Poemas de Lágrimas
Há dias em que é noite o dia todo.
O sol teima em não aparecer,
o sorriso a não se fazer,
a dor a doer.
As lágrimas anuviam o olhar.
A dor lá só pra te lembrar.
O medo a te sufocar.
O amor a se esconder...
e a vida tem de continuar
Voltei...
jamais pensei que voltaria.
A dor mais doída senti,
o sofrimento mais sofrido sofri.
Mas voltei
dei a volta por cima,
sacudi a poeira,
do precipício pouco a pouco
me afastei da beira.
Voltei
e
voltei depressa
porque tenho pressa...
Voltei,
as dores afoguei,
as lágrimas sequei,
pra vida novamente me entreguei.
Voltei...
a ferida cicatrizei,
o olhar descansei
e
voltei...
Agora
veja meu semblante
sou feliz como nunca fui antes.
200mg de Apatheia
No paradoxo das minhas visões,
Entre a fantasia e a realidade,
Não há, nem afirmações,
Nem abraços, na verdade!
Só há nós que se dão nos laços,
À força de algumas vontades.
Quinquagésima mecânica do amor,
Onde há falta de abraços, dor...
Onde há águas de amassos, cor...
Onde há verdejantes regaços,
Mil maravilhas espectrais... flor!...
Se algum um dia eu te quiser dizer
O quão foi importante viver,
Desfeito no bordo da boca,
Derramado ao cabo acabado.
Águas, lágrimas e gota,
Nos braços de quem eu devia ter chorado;
Quão importante a chuva,
cair em terra seca?
- Uva!
Quão importantes os nós,
desfeitos na garganta?
- Quanta!
Quão importante eu,
ser desafio?
- Bio!
Quão importante o barro,
desfeito em cacos?
- Fracos!
Se sou na liga das teias,
Feito de más ideias.
Se outra sorte tu me desses,
Não haveriam caras feias.
Nem liga que me fizessem,
Para que eu tivesse ideias.
Por isso morro por um abraço,
Desfaço-me em mil do laço.
Filho da pouca importância,
Entre si e o seu regaço.
Vivo só em mim, sorvo da distancia!
Vivo à luz do sobreviver
Entre o dia que me deu berro
E a noite em que o berro morrer!
A ansiedade não é romântica, muito menos um poema.
Este é um grito silencioso, chorando silenciosamente.
No amanhecer frio, respiração excessiva,
com minha solidão.
Como um poeta, que não sabe escrever poesias ou
um cantor que não ouve sua própria voz.
É um céu sem estrelas, uma galáxia sem planetas,
na escuridão do meu quarto e na solidão da minha alma,
Percebi que não escrevi,
apenas chorei e das lágrimas
criei um verso.
Converse com as pessoas como se fosse perdê-las amanhã
Ninguém, ao menos que diante de um diagnóstico fatal, está preparado para perder quem ama.
SABEMOS QUE O RELÓGIO DA VIDA NÃO PÁRA E QUE UMA HORA SERÁ A NOSSA HORA, CONSEQUENTEMENTE TAMBÉM DE QUEM AMAMOS.
Transferimos a responsabilidade de muitas faltas para a tal “correria do dia a dia”, realmente o tempo voa, chegamos na sexta-feira e exclamamos: — Nossa, sexta de novo! Parece que foi ontem! Contudo, é uma falácia a dita “falta de tempo”, sabemos que, na verdade, este é igual para todos, o que existe são questões de prioridades.
É bem fácil notar que as nossas relações estão cada vez mais carentes de afeto, pois do pouco tempo de que dispomos com os nossos familiares, estamos com os celulares na mão, interagindo com o mundo, à exceção de quem está ao nosso lado.
Muito ouvimos de que a vida é curta, já o escritor Francês Jules Renard acredita que ela não é comprida nem curta e sim, ela tem uma duração própria. Se for parar para pensar, creio que sua reflexão seja a mais adequada, todos nós conhecemos histórias de pessoas que perderam filhos ainda na infância, e já outros que tiveram avós que viveram mais de cem anos.
TODOS TEMOS A CONSCIÊNCIA DE QUE UM DIA SERÁ O DO “ADEUS”, OUVIMOS DESDE PEQUENOS QUE A ÚNICA COISA CERTA NA VIDA, É O FIM DELA.
Mas sinceramente, não nos preparamos para o fim da nossa e, menos ainda, de pessoas queridas.
Se tivermos o cuidado de conversar e dar aquele abraço bem apertado sempre que vemos quem amamos, talvez as lágrimas frente a uma lápide, sejam apenas de saudade, mas nunca de remorso.
Não se detenha se as lágrimas rolarem
E as batidas do seu coração acelerarem
É Ele mexendo no secreto da gente
O lugar que ninguém conhece
Mas Ele viu e sabe curar
Ele viu e sabe o remédio pra curar toda ferida
LÁGRIMAS!
Com as lágrimas da fonte de tuas faces regarei o amor que flui na sensível beleza da tua alma.
Não permita que as lágrimas sejam mais intensas do que teu sorriso, pois elas
poderão cegar até sua compreensão.
