Poemas de Luto
Pai Velho - Poema
Em pé às margens do rio Negro,
Situado no Alto Solimões,
O velho índio inspira pelos pulmões
O vento que balança seus cabelos negros.
Sem nenhum grisalho para contar história,
Filho vermelho do povo Kokama,
Ergue a lança e a lança em chama
Alcança o aracú em sua trajetória.
O peixe se desespera num entorse bizarro,
Em vão o seu libertar fracassa,
O índio sorrir ao pegar a caça
Que vai para a panela de barro.
Termina o dia longo e calmoso,
Enche o cesto além da conta,
No rodear da fogueira para crianças conta,
A história da caça do aracú teimoso.
Vem o curumim abraçar o venerando
Pai velho contador de histórias,
Ao luar adormece com suas memórias
Junto ao filho o admirando.
"""
Me disseram que a poesia
Tinha que ser eloquente,
Entrar no coração da gente,
Lá dentro fazer moradia.
Porém minha poesia é pobre
Não tem letras comoventes,
Dizem que são envolventes,
Por isso se tornam nobres.
Na escola, as letras aprendi
Falar da vida, das flores, das dores,
Enfatizando histórias de amores,
Sem nunca delas desistir.
Com isso também entendi
Que o amor que sinto por ti,
Com letras eu ás escrevi,
Fazendo em versos surgir.
Que fazer então da poesia
Se é nela que existe a magia,
Onde palavras pobres e ricas,
De amores se contagiam.
Elvando
180218
“O poeta findou”
Hoje não tem
Poesia.
O poeta esta com a alma
Vazia.
Sem inspiração
O poeta findou.
Emoções que estão
Escondidas
Reprimidas
Não entendidas.
A esperança já não mais
Existe.
Nenhuma estrada
Nenhum caminho.
Hoje o tempo passou
Mas a pergunta e sempre igual
No fim o que ficou?O sonho acabou.
“O poeta findou.”
"Poesias fluem na alma, inebriam e acalmam,
Poesias transmitem paz, revelam amor ou dor,
Tem poder, palavras simples se transformam,
Poesia é arte, esfria, provoca ardor."
Eu amo Poemas,
Pelo motivo que através deles
Ainda consigo observar beleza
Na mente Humana...
Não só fumaça.
Escrevo...
Nem tudo que escrevo eu sinto
As vezes feliz em um poema e no fundo estou triste
As vezes estou triste em um poema, mas estou feliz por dentro
As vezes falo de amor, mas de fato não vivo de amor
As vezes choro por amor, mas de fato as lagrimas não são existente
O que de fato que poemas são sentimentos que brota no coração de quem escreve
Não sei dizer conheço diversos poetas que fala de amor, mas não estão amando o esqueceram o que é o amor
Eu sei que o que sinto muitas vezes parece real de fato tudo real mas como uma historia cada poema tem verso
Cada qual conta sua essência transformada em palavras.
Então o que escrevo tem sentimentos, mas nem sempre existente em mim como conto de fadas criados cada qual a sua historia... Assim é um poema se cria diante de sentimentos guardados pelo tempo e pela vida.
Shirlei Miriam de Souza
POEMA PARA NÃO SER ENTENDIDO
a polícia fez uma visita
por causa
de areia e pouca brita?
e este mato ao meu lado
impregnado
com cobras e lagartos
que cresce assim desenfreado?
cadê a viatura, seu polícia?
eu quero a roçadura
e não quero só notícia
A noite cai.
Tudo se transforma!
E o amor é a poesia
do contraste.
Que deixa no ar
o sentimento tocar.
Shirlei Miriam de Souza
O amor é poema
A vida é poema
As rosas, os rios...
São poemas !
Te amar é um poema
Te senti é um poema
Teu silêncio,
Teu riso, tua voz...
Teus olhos...
São poemas...
25/02/2018
PENSAMENTOS"
Poesia sem futuro, sem passado, nem presente, nasce da dor de um perda, quem sabe perda de um dente, dente de alho, dente canino ou pre-molar, duras e difíceis decisões, quantas ainda precisaremos tomar, remédio pra gripe ou suco de guarana, partidas sem sentidos, indo pra nenhum lugar, sem saber onde quer ir muito menos onde quer chegar, chegando em todo canto apenas no simples pensar, Japão, Africa, Nigéria é hora de acordar"
No Meio do Livro
(Parodiando Carlos Drummond de Andrade)
No meio do livro tinha um poema
Tinha um poema no meio do livro
Tinha um poema
No meio do livro tinha um poema
Nunca me esquecerei desse alumbramento
que impactou, deveras, a minha vida
Nunca me esquecerei que no meio do livro
Tinha um poema
Tinha um poema no meio do livro
No meio do livro tinha um poema.
Saudade - Poema
Saudade é um sentimento que se inicia a dois,
Tem gente que sente antes quando começa a amar,
Tem gente que quando ama senti depois.
Mas quando não se ama não se pode falar
Sobre a saudade, pra quem não sentiu o beijo da cara-metade
Ou o cheiro da pele daquele amor.
Saudade do enlace afetivo que lembra o desejo
do cuscuz ao leite condensado,
Na porta da igreja aos pés de nosso Senhor.
Saudade das aulas de violão e da dificuldade
De tocar nas cordas meio desajeitado
A sua música preferida.
Saudade de uma vida,
Da forma de se ouvir e falar,
Sentir e dedilhar nas cordas do instrumento a saudade querida.
