Poemas de Lembranças
Quem nunca mudou com o passar do tempo? Aos poucos vamos deixando pra trás, lembranças,pessoas etc... Mudanças faz parte do ciclo da vida!
Embora a essência continue a mesma. Por isso quando encontrares um obstáculo gigante na vida chamado mudança, não tema em mudar... com o tempo vc vai enxerga-lo pequeno, não por ele ter diminuído, mas porque você cresceu!
Bom dia!
Meu colar
Eu perdi o meu colar,
Meu amado colar...Tantas lembranças...
Eu o perdi, o perdi para sempre.
Ele não combinava tanto comigo,
Mas eu o amava e o desejava mesmo assim...
Ele era tão brilhante.
Perdia horas em frente ao espelho o admirando, ele parecia cair tão bem em mim...Apertava e deixava marcas, mas eu não conseguia tirá-lo...
Em algumas ocasiões ele fazia eu me sentir incrível,
Eu me sentia como a pessoa mais bela do mundo apenas
Por poder senti-lo no meu pescoço...Mesmo que
Estivesse me sufocando.
Talvez ele nem fosse tão bom assim
Mas está tudo bem, eu tenho um novo colar;
Eu prefiro o novo, ele é mais bonito, não aperta, não deixa marcas e
Nem mente.
“-isso não se trata de um colar.”
AMOR DISTANTE
Na saudade, te cato nas noites morosas
Nas lembranças singulares de dias ledo
Manifestadas naquelas exclusivas rosas
Tão belas, eternizadas no nosso enredo
Tua ausência é pesar tirânico na poesia
Que trasborda e faz a inspiração suspirar
Não poder te abraçar, mais uma agonia
O preço de quem a te um dia pôde amar
Nestes versos em vão, dum amor distante
Que retalha a alma e na ilusão manifesta
Há sussurrar a todo o instante, lancinante
Sem existência a sensação vai se esvaindo
E nesta prosa somente estória, então, resta
Do amado amor que um dia nos foi lindo...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/09/2021, 11’58” – Araguari, MG
O Tempo passa!
Nem sempre será apenas dias de batalhas, em nossa vida!
Os momentos bons, lembranças, histórias, temos que guardar com carinho no coração!
É tão gratificante conquistar algo que tanto almejamos na raça, ou depois de um dia cansativo, depois de uma dificuldade!
Depois que a batalha passar nos resta recordar. Recordar tudo que você passou, te forjou no que você é hoje, uma pessoa mais forte, conquistando seus sonhos, conquistando o mundo!
Quem acredita sempre alcança!!!
Quem muito se apega ao passado, se vê imersos em um oceano de lembranças vividas, tentando trazer de volta uma brisa que já passou, uma sensação que já sentiu, e até mesmo um amor que um dia já amou.
Parado no tempo apagando o presente, tornando incerto o próprio futuro.
Incrível é o fato de que com inúmeros sentimentos que pudeste sentir, escolheste sentir saudade.
Chega outubro cheio de lembranças, lembro a menina que fui, e olhando no espelho não encontro resto nenhum dela.
Foram tantas as lágrimas que logo me transformei em água, correntes, chuva, um rio interno que com certeza iria desaguar no mar, eu não me importaria em ficar lá no fundo, nem mesmo a falta do ar me derrubou.
Ando caminhando sem chão, carrego esse rio imenso dentro de mim como afirmação que
o mar ainda não me abraçou.
Assim É
''Que o dia de hoje me traga lembranças
De todas as ações e reações
De quem fomos e deixamos de ser.
Que o dia de hoje me lembre de como fui covarde
E, ao mesmo tempo, o mais corajoso.
Que o dia de hoje deixe de ser o dia do luto
E se torne o dia do perdão.
Que os santos nos critiquem
E que Deus nos perdoe.''
-Dia de perdoar'
Se ao menos em você
eu não me abrandar-se
E se pelo menos em ti
ficar pouco de mim
lembranças de um dia
ou até mesmo meu nome
lembrar-te o astro sol. (M)
Uma tristeza tão grande
Fecho lentamente meus olhos.
Trago pra bem perto as lembranças...
Saudades daquele tempo
Em que viver era tão leve... era como ser eterna criança.
O aroma do perfume.
Nos lábios do mel o sabor.
Emoções à flor da pele...
Tão lindo esse meu primeiro amor.
Hoje uma vontade imensa de para trás ir...
Pra dentro de um forte abraço
Meu primeiro amor trazer...
Olhar em seus olhos... sorrir um eterno sorrir.
Fecho os olhos.
Não quero ver ao que ao meu redor agora está.
É uma tristeza tão grande...
Pouco a pouco se diverte ela em me matar.
Certas coisas doem mais do que podemos imaginar,
Certas feridas não se cicatrizam
Certas lembranças se eternizam
Certos sonhos se tornam frustrações...
Esqueço-lhe de vez, ou lhe espero?
Livro-me de suas lembranças, ou, recordo do seu sorriso?
Espero-lhe na varanda de casa, ou tranco o portão?
Deixo-te longe como estas, ou Lhe trago para perto em meus sonhos?
Devo Lhe dizer que me machucou, ou que de certa forma matou os sentidos de todos aqueles sonhos?
CONJUMINANDO-ME
Conservo dentro do âmago de mim,
Lembranças abandonadamente esquecidas...
Sentimentos que atropelam minhas palavras
E me distraem de mim mesma.
Momentos que vagarosamente me incendiavam
Com chamas de pensamentos já adormecidos,
Faíscas que ficaram ao longo do tempo
Queimando meu interior.
Brotam relatos inebriantes de ti com lapsos de saudades
Meu coração entorpecido de sua ausência,
Reflexos de excesso de teu outono em meu corpo
Como se nada mais fizesse sentido!
Meus olhos úmidos sem verdades absolutas!
Negam impiedosamente a despeito de instantes marcados.
Ainda assim...
Seguem a diante na melancolia da estrada...
“Já que é longe demais voltar a trás!”
Senti intensamente a vida antes que ela passasse...
Transmigrando fragmentos de mim em ondas de saudades,
Para o mar do meu desejo.
E entre regressos e despedidas que tenazmente me devoram
Reponho lenhas nos meus sonhos antes que se apaguem.
E me retiro...
Antes que encontrem ossadas das minhas palavras
Soterrada de desânimo...
Não deveria ser julgada pelo nítido
Moro nas entrelinhas...
E sou apenas um copidesque,
As vezes um tanto autêntica por demais!
construindo-me a cada instante vivido,
Até que não haja mais...
By Joelma Antunes.
Subjetividade
Minha alma morreu
O que tinha pra doer
Já doeu
Lembranças boas do meu eu
se perdeu
Coração frio
Pensamentos sombrios
Ausência de sentimentos
Dias extenuantes
Um nativago qualquer a espreitar a morte
Sem rumo, perdido entre o sul e norte
Recôndito a empatia alheia
Com a esperança resumida
As ruínas de um castelo de areia
Condenado a própria sorte
Vivo minha depressão
Vendo a cada segundo
Minha lenta morte
Retoquei do piso ao teto
Removendo as lembranças
Consertando as lambanças
Que surgiram no projeto
Procurando ser discreto
Pensei tê-lo renovado
Mas descobri abismado
Não ter surtido efeito
Cada canto do meu peito
Tem o seu nome gravado
Glosa: Eliézer Aguiar
Mote: Luiz Ademar
Noites de infância
Lembranças que não são nem minhas
Crianças tem o poder
De volta e meia
Alegrar-se de alegria alheia
Janela da varanda
Noite, lanternas, neblina
A luz do mundo é uma vela acesa
Gente conversando
Sob as luzes do poste da esquina
Conversa que não dá pra ouvir
Eu na varanda
Esperando pai que não chega
Quando a mãe manda ir dormir
E quando mãe manda, ela manda
Mais outro dia
Menos um dia de infância
Noite quente
Amanheceu
E o pai já foi trabalhar
Vou esperar outra noite, ainda
Pois criança tem essa maneira, muito linda
Volta e meia
Ficar triste de tristeza alheia
Sentir tanto medo do inexistente
A ponto de não perceber
Que realmente ele existe.
Edson Ricardo Paiva.
Das coisas que vi nesta vida
Eu tento guardar lembranças
Mas somente as que forem boas
Me resta seguir o caminho de ida
E me basta saber que não tem volta
Pois, se existir ... desconheço
Grosso modo, aprendi que eu não posso
Mudar o mundo e as coisas que discordo
E em contrapartida, percebi desnecessário
Mudar o meu jeito de olhar a vida
Pois, também não me vejo obrigado
A aceitar as coisas, do jeito que as coisas são
Nem preciso acreditar que o impossível
Não será possível um dia
Basta saber que esse dia
Não é hoje, ainda
O tempo tem vontade própria
Por isso, apesar de as coisas mudarem
Com o tempo que passa
Há lugares onde o tempo
Não passa e nem quer passar
Inútil querer mudar ... ao que for
Inquebrantavelmente inútil
Toda a verdade, resumida
O preço do que não se vende
Se aprende, sabendo o valor
Que dinheiro não compra
Mas a estrada é bem larga
E um dia, a tudo se paga
A lei mais bonita
É aquela
A qual o tempo não se furta
Em fazê-la cumprida
Conquanto, jamais foi escrita
Portanto
Não se muda
Nem se apaga
Crepita qual chama
Na cera da vela
Oscila e bruxuleia
Chega a ser divertido
Ver brincar com a sorte, par em par
Uma bela manhã de azar, muda a vida
A lição aprendida
Se guarda, após elucidada
Portanto se engana
Quem pensa que da vida
Não se leva nada.
Edson Ricardo Paiva
"Dentro
do meu coração de homem
Existem amores e lembranças
Que parecem ter pra sempre
desaparecido
Talvez desapareçam para o mundo
Porém, para mim
Eles não somem
Hão de permanecer pra sempre
Escondidos
de forma latente e permanente
Perenemente guardados
Amores esquecidos
por pessoas às quais eu fui benquisto
durante um certo tempo
Em suas vidas
Elas ainda estão aqui
e jamais serão esquecidas
Essas pessoas
Esquisitas e esquecidas
Estão ainda
Guardadas e bem amadas
Amadas e bem guardadas
Por este amigo
Que muita gente esqueceu
Guardadas
Neste meu coração imperfeito
Coração de homem
Pois eu sou apenas um homem
Não sou Deus
Um homem
Que tem um coração
ainda de menino
Talvez por isso ele sinta esse amor
de certo modo, divino
diferente dos amores que sentem
Aqueles corações
Que infelizmente, quando crescem
Passam a ver o mundo
as pessoas e o amor
de uma forma diferente
de como tudo deveria ser sentido
Pra que a vida
Fizesse sentido."
edsonricardopaiva
Tantas lembranças eu tenho
Algumas afogadas em taças de vinho
Outras eu queria não ter visto
E que a vida houvesse sido
Qualquer outra coisa
Exceto isto
Todas deixadas ao longo do caminho
Algumas dessas dores eu cobri com flores
E de uma maneira ou outra
Nós vamos vivendo
Bebendo essses remédios que a vida dá
Sem ao menos ler as bulas
Sorrindo quando o Sol
Sem me dar alternativa
ilumina a minha cara
e chorando de forma furtiva
No silencio impenetrável
das infindas noites escuras
Em que à beira de fogueiras
Às vezes minh'alma dança
Triste ou feliz
Por haver em minha vida
A sorte ingrata de haver no coração
Tantas lembranças.
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