Poemas de Janela
No amor ou na guerra
Acorda Maria Bonita
Vai pra janela!
Não se deite na trilha dos gados
Não se deite no chão
Não se prenda na mesa
Não se prenda a avareza
Não pro mundo cão!
Subverta o resto de tudo
Viva ou não por um triz
Com o punhal na mão
Malícia no coração
Seja mais que feliz!
Eu estava dentro do ônibus
Era manhã
E pela janela vi como o sol Estava belo
Sua luz banhava meu rosto
No fonte de ouvido
Uma música daquelas que marcam um momento
E foi a primeira vez que senti Deus recitando uma poesia para mim.
É incrível viver um romance com o escritor das mais belas histórias.
É incrível!
Mulher
O sol raiou é hora de levantar.
Abra a sua janela e deixe o sol entrar, faça um gostoso café e depois vai se cuidar.Após um banho de mar, hidrate a pele, penteio os cabelos ,coloque as suas roupas que mais te define e vai passear. Com a alma livre e leve todas nós mulheres somos lindas, mesmo que se esqueça do rímel passar.
A beleza da mulher é interna e externa, devemos sempre nos amar.
“Meu dia só começa no seu abraço
em meio ao edredom
e na luz que atravessa minha janela
encontrando seu sorriso.
O cheiro do café por toda a casa
enquanto deixamos o banho,
na mesma toalha,
é pra mim como um aviso.
Posso ser feliz com pouco.
E o nosso pouco, é o paraíso.”
A janela e a tramela
Milhares de pessoas pelas janelas
Vão espiando a vida
Repetidas vezes
A mesma paisagem repetida
É sempre a mesma janela
Que no tempo corre
E sendo igual é diferente
Porque o que muda nela
É a sua própria tramela
Janelas se abrem e fecham todos os dias
No raiar do dia e no cair da noite
Azul, outras cores ou escarlate
Lá às vezes, o cão late
Às vezes, passa o homem
Vendendo melancia e chocolate
Dia a dia é a mesma janela
Já passaram anos
E até gerações
Mas o que muda nela
É a sua própria tramela
Maria Lu T. S. Nishimura
Viver
Viver
É estar na janela
Esperando a moça singela
Passar com cautela
Mostrando o quanto é bela
Viver
É poder falar
Para quem quiser escutar
Sem se preocupar
E nem exitar
O que vale
É expressar
Viver
É apreciar, experimentar até exagerar
É sorrir e chorar
Pular, dançar e cantar
Se emocionar com um
Simples olhar
Viver
É sentir calor, dor
Rancor e pudor
É acreditar que o amanhã
Será melhor do que
O hoje
Viver
É não parar de acreditar
Que tudo pode se transformar
Basta sonhar e lutar
Pois o coração
Não para de pulsar.
Então, pela fresta da janela desgastada e quebrada, emoldurando a parede descascada, mofada e danificada...
A LUZ insistia em entrar e penetrar por dentro da habitação...
Tão grande e tão vazia, tão cheia de mofo, poeira e sonhos desfeitos.
Atravancada com assoalhos soltos, pisados, arranhados e manchados...
nas festas de outrora, as pessoas lá dentro...
no chão de madeira que no passado reluzia como sintecada, de madeira nobre e bases sólidas para a casa.
A Luz Solar, celestial e cósmica mostrava que a Luz Divina sempre irradia e expande por cada fresta e buraco;
trazendo frescor e renovação...
Acalorando o espaço frio e desabitado, restaurando sonhos e fé.
Não havia nada, nem ninguém... apenas o vácuo dos sons de outrora nos passos da dança que riscaram o chão um dia, com saltos, pulos, mobílias e passos diversos...
Não havia nada e nem haveria... A chave da entrada foi perdida...
Mas a Luz penetrava e entrava por dentro e seu brilho resplandecia o chão...
e o espaço. sempre lá... para sempre.
nada mais importa apenas a luz.
11/08/2013
Leticia Gil Siqueira Santos
Ah, a saudade...
me bateu à porta, eu fingi viagem...
Ela, teimosa e sorrateira, pulou a janela.
Estamos aqui, ela e eu, num abraço apertado, pensando em você...
Acordei cedo de uma noite que não dormi
Abri a janela para espantar os ruídos do amanhecer
Pensando em enxergar monstros, respirei o ar que a muito não respirava ,
descobri as manhãs que não vivi
Bom dia!
Hoje acordei com som dos pássaros na janela do meu quarto, eram 4:55 am. Mas o dia estava clareando. Então me levantei, pois me deu uma vontade de aproveitar o dia; fui ao quarto de minha filha e fiz e dei-lhe um beijinho...Me lembrei daqueles que se foram, e me deu vontade de abraça-los, mas não pude. Quantas vezes jogamos fora todos os dias essa oportunidade de demonstrar o carinho que sentimos pelo outro, Simplesmente por achar que ele (ela) sempre estará ali? Isso é um grande erro!
Então comecei a arrumar a casa, lavei um restinho de louça que estava na pia, fui a padaria e no caminho eu agradeci a Deus por mais um dia, voltei pra casa e preparei meu café, me sentei na varanda e aqui estou escrevendo este texto, sentindo saudades dos que se foram sem se despedir...Percebi que não sou mais adolescente, e que o tempo está passando muito rápido, e como está!
Eu sei que o tempo não pode voltar, mas todos nós gostaríamos que isso acontecesse, pra concertarmos algum erro, ou até mesmo dizer algo que deixamos de falar para um pessoa especial que se foi...Mas o tempo de fazer isso é o agora, o hoje; aprendemos com nossos erros e nos tornamos melhores que no passado...quem não aprende essa lição, não sabe como dói a saudade!
Ame hoje, abrace hoje, beije hoje...Seu(a) companheiro, seus filhos (as) , seu primo, seu amigo...faça isso hoje, pois o amanhã é uma página em branco, e o passado como rascunhos borrados em páginas amareladas com o tempo, o que passou, passou!
Eu sou
Sou a estrela -do -mar ou o mar das estrelas....
A moça da torre, na janela vendo o domingo passar.
E quem será ela?
E o domingo passa com as donzelas
nuas nas ruas e com as feias em trajes ultrajes.
Eu sou. E o que sou nunca vais saber.
Eu sou sua gota sorvida às margens,
as margens da vida, do seu próprio morrer.
Eu sou a estrela -do- mar ou o mar das estrelas.
Tem dias que acordamos nublados
Abri a janela da alma
Vi tempestade em mim
Vi tudo se imergir em lágrimas
Senti minha essência partir
Tem dias q o sol não nasce e tem apenas tempestade
Tem dias que a chuva cai
Deixando a tristeza e suas peculiaridades
Tem dias que o poema triste começa a fazer sentido
Tem dias que minha cama quente parece o melhor abrigo.
Naquele dia, o aroma estava diferente dos demais.
O sol podia ser notado por detrás da janela,
os pássaros, o vento e tudo o que era captado pela visão não era mais visto, era apreciado!
Naquele dia as vozes eram claras e doces, a gravidade era nula e seus pés não tocavam o chão, estava elevada.
Naquele dia tudo era graça, manhã, tarde, noite... os momentos não mais passageiros, agora, imortais.
O bálsamo era pura resiliência e, antes de encontrar qualquer âmago... ela havia encontrado a sua essência, no lugar mais secreto do mundo, dentro de si.
INCONSTANTE
Dia nublado
É um dia inconstante
Para quem não decidiu
Abrir a janela
Para receber o sol da vida
Da janela
Meu mundo de sonhos
Em meu corpo
Dedos teus
Toca-me
E me faz mulher
Pura
Demônio !
29/11/2019
RONDA SILENCIOSA
Solidão cerrada, aquietada, escura
Afora a janela, o cerrado tão calado
Na imensidade do céu não fulgura
Um só brado, um ermo imaculado
Cá dentro, a mudez flébil murmura
E a melancolia no vento é fustigado
Escoriando a alma, áspera candura
Em um rasgar do silêncio denodado
Ecoa surdamente sôfrega bofetada
De escora frouxa, completamente
Aflando ali a apertura tão abafada
E, a letargia, assim, vorazmente
Faz tácitos claustros de morada
Em ronda silenciosa, lentamente
© Luciano Spagnol- poeta do cerrado
Cerrado goiano, 5 de dezembro, 2019
Olavobilaquiando
Abra a janela do coração.
Jogue fora a tristeza
Abate o semblante
E torna embaçada a sua visão.
Deixa Deus fazer tudo novo
É um novo dia
Experimente descortinar a alma
E entoar ao Senhor uma nova canção.
Da janela de onde eu moro vejo o Brazil
evangelista da silva
Da janela de onde eu moro vejo o Brazil
Um garoto maltrapilho entregue a desordem
Adotado pelo narcotraficante de alhures...
Da janela de onde eu moro vejo o Brazil
Bêbado, vomitando e cheio de crack, - alucinado
Entregue às mãos podres dos desgraçados.
Da janela de onde eu moro vejo o Brazil
Acorrentado para nunca mais libertar-se dos algozes
Entrincheirados conduzem o nosso povo à desgraça.
Da janela de onde eu moro vejo o Brazil
Estuprado e condenado à prostituição faminto e só.
E assim, conduzido à tortura, certamente, morrerá.
Da janela de onde moro eu vejo o Brazil
Desmaiado sugam-lhe o sangue e vida
Na estúpida violência de roubar a nossa beleza e viver!
Bahia, 13 de maio de 2019.
às 19h 30min.
Lembrança de Infância
evangelista da silva
Aqui do alto à janela vejo o Uni(verso)
Encoberto de nimbus sobre a minha cabeça
A desfazer-se em chuvas, e choros e gemidos.
Ainda ontem, e faz muito tempo...
Eu sentia este ventinho frio e a cara do tempo nublada,
Cheia de solidão. Mas eu, somente eu, era amado e...
Ao lado da minha avó sentia-me amparado
E forte, e consolado, e cheio de calor...
O amor tudo pode. Assim foi o meu tempo de menino.
Recordar é a maior das razões de viver...
Faz dezenas de anos que não revivo cena tão igual.
Estou no passado ao lado da minha avó esperando a hora de dormir...
Como hoje uma lâmpada acende, não é preciso apagar o candeeiro...
Já não tenho mais a coragem de encarar a luz,
Visto que a minha avó já não dorme ao meu lado.
Santo Antônio de Jesus, 03/12/2018.
Às 18h 12min