Se viu a saudade sair pela porta,
Não importa a distância que ela se foi,
Sinta que um dia a mesma retorna,
Trazendo a esperança de volta
E a saudade regressa depois.
Amor que não se compara.
Procurei palavras, textos, versos e poesias que compara-se você.
Não encontrei o que procurava.
Fiz pesquisas, perguntas, mesmo assim não foi suficiente para descrever meus sentimentos por você.
Então me veio um sonho e uma voz como a de um trovão dizia:
Vê com teus olhos esta é a maior benção que te entreguei.
É uma jóia rara, preciosa que precisa de amor, carinho, compreensão todos os dias.
Te amo filha (Aline S. de Lima).
JANELAS PARA Á MINHA PRIMAVERA
POESIA
Eu o vi no canto de lá,
Uma alma iluminada,
Tão iluminada quanto á minha áurea
Eu o vi ás verdes pastagens,
Sobre os meus vales de sonhos.
Eu o vi á sua alma de luz entrelaçar,
Sobre o ventre do meu rico solo.
E logo me surgiu, ás suas cortinas de cores.
Imponente,
Nostálgica,
Soberana e inspiradora.
Vinha-se ela com o seu olhar cintilante,
Como dona e deusa,
De minhas estações de anil.
Eu o vi atalhado em seu corpo,
Um mundo revestidos de pétalas,
Agregado á sensibilidade e á autenticidade da vida que me á.
Aos olhos de minha vaga imaginação,
Abracei-o. como se abraçastes á minha própria razão de ser.
Mas logo renomeie-lhe com um tema.
Cujo tema:
Janelas para á minha primavera.
No canto de lá,
Sobre o leito dos meus rios de sonhos,
Soavam-se entre ás sinuosas curvas,
de seu destino e do tempo que lhe á,
Cantos dos meus sabias,
Melodias dos brandos ventos de sua aurora,
E ás boas novas de suas aves migratórias.
Que sobre ás galhas de minhas doces roseiras,
E das copas dos meus verdes arbustos, vinha-se elas pousar.
Eu o vi o branco dos lírios anunciar,
a nobre chegada de minha imponente primavera.
Eu o vi em festa,
No canto de lá,
Toas ás almas da vida se renovarem,
sobre um inusitante cenário de cores.
Ilhas de flores,
Pomares frutíferos,
E inúmeras revoadas de andorinhas,
Entre um horizonte á outro, á proclamarem,
Ás boas novas da proa de minha primavera.
Eu o vi, o porto soberano de seus vastos canteiros,
A bailar entre ás asas dos sopros de sua nova aurora.
E assim,
Meus olhos o contemplavam, o inovo de cada vida,
A natureza em raras formosuras.
sobre á:
Janela de minha primavera
.
Centro Espírita Jesus de Nazaré
De: Jô Bragança
Poema de gratidão
Aqui Jaz minha dor
Enterrada junto com minha solidão
Dilacerada com as
antes minhas, perturbações.
Aqui vive
Reina minha gratidão
Aquece meu peito
Adoça minh' alma
Resplandece o amor
antes nunca percebido
em meio as batidas
do coração
Aqui jaz
Minha falta de inspiração
Meu gesto triste
Minha desilusão
Aqui vive
Reina e cresce
Todo dia, toda hora
Em toda força divina
Minha vontade de fazer rima
Minha alma poética
meu olhar musical
Minha vontade de fazer alegria
Minha eterna gratidão
Aqui jaz meu egoísmo
Meu orgulho
minha falta
Minhas trevas, escuridão
Aqui vive
Meu cérebro convicto
Minha fé e toda minha mansidão
Depois que aqui entrei
Me resumo em gratidão
Jô Bragança
Na arte nada limita
Sou poema que desconhece distância
Já que o virtual aproxima,
Sou verso longínquo de relevância
Comungando a mesma rima.
Na arte nada limita,
Sem fronteira demarcada,
A cultura se unifica
Para ser admirada.
Poeta virtual eu sou
Não me ausento da escrita
Este gênero me conquistou
Poesia é a minha favorita.
Tu, que me deste a vida
e me geraste no teu ventre de poesia.
Tu, que me deste o sonho
e me afagaste na tua balada de mãe.
O teu ser do meu ser,
como o teu sonho de mulher calma,
eterno no teu grande sorrir,
contigo quero o mesmo sentir…
Tu, que me amaste, velando
e me ensinaste também a amar.
Tu, que me apoiaste, doando,
e me mostraste o imenso mar.
O teu olhar sempre atento,
como é a vigília da mulher mãe,
carícias de um regaço imenso,
que a infância lembrada tem…
Tu, que me choraste, na partida
e me falaste no silêncio do olhar.
Tu, que me orientaste nos rumos da vida
e me mostraste como também ofertar.
O teu alento invisível presente no coração,
como estrela de uma noite enobrecida,
e a par de uma certeza adormecida,
lentamente transformada em canção…
Tu, que és mulher e mãe
e me deste a bênção do mundo.
Tu, que és esposa e companheira
e me deste o grande sonho de fundo.
És a luz da minha estrada e a leve brisa da enseada.
Deixa eu cantar pra você
Deixa eu te escrever poesia
Deixa somente eu ser (eu)
Deixa tudo e não se queixa
Deixa tudo e não me deixa
Não. Deixa.
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