próprio carrasco
Despojada de palavras lidas
Num livro jamais escrito
De sonhos gigantes
Nos confins da alma
Fazendo dos nãos talvez sins
Limites de alguns instantes
Letras cativas de solidão
Busquei na procura das virgulas
Perdidas dos que se desejam
Nas carnais sensações que despertam
As palavras despidas de desejo
Carrasco de corpos sôfrego de letras
Pontos das páginas escritas
De despidos corpos amando-se
Entre as sedentas repetidas páginas
Nos profanos sentimentos
Que se tentam libertar nas letras
Entre o meu próprio carrasco
Carne, corpo, sentimento
Escrita num livro jamais lido.
Palavras
Pra que as palavras
Se não consigo me fazer entender?
Por que não se deixar
Pelos sentidos guiar?
A confusão gerada
Pela linguagem humana
É sinal que se está doente
Da vida parada no presente.
De ser racional,
Orgulho se sente;
De olhar para as coisas e saber o que elas são
--Tão pouco inteligente é esta visão!
Aprisionando a alma,
O homem segue o seu destino,
Assim acreditando ter o poder
De dominar o mundo.
Mal sabe que, ele próprio,
Não passa de um segundo!
"Por que falo assim
Com tanta impaciência
Com tanto rancor
A rispidez das palavras como as profiro a você
É por falta de amor
Amor que nunca senti
Mentira que escondi
Por puro temor
Temor de me expor
E de por a prova o meu valor."
Certas palavras, suaves como brisa,
Sussurram segredos ao coração atento.
Olhares falam, mesmo em silêncio,
Histórias que só a alma ouve, sem lamento.
Momentos surgem, eternos em sua essência,
Fazem o mundo lá fora parecer distante.
Gestos simples, porém cheios de eloquência,
Guiam-nos, como estrelas em noite constante.
Toques que tremem, alma em vibração,
Como sinfonia tocando no peito.
Detalhes sutis, da pura emoção,
Revelam seres especiais, perfeitos.
Você, presença rara e querida,
Deixa rastros de luz em nossa jornada.
Bela lembrança, eterna na vida,
Tesouro guardado, memória abençoada.
No silêncio do crepúsculo, onde as palavras se encontram e se entrelaçam como fios de luz, ecoam memórias de um amor que transcende o tempo. Ela disse palavras que fluíram como rios límpidos da alma, carregando consigo a promessa de um encontro futuro, onde as feridas do passado encontrariam a cura.
"É muito bonito e profundo, Ítalo... Não quero brigar, nem revisitar o que foi ou o que poderia ter sido. Um dia, nossa conversa final encontrará sua resolução, digna de ser eternizada em seu devido lugar."
Seu tom era um sussurro de esperança, uma melodia de confiança depositada nos fios invisíveis que ainda os uniam. Reconhecia nele um guardião de seu mais puro ser, aquele pedaço de sua essência que resistiu ao tempo e às tormentas da vida. Era a parte de sua inocência e genuidade que permanecia, resguardada nos braços dele.
Ele, por sua vez, respondeu com a serenidade de quem sabe que o tempo é um tecelão paciente de destinos entrelaçados:
"Quando estivermos novamente em comunhão, seremos resgatados ao paraíso."
Suas palavras eram um juramento de retorno à pureza dos sentimentos, à tranquilidade de um paraíso perdido e encontrado novamente nos laços eternos do amor verdadeiro. Assim, entre promessas sussurradas ao vento e esperanças entrelaçadas no firmamento, seus corações aguardavam o reencontro, onde a luz do amor os guiaria de volta ao lar que sempre pertenceram.
Nem tudo que sentimos as palavras ou o falar conseguem explicar.
Às vezes o desejo e a vontade é tão grande que só conseguimos apontar.
Por você 🫵
Aquele que profere palavras, semeando ódio e discórdia, demonstra ter um coração vazio de amor e uma vida distante da felicidade.
Gonçalvesdarocha
Sabedoria amiúde
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