Poemas de Mistério
Luz do Trilho
Um mistério inexplicável,
não se sabe o quê era de fato,
Um relato que ainda deixa
o mais corajoso arrepiado,
Ninguém sabe se era o Boi Tatá
ou uma língua de fogo,
Nem eu mesma sei do que
na realidade se trata,
Mais um daqueles mistérios
que só em Navegantes
você pode encontrar,
Só sei que um dia esta Luz do Trilho
também já se esbarrou comigo
quando estava no meio do caminho.
Deixo aqui escrito
este mistério
para que por
você não seja
mais esquecido,
Nos últimos anos
a relíquia da
Virgem de Coromoto
que foi entregue
nas mãos do cacique
vem se modificando
sempre que ocorre
um distúrbio político.
A Santa Padroeira
vem dando sinais
que não aguenta
mais tanto jogo
com a vida do povo,
Tenham tolerância
com a rebeldia
da juventude,
libertem o José
E se recordem
das palavras de María:
“La virgen ha
perdido todo el color,
el único color que
tiene es el color de
un niño de color rojo,
al final tiene
una calavera,
es el cordero de Dios
que al final
vence a la muerte."
Mesmo que a música
da juventude faça
doer os teus ouvidos,
Recorda-te do teu
jovem que está
no peito esquecido;
É aqui que aumento
o volume para que
o teu coração
me ouça que está
na hora de libertar
a tropa e os generais,
E restabelecer
uma cultura de paz.
O cometa Halley
está passando,
um mistério que
anda brincando
com os anseios.
Da constelação
de Aquário a Lua
anda mais perto
o ano inteiro,
um sonho de amor
íntegro e secreto.
Sem você comigo
não ando tendo
nenhum segundo
sequer de sossego,
por nós não arredo.
Estar do teu lado
agora é o meu
desejo discreto,
a Eta Aquáridas
riscando estão
o véu do Universo.
Do mesmo jeito
que me deseja
é o meu desejo
intenso além
da noite de poder,
ninguém jamais
fará eu esquecer.
Não há mais jeito,
bem ali no Forte
de Naufragados
seremos náufragos
a salvo de tudo
pelos nossos beijos.
O mistério das rosas
negras convidam
a pensar na vida,
nunca com elas
tive contato aqui
nesta América do Sul,
onde disseram que
o melhor amigo
de um líder em exílio
havia sido atropelado
por viatura militar,
e agora ninguém
mais sabe ou deseja
de fato confirmar.
Terra adorada
repletada de presos
de consciência,
desaparecidos
e notícias lançadas
para torná-la
antro de ofensas
e de divergencias,
não consigo prever
um destino melhor
se nestes vícios
houver persistência.
E percebendo cada
cena que se passa
neste continente,
construindo um
poemário de minha
total responsabilidade
e que o General não sabe:
por ele e pela tropa
venho pedindo
todo o dia a liberdade.
Gostaria de ter um
mistério para ofertar,
mas eu não consigo
nem inventar dada
a gravidade daquilo
que estamos vivendo.
A ligação que tenho
com tantos fatos que
geram os meus versos
é que sou do povo
e sinto como se fosse
minha a dor de tantos
além fronteiras que
têm sido oprimidos.
Estou aqui para provar
que toda a poética
é que salva de um
Estado de Ditadura,
e nos salvará de
toda essa loucura,
é só preciso acreditar.
Começamos num
sentido etéreo,
O amor é o apogeu
da existência em mistério,
Não queremos ter um final.
Nascemos um para o outro,
entre nós existe uma
corrente real sem fim que nos
une ao mistério tal qual
o tesouro no fundo do rio
que ouvem o ruído
de uma lendária corrente,
Quem tentar nos alcançar
para o amor furtar
nunca será bem sucedido:
O Verão está próximo.
Quando Sol e cada mistério
do Hemisfério Celestial Sul
fazem a sua própria dança,
O meu coração se derrama
de amor pelos tons de turmalinas
das nossas florestas divinas
que são paraísos que brindam
com beleza e com grandeza
a perpetuação da vida
no chão da nossa Pátria,
e assim faço com que
se cumpra a inspiração
para que com amor e paixão
entregue um poema
que chegue na sua pulsação.
Te coloquei no meu mistério
das mil e uma noites entre
as nuvens cor de hematita,
Conduzindo a sua atenção
para aquilo que fascina,
Não precisarei ir longe
porque eu sei que moro dentro;
Não tenho pressa de nada
e sei que não tenho
nem mesmo a necessidade
de pedir que venha,
porque eu tenho certeza
que você virá a tempo.
Não desejo medir forças,
na seda do mistério,
envolvidos pelos encantos
para que não nos importemos
com aquilo que se passa
lá fora assumo que quero
o jogo de sedução onde
os dois ganham o universo.
Não é mistério que você
anda fazendo planos
e que você está apaixonado,
Mesmo muito depois
de terminado o Chorado,
Sou eu mesma aquela tal
que segue dançando
na sua lembrança
fazendo festança
equilibrando o Canjinjin
na minha cabeça,
Agora o quê importa
é que tudo entre nós aconteça.
Busquei a Henna do hemisfério
para pintar as mãos e os pés,
sopra manso o divino mistério
que o mantém com o peito inquieto.
Desabrocha a Lótus da alma
enquanto a música do destino toca
para quem se permite ouvir,
e sabe esperar a hora certa retribuir.
O meu nome é presente como
prece constante e fervorosa,
porque sou tua fortaleza amorosa.
A tua pele me pertence como
fosse a minha própria pele,
porque não desejo mais outra veste.
