Poemas de Morte Poetas Conhecidos
Adeus Pantera Negra
Descansa agora em paz
Infelizmente não terei
Meu heroi forte e sagaz
Porém tenho a certeza
De que no céu tu lutarás
(Poesia dedicada ao ator Chadwick Boseman, o Pantera Negra dos cinemas, que morreu em 28 de agosto de 2020, aos 43 anos de idade, vítima de câncer).
Morrer...
Termina a vida, morrer, com ela o viver
Vão-se as dores, homenagens com flores
Rezas, choros e suplicas pros pecadores
Depois, uma furtiva lembrança a prover
Aos amores e aos meus admiradores...
... para as lágrimas fingidas
Meu até mais...
Cheio de saudações garridas
E minhas retribuições iguais!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02/09/2020, 17’00” – Triângulo Mineiro
Por que você acredita em Deus?
Você acredita pelo mesmo motivo que eu acreditava quando era criança?
Porque era me imposto pela sociedade e pela religião?
Ou você acredita pelo lado hipócrita que já fui?
Porque tem medo que depois da morte não existirá nada. É um eterno vazio e um eterno sono onde não se acorda?
Agora eu acredito em Deus pelo simples fato de tentar entender o porquê Ele nos colocou no meio de tudo isso que chamamos de vida.
... que eu morra como um corpo
dentro do coração da luz do silêncio
que me cale que não viva nem esteja morto
Oh as pessoas estão doentes de indiferença
E morrem como mortos, da sua doença
Morrem umas na frente das outras as pessoas
Umas são assim outras como são?
As pessoas são más as pessoas são boas
As pessoas as pessoas as pessoas as pessoas
As pessoas somos todos nós ou ainda menos (...)
Oh nós não vamos ser assim daqui a uns tempos
-Nós não vamos ser assim: pois não? pois não?
O fim te lembra o começo
O começo tende a ser sempre mais marcante,
mesmo que não tenha sido algo tão bom,
tudo que foi vivido desde então,
faz parecer que o fim é que é errante.
O ensino fundamental, o médio e a graduação,
todos os tempos de estudo, sem exceção,
o fim é tido como alívio, ficam-se os amigos
e o medo de não repetir tudo aquilo que foi bom.
Vai-se a estação preferida,
seja a calorosa ou a fria,
o outono ou a colorida,
e com elas, também se vai a vida.
O fim de um relacionamento,
que te faz lembrar da paixão,
do proibido, das loucuras, e curtição,
surgindo então um buraco de ressentimento.
A morte também é um fim.
Uma tentativa da vida lhe mostrar:
viva, sinta, releve, aprenda, coragem,
curta, agradeça, tenha deslumbramento,
mesmo correndo o risco de todo sofrimento.
Mesmo que de mim você discorde,
mesmo que isso pareça tão ruim,
não há nada mais motivador para se viver, que a morte.
Viva novos começos, antes de seu último fim.
"Doloso"
Me Sinto Tão, Mas Tão Culpado
Que Nem Amanheço
Durmo De Noite
Durmo Acordado...
O Dia Inteiro
Acordo Dormindo,
Vou Ao Banheiro
De Tanta Culpa
Perco O Sono
Não Durmo...
Não Acordo
Nem Morte
Nem Vida
Nem Abraço...
Nem Beijo.
Leon Nunes Goulart
A vida e o tempo
Essa admirável vida
Acesa por uma chama intrínseca
Disputa com o tempo
O desfrute da alma viva
O tempo é eterno
Pra sempre existirá
Ele traz e leva, do verão ao inverno
Mas sentenciado, a solidão vivenciará
A vida é movimento
Ama, odeia e semeia
Chega e vai num sopro de vento
Mas será ela maior que o tempo?
Eternas enquanto sua existência
Felizes experiências e doces lembranças
A vida não acaba com a morte
E isso o tempo não pode mudar
A guerra já começou, será que você não notou? Com seus sonhos e feitos no fundo se amedrontou, amarelou no freio pisou, mas essa guerra não é sua, será que já acabou?
Uma guerra é uma guerra, não importa quem morra por ela, estamos aqui somos peões ou melhor dizendo vilões.
A guerra continua e você sem culpa nenhuma, só olha e analisa, o que será feito com aquela camisa, que estampa liberdade, lealdade e fraternidade, isso deveria ser para toda a eternidade.
Mais uma vez digo uma guerra é uma guerra, todos nós morreremos por ela, isso é inevitável vai ter sequela, no mundo que todos acoberta, veremos só a morte da janela, só vou tomar café naquela, tranquilo e calmo, já que a morte veio feroz sem rodeio, acabar com o meu passeio.
O que esperar do senhor da guerra? Só que ele traga mortes, pestes e febre amarela? O que esperar da guerra? Conflitos armados, prontos para destruir os proletários, escravos só sabem ser dominados e manipulados, lutando uma guerra que não é sua, morrer por um motivo que ele não entende, vamos dessa corrente, se desprender, aparente alguma reação, emoção essa é a ocasião, não fique igual um paciente, que está doente complacente, faça o que quiser pois a vida é sua.
Só não se ajoelhe perante o senhor da guerra, você sabe os mistérios dela? Então por que lutar? Você não ouviu o alerta? Uma hora pode ser tarde demais, nem todos somos iguais, alguns são irracionais e outros racionais.
O senhor da guerra quem é? Pare de procurar seu mané, você não entende né, nem os mistérios da vida ou da morte, como vai entender os mistérios da guerra.
Hora que foi
Dia que veio
Semana passada
Mês que vêm
Ano novo
Numa
Única vida
Vários momentos
Brindemos!
Uma
Garrafa de tempo
Um brinde
A cada momento
O tempo
É como o vento
Passando
Pela vida
Vento forte
Soprando
Do sul
Ao norte
Um dia
Chegamos pra vida
No outro
Partimos pra morte
Infeliz! Que arrogância,
Que imprudência, que fado ou que desdita
Te guia à negra estância
Aonde o tempo com a Morte habita?
Encontro celestial
Um dia te encontrarei no paraíso e te pedirei desculpas por não te escutar, te pedirei perdão por ficar com raiva de ti e pensar só em mim.
Quando eu te encontrar, te darei o meu melhor abraço, o presente mais caro da loja, o doce mais apetitoso da confeitaria, o perfume mais cheiroso, a flor mais graciosa e a fruta mais apetitosa.
Quando eu te encontrar, te contarei todos os meus segredos e burradas, meus desejos não realizados e meus sonhos ainda não conquistados.
Quando eu te ver, levarei comigo o melhor sorriso, a áurea mais pura, falarei as palavras mais lindas, contarei todas fofocas que eu souber e todas as piadas sem graças que eu puder.
Enquanto eu estiver chegando bem perto de ti, ficarei te observando com atenção pra nunca mais te esquecer, lembrarei dos nossos dias juntos, de quando por ti sofri e da saudade que por ti eu senti.
E, no dia em que finalmente eu puder sentir a tua presença, esquecerei de todas as lágrimas que chorei e dos dias de luto que enfrentei.
Agora viva pela eternidade
Ela voa ela voa nos meus sonhos
Agora viva sua liberdade
Ela voa ela voa feito um anjo
Desejo em faces
O desejo é primitivo
Ele ilude a escassez
É uma água na miragem
O inimigo da sensatez
Do seu objeto desejado
Sua fonte de alimento faz
Enquanto seu hospedeiro
Apraz, diverte-se e se satisfaz
Quando se faz soberano
Consome, devora e corrói
Até seu objeto obsoleto se tornar
O desejo é ambivalente
Sua real função é dúbia
E sua morte inerente
Quando pensoo que posso produzir,
sinto a ânsia deviver intensamente.
Quando penso no tempo,e tenho
que partir,sinto a angústia
da morte iminente .
A vida é hoje!
A vida é o agora. Se não dá carinho, não dá atenção, por que irá lamentar minha partida? Não chores em minha morte, pois na vida queria sorrir e ser feliz, infelizmente não são essas memórias que irão ficar, e sim da minha dolorosa partida 🖤
Viva o hoje!
Porque a vida é agora!
_ Eu quero ir embora...
_ Embora de casa?
_ Não.
_ Da cidade?
_ Não.
_ Deste estado?
_ Não.
_ Do país?
_ Não!
_ Então... Do continente?
_ Não!
_ Então não tem pra onde ir! Vai ir embora do planeta?
_ Talvez... Talvez eu encontre uma constelação longe disso tudo.
SONETO DOS FINADOS
Dia dos mortos, túmulos... Finados!
Dois de novembro, fé, um ritual.
Almas no céu? Inferno? Funeral.
Cemitérios, os corpos enterrados.
Covas, ossadas, pó... desencarnados!
Orações, rezas... Um tempo no umbral.
Lamentações, espírito imortal...
Mortes, óbitos, ciclos acabados.
Desafinados, só boas lembranças?
Ó sumida pessoa falecida,
Aos teus filhos deixaste uma herança?
Fecha caixão, velório, despedida.
Anos se vão... A única esperança:
Reencontrá-los no além, fim da vida.
A VIDA
A vida é um sopro!
É um acordar e não dormir.
É um dormir e não acordar.
É um instante!
É um fragmento
De tempo, de sonhos, de planos!
A vida é um sopro
De vida e de morte!
É um pouco de morte, a cada vida!
É um pouco de vida, a cada morte!
É um pouco do muito que em nada existe,
E é um muito do pouco que persiste.
A vida é um sopro!
Foi ontem e é agora.
Não espera. Não perde a hora.
Assim como chega, também vai embora.
Não percamos o clarão da aurora.
Nara Minervino
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