Poemas de Janela
Ao acordar, desfrute do meu primeiro raio de sol que entra pela fresta da janela e deixe por um instante de pensar em toda correria que lhe aguarda durante o dia.
Vai se surpreender com tantas; quantas sensações e pensamentos diferentes podem lhe suceder.
JANELA E ALGUÉM
Alguém já escreveu que os olhos são a janela da alma.
Eu concordo com esta verdade
hoje eu acordei decidida a mudar
Passei a noite acordada
mais uma noite quente de outono maldita insônia
Maldito pesadelo
malditas ideias que me fazem questionar
as coisas que eu alguma vez
nunca quis questionar, deste mundo cada vez mais perverso, desumano e frio
Enfim resolvi reviver
os melhores momentos de nós os dois
dei-me conta de que já vivemos tantas coisas bonitas das coisas que já passámos
e por um instante dei-me conta a sorrir mesmo à gargalhada.
Janela do meu peito
Abro a janela do meu peito
e por ela vejo o amor chegar.
De mansinho e meio sem jeito,
avisa-me que é hora de amar.
Se achegue nobre sentimento,
a janela foi aberta para você.
Acompanharei seu crescimento,
nesse peito que está à sua mercê.
Por essa janela aberta você já entrou,
e um cantinho escolheu para ficar.
Não interessa por onde perambulou,
pois daqui, você nunca mais sairá.
Evolua, cresça e se torne visível,
não tenha medo de aparecer.
Mostre que tudo é possível,
basta o coração te conhecer.
A brisa da janela arrepia a pele de seda
Transforma em aquarela cada canto desse lugar
Bem que me dera eu para de observar
E ser só dela como as ondas são do mar.
Ali da janela externa, notei que andava bem mais
ausente, mas decerto presente, mais perto, interna,
terna e eterna somente na sua mente!
Guria da Poesia Gaúcha
Não consigo ver felicidade sem flores
e para isso a minha janela estará sempre aberta;
é inimaginável um mundo sem amores...
Acreditar na paz interna ainda é a coisa mais certa!
A moça da janela
A moça na janela
De longe observa
Sente saudades
Revê em pensamentos
A sua gente distante
Seu tempo de menina
Vestindo suas bonecas
Infernizando a tia
E se sentindo princesa
Da avó embevecida
A moça na janela
Sorri pra não chorar
Toda vez que ver no mar
A distância que a mantém
Dos entes do outro lado
A menina do Brasil
Daqui um dia partiu
E agora olha pela janela
Da sua própria alma
Seu corpo de mulher
Lá longe ela espera
A hora do reencontro
E deixa escapar uma lágrima
Por quem não vai rever
Mas por certo há de sentir
É o preço a pagar
A moça na janela
Que em outro lugar foi morar
Mas deixou aqui ficar
A menina do Brasil
(Nane-13/11/2014)
Hoje olho pela mesma janela que ontem, mas o vidro se quebrou, não mais distorce o que há lá fora...
Meus olhos observam perplexos a realidade, um certo desânimo me invade...
Tudo mudou... O aconchego que havia aqui dentro já não há, o ambiente está escuro e frio, um imenso vazio...
Lá fora há sol e vida, mas onde está a menina atrevida?
Um dia olhei através da janela do meu quarto e fiquei estática! O brilho intenso, a densidade, o poder, o luar...
Não sei quanto tempo fiquei ali, parada, encarando aquele espetáculo no céu. Gosto de olhar as estrelas, mas naquele dia, a lua me capturou.
Sentei na cama e vi o vazio a minha volta. Por que? Não sei dizer. O que sei é que olhando aquela lua eu pensei em você.
Você que me deixou, você que nem notou a minha existência, você que nunca me perdoou por só te querer por perto, você que me amou como nunca ninguém; você que me quis e eu não pude ser o seu alguém, você que me perdeu e eu me dei a você...
São tantos vocês, mas não que seja várias pessoas. Você também é quem não conheci e já consigo pensar se a vida vai ser cruel assim de novo.
Então veio a nuvem e escondeu minha inspiração, meu pensamento, a minha lua, e me pergunto: Onde está você agora?
ALÉM DA JANELA
Eu...
Continuo olhando pela janela
Vejo alem das persianas
Outras janelas
Elas não são parecidas com a minha janela...
As vezes eu as acho tristes
As pessoas que estão nelas não tem a mesma visão
que eu tenho
Olhando da minha janela
o mundo é mais colorido...abaixo da minha janela
existe um jardim de poemas
Prontos para serem colhidos.
o mundo mostra,
talvez não seja tarde para ler
quando abro a janela,quimera;
nadam nas profundezas,
criaturas hibridas,bipolarizadas.
De fato inebriadas,alienadas como mostra a ficção,
Se decifrar é uma tarefa fácil só os leitores saberão.
SUBLIME AMOR
Abro o olhar, tal qual a janela da aurora
E deito em insanos sonhos sob teu céu
Todos os sentidos, versos envoltos em véus
Que descortinam os segredos de outrora
D'um amor, que não traz a medida da razão
Apenas almas entregues e incandescentes
N'uma história de desejos plenos, e não somente
Pois que do encontro, a magia se fez perfeição
Entre toques e sussurros n'um mágico momento
Que sinto da vida a força, de um coração sedento
Findando pois em ti minha busca, meu paradeiro
Epicentro de emoção, em verdade e por inteiro
Deixando na pele bem mais que o perfume, a flor!
Marcas cravadas pela eternidade, sublime amor!
Olho pela janela tudo cinza
O sol não veio
Intimidou-se ao ver nuvens carregadas de escuridão.
Abriu mão de sua imponência, majestade, altivez
Busquei-o para aquecer meu rosto
Colorir meu coração com as cores de Luz
Busca em vão
Hoje o grande astro quer quietude.
Não desisti de me encher com alegria.
O dia nublo sugere solidão.
Mas não posso, hoje tenho pressa.
Lembrei!
Guardei um tesouro em meu coração.
Mais belo que a luz do Sol.
Que nenhuma escuridão pode ofuscar a beleza.
Te busquei para colorir meu dia.
Que coisa linda, já sabia.
Com você sempre sou primavera.
Tenho paz e alegria.
Quando olho pela minha janela em linha reta, vejo apenas um monte de coisas corriqueiras e sem emoção; casas, telhados, carros e pessoas passando.
Mas quando eu levanto a minha cabeça enxergo muito mais, um céu maravilhoso, o sol que brilha e me diz "bom dia".
Assim é a vida. Basta que possamos levantar um pouco mais a nossa cabeça para enxergarmos coisas melhores.
"PROCURO-TE"
Procuro-te e busco-te
Nas fragas do caminho
Pelos vidros da janela
Em cada nascer do sol
E não consigo encontrar-te.
Procuro-te e busco-te
Nos seixos da rua
Nas brechas da porta
Nos grãos de areia.
E não consigo encontrar-te.
Procuro-te e busco-te
No brilho das folhas à chuva
No nevoeiro estampado na serra
Nos espelhos do orvalho
E não consigo encontrar-te.
Procuro-te e busco-te
Na tempestade dos ventos
Nas nuvens altas e azuis
No escuro da noite.
E não te encontro, mas tu revelas-te!
Da série: Tudo pode virar poesia...
De manhã ela levanta... e abre a janela;
Pega água e rega a planta, que ganhou no dia dela;
Prepara o café do filho;
Na tigela põe um pouco de Sucrilhos;
Toma o café puro em sua caneca,
Depois de acordar seus dois sonecas;
"Querido acorde, já deu a hora...";
Por mais cinco minutos o marido suplica (e agora?);
"Filho, levanta, é hora da escola..."
A preguiça impera, mas ele não enrola.
Afinal, mãe é mãe e vice versa;
E ele sabe que não tem conversa;
Quinze minutos se passam, pai, mãe e filho se abraçam;
"Te amo mãe!"... "Te amo vida!"
E o dia segue, como essa poesia lida...
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E como é bom abrir a janela, fechar os olhos e respirar o ar puro da manhã, sentir a brisa suave me tocar A face, já não tenho domínio próprio de pensamentos e buscoo por você...
e por um instante sinto tuas mãos me tocando, sinto teu cheiro, ouço tua voz sussurrando ao meu ouvido, meus lábios clamam pelos teus, chego a sentir o espetar da tua barba por fazer,
mas sou tocada pelos primeiros raios do sol, que me fazem despertar deste profundo devaneio, sinto o coração desacelerando, e me pergunto se alguém não o ouviu bater...
pobre coração não é poeta mas sabe sentir...
Não te ama o tempo todo só quando bate...
Acordei de manhã, com o sol batendo na minha janela, mais radiante que nunca. Novamente, não tive vontade de levantar e encarar o dia, virei pro lado e tentei dormir. “-Covarde!” o travesseiro cochichou. Até as cobertas se afastaram e não consegui mais pegar no sono.
Pensei em ti, em nós. Percebi que sinto um fio de felicidade por conseguir lembrar de nós, de tudo que aconteceu. Pra mim não foi fácil – e continua não sendo – mas seria muito mais complicado se tu não estivesse ali. Ali mesmo, do outro lado da cidade, tão perto como ninguém jamais esteve. Irônico, aliás, essa expressão poderia muito bem nos definir.
Percebi que não me importo com a quantidade de mulheres que tu conheça ou transe, percebi que preciso disso também. Preciso de aventura, a rotina me corrói com mais intensidade.
Percebi que podemos não nos ver mais, não falar com tanta frequência, não nos escrever mais, mesmo assim esse fio de felicidade que me liga à tua pessoa não vai ser cortado. Nunca vai. E como fico feliz quando vejo algo teu, quando vejo um elogio sincero, quando as pessoas se identificam com tua escrita – assim como eu, logo que li o primeiro texto.
Percebi que cresci muito em muito pouco tempo. Percebi que quero conquistar o mundo e nunca ser notada. Percebi que continuo te amando e amando a gente. Por que existe EU, VOCÊ e NÓS. Esse NÓS, junta os cacos dos outros dois e se torna algo de outro mundo. Diferente de qualquer outra coisa, belo como nenhum outro relacionamento.
Percebi que quero te ver bem, e quero me ver bem também. E quando puder, quero te ver. Te amo! Amo NÓS! E isso até me deu vontade de levantar. Mentira, mas quase. Beijo Emoticon heart
Luar
Pela fresta da janela
Mostra-se imponente atraente
Só me aproximar
Logo vai se afastando
Evitando-me
Novamente
Olho de relance
Ali você está
Um jogo e tanto
Nesta noite silenciosa
Parece não ter fim
Eu e você
E um dilema
Lua desta noite
Eu olhei pela janela...
Vi um dia tão disposto...
Porém cheio de remorso..
Tão pálido e sem gosto ao olhos de quem pouco pode se enfatizar com uma beleza tão exuberante...
Eu olhei novamente tentei desmanchar meu hálito azedo que destruía meu olfato
E joguei fora aquelas vozes altas e cheias de ruídos que impediam minha audição...
Lixei meu tato para que pudesse ficar mais sensível e mesmo assim de nada adiantou...
Percebi que não era meus instrumento que de mim fazia tão fria...
E sim meu perfil que com tempo de mole ficou duro...
Como uma pedra...
Quanto mais se bate mal se sente mas pouco se quebra facilmente...
Eu virei o rosto e fechei os olhos...
A cabeça latejou, os abri e senti o vento me incendiar e minha retina disposta a melhorar, foi como uma flor que desabrocha eu revivi
Nasci
Mas sinto dizer
No final sempre morro
E o ciclo se repete em vários giros...
Meus giros são contínuos
E só irão parar quando o ar parar de encher meus pulmões...
