Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
Cada manhã
Cada ocaso
Mostram que nada é por acaso
E que nem tudo é coisa vã
A chuva, o riso
O que te leva a orar
Agradecer de joelho no piso
Pela chance de se alegrar
Ser feliz depende de nós
O sucesso é para quem corre atrás
E reconhece que não estamos sós
Bênçãos são para os que ao bem mais um traz
Pode se iluminar o dia de alguém
Com uma simples saudação sincera
Vencer as batalhas e ir além
É a simplicidade que torna a vida próspera
O Que Passei
..foram ventanias,trovoadas,
Chuva forte,
torrencial.
O sol se abriu.
Sorriu…
Deu brilho a minha alma.
Aqueceu-me do frio.
Me disse:
_Segue!
Agora pode ver
onde pisa.
Agora pode ver bem,
quem poderá ser seu amor.
E eu segui….
Tempestade
Em uma manhã fria de inverno chorei,
Impulsionando a chuva que lá fora caia,
Se perdendo na visão turva da cidade branca,
Esvaziando as nuvens do meu pensar.
Eu chorei...
O frio que tomava meu corpo como parte dele,
O coração que quente não resistiu,
E o laço de compaixão que se partiu.
E eu chorei...
As lembranças que este tempo sombrio traz,
As incertezas do amanhã chegar,
O medo das ventanias e do tempo fechar.
Chorei...
A angustia de ver a água subir,
O temor da terra sumir,
A certeza da luta pela vida do homem bom.
Sim, eu chorei...
No papel as gotas que escrevi sem pensar,
Os sentimentos em cárcere do meu gostar,
As alegrias no verão de quem pude amar.
Mas também chorei...
Vendo a chuva passar,
O azul do céu voltar,
A alegria de novamente ver o sol brilhar,
E ter a esperança de ver um novo dia chegar.
Sinto saudade da chuva, quando ela não cai
Sinto saudade da musica, quando ela não toca
Sinto saudade do vento, quando ele não sopra
Sinto saudade da dor, quando não sinto nada
Sinto saudade do tempo, quando ele não passa
Sinto saudade de mim, quando me esqueço em qualquer lugar
Sinto saudade da saudade, que me faz pensar
Como um espelho, refleti vendo a noite iluminada
Conversei com o silêncio
Tão bela é a chuva que desce do céu, se perdendo entre ruas e calçadas
Tão leve é o vento, que nem faz barulho, como o silêncio desse pensamento
E as pessoas que ali passam, passam sem ver que cada momento na vida, pode ser muito mais do que uma simples caminhada
Chove chove
Que até da pra ouvir
O barulho do vento
E a chuva cair
Chove chove
Já faz algum tempo
E ta na hora
De sonhar e dormir
Chove chove
Há cada momento
A chuva que dança
Do lado de fora
Chove chove
Deixando lembranças
Antes de ir embora
Na Chuva
É um paradoxo
buscar abrigo da chuva,
querer estar na chuva.
Sentir a chuva.
É esplendoroso
beijar na chuva,
abraçar na chuva.
Ou brincar na chuva.
É aconchegante
o teu abraço na chuva,
o teu olhar calmo.
Nosso momento na chuva.
Se você tem frio
eu te esquento na chuva
e sentimos a chuva,
brincamos na chuva.
É o nosso momento
na chuva.
Sabemos que o sol na realidade ilumina a lua.
Também sabemos que a chuva necessita do mar.
Os rios precisam das nascentes para seu percurso
E as palavras necessitam das decisões para amar.
Quando criança
Tinha medo da chuva
E não temia o vento
Que espalhava os cabelos
E onde morava
Corria de braços abertos
Para poder voar
E voava e voava
Arco íris
Com várias cores suaves
Em arco até o chão
Luz de gotículas de chuva
Faixas coloridas do céu
Tintas e pinceis
Arco íris transformou
No azul do céu
Aliança se formou
Dançar na chuva trajado a rigor,
porém, descalço,
mesmo sem saber dar um único passo,
e, ainda assim, apreciar o descompasso.
Com os pés descalços, caminhei naquela chuva cerca de uns dez minutos, mas era como se eu tivesse caminhando por horas.
Em meus pensamentos, cheiros, momentos, sorrisos se misturavam, mas, em meio a tudo que pensei, algo se destacou: Voce, Eu - Nós -.
E de repente, me peguei chorando.
Não, mas não era um choro de tristeza, eu também costumo chorar de alegria por mais estranho que isto soe pra voce.
É que me veio assim, um sentimento de gratidão.
Por tudo. Por voce. Por nós dois.
Naquele momento, ainda sorrindo enquanto as lágrimas escorriam se misturando a chuva, me senti uma boba.
Chorar por gratidão...
Foi aí que percebi, que não preciso estar entre conflitos internos para ser emotiva.
Porque eu já nasci com a sensibilidade aflorada e o amor correndo nas veias.
E lá fora, chuva. O tempo se encontra fechado, nublado.
Coração geme os desajustes gerados ...
Densa mágoa, a altura da garganta, trava tudo.
Suspiro de não contentamento lástima vil do ego.
E por um instante tudo gira, se inverte,
O dia, lindo dia, se converte em escuridão,
O sol em chuva, e os teus raios em trovões.
Ecoam-se os gritos angustiados,
Latentes, fortes e veementes,
Traçados mediante conduta conturbada,
Puro desconcerto do acaso, triste acaso.
E lá fora, chuva, riso em choro,
Felicidades em tristeza e assim se vai ...
A vida e seus desconfortos,
O ser humano e seu lado humano.
NAo foi a chuva que molhou meu rosto...
Nao houve musica que me fizesse dançar...
Nem conto de fadas suficiente pra sonhar...
Foi a mágoa que fez a lagrima descer...
Teu silencio que me fez sofrer
Foi tua perda que me fez morrer....
Posso ver a chuva molhando as flores
Posso ver o sol se pondo no horizonte
Posso ouvir os passaros cantando perto ou longe
Posso ouvir a música mais linda
Mas nada me traz a felicidade de estar contigo
Venha para mim, venha me fazer sorrir
Venha para mim, venha me fazer feliz.
"O amor nos faz meninos.
Queremos correr na chuva, gritar bem alto e brincar sem ter pressa.
Se Deus é amor, Ele é muito brincalhão.
Penso que o amor acontece quando Deus chama o homem para brincar de eternidade"
Você não pode mudar
A direção das gotas da chuva.
Você não pode mudar
A intensidade dos raios do sol.
Mas você pode modificar
a composição do meu olhar.
Ah! você é linda como a paisagem
de fim de tarde, onde os
olhos gritam de alegria
a contemplar tamanha
beleza celestial.
NEM O TEMPO
Nem a chuva,
Nem o vento,
Nem a lua,
Nem o sol,
Nenhum segundo,
Minuto,
Hora,
Semana,
Mês ou ano,
Vai me fazer esquecer
Esta eternidade que és tu,
Este infinito que eu amo!
Guria da Poesia Gaúcha
