Poemas de Memória
Caos climático
É temerário descartar
a memória das Águas
o grito da Terra
o chamado do Fogo
o clamor do Ar.
As folhas secas rangem sob os nossos pés.
Na ressonância o elo da nossa dor
em meio ao caos
a pavorosa imagem
de que somos capazes de expor
a nossa ganância
até não mais ouvir
nem mais chorar
nem meditar,
nem cantar...
só ganância, mais nada.
Chamado destino, essa condição.
Tão extremada, pondo-me assim.
Sob alargada memória, demolição.
Juntando sempre, partes de mim.
A reconstrução, dos sentimentos.
Tão difícil, e enquanto impossível.
Um futuro, tendo seus momentos.
Jaz no presente, tão imperceptível.
As estruturas, embora tão trincadas.
Quase impossível, para reconstruir.
Com suas valas, pisadas, afundadas.
Sendo tantas paredes, querendo ruir.
Em todo tempo, quando pensastes.
Sendo um prêmio, uma consolação.
Em todas as mãos,tu te passastes.
Porém ficarei, só com o teu coração.
A memória une o tempo e cresce na raiz verdadeira, como o cedro que tem pés
calçados em diamante.
Se não enganamos o tempo,
muito menos a memória que ninguém a faz crescer quando se perde a raiz;
Nós só recuperamos isso.
VISOES
Percebo que a cada pessoa, com uma história, carrega na memória um peso;
E a cada mente a um universo, repleto de pensamentos, incertos, sobre oque é a vida
Por traz de cada olhar, imaginar ;
a história que passo.
Por traz do falar, perceber a dor...
Deve ser fútil carrega isso,
Por fora carismática;
Por dentro isolada sem querer atendimento.
A vida é uma caixinha de surpresas que em meio a beleza, a tristeza e sofrimento.
Minha memória, persistente em suas ansiedades,
Oportunamente falha para minhas conveniências,
Recusa-se a lembrar da verdade com que trabalha.
O pior defeito de quem mente é a memória curta...
...e o melhor da mentira é que cada uma tem sua retribuição.
Tudo que te faz mal, certamente morre.
Tempo, senhor dos destinos.
Memória se tem ,até o último suspiro
Ponho em versos o que sinto por você
Porque ao falar a sua memória poderá
as minhas declarações apagar.
Mas transformo meu amor em poesia,
pois nenhuma dessas palavras
nem o vento poderá levar.
Minha memória é um rio de lava,
Onde, às vezes, vejo-a endurecida, encrustada de mim,
É um caminho de resgate, de redenção (ou aprisionamento),
De retorno às sensações...
Vejo cenas, rostos, mãos e bocas...
Escuto as vozes, os sons, os risos...
E está tudo no papel, engraçado isso!
No papel que, antes branco, a caneta da menina de 12 anos já deslizava,
As poucas palavras que o peito guardava,
Talvez buscando a materialização do pensamento capturado,
O pensamento em lava quente que depois se tornará enrijecido,
O calor das palavras,
O desvio de alguns pensamentos,
O trocar de um destino (se assim pudesse...),
Até desaguar num mar sem fim e endurecer novamente.
Eu escolho alguns dias sem ponteiros pra reviver,
Aqueles que me fazem sentir rasgada, mastigada, mas viva,
Ainda entorpece, ainda envaidece, ainda sangra...
Virando páginas escritas ou e-mails enviados,
Nesses dias refaço...
Repenso o que fui...
O que fiz...
O que vivi...
Tudo ordenado por sentimentos não muito precisos,
Cansados de tentarem me levar pra um lugar que não chega nunca,
Nem minha memória, minha lava, acha descanso em algum mar calmo,
Mar calmo também não quero, isso significaria morte do pensamento,
Mas o cansaço é tão grande!
Eu falo, eu escrevo...
Mas não é para que se comova ou me socorra,
É pra apagar qualquer limiar de mentira que possa ficar do que sinto ou senti...
É pra tentar aliviar a tensão do que ficou não resolvido...
Assim, assim...
No ar...
Para diminuir o toc-toc na cabeça, a coceira na garganta,
A mão procura novamente o papel...
MENTIRA
Você chegava sempre com a mesma história,
Já sei de cor em minha memória,
Desculpas e desculpas pra me acalmar,
E a cada fico a lembrar;
Mentiras, sempre mentiras,
Nunca a verdade porque,
Se você sabe que eu amo você.
Sempre acreditei no que dizia,
Que sem mim sua vida era vazia,
Sempre pedi para meu coração
Me ajudar tomar a decisão.
Nunca mais eu vou me enganar,
Já sei que não consigo te mudar,
Quando será que vai entender,
Que é muito errado passar a dizer
Mentiras, sempre mentiras,
Nunca a verdade porque,
Se você sabe que eu amo você.
Espero que tenha aprendido a lição,
Nunca mais engane um coração,
E sempre que de mim se lembrar,
Pense duas vezes, antes de falar, mentiras.
Vida ta na minha mãoo,
Vida ta na minha memória,
Vida na minha vida,
Vida que não dá nada,
Não importa
Mais o que importa mesmo é que vou estar com vc !!