(Teorilang)
Na vida eu vivi muitas lágrimas e só alguns sorrisos
Na vida
Vi
Lágrimas
Lá
Grimas
E sorrisos
Só
Risos
Na vida
Vi mais
Vi demais
Vi mais lágrimas
Mais delas brotaram no meu rosto.
E o resto: foram alguns sorrisos.
Que marcaram pela vida toda.
Pelos poucos que foram.
É o que eu valorizo.
Mas as dores também valeram.
Apesar de machucarem tanto o meu coração.
E fazer as lágrimas molharem tanto o meu rosto.
Lá
Grimas
Preparando
Para um sorriso novo.
E tornando cada
Sorriso
Só
Riso
Valioso.
"Com os anos
a pouco e pouco
a raiz afectuosa
penetrou
no fundo da terra
até chegar
ao mais pequeno
e mais antigo
veio de lágrimas"
Cada um com seu jeito de colher as lágrimas
Não muito poucos martirizam-se
Não muitos se desviam
Eu escrevo.
Escrevo
Não para esquecer
Mas para que haja registro.
Escrevo
Não para amenizá-las
Tampouco para intensificá-las
Mas para que tornem-se minhas professoras.
Eu quero amar! Ou melhor, sentir...
Acontece que, por muitos anos estão sendo bloqueado tantos sentimentos aqui dentro. Eu não sei como descrever essas repressão de sentimentos que tanto quer sair, mas não me sinto vivo, não me sinto humano. Me sinto um robô sem sentimentos, sentimentos reais... Assim, é como se tudo que se passa aqui dentro tivesse sido objetivado, ou seja, é como se eles fossem abstratos, não consigo gerir o que gostaria de sentir, transformo os mesmos em objetos inexploráveis.
Com toda essa falta de conhecimento dos próprios sentimentos, acabei construindo obstáculos emocionais, tenho medo de amar, chorar e sentir.
Contudo, hoje tive uma gota de “vida”.
O filme: - “Um limite entre nós” despertou algo que estava aparentemente morto. Uma pequena explosão surgiu, não sabia o que era até começar a tomar conta do meu peito, tentei eliminá-la como de costume, por medo de sentir dor. Mas sem sucesso, foi então que essa explosão foi ganhando tamanho, explorando todo o meu corpo até eu me dar conta de que estava sentindo, sentindo dor e felicidade, as lágrimas desceram e eu não me contive, apreciei cada segundo de lágrimas e emoção que, por muitos anos estavam submersas em uma pessoa frustada emocionalmente.
LAGRIMAS
E essas lágrimas que não cessam, por quê insistem em fazer tu pensar os erros que cometeu?
Por quê elas vieram sem aviso prévio?
Perguntas e mais perguntas não são a solução para que se livre delas, tem que senti-lás, absorve-lás para aprender que lágrimas também ensinam e que nem sempre você tem que errar para elas chegarem.
Quantos motivos há no universo? Talvez milhares né desde um relacionamento amoroso, família, perda de amor próprio entre outras, mas elas são a base para você aprender que somos todos frágeis e vulneráveis a senti-lás e fazer delas a força para aguentar a cada chegada desavisada e desgovernada das mesmas em intensidades divergentes umas das outras.
Jamais esqueça forte tu és mesmo quando se sentir fraco, quando elas secarem lembre que podem voltar e se prepare para ter força e mais uma vez suportar , pronto agora elas se foram volte a sorrir e irradiar os dias que pela frente estão chegando.
Matinas
Pai inalcançável, quando nós fomos originalmente
expulsos do paraíso, você criou
uma réplica, um lugar de alguma maneira
diferente do paraíso, sendo
planejado para ensinar uma lição: por outro lado
a mesma – beleza em cada lado, beleza
sem alternativas – Exceto que
por não sabermos qual era a lição. Deixados sós,
nós exaurimos uns aos outros. Seguiram-se
anos de trevas; nos revezamos
trabalhando no jardim, as primeiras lágrimas
encheram nossos olhos conforme a Terra
ficou turva com pétalas, algumas
vermelho-escuras, outras cor de carne –
Nós nunca pensamos em você
a quem aprendíamos a venerar.
Nós apenas sabíamos que não é da natureza humana amar
somente aquilo que retribui o amor.
Quando você está triste e as lágrimas caem, talvez a culpa seja do determinismo, de você ter nascido na Terra. No espaço e a gravidade zero, as lágrimas flutuam, fazendo-as órfãs. E fazendo-te um planeta seco e inabitável.
(Conclusões da ausência de felicidade dos astronautas)
Filhas dos olhos meus
Oh, Filhas dos olhos meus...
Que escoam pelos horizontes do meu olhar
E trilham solitárias seus próprios caminhos
Fadadas ao fardo das emoções carregar.
Ah, Fragmentos do espelho de minh'alma...
Sigam seu destino fluido e ainda pesado
Aliviem as dores de um corpo sem calma
Curem as feridas do meu coração cansado.
Partam de mim e encontrem suas moradas
Caiam ao chão ou sequem ao ar...
Escorram até que eu durma sob cobertas molhadas
E levem de mim o que eu não conseguir carregar.
