Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
Renascer de uma paixão
O renascer de uma paixão,
É como um arco-íris após um denso dia de chuva,
É como o som da cachoeira se chocando com as rochas,
É como os cantos mais belos dos pássaros.
O renascer de uma paixão,
É como o ar fresco assoviando em meus ouvidos,
É como um voo suave de uma borboleta,
É como a paisagem mais perfeita.
O renascer de uma paixão,
Nos deixa nas nuvens, sem palavras,
Sem porque, onde e como agir.
Nos aquece como um abraço,
nos conquista a cada momento,
Nos envolvendo em um renascer de uma paixão.
Não tenho medo do escuro.
Não tenho medo da chuva
e nem do barulho desconhecido lá fora,
mas não me desgarre, se não... eu passo a ter.
Sabe o que mais aprecio na vida?
O cantar dos passarinhos,as gotas de chuva
batendo na janela, o barulho do ventilador...
Tudo muito simples...
A chuva lava todo o meu tormento
Sinto que a minha alma implora
Refletido vejo esse constante sentimento
Nos espelhos d’água que se formam lá fora
Seu brilho intenso se destaca na escuridão
Me devolve a luz da lua ausente
A chuva dá o tom dessa ilusão
E do sentimento que faz isso com a gente
És o desejo que não se realiza
A promessa que não se cumpre
Da cor morena que se mentaliza
Surge o desejo que meu coração nutre
Peço que minha mente entenda
Se realmente vale dizer que te quero
Que Deus meu desejo atenda
Te quero porque te espero
Leio em voz alta esta carta
Na esperança de que possa me ouvir
Você toma forma no espelho de prata
Se faz tão real que eu posso sentir
Do seu sorriso e seus olhos escuros
Colo os pedaços do meu ideal
A realidade que eu procuro
De tão longe parece sobrenatural
A cura que busco por estar doente
Mostra o quanto não me dei conta desse sonho
A névoa da noite revela o ideal pendente
O silêncio da madrugada se faz abandono
Tão certo quanto as águas cobrem o mar
Tão incerto quanto o futuro da terra
Encontrarei a essência de te encontrar
Como a paz que abomina a guerra
Como idade que não dita regra
Como saudade que não se domina
Com a certeza de quem entrega
O sonho que jamais termina
Amanhã pode ser sorte
Amanhã pode ser destino
Ao Deus que me faz forte
E ao olhar que não defino
Não defino porque não sei
Não defino porque não quero
Não defino porque não encontrei
Não defino porque espero.
BY DANI OLIVEIRA
A chuva cai lá fora,
livre, sem se preocupar onde irá parar
E eu aqui dentro
me preocupando com a gramática
A chuva – Rafael Rocha
05/08/2012
A chuva cai
E logo o vento se vai
Vai e volta e traz junto
Um pouco de paixão
Cigarros largados no meu chão
Volta o vento e traz junto
As folhas da primavera
Que se deixaram pelo mundo
No jardim não há vida
Além do espírito das rosas
Um jardim sem saída
Um santuário de memórias mortas
Túmulos de palavras prontas
Talvez eu tenha errado
Em ter me cegado
Mas não errei
Em ter me apaixonado.
Um homem como eu
Dizia que o amor não existe
Somente para fugir da verdade
Que precisaria amar para viver
Movido pelos traumas
De uma pessoa errada
Essa é a maldade do amor
Ter que sorrir em meio á dor.
O homem colhia tristeza das estrelas
E regava suas flores com suas lágrimas
Esperanças não lhe faltavam
O amor que tantos matavam
O fazia pensar se deveria amar
Ou se devia somente chorar
Nada o fazia entender
Porque deveria viver
Viver para a vida compensar
Viver por alguém
Alguém que se deve amar.
Olhava seu jardim
Da janela embaçada
De seu quarto fechado
Com sua porta trancada
Fechava o coração
Para não ver a chuva
Que em cada gota
Trazia um beijo sujo
Memórias cruéis que mataram esse homem
Que tanto se entregou
Somente por amor
Amores errados
Pessoas erradas
Esse é o desafio de viver
Ame e tente sobreviver
E se você um dia conseguir
Saiba que estou aqui
Para sempre lhe lembrar
Não custa nada
Tentar amar.
Privilégios
E eu não ando só, tenho noite sem lua, chuva sem trégua, ruas compridas, curvas perigosas, estranhos bem intencionados, bobos pedindo água... Não ando só!
Severamente seguida, por carinho, amor incondicional, amizade passional, gastrite e outros.
"E mais uma noite,vou
dormir tranquila... Ouvindo
a chuva no telhado,sentind
o o vento frio entrar pela
janela pensando em mais
um dia que se vai. Se vai
com a certeza que diz o que
pude hoje. Falei pra quem
gosto o que sinto,abracei
amigos,sorri com
eles...tremi e senti o coração
acelerar ao ver alguém
especial chegar perto.
Tomei as decisões certas pra
hoje. Tudo certo. Sem
nenhum sentimento ruim
no meu coração,nenhuma
mágoa,nenhum
ressentimento. Nada de
ruim. O que passou
passou,o que fez mal ficou
pra trás. Não tem espaço
pra sentimento ruim no
meu coração não. Tudo tem
um motivo e de cada erro
tiro uma lição. E procuro
aprender pra não acabar
repetindo... Mais um dia...
Chove... Faz frio... To aqui.
Confesso que não
exatamente no lugar que
eu gostaria,mas nem por
isso to triste. Tá tudo bem.
Vai ficar melhor? Vai sim.
Tenho certeza. Tenho fé que
é o que mais importa. Mais
um dia... Mais algumas
lições pra anotar,mais
alguns sorrisos,mais
algumas lembranças pra
guardar! E mais amor no
coração... Cada dia mais.
Venha o que vier. Afinal
estamos aí pra que? Pra
assistir a vida passar?
Não,nem pensar. Somos
protagonistas. Estamos aí
pra viver."
Chuva
Anjos cantam
depois da chuva.......
como passaros regurgeiam o amahecer
de vidas que
foram
embora daqui
voando
como o vento.......
para um dia voltar
e amar a tempestade.........
...em mim a era do gelo ........a era da eternidade........
o amor por um anjo
que se foi
sem prometer que voltaria .........
e confrontar a vida
com sonhos........
2 Setembro de 2012
O amanhã
Lá fora a chuva cai
trazendo recordações de antigos vendavais
no cais os pescadores
preparam as redes e esperam
As noites mais profundas obrigam um novo olhar
a lua debruça na janela
a esperança antes imperceptível
faz consertos na casa.
No quarto a cama
onde tantos carinhos amor e sonhos
viraram rezas e choro
não há mais lençol de seda.
A memória vai polindo os momentos
restaurando o passado com as cores das lembranças.
O amanhã?
O mundo dá voltas.
Setembro
Os fins de setembro em ares de chuva
do Sol a brandura às nuvens escuras,
de um frio noturno um tempo murmura
do aconchego, abraço e ternura.
A canção que me pede trilha sonora
dilata a agonia dos dias afins.
E recuo ao leito, amigo do pranto
silêncio, presença, abrigo-manto.
Setembro de flores primaveris,
dos amores, setembro dos esmorecidos.
Dias curtos, pesadelos vis.
Hoje, acordei e abri a janela só pra ver a chuva cair,
E me lembrei que existem coisas boas,
Que Deus esta lá fora olhando por nós,
Se existem flores e borboletas,
Existe também, um mundo bom.
Um jogo de luzes
rabiscos verticais e horizontais
Vamos lá fora hoje é dia de chuva
mas mal não tem, pois lá fora é verão...
Vamos correr através desses pingos
vamos pular algumas poças
Façamos uma roda e giremos
Aproveitaremos mais um dia de verão
Somos livres hoje
Livres para se prender.
Cai chuva
Cai chuva sobre a cidade,
Cai molhando plantas, fazendo brotar a vida
Cai chuva suave em forma de brisa.
Trazendo esperança aos que por ti esperou
Para quem que em súplica rezou
Chuva mansa que vem do alto
E desce como benção do céu.
Precipitando sobre relvas e planaltos
Caindo deixa toda a natureza verde em festa,
Colorindo plantas e flores.
Com o barulho dos pássaro fazendo serestas.
Cai chuva renovando toda a vida
Fazendo o sertanejo feliz indo para a lida.
Cai chuva misturando-se com vento
Cai trazendo alívio a quem de ti precisa
Amenizando com carinho o tormento.
De quem com paciencia recebe como brisa.
Dia de chuva
noite serena
de lua cheia.
Ondas vão
ondas vem.
Se embaraçam pelo mar
seus dedos em meus cabelos.
Sinto-te beijar meus lábios
numa brisa de arrepios,
fazendo-me um canto.
Canto seus lábios
canção de amor.
Amo-te em meus braços.
Afago seus cabelos,
não meço os fios.
E o que me resta,
nada mais resta
se há você e eu
o resto
é só o resto
que ainda tem por vir.
Sou frio
Sou calor
Dia
E noite.
Mais pernoite
Que dia.
Tenho sol
Tenho chuva.
Teu brilho
Todos os dias...
Amante do vento e também do cheiro da chuva;
Amante do outono e também de aves à partir o espaço.
Amante de folhas secas, de cavalos e sonhos alados.
Esses dias de chuva
Assombram-me com poucas palavras
Que nem chegam a se molhar
No dia que se arrasta lento e devagar
As gotas passam até secar
No papel com a tinta que mancha
E se faz lembrança, até não mais lembrar.
Existe uma flor em um jardim que não é meu, que precisa ser regada.
Eu viro chuva para que caia alguns pingos meus.
É difícil acertar a pétala certa.
Mesmo assim eu chovo.
Quem sabe um dos meus pingos acertem o coração da flor...
Quem sabe um dia eu aprenda a chover.
Amor...
Enchi-me de silencio
E escutei a chuva cair lá fora.
Escutei o trem de carga passar
No meio da noite
E no meio do meu silencio.
Enchi-me do vazio que havia naquele quarto
E me senti cheia, de nada.
Pensamentos tomam conta de mim.
Tomam-me o sossego que eu não tenho
E me levam, mais uma vez pra longe.
Passei horas há pensar em nada,
Há pensar em tudo.
Então o silencio volta a ser barulho,
No meu mundo
E o silencio que o trem de carga
Não deixa ficar, nas noites de chuva,
Que nem chegam a molhar os
Meus versos mal escritos.