Te amoo
Hoje estou bem, hoje sei, cada dor que senti, já passou e passei, resisti
Na memória circulam lembranças do que já vivi,
E passam por mim como se eu fosse uma estrada a ser percorrida,
É uma corrida que ainda não chegou ao fim
Menosprezei o que se aperfeiçoou em mim
Como alguém que não tem voz,dublando um não, dublando um sim,
Impotente, inocente procurando coerência
Sem nenhuma concorrência para ser tão infeliz
Pisando leve e devagar, aguardando tropeçar
Estagnando e afundando, sem limites pra pensar
Divagando, atravessando a fronteira do sonhar
Tomando distância, e guardando energia pra poder voltar
É necessário que o mundo caia, para que eu caia de joelhos
E a tua mão segure a minha e me ajude a atravessar o mar
Quando tudo desmoronou, me resgatou dos escombros
Quando não tinha mais forças, me carregou em seus ombros
Quando já não tinha vida, me soprou folego novo
Geminou em terra morta, fez chover em plena seca
Me acordou de um pesadelo, fez curar minha ressaca
Eu que estava como cego,martelado como prego, ensurdecido pela dor
Tua graça fala alto ao ouvido do perdido, ao rendido ao teu amor
-História-
Se há história
A memória
A lembrança
A relevância
A um motivo
um sorriso
Inevitável é o fim
Na morte
ou
no
motivo
Na lagrima
ou
no
riso
lastimável
é o silêncio
Mas talvez a chave para
o paraíso
O segredo na conquista
a beretta ou a mira
o tiro ou o alvo
o olho ou o cisco
''indicio''
O tempo passa,
tantas coisas se vão...
Mas nas paredes da memória,
nas paredes e na memória
ficam as marcas
e a saudade, uma eterna
homenagem àqueles dias
que jamais voltarão.
Na rua, penso em ti
No trabalho, sua memória me motiva
No almoço, sinto sua falta e sua presença
Na tarde, aquece-me a ideia
Na volta, conforta-me a ideia
Na noite, voltamos a nos unir
Me alegra
Me sufoca
Me completa
Somos um
O Casarão...
Este é o último casarão
que restou na cidade;
arquivo abalroado de memória,
ressonância de passos repetidos milhões de vezes
pelos velhos corredores.
As paredes internas, são murais pintados de sangue
vertido das histórias de vampiros,
contadas às crianças nas noites de agosto.
As fotografias expostas nos cantos
lembram cenas de um filme em preto e branco:
pequenas e grandes cenas cotidianas;
alegria, dor, nascimento e morte:
o eterno repetir da aventura humana.
No sótão, os arcanjos guardam o pergaminho
da historia das Mil e uma noites.
No quintal, a serpente vigia o fruto proibido
para que Adões e Evas não possam tocá-lo.
Tudo no caminho
Aquela memória, aquela saudade, aquela sensação descabida, inesperada, sútil. Linguagens da vida, sutilezas que nossa pressa nos impede de ver. Preste atenção. Tem tantas sutilezas a sua volta, tantas mensagens que poderiam acalmar o espírito, tantos carinhos da vida, tanta sabedoria espalhada pela terra, pelo céu, pelo mar, pelos olhos que te fitam pelas ruas… Você não precisa de explosões, nem de uma voz divina parecida com a do Cid Moreira lhe explicando o caminho. Nada disso. Fica quieto, para de reclamar, aquiete-se, ouça, veja… Ta tudo ai, por que reclama tanto? Porque permanece com os olhos fechados?
TEMPOS DEMOLIDOS
As moendas
da memória
moem
ritos
e detalhes
de enredos
consumidos.
Só
algumas
ávidas
e sólidas
lembranças
ainda
se mantêm
na escassa
pastagem
dos tempos
demolidos.
Memória é atenção.
Muitas pessoas com idade inferior aos 60 anos me relatam problemas com a memória.
Na maioria das vezes é um problema de atenção.
A memória tem dois mecanismos básicos:
-o registro de algo;
-o resgate do que foi registrado;
A maior queixa é sobre o resgate:
-não lembro onde estacionei o carro;
-não sei onde deixei os documentos;
-perdi a carteira, mas acho que está dentro de casa;
Problemas comuns, que todos já passaram ou passarão, porém o que as pessoas menosprezam é a correria com que fazem as coisas, a quantidade de pensamentos que tentam resolver ao mesmo tempo e assim vivem com uma atenção muito baixa, seguindo quase no automático.
Assim, deste modo acelerado e desconcentrado, como fica o registro das atividades menores, que não são tão importantes? Péssimo!
Portanto, lembrar é ter atenção, perceber o que está fazendo, se possível falando em voz alta o que é e aonde está guardando algum objeto.
Reparar as placas e números de onde você está, seja em um estacionamento ou em uma rua, pontos de referência são sempre bons.
Então, antes de se desesperar, respira e avalia como você tem gerido sua vida.
A maioria dos problemas começam quando tentamos dar conta de tudo.
Perder a memória não seria má ideia.
Eu não quero mais sofrer, seja com ou sem você.
- Sinail Junior
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