Há um enigma, há em nós um mistério,
- algo que sublima, algo etéreo
Algo escondido por debaixo dos lençóis,
- vejo-me com você
- abraçados -
Escutando o cantar dos rouxinóis.
Lindas flores que hão de ser
Apreciadas em tua companhia,
- sim, tenho muitas coisas para sonhar
Noites que não irei mais encontrar a cama vazia,
- sim, estou aqui a nos imaginar
Das poesias brotadas de você
- sim, estou pretendendo revelar...
Dos silêncios que hão muito de nos falar,
- nos teus suspiros eu hei de escutar
Sinto os sabores dos vinhos
Que você há de harmonizar e me servir;
- sinto que muitas coisas boas estão porvir.
Eu tenho desejado diariamente,
Que os nossos enigmas reunidos,
E mistérios não solucionados
Vinguem como um canteiro,
De amores-perfeitos,
Que eles sejam mais do que eternizados
E pelos céus sejam protegidos,
Estejam escritos os nossos destinos
- divinizados....
Não há mistério
sobre o acontecido
em Pacaraima,
e mesmo que
eu quisesse
esquecer disso,
não há como,
porque isso
tem nome e se
chama terrorismo.
Corre na veia o
sangue nômade,
com o terror não
tenho paciência,
porque só a Deus
doa a clemência
quando não há
autoridade para
investigar e prender,
quem passa a tomar
conta é o destino
e ele nunca
tem medo,
em nem tempo
com gente que
não presta,
pois para ele
não há nada
ali que valha
a pena perder.
Na fronteira sou
maior que todos
os que se
acham grandes,
enquanto eles
naufragam no ego:
eu apenas sou
uma brasileira
com alma de imigrante.
Da minha curvatura
No teu hemisfério,
De toda a loucura
No teu mistério,
És meu império...
Do meu ministério
No teu paraíso,
Do avanço firme
No teu saltério,
És meu desidério!
De todo o beatério:
Na verdade prefiro
De vagar em vagar,
No teu corpo chegar
És nascido para amar...
Do meu alucinante olhar
No teu brilho a desnudar,
Do teu invadir discreto
No meu corpo a revelar,
És meu caminho sem reverso.
Estou em todo o lugar
Nasci de um mistério
Misturado ao teu paladar
Cresci no teu coração
Mergulhei no teu olhar
Escolhi um pavilhão
Aceno de um doce amor
Solitário, e bem perdido
Resolvi resgatá-lo
Para desenhar o sorriso
Em versos bem protegido
- resguardá-lo -
Porque não tive a coragem
De ainda por ele lutar
- e atentá-lo -
Sobre os meus sensuais 'versos'
Você os aprecia como ninguém
E os interprete até como confissão
No giro das horas que passam
No baile de todos os formosos astros
Que nos brindam com demonstrações:
De dois que não resistem as distâncias;
E, não temem o tamanho dos oceanos.
Estou até no teu respirar,
Quando vier, que venha liberto!
Que venha para libertar,
Para elevar os graus dos amplexos.
Quando vier, que venha desprendido!
Como quem busca um colo,
Para ver o tempo passar.
E também só para de amor conversar.
Estou por todos os teus passos,
Em todos os abraços - não dados,
Estou presente no teu desassossego
- visível -
Por não me ter lado a lado,
No fundo bem sabemos,
O que cada um pensa e deseja,
O amor do jeito que vier não é problema,
Todavia, o quê nos falta é audácia,
Para beber desse escândalo tão íntimo,
Que para muitos não é mais segredo,
Com as tuas mãos no meu corpo,
Eu hei de escrever o mais belo enredo,
E as cenas de volúpia sem nenhum medo.
No meu peito eclode solar,
Um mistério brilha o olhar,
Longe de tudo e do mundo,
É floração casta a desabrochar.
Livre do despautério alheio,
É leveza de ser e de viver,
É certeza de amar e querer,
É fortaleza sem tabu e receio.
Como é bom te rever no seio,
Revelado melhor ainda será:
amíúde e bem devagar
Sem pressa de nos desfrutar.
Nada ameaça a primavera,
Mesmo aquela adormecida,
- É primavera tímida,
Delicada, poética e dourada.
Livre como um passarinho,
O coração sem noção de perigo,
- Pedindo carinho e abrigo.
Suave como uma borboleta,
O coração segue a mística,
Sempre com certeza crística.
Sinceras centelhas de luz,
Poesias de minha coragem,
Que levam ao mundo beleza,
E dão sentido à paisagem,
Flutuam, vão e e nos veem;
Frutos dessa minha fantasia
Carinhosa e estrondosa,
- acólita e recólita
Crente e indecifrável,
Coisa de quem escreve para si,
- sonhando viver para ti
Divagações amenas, apenas.
O mistério
do baile
das dunas
de Plutão
que estão
em formação,
Talvez seja
o prelúdio
do Universo
em câmbio,
Um dia igual
ao de hoje,
surgiu-me
uma intuição:
Não posso
dizer como,
Vivo a sentir
que Caronte
para você
assim viverei.
É questão só
de ficar com
tranquilidade
em casa,
E com a tua
cabeça fria
porque na vida
tudo passa,...
Na órbita
de tantas luas
ao nosso redor,
Virá o tempo
de viver
o nosso amor;
Styx, Nix, Cérbero
e Hydra girando
no Universo
de muitas fases,
Inspirando artistas
e por todo o lado
na avenida
da criação com
os seus carros
de cores
de planetas binários.
O amor quando
é amor do Mal
já nasce blindado,
És todo meu
e eu toda tua,
seremos fato consumado.
