Poemas de Morte Poetas Conhecidos

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Crônicas de um Cadáver

A Indevitável!


​A morte é a única que nunca chega atrasada para o jantar. Já chorei por alguns que se foram, é verdade, mas convenhamos: a saudade é um imposto que a gente paga por ter conhecido gente boa demais. O problema é quando o "falecido" ainda respira.

O Coveiro de Vivos!


​Sepultar alguém que ainda está respirando exige técnica. Não vai pá, nem caixão de luxo, apenas um "bloquear" bem dado e um silêncio profundo. É uma decisão difícil, mas necessária: tem gente que a gente não enterra por maldade, mas por puro instinto de sobrevivência.


​Meu Cemitério Particular!


​Se eu olhar para trás, meu jardim de memórias está mais para um cemitério lotado. Na verdade, já sepultei muito mais gente viva do que morta. É um condomínio silencioso de ex-amigos e ex-amores que decidiram que a minha paz era um item opcional. Eles estão lá, bem guardados, mas sem direito a visita.


​O Especialista em Falecer!


​Eu mesmo já morri tantas vezes que já poderia pedir música no Fantástico. Morri de vergonha, morri de cansaço e, principalmente, morri para certas opiniões. A vantagem de ser um cadáver experiente é que, depois da décima "morte", a gente aprende a ressuscitar apenas para o que realmente vale a pena.


​O Epitáfio do Dia!


​A vida é esse ciclo engraçado: a gente morre um pouco aqui para não ter que enterrar a nossa saúde mental ali. Sigo sendo um cadáver muito bem humorado, obrigado. Afinal, para quem já morreu tantas vezes, qualquer solzinho de fim de tarde já é uma ressurreição de luxo.


Franco Kotryk

Terei uma Entrevista com a Morte

Terei uma entrevista com a Morte
em certa barricada em que se lute,
quando com suas sombras murmurantes
de novo a Primavera regressar
e as flores da macieira encherem o ar...
Terei uma entrevista com a Morte,
quando trouxer de novo a Primavera
os dias azulados e brilhantes.

Talvez ela me tome pela mão
e me conduza para a escuridão
do seu país, feche meus olhos, corte
minha respiração... Talvez eu passe
no lado dela silenciosamente.
Terei uma entrevista com a Morte
tia escarpa recoberta de feridas
de uma colina destroçada, quando
este ano a Primavera vier chegando
e abrir nos prados as primeiras flores.

Fora melhor estar entre perfumes
e almofadas de seda mergulhado,
onde o Amor vibra em seu sono encantado,
numa só pulsação, num só respiro,
de que é tão grato o suave despertar...
Mas tenho uma entrevista com a Morte
numa cidade em fogo, à meia-noite,
ao ir a Primavera para o norte;
serei fiel à palavra que empenhei:
jamais a essa entrevista faltarei.

Então falou o bravo Horácio,
O capitão do portão:
“Para todo homem nesta terra,
A morte chega cedo ou tarde.
E como pode alguém morrer melhor
Do que enfrentando terríveis adversidades,
Pelas cinzas de seus pais
E pelos templos de seus deuses?”

Thomas Babington Macaulay
Lays of Ancient Rome (1842).

Nota: Trecho do poema Horácio.

...Mais

Bem ou mal, amor ou ódio, vida ou morte, Deus ou Demônio ou Vc:
Quem pode mais?

Nascemos de um Deus do bem, do amor e da vida. Se é o Demônio que domina o mal, o ódio e a morte pra que termos essa herança presente?

Deus seria também um Demônio ou somos filhos de uma mãe Deus apaixonada por um Demônio pai?

Filhos de Deus, protegidos por essa divindade. Disputa da guarda... Que poder esse Demônio possui que nos envolve, ou desenvolvemos ao nascer?

Filhos de um Deus da perfeição repletos de defeitos profundos e obscuros, por que correr nas veias esse negativo DNA?

Se existe uma salvação desse Demônio, por que podemos optar? O por que dessa semente mal germinada ainda não sabe.

Que castigo infernal impostos a esses filhos do mal, seria apenas uma devolução à sua terra natal e a seu pai celestial.

Luto Súbito


Tamanho vazio me preenche
O sopro da morte se sente
Na calada da noite sombria
Onde um dia resistiu momento de alegria
Quão doloroso é saber
Que não vão mais ver você
Ou sentir seu cheiro
Vão te procurar e não achar no mundo inteiro.
Essa morte tão maldita
Que no livro da vida não estava escrita
É difícil ver essa partida precoce
Esse sentimento me contorce
Me faz não querer desse ar que respiro
Doloroso mesmo foi saber do
seu último suspiro.

SERENIDADE DE SÓCRATES QUE ANTECEDE A COVARDIA DA CICUTA HUMANA.
"A morte de Sócrates não foi derrota. Foi consagração de uma existência autêntica. Ele não se acovardou diante dos deuses, nem dos homens, tampouco de si mesmo. Sua serenidade ao beber a cicuta rompeu as máscaras da moralidade hipócrita de Atenas, revelando uma filosofia viva, íntima, incorruptível.
Hoje, diante de tantas vozes, o Oráculo de Delfos continua sussurrando — como um espelho antigo que insiste em mostrar o que há por trás do semblante. Sócrates ainda nos interpela, com olhos serenos e voz firme: 'Antes de julgar o mundo, olha para dentro. Antes de calçar as sandálias de alguém faça a mesma caminhada. "

É na velhice que se entende a juventude
Na morte que percebe-se não haver preço para felicidade
Na solidão que se da valor a um abraço verdadeiro
Na fraqueza descobre-se a essência da verdadeira amizade

⁠Você pode conquistar muitas coisas sem DEUS,
mas essas coisas te aproximará da morte. Apenas
DEUS sabe o que é bom pra você e o que é seu
vem do Céu, pras suas Mãos!

A vida tem dois caminhos:
- Nascimento e Morte.
O que voce fizer no percurso é que vai destinar a tua sorte!

O amor transcende vida, morte.
Quem ama nunca está só.
Mesmo que haja separação.
Esse fio invisível é tênue e imortal.

Vagamos na vida como trens
Saímos da estação vida quando nascemos
E sabemos que a estação morte é o fim da linha
As estações que encontramos no caminho chama-se períodos
E cada período tem seu prazo de validade e sua importância
Cada travessia se chama momento
E cada momento passa rapidamente e deixa marcas
Mas antes do fim, vamos olhar por onde percorremos
E possivelmente iremos lembrar dos fatos mais marcantes
Quer sejam bons ou maus, lembraremos de simples fleches de luz
Que no caminho nos fez enxergar belezas e desgraças
Força e fraqueza, erros e acertos, problemas e soluções.

⁠Não dá pra reclamar de violência, deslizando os dedos sobre a Morte ou os Traumas Iluminados de alguém.






Porque, nessa claridade azul, há mais que uma morte à mesa.






A primeira é a visível — os corpos entregues ao espetáculo.






A segunda, a sensível — a alma dos que assistem, lentamente embotada.






A terceira, a coletiva — o apodrecimento ético de uma sociedade que transforma tragédia em passatempo.






E a quarta… a mais cruel — a que quase sempre se esconde no brilho da própria tela, comprada às vezes no mercado negro, com o preço invisível da dor de quem a perdeu.






Há quem, sem perceber, alise o sangue seco nesses vidros, julgando a partir da zona confortável de sua poltrona, o mesmo crime que alimenta.






Banquete farto, servido à luz fria do progresso —
onde cada toque é um gole de conforto e uma migalha de culpa.






É o Banquete das Mortes Iluminadas!

Entre a morte de meus olhos.
Estão meus pesares por sua despedida.
Clamo entre os imortais..
Minhas lágrimas veladas pela angústia de viver entre eras numa escuridão sem fim.
A luz calida em minha memória tornasse uma obsessão na monotonia.
Sonsa luz que atormenta minhas ilusões...em tempo de alegrias minha alma cantava para seu espírito nas linhas da eternidade.
Austera voz que me condena simplesmente por existir.
Ser o que sou diante o firmamento do amor.

Amor infantilizado
Não se preocupe.
Quando o amor é verdadeiro.
as pessoas se grudam e dificilmente se largam.
Como um ima.
Não não deu certo. Liberte.
Se deu certo. Invista
Quando se pensa muito.
É porque não é amor. É apenas avaliação de ganhos
e perdas. É diminuição do outro para caber
no seu mundinho. Não perca tempo do outro.
Amando a si mesmo. Continue cavocando suas
ilusões. E tapando o buraco da Vida com outros objetos.
E se fazendo de tímidos suas vontade.É só vaidade.
No fundo,se acha demais para a pessoa que o fascina.
E seus afetos serão convencionais.
Não atingindo a singeleza do amor correspondido.
E a companhia será pesada e frustrante.
Assim não rola. não perca tempo. Vai procurar
sua turma. E liberte o espelho fascinado.
Possuir é paixão. Amor é retroalimentação
de afetos de dois espíritos simpáticos.
marcos fere⁠

Inserida por marcosviniciusfereS

POETAS NÃO MORREM

Dizem que os poetas morrem...

Esses dias mesmo disseram-me 30 anos da morte de Drummond.

Não entendo, estou aqui com ele!
Não sou espírita! Estou aqui com ele!

Posso ouvi-lo, senti-lo, aprender com ele, ver suas palavras se materializarem nas mais puras e inteligentes lições de vida.

Como pode um defunto fazer tudo isso?

Drummond vive!

Os poetas não morrem!

Inserida por antonio_alves_5

Talvez os poetas estejam certos
- O amor é a única resposta
Na certeza da morte esperada.
❤•*¨*•.¸¸♪❤•*¨*•.¸¸♪❤*¨*•.❤

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

⁠O falso amor dos poetas

Aprendi a me forçar para engolir a dor
Quantas vezes já desejei a morte?
Não vivo a procura do amor
Pois nunca tive muita sorte

Minha mente insiste em me aprisionar
Não acho o mapa do meu corpo
Quando tudo isso vai acabar?
Será a morte o meu conforto?

Eu me perco muito rápido
E demoro pra me achar
Viver é quase que um delapido
Sem chorar, sem reclamar

Não sei se vivo pra morrer
Ou se me mato pra viver
Se digo o que eu queria dizer
Ou se me lembro de esquecer

Sei que não sou a melhor pessoa
Mas a pior também não sou
Minha mente vive muito atoa
Mas em paz sinto que estou

E você até tentou me amar
Vivia dizendo que sou linda
Que é fofo o meu jeito de andar
E que quando sorrio, fico mais linda ainda

Eu não posso te julgar
Na verdade, te compreendo
Não é fácil me amar
Nem eu mesma amar-me tento

E ai se eu pudesse...

Se eu pudesse pegar um machado, abrir minha cabeça e tirar você de dentro
Se eu pudesse estar no mesmo lugar que você e fingir não ter sentimento
Se eu pudesse não me matar, só matar o que está aqui dentro
Se eu pudesse virar pó e ser levada pelo vento

Mas quem sou eu para poder. Ou para tentar?
Quem fala de amor, raramente sabe amar.

Inserida por dhanBreVia

Ah! Pois os poetas já nos disseram,
da vida nada se espera
apenas a morte
com sua foice na mão...

Inserida por dohrds

⁠Poetas têm um
pacto eterno
com a vida
sagrado com poesia
para desafiar
a guerra e a morte.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Todo poeta tem vida dupla.
A que todos ver,
E a que existe em sua mente.

Quando se olha em seus olhos
Se ver um abismo.

Se olhar o suficiente
Há grande chances de
Você mergulhar nele.

Porém poucas pessoas percebem
A maioria não vê.

Se aproveitassem o tempo para ler suas palavras
Com certeza você o veria
Que o poeta vive em dois mundos diferentes